
Se você assina o Prime Video há um tempinho e ficou revoltado com a enxurrada de anúncios que começaram a aparecer nos filmes e séries, temos uma boa notícia: o Tribunal de Justiça de Goiás decidiu que a Amazon precisa parar com essa história — pelo menos para os assinantes antigos.
A decisão é liminar (ou seja, ainda pode ser revista), mas já dá um alívio pra muita gente. O juiz mandou a Amazon tirar as propagandas do ar para quem assinou o serviço antes de abril de 2025, quando a empresa começou a incluir anúncios no catálogo. E mais: a empresa está proibida de cobrar aquela taxa extra de R$ 10 pra remover os anúncios. Quem já pagava R$ 19,90 por mês vai continuar pagando esse valor — sem comerciais no meio da maratona.
A bronca veio do Ministério Público, que acusou a Amazon de mudar as regras do jogo no meio da partida. Segundo a promotoria, a empresa impôs as mudanças sem aviso claro, transformando um serviço que antes era 100% sem anúncios em algo que agora parece TV aberta — só que paga. O MP ainda disse que isso parece uma “venda casada disfarçada”, já que o cliente é forçado a pagar mais para ter a experiência que já estava incluída no plano original.
E a Justiça concordou. Para o tribunal, a Amazon foi nada transparente: não explicou quanto tempo durariam os anúncios, com que frequência eles apareceriam e nem deu escolha real para o usuário. Resultado? Frustrou a expectativa de quem assinou o serviço acreditando que ele era livre de propaganda — e agora se depara com interrupções em pleno filme de suspense ou no episódio final daquela série favorita.
A tal mudança começou oficialmente no Brasil em 2 de abril de 2025, e desde então todos os usuários — novos e antigos — passaram a ver propagandas antes e durante os conteúdos. Só que a reação foi imediata: redes sociais lotadas de reclamações, gente cancelando assinatura e críticas à falta de respeito com o consumidor.
Agora, com essa decisão provisória, a Amazon terá que voltar atrás pelo menos para quem já era assinante antes da mudança. A empresa ainda pode recorrer, então essa novela pode ganhar novos capítulos. Mas, por enquanto, os consumidores saem na vantagem.
Vamos acompanhar os próximos passos — e, quem sabe, isso não abre um precedente para outras plataformas pensarem duas vezes antes de empurrar anúncios goela abaixo?
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