Se você acha que trabalhar em hotel é só receber hóspedes, entregar chaves e resolver alguns problemas pelo caminho, Hotel Amor quer mostrar que a história pode ser bem mais caótica. A comédia dirigida pelo brasileiro Hermano Moreira acompanha um dia a dia cheio de confusão nos bastidores de um tradicional hotel de Lisboa, onde praticamente ninguém parece conseguir ficar tranquilo por muito tempo.
Coprodução entre Brasil e Portugal, o filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 24 de setembro, com distribuição da Imovision. No elenco está Marcelo Adnet, que interpreta uma versão fictícia de si mesmo, além de nomes conhecidos do cinema e da televisão portuguesa.
No centro da história está Catarina (Jessica Athayde), gerente do hotel e daquelas profissionais que parecem viver mais no trabalho do que em casa. Só que sua rotina já complicada fica ainda mais difícil quando o estabelecimento é vendido e passa a ter uma nova administração.
A partir daí, Catarina precisa provar que consegue manter o hotel funcionando enquanto tenta lidar com funcionários imprevisíveis, hóspedes que aparecem com todo tipo de exigência e uma situação do passado que volta justamente quando ela já tem problemas suficientes para resolver.
O que acontece no filme?
A história acompanha Catarina em um momento particularmente complicado de sua carreira. Acostumada a comandar a rotina do hotel, ela precisa se adaptar às mudanças provocadas pela venda do estabelecimento.
O problema é que administrar um hotel já seria trabalhoso em condições normais. Quando a equipe não facilita, os hóspedes complicam e acontecimentos inesperados começam a aparecer pelos corredores, manter tudo sob controle vira praticamente uma missão impossível.
É nesse cenário que o filme encontra seu humor. Em vez de acompanhar apenas o que acontece diante dos hóspedes, Hotel Amor olha para o outro lado do balcão e acompanha as pessoas responsáveis por fazer tudo parecer normal, mesmo quando está acontecendo exatamente o contrário.
A ideia surgiu de uma experiência do próprio Hermano Moreira depois que o diretor conheceu o Hotel Roma, localizado no centro de Lisboa. A partir da observação da rotina do lugar, ele começou a pensar em como seria mostrar aquilo que normalmente o público de um hotel não vê.
Por que Hotel Amor foi filmado quase todo em plano-sequência?
A escolha pelo plano-sequência não foi apenas uma questão estética. Moreira queria que a câmera acompanhasse o ritmo dos funcionários e desse ao público a sensação de estar circulando pelo hotel junto com eles.
Em vez de cortar de uma cena para outra sempre que alguma coisa acontece, a câmera permanece acompanhando os personagens. Catarina pode começar uma situação em determinado espaço e, poucos instantes depois, já estar lidando com outro problema em algum corredor ou área do estabelecimento.
Isso também muda o ritmo da comédia. Normalmente, cortes rápidos ajudam a construir uma piada, acelerar uma situação ou destacar a reação de um personagem. Aqui, os atores precisam sustentar as cenas enquanto a câmera continua se movimentando.
Para o diretor, essa era justamente a graça do formato. A câmera funciona quase como alguém que está ali observando tudo sem interferir, acompanhando a confusão conforme ela acontece.
O resultado coloca o público dentro da rotina daquele hotel, em vez de simplesmente apresentar uma sequência de cenas sobre o que acontece por lá.
ComoAdnet entra nessa confusão?
Adnet aparece interpretando uma versão ficcional de si mesmo. Na história, o comediante brasileiro viaja para Lisboa para apresentar seu espetáculo de stand-up e acaba se hospedando no hotel de Catarina.
Ou seja, ele chega ao local como mais um hóspede, mas encontra um cenário bem diferente de uma estadia tranquila. O hotel já está passando por mudanças e Catarina tenta administrar uma série de situações que começam a se acumular.
A participação brinca justamente com a imagem pública do ator e comediante, colocando uma figura conhecida pelo humor dentro de uma história que já é construída em torno de situações absurdas do cotidiano.
Quem está no elenco?
O elenco reúne atores brasileiros e portugueses. Além de Jessica Athayde e Adnet, o filme conta com Júlia Palha, Margarida Corceiro, Francisco Froes, Vera Moura, Lucas Dutra, Lucas Sampaio, Igor Regalla, Cléo Malulo e Raquel Tillo.
A produção também aproveita a mistura das duas cinematografias para construir uma história ambientada em Lisboa, mas com personagens e situações que transitam entre referências brasileiras e portuguesas.
A Netflix decidiu continuar O Monstro em Mim. A produção, que chegou ao catálogo inicialmente como minissérie, foi renovada para a 2ª temporada, segundo informações da Variety. Claire Danes retorna como Aggie Wiggs e também continua como produtora executiva.
Lançada em 13 de novembro de 2025, a série colocou Danes e Matthew Rhys no centro de um suspense psicológico sobre uma escritora em luto e seu novo vizinho, um empresário cercado por suspeitas envolvendo o desaparecimento da primeira esposa. Ainda não há informações sobre a quantidade de episódios, início das filmagens ou data de estreia do novo ano.
Quem é Aggie Wiggs, personagem de Claire Danes?
Aggie é uma escritora que tenta voltar a produzir depois da morte do filho. A rotina muda quando Nile Jarvis (Matthew Rhys) se muda para a casa ao lado, em Oyster Bay, Long Island, acompanhado da segunda esposa, Nina Jarvis (Brittany Snow).
Nile pertence a uma família poderosa do mercado imobiliário e carrega um passado complicado. Sua primeira esposa desapareceu e ele passou a ser associado ao caso, embora a história nunca tenha sido completamente esclarecida. Para Aggie, o mistério parece o material perfeito para seu próximo livro. O problema é que a pesquisa começa a aproximá-la demais de Nile e de sua família.
A escritora passa a investigar o vizinho ao mesmo tempo em que tenta entender até onde pode ir com aquela história sem colocar a própria vida no meio. A série trabalha nessa linha entre curiosidade profissional e obsessão pessoal. Natalie Morales também integra o elenco como Shelley Morris, ex-mulher de Aggie e uma das pessoas mais próximas da protagonista.
Matthew Rhys vai retornar como Nile Jarvis?
Por enquanto, a Netflix confirmou apenas Claire Danes entre os retornos da nova temporada. A Variety não informou se Matthew Rhys voltará como Nile ou quais outros integrantes do elenco original estarão no segundo ano.
A dúvida pesa porque Nile foi um dos pilares da primeira temporada. Dependendo do caminho escolhido pelos roteiristas, a continuação pode manter os acontecimentos anteriores como ponto de partida ou levar Aggie para um novo caso.
A série foi criada por Gabe Rotter, que também atua como produtor executivo. Jodie Foster e Conan O’Brien estão entre os produtores executivos da produção.
O que aconteceu na primeira temporada?
A primeira temporada acompanha Aggie enquanto ela tenta descobrir o que existe por trás da história de Nile. A mudança do empresário para a vizinhança chama sua atenção, principalmente por causa do desaparecimento de sua primeira esposa.
O que começa como pesquisa para um livro vai ficando pessoal. Aggie se aproxima de Nile, conhece melhor sua família e começa a questionar as versões que circulam sobre o desaparecimento. Ao mesmo tempo, precisa lidar com o próprio luto e com as dificuldades para retomar sua carreira.
A trama também acompanha a relação de Aggie com Shelley, interpretada por Natalie Morales, mostrando como a investigação interfere na vida que a escritora tenta reconstruir.
Por que a série ganhou uma segunda temporada?
A renovação muda o formato inicialmente associado à produção. O Monstro em Mim foi lançada como uma minissérie, mas a Netflix decidiu continuar a história depois dos acontecimentos do primeiro ano.
A produção também recebeu atenção durante a temporada de premiações. Claire Danes e Matthew Rhys foram indicados ao Globo de Ouro por seus trabalhos na série.
Agora, Aggie continuará no centro da história, mas ainda não se sabe se Nile permanecerá envolvido diretamente na trama ou se a personagem será colocada diante de um novo mistério. A Netflix ainda não revelou qual será o ponto de partida escolhido para os próximos episódios.
A Netflix apresentou nesta quinta, 24 de setembro, o trailer oficial da 2ª temporada deBlack Doves, série britânica de espionagem estrelada por Keira Knightley e Ben Whishaw. A nova leva terá seis episódios e estreia em 5 de novembro na plataforma.
A prévia retoma a história de Helen Webb, espiã infiltrada no governo britânico, e Sam Young, seu antigo amigo e assassino de aluguel. Depois dos acontecimentos da primeira temporada, os dois seguem caminhos diferentes, mas acabam novamente envolvidos em uma conspiração que ameaça a organização Black Doves.
A situação de Helen ficou ainda mais delicada. Seu marido, Wallace Webb (Andrew Buchan), está se preparando para assumir o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, colocando a personagem ainda mais perto do centro das decisões políticas que ela secretamente monitora. Helen continua fornecendo informações governamentais para os Black Doves, mas sua posição dentro da organização começa a ficar menos segura.
O que acontece na 2ª temporada de Black Doves?
A nova temporada parte das consequências deixadas pelo final do primeiro ano. Helen conseguiu sobreviver aos acontecimentos envolvendo o assassinato de seu amante, Jason Davies, mas sua vida dupla continua cercada de riscos. A relação com Wallace também entra em uma zona mais complicada, já que o político passou a desconfiar que a esposa esconde informações importantes sobre seu passado.
Do outro lado está Sam. Depois de matar Alex Clark e Trent, integrantes do submundo londrino, ele se afastou de Michael, seu namorado, e voltou a circular pelo ambiente criminoso. Segundo Joe Barton, criador, roteirista e produtor executivo da série, Sam atravessa um período difícil no início da nova temporada e acaba envolvido em problemas com a Justiça.
A situação muda quando Reed (Sarah Lancashire), chefe de Helen dentro dos Black Doves, passa a ser alvo de uma conspiração dentro da própria organização. Helen e Sam acabam trabalhando juntos novamente para descobrir quem está por trás da trama e entender até onde chega a ameaça.
A busca coloca os dois diante de antigos aliados, novos inimigos e conflitos internos que podem comprometer a organização de espionagem à qual Helen pertence.
Novos personagens entram na história
A segunda temporada também amplia o elenco. Entre as novas adições está Ambika Mod, conhecida por Um Dia, como Laila, uma agente dos Black Doves descrita pela Netflix como irreverente e caótica.
Babou Ceesay, de Alien: Earth, interpreta Sr. Conteh, um executivo dos Black Doves cujas intenções não parecem tão simples. Sam Riley, de O Jogo da Rainha, aparece como Patrick, representante de uma organização misteriosa que oferece uma possível saída para Sam.
O elenco ainda recebe Neve Campbell, conhecida principalmente pela franquia Pânico, no papel de Cecile Mason, representante da área de defesa dos Estados Unidos. Sylvia Hoeks (Blade Runner 2049) interpreta Katia Chernov, Goran Kostić (Canário Negro) vive Alexi Chernov e Samuel Barnett (Lee) aparece como Jerry.
Entre os nomes que retornam estão Kathryn Hunter como Lenny Lines, Ella Lily Hyland como Williams, Gabrielle Creevy como Eleanor, Agnes O’Casey como Dani e Molly Chesworth como Marie.
Keira Knightley volta ao papel de Helen
A série marcou uma incursão de Keira Knightley em uma produção de espionagem televisiva. A atriz interpreta Helen, uma mulher que mantém uma identidade secreta enquanto ocupa publicamente a posição de esposa de um importante político britânico.
Na primeira temporada, a morte de Jason Davies coloca essa identidade em risco e leva Helen a investigar uma rede de crimes que envolve diferentes grupos criminosos e interesses políticos internacionais. Sam entra nessa investigação para protegê-la, dando início à parceria que sustenta boa parte da série.
Ben Whishaw interpreta Sam, personagem que combina o trabalho de assassino profissional com uma relação de amizade de longa data com Helen. A dinâmica entre os dois continua sendo um dos eixos da produção.
Sarah Lancashire também retorna como Reed, a responsável por intermediar o trabalho de Helen para os Black Doves. Na nova temporada, a própria personagem passa a ocupar uma posição vulnerável dentro da organização, o que serve de ponto de partida para a nova investigação.
Quem criou Black Doves?
Black Doves foi criada por Joe Barton, que também retorna como roteirista e produtor executivo. A série é produzida pela SISTER e pela Noisy Bear, produtora de Barton, para a Netflix.
A primeira temporada estreou em 5 de dezembro de 2024, com seis episódios. A produção combina espionagem, ação e humor ácido em uma história ambientada principalmente em Londres.
A nova temporada terá direção de Julian Farino, de Amadeus e Giri/Haji, e Kieron Hawkes, responsável por episódios de Red Eye e Fortitude.
Depois de A Caverna, Toni Brandão retorna ao pequeno vilarejo do cerrado para continuar uma história que deixou mais perguntas do que respostas. Em Os Lobos, segundo volume da coleção Viagem Sombria, o autor amplia o mistério ao recuperar o ataque dos lobos apresentado anteriormente e colocá-lo no centro de uma trama mais inquietante, marcada por transformações, medo e uma relação cada vez mais desequilibrada entre o ser humano e a natureza.
A chegada de um circo deveria representar novidade para uma comunidade acostumada à rotina, mas acontece justamente o contrário. A presença dos novos visitantes parece alterar o ambiente e trazer consigo uma energia estranha. Os lobos, que poderiam funcionar apenas como ameaças tradicionais de uma narrativa de suspense, ganham uma dimensão mais simbólica conforme a história avança. O verdadeiro desconforto está na sensação de que existe algo muito maior acontecendo por trás dos ataques.
É nesse ponto que Os Lobos encontra sua melhor ideia. Toni Brandão não depende exclusivamente do susto ou da violência para construir tensão. O medo surge daquilo que os personagens não conseguem compreender. Lia e Caio passam por experiências físicas e psicológicas que desafiam explicações convencionais, colocando médicos e até o pajé diante de acontecimentos que parecem escapar completamente da lógica.
A narrativa também funciona quando transforma a natureza em parte ativa do conflito. Em vez de tratá-la apenas como cenário, o livro sugere uma possível reação diante da exploração e da destruição provocadas pelo homem. Os antagonistas não estão interessados somente em assustar a população: existe uma ameaça aos próprios recursos da terra, o que dá ao conflito uma camada ambiental que dialoga diretamente com questões bastante atuais.
Nem tudo funciona com a mesma força. Em determinados momentos, o excesso de elementos misteriosos pode tornar algumas situações previsíveis, especialmente para leitores acostumados ao gênero. Ainda assim, o livro consegue sustentar sua atmosfera de inquietação sem abandonar o público juvenil.
Os Lobos é, acima de tudo, uma continuação que entende que o medo não precisa estar apenas naquilo que corre pela floresta. Ele também pode nascer daquilo que o ser humano faz quando acredita que a natureza está ali apenas para ser explorada. É uma aventura sombria que amplia o universo de A Caverna e deixa o leitor com uma pergunta incômoda: e se os verdadeiros monstros não fossem os lobos?
Marcos Rey tinha uma habilidade particular para transformar situações aparentemente simples em histórias cheias de movimento. Em O Menino que Adivinhava, essa característica aparece logo na trajetória de José, um garoto que começa sendo tratado como alguém extremamente sortudo, mas acaba descobrindo que seu talento pode ter consequências bem menos divertidas do que imaginava.
José chama atenção porque suas previsões parecem funcionar em diferentes situações. Futebol, provas escolares e acontecimentos do cotidiano passam a alimentar a fama de que o garoto consegue enxergar o futuro. O problema surge quando uma de suas previsões envolve um artista famoso e, dessa vez, o acaso deixa de ser uma explicação convincente. O que antes parecia apenas uma brincadeira ganha proporções inesperadas.
A partir daí, o livro muda de ritmo e coloca José diante de um problema muito maior do que a própria fama. Transformado em celebridade por causa de seu suposto dom, ele deixa de ter uma vida normal e passa a despertar o interesse de pessoas que enxergam sua habilidade como uma oportunidade. O sequestro funciona justamente como consequência desse fenômeno: aquilo que parecia ser uma vantagem passa a colocar o protagonista em risco.
É nesse ponto que o livro se mostra mais interessante. José não é construído como um herói perfeito, capaz de resolver tudo simplesmente porque consegue prever acontecimentos. Pelo contrário, sua sobrevivência depende principalmente da inteligência, da criatividade e da capacidade de improvisar. O dom pode indicar um caminho, mas não resolve os problemas sozinho.
O ritmo acelerado também é uma das principais qualidades da obra. Marcos Rey evita prolongar situações desnecessariamente e conduz a narrativa de maneira direta, fazendo com que uma descoberta rapidamente leve a outra complicação. Para o público jovem, essa dinâmica torna a leitura acessível e mantém a sensação de que sempre existe alguma coisa prestes a acontecer.
Por outro lado, justamente essa velocidade faz com que alguns conflitos sejam resolvidos de maneira mais rápida do que poderiam. Há pouco espaço para aprofundar determinadas consequências da fama repentina de José ou explorar mais o impacto psicológico de ser perseguido por causa de uma habilidade que ele sequer escolheu ter.
Ainda assim, O Menino que Adivinhava funciona como uma aventura juvenil divertida e movimentada, mas também levanta uma questão interessante: até que ponto um talento extraordinário continua sendo um presente quando outras pessoas passam a querer controlá-lo? Marcos Rey encontra nessa pergunta o combustível para uma história que mistura humor, suspense e aventura sem complicar sua narrativa.
A adaptação de Verity, romance de Colleen Hoover, chega oficialmente aos cinemas brasileiros em 1º de outubro, mas quem estiver disposto a assistir um dia antes poderá participar de uma programação especial da UCI. A rede marcou para 30 de setembro, às 19h, o UCI Fan Book Event, com sessões antecipadas do suspense estrelado por Dakota Johnson, Anne Hathaway e Josh Hartnett.
A ação terá alguns itens exclusivos para quem comparecer às sessões. Os primeiros espectadores de cada sala receberão um marcador de páginas com ímã e um adesivo de participação. Clientes cadastrados no UCI Unique terão ainda acesso a um chaveiro em formato de mini livro, produzido em seis versões de capa. A distribuição está sujeita à disponibilidade dos produtos, então a quantidade de ingressos vendidos não corresponde necessariamente ao número de brindes disponíveis.
Os ingressos para as sessões já estão à venda no site da UCI e nas bilheterias da rede.
Rio de Janeiro terá programação depois do filme
No UCI NewYorkCityCenter, no Rio de Janeiro, a programação não termina quando os créditos começarem. O público terá um bate-papo sobre Verity depois da sessão, comandado pelas criadoras de conteúdo literário Malizia Lu (@malizialu), Cris Siqueira (@crisepanda) e Yas (@booksforliving_).
A conversa deve abordar a adaptação do romance para o cinema e as diferenças entre a história publicada por Hoover e a versão dirigida por Michael Showalter. É também uma oportunidade para discutir uma das características mais particulares do livro: a forma como a narrativa coloca o leitor diante de informações cuja veracidade nunca parece completamente segura.
Nas demais sessões anunciadas para o evento, a programação fica concentrada na exibição antecipada e na distribuição dos itens promocionais.
Dakota Johnson assume o papel de Lowen
A história começa com Lowen Ashleigh, uma escritora que atravessa uma fase complicada financeiramente. A oportunidade de mudar de situação aparece quando ela é contratada para concluir os três últimos livros de uma série escrita por Verity Crawford, autora de enorme sucesso que ficou impossibilitada de continuar trabalhando depois de sofrer um grave acidente.
Para entender o estilo de Verity e dar continuidade à série, Lowen vai até a casa da escritora e passa a consultar seus arquivos, rascunhos e anotações. O trabalho, que inicialmente parece uma oportunidade profissional bastante conveniente, muda de natureza quando ela encontra um manuscrito escondido.
O documento contém relatos sobre a vida de Verity e apresenta acontecimentos envolvendo seu relacionamento com Jeremy Crawford, marido da autora, interpretado por Josh Hartnett. O texto também aborda episódios relacionados às mortes das filhas do casal.
Lowen decide não contar imediatamente a Jeremy sobre a existência do manuscrito. O problema é que, quanto mais ela lê, mais difícil fica separar uma confissão verdadeira de uma história criada por uma escritora acostumada a inventar personagens e situações. A própria condição de Verity passa a alimentar as dúvidas da protagonista.
Anne Hathaway interpreta a autora que dá nome ao filme, enquanto Dakota Johnson conduz a narrativa como Lowen. A relação entre as duas personagens é construída mesmo com Verity praticamente incapaz de participar diretamente dos acontecimentos, já que seus próprios textos passam a funcionar como uma espécie de voz dentro da história.
Michael Showalter leva o suspense de Colleen Hoover ao cinema
A direção ficou com Michael Showalter, profissional que já trabalhou em gêneros bastante diferentes. Antes de assumir Verity, ele dirigiu The Big Sick e The Eyes of Tammy Faye, além de participar de outros projetos para cinema e televisão.
A adaptação também reúne um elenco familiar ao público de Hollywood. Dakota Johnson ganhou projeção internacional com a franquia Cinquenta Tons de Cinza e depois esteve em produções como A Filha Perdida e Madame Teia. Anne Hathaway acumula trabalhos como O Diabo Veste Prada, Os Miseráveis, Interestelar e Oito Mulheres e um Segredo. Hartnett, conhecido desde os anos 2000 por filmes como Pearl Harbor e Falcão Negro em Perigo, voltou a aparecer em produções de grande repercussão nos últimos anos, incluindo Oppenheimer.
O elenco coloca três atores bastante conhecidos no centro de uma história que depende de desconfiança. Isso é particularmente importante em Verity, já que o público precisa acompanhar Lowen sem ter acesso a todas as respostas que ela procura.
De onde veio a história?
Colleen Hoover publicou Verity originalmente em 2018. O romance segue uma linha diferente de boa parte dos trabalhos mais conhecidos da autora ao colocar uma trama de suspense psicológico no centro da narrativa.
No Brasil, o livro é publicado pela Galera Record. A obra também recebeu uma edição de colecionador com conteúdo adicional, incluindo um capítulo extra, que chegou posteriormente ao mercado brasileiro.
A história ganhou espaço entre leitores justamente pela discussão em torno de seus acontecimentos e pela dificuldade de chegar a uma interpretação única sobre determinadas situações. O manuscrito encontrado por Lowen ocupa papel fundamental nesse debate, já que o conteúdo apresentado por Verity pode ser lido de maneiras diferentes dependendo daquilo que o leitor considera verdadeiro.
A adaptação precisa resolver um problema do próprio livro
Um dos pontos mais delicados da adaptação está na maneira como o romance apresenta suas informações. Parte importante da história chega ao leitor por meio de textos escritos por Verity. No papel, esse recurso permite que a narrativa mantenha uma distância conveniente entre aquilo que aconteceu e aquilo que está sendo contado.
No cinema, a situação muda. A câmera pode mostrar personagens, ambientes e acontecimentos que antes existiam apenas na imaginação do leitor. A escolha do que será mostrado, escondido ou revelado passa a ter um peso muito maior.
Esse aspecto será especialmente importante em uma história construída sobre dúvidas. Se determinada informação for antecipada, uma parte do mistério pode desaparecer. Se for escondida por tempo demais, algumas decisões dos personagens podem perder contexto.
A versão cinematográfica terá de encontrar esse equilíbrio enquanto transforma o romance de Hoover em uma história visual.
Quando acontece a sessão especial de Verity?
O UCI Fan Book Event de Verity acontece em 30 de setembro, às 19h, um dia antes da estreia nacional. Os primeiros espectadores das salas participantes receberão o marcador magnético e o adesivo. Clientes UCI Unique poderão receber também o chaveiro mini livro, disponível em seis modelos, enquanto durarem os estoques.
Dupla Dinâmica começa a ganhar forma nos bastidores. Segundo o jornalista e insider Jeff Sneider, os atores Mason Thames e Logan Kim estariam envolvidos no elenco do filme animado da DC, nos papéis de Dick Grayson e Jason Todd, respectivamente. A informação apareceu na nova edição da newsletter de Sneider e ainda não foi confirmada oficialmente pela DC Studios.
Thames é conhecido por trabalhos como O Telefone Preto e Como Treinar o Seu Dragão, enquanto Kim participou de Ghostbusters: Mais Além e Ghostbusters: Apocalipse de Gelo. Caso a escalação seja confirmada, os dois interpretarão versões mais jovens dos personagens em uma história que coloca a relação entre Dick e Jason no centro da trama.
O filme tem lançamento previsto para 30 de junho de 2028 nos cinemas.
O que torna a história de Dupla Dinâmica diferente?
A ideia do filme parte de um ponto anterior à formação da conhecida dupla entre Batman e Robin. Dick Grayson e Jason Todd são apresentados como duas crianças que vivem nas ruas de Gotham e constroem uma amizade enquanto enfrentam juntos os problemas da cidade.
A relação muda quando Dick deixa esse período para trás e assume a identidade de Robin. Jason segue outro caminho e acaba ligado à Gangue do Capuz Vermelho. A separação dos dois passa a ser uma peça importante da história.
Essa abordagem altera a ordem pela qual os personagens costumam ser apresentados nas histórias da DC. Dick é tradicionalmente conhecido como o primeiro Robin, enquanto Jason assume o uniforme posteriormente. Em Dupla Dinâmica, os dois já possuem uma história compartilhada antes mesmo de qualquer um deles vestir o uniforme.
O projeto, portanto, não trata os personagens apenas como duas versões do parceiro de Batman. A infância dos dois é o ponto de partida para explicar como uma amizade pode terminar colocando antigos aliados em lados diferentes.
Quem são os outros personagens confirmados?
Marsai Martin também está ligada ao projeto. A atriz, conhecida principalmente por Black-ish, interpretará Barbara Gordon, personagem que assume a identidade de Batgirl.
Já Lee Pace, de Guardiões da Galáxia e Halt and Catch Fire, foi anunciado como integrante do elenco na função de líder da Gangue do Capuz Vermelho.
O nome merece uma observação porque Capuz Vermelho possui uma história específica dentro da mitologia do Batman. Jason Todd utiliza essa identidade nos quadrinhos depois de retornar à vida, mas o personagem associado a Pace é descrito como o líder de uma organização criminosa. Até o momento, não existe confirmação de que essa versão tenha alguma ligação com o Coringa ou que represente uma adaptação direta da identidade conhecida nos quadrinhos.
Qualquer relação entre os dois conceitos, portanto, permanece no campo da especulação.
Por que Dupla Dinâmica não faz parte do DCU?
Apesar de James Gunn estar envolvido na produção, Dupla Dinâmica não pertence à continuidade principal do novo DCU. O longa funciona de maneira independente dentro do selo Elseworlds, espaço utilizado pela DC para histórias que podem alterar personagens, origens e acontecimentos sem precisar seguir a cronologia central do estúdio.
Essa separação dá ao filme liberdade para trabalhar com uma versão própria de Dick e Jason. A infância compartilhada, a presença de uma Gangue do Capuz Vermelho e a configuração de Barbara Gordon fazem parte de uma realidade específica criada para a animação.
O fato de Gunn atuar como produtor também não transforma automaticamente o filme em uma peça da mesma continuidade de Superman, The Brave and the Bold ou outros projetos do DCU.
Como será a animação?
Um dos aspectos mais particulares da produção está na tecnologia utilizada pela Swaybox Studios, empresa responsável pelo desenvolvimento do filme.
Dupla Dinâmica combina animação digital com elementos físicos, incluindo marionetes, modelos e outras técnicas desenvolvidas pelo estúdio. A companhia trabalha com um método próprio chamado Momo Animation, que mistura diferentes processos para construir personagens e ambientes.
A proposta coloca a produção em uma posição diferente das animações convencionais da DC. Em vez de seguir exclusivamente um processo digital tradicional, o projeto utiliza elementos físicos como parte da criação visual.
A direção é de Arthur Mintz, da própria Swaybox Studios. James Gunn, Peter Safran, Matt Reeves e Theresa Andersson estão entre os produtores envolvidos no longa.
O roteiro também passou por mudanças durante o desenvolvimento. Matthew Aldrich esteve inicialmente associado à escrita, antes de Scott Neustadter e Michael H. Weber assumirem uma nova versão do texto.
Quando o filme chega aos cinemas?
Por enquanto, 30 de junho de 2028 é a data prevista para a estreia de Dupla Dinâmica nos cinemas.
A escalação de Mason Thames e Logan Kim ainda depende de confirmação oficial. Se a informação de Jeff Sneider estiver correta, os dois atores interpretarão justamente os personagens que dão nome ao projeto: Dick Grayson e Jason Todd, apresentados em uma fase anterior às suas trajetórias como Robins.
A história de Coyote vs. Acme ganhou um novo capítulo. Depois de passar anos preso em uma disputa envolvendo sua antiga distribuidora, o filme finalmente chegou aos cinemas em 2026 e agora já tem data para continuar sua trajetória fora das salas. Segundo informações do When To Stream, o longa estará disponível para compra e aluguel digital nos Estados Unidos a partir de 29 de setembro.
O lançamento digital será conduzido pela Ketchup Entertainment, responsável por levar a produção aos cinemas norte-americanos depois de adquirir seus direitos da Warner Bros. Discovery. A empresa pagou US$ 50 milhões pelo filme em março de 2025, encerrando um período em que o projeto chegou a ser tratado como uma produção que talvez nunca encontrasse o público.
A situação é especialmente curiosa porque Coyote vs. Acme não era um filme inacabado. As filmagens haviam terminado anos antes, o elenco estava definido e a produção já estava pronta para ser lançada. O problema aconteceu justamente quando o longa deveria começar sua vida comercial.
Por que Coyote vs. Acme ficou tanto tempo sem ser lançado?
A produção começou a ser desenvolvida em 2018, inicialmente com Chris McKay como produtor e Jon e Josh Silberman responsáveis pelo roteiro. Dave Green assumiu a direção no ano seguinte, enquanto Samy Burch, James Gunn e Jeremy Slater passaram a trabalhar na história posteriormente.
As câmeras rodaram no Novo México entre março e maio de 2022. Quando as filmagens terminaram, ainda faltavam etapas de pós-produção e definição do lançamento, mas o projeto parecia seguir o caminho normal de uma produção de grande estúdio.
Isso mudou em novembro de 2023. A Warner Bros. Discovery decidiu arquivar o filme como parte de uma estratégia financeira que envolvia uma dedução fiscal. A decisão provocou uma reação negativa porque Coyote vs. Acme já estava concluído e havia passado por sessões de teste.
A empresa posteriormente abriu espaço para que os produtores procurassem outra distribuidora. O processo não foi simples. Diferentes negociações não avançaram até a Ketchup Entertainment assumir os direitos.
O acordo de US$ 50 milhões colocou o filme de volta no mercado. A companhia já havia adquirido anteriormente The Day the Earth Blew Up, outra animação ligada à Warner que também precisou encontrar uma nova rota para chegar ao público.
O que muda com o lançamento digital?
A partir de 29 de setembro, o público dos Estados Unidos poderá comprar ou alugar Coyote vs. Acme pelas principais plataformas digitais de vídeo sob demanda. Esse modelo representa uma etapa importante para uma produção que chegou aos cinemas sob responsabilidade de uma distribuidora independente.
O filme teve orçamento estimado entre US$ 70 milhões e US$ 72 milhões, uma cifra bastante elevada para uma empresa que precisou assumir também os custos de distribuição e divulgação depois da saída da Warner.
A passagem para o digital permite que a Ketchup Entertainment alcance espectadores que não foram aos cinemas durante a primeira janela. Também cria uma nova fonte de receita para o longa, que ainda precisa ampliar seu desempenho comercial para se aproximar do valor investido em sua produção e aquisição.
Não há, até o momento, uma data confirmada para a chegada do filme a um serviço de streaming por assinatura. O lançamento de 29 de setembro corresponde especificamente às modalidades de compra e aluguel digital nos Estados Unidos.
Sobre o que é Coyote vs. Acme?
A premissa parte de uma ideia que parece ter saído diretamente de uma reclamação acumulada durante décadas. Depois de sofrer repetidos acidentes provocados pelos produtos da Acme Corporation em suas tentativas de capturar o Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide levar a empresa aos tribunais.
A história transforma a relação clássica entre os dois personagens em uma disputa judicial. Para defender seus interesses, o Coiote procura Kevin Avery, advogado interpretado por Will Forte. O profissional trabalha em uma firma de Albuquerque especializada em processos envolvendo acidentes provocados por produtos da Acme.
Lana Condor interpreta Paige, sobrinha e estagiária de Kevin. Ela assume uma participação cada vez maior na investigação, principalmente quando surgem indícios de que os problemas envolvendo os produtos da Acme podem estar ligados a algo muito maior.
Do outro lado está Buddy Crane, vivido por John Cena, advogado contratado para defender a corporação. O conflito começa como uma disputa entre um consumidor e uma empresa, mas rapidamente ganha outras proporções.
Onde entram os personagens de Looney Tunes?
O filme não transforma os personagens clássicos em simples participações rápidas. Pernalonga, Patolino, Piu-Piu, Taz e Frangolino fazem parte da história e interferem diretamente no andamento do processo.
A investigação conduzida por Kevin e Paige acaba levando ao Projeto Sísifo, um antigo programa de testes da Acme. A iniciativa teria utilizado personagens de desenho animado como cobaias para aperfeiçoar produtos destinados aos consumidores humanos.
Wile E. Coyote descobre que os acidentes que sofreu durante anos podem ter uma explicação muito diferente da simples incompetência da Acme. A investigação passa então a envolver antigos funcionários, documentos escondidos e informações que podem comprometer a própria direção da empresa.
O conflito também muda a relação entre Wile E. e o Papa-Léguas. Pela primeira vez, a rivalidade clássica entre os dois personagens é tratada dentro de uma história que dá espaço para uma relação menos simples do que a perseguição repetitiva dos desenhos.
Quem está no elenco?
Além de Will Forte, Lana Condor e John Cena, o elenco humano conta com Tone Bell, Luis Guzmán, Martha Kelly, P.J. Byrne e Kenneth Choi. A parte animada reúne diversos personagens conhecidos dos Looney Tunes, com Eric Bauza entre os principais dubladores da versão original.
A direção ficou com Dave Green, que anteriormente comandou Terra para Echo e As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras. O roteiro é assinado por Samy Burch, a partir de uma história desenvolvida por Burch, James Gunn e Jeremy Slater.
A ideia nasceu de uma fonte ainda mais antiga. O longa foi inspirado livremente no texto “Coyote v. Acme”, escrito por Ian Frazier e publicado na The New Yorker em 1990. O artigo já imaginava uma situação jurídica envolvendo o personagem e a empresa responsável pelos produtos que constantemente acabam dando errado.
A adaptação leva essa premissa para uma história de investigação e tribunal, acrescentando personagens humanos e uma conspiração envolvendo a própria Acme.
Qual é o próximo passo para o filme?
Depois de anos sem saber se chegaria ao público, o longa-metragem agora segue uma rota comercial convencional, ainda que muito mais tarde do que o planejado inicialmente. O lançamento nos cinemas abriu a primeira janela de exploração comercial sob a Ketchup Entertainment, e o mercado digital será a próxima etapa.
A partir de 29 de setembro, espectadores dos Estados Unidos poderão assistir ao filme em casa por meio das plataformas de aluguel e compra digital.
A Sessão da Tarde desta terça-feira, 22 de setembro de 2026, exibe Operação Panda – Missão Resgate, produção chinesa de 2024 estrelada por Jackie Chan. No filme dirigido por Luan Zhang, o ator interpreta uma versão ficcionalizada de si mesmo e acaba envolvido em uma operação para impedir o sequestro de um panda considerado valioso por uma organização criminosa.
Com Xiang Wei, Ce Shi, Yanbo Han e Andy Friend no elenco, o longa combina ação e comédia em uma história que começa em um zoológico e rapidamente coloca o protagonista no caminho de mercenários. O título original é Panda Plan, e a produção chegou aos cinemas chineses em 1º de outubro de 2024.
Por que Jackie Chan precisa proteger um panda?
A confusão começa quando Jackie recebe um convite para adotar Hu Hu, um panda mantido em um zoológico. O animal possui uma característica incomum na região ao redor de um dos olhos, o que faz com que ele seja considerado raro e valioso dentro da história.
A informação chega a um grupo criminoso internacional, que passa a planejar o sequestro do animal em troca de uma recompensa milionária. Jackie acaba envolvido diretamente no caso e precisa proteger Hu Hu ao lado de seu agente e de um cuidador do zoológico.
O trio funciona como uma combinação pouco convencional. Jackie tem experiência com situações de perigo, mas os outros dois personagens não são apresentados como especialistas em operações desse tipo. A partir daí, perseguições e confrontos passam a fazer parte da tentativa de manter o panda longe dos mercenários.
A escolha de Jackie para interpretar uma versão de si mesmo também permite que o filme brinque com a imagem construída pelo ator ao longo da carreira. O personagem conhece a própria fama e suas habilidades de luta fazem parte da narrativa, aproximando o protagonista da figura pública que o público já conhece.
O que aconteceu com Jackie Chan durante as filmagens?
Um acidente durante a produção acabou se tornando uma das histórias mais comentadas dos bastidores de Panda Plan. Chan participava da gravação de uma cena em que seu personagem era imobilizado por uma chave de braço quando perdeu a consciência por alguns instantes.
O momento foi registrado em vídeo e posteriormente divulgado como material de bastidores. Segundo relatos publicados na época, o ator teria prendido a respiração durante a execução do golpe. A gravação foi interrompida e Chan recebeu atendimento antes de voltar às atividades.
O episódio aconteceu durante uma produção que dependia justamente de cenas físicas. As filmagens começaram em 2023 e terminaram em outubro do mesmo ano, poucos meses depois do anúncio oficial do projeto, realizado em 10 de agosto de 2023.
Quanto custou o filme de Jackie Chan?
Panda Plan teve orçamento informado de ¥180 milhões, equivalente a aproximadamente US$ 25 milhões. A estreia chinesa aconteceu em 1º de outubro de 2024, e o filme posteriormente chegou a outros mercados.
Na América do Norte, o lançamento foi limitado a 25 cidades em 18 de outubro de 2024. A produção encerrou sua passagem pelos cinemas com cerca de US$ 42,2 milhões em bilheteria mundial.
O filme também ganhou uma continuação. Panda Plan: The Magical Tribe chegou aos cinemas chineses em 17 de fevereiro de 2026, novamente com Jackie Chan e Hu Hu no centro da história. O segundo longa amplia a aventura apresentada no primeiro filme e introduz uma nova situação envolvendo uma tribo isolada.
Como Operação Panda se encaixa na carreira recente de Jackie Chan?
O filme faz parte de uma fase recente da carreira de Chan em que o ator continua alternando trabalhos internacionais com produções chinesas. A combinação entre artes marciais e comédia física, característica presente em boa parte de sua filmografia, continua sendo utilizada, mas aqui aparece associada a uma história bastante específica: uma missão para recuperar um panda sequestrado.
A produção também utiliza a própria imagem de Chan como parte da narrativa. Em vez de criar um personagem completamente separado de sua carreira, o roteiro transforma a fama do ator em elemento da história e coloca suas habilidades de combate no centro dos acontecimentos.
Esse recurso deixa Operação Panda mais próximo de uma aventura autocontida do que de uma franquia que exige conhecimento prévio. A trama apresenta o conflito, os personagens e o objetivo logo no início, permitindo acompanhar o filme sem conhecer os acontecimentos anteriores ou qualquer outro título relacionado.
O novo Resident Evil chegou aos cinemas brasileiros colocando uma questão curiosa para quem acompanha a franquia há anos: como fazer um filme baseado em uma das séries de games mais conhecidas do terror sem adaptar diretamente uma das histórias que já existem nos jogos? Foi esse o caminho escolhido pelo diretor Zach Cregger, que decidiu deixar personagens como Leon S. Kennedy e Claire Redfield fora do centro da trama e criar uma aventura própria durante o surto de Raccoon City.
A escolha naturalmente gerou discussão entre os fãs. Afinal, Resident Evil 2 é um dos capítulos mais conhecidos da franquia e seria um caminho relativamente óbvio para uma nova adaptação. O longa de 2026, porém, não pretende refazer a história de Leon e Claire. Em vez disso, acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de suprimentos médicos que chega à cidade justamente quando o surto transforma Raccoon City em um enorme cenário de sobrevivência.
Cregger sabe que essa decisão poderia provocar críticas. Em entrevista ao The Gamer, o diretor explicou que, na visão dele, nem mesmo uma adaptação extremamente fiel garantiria a aprovação de todo o público. “Se eu tivesse entregado uma história fiel a um desses jogos, eu acredito que as pessoas ficariam chateadas comigo também”, afirmou. Para o cineasta, tentar agradar cada grupo de fãs seria impossível, então a solução foi contar a história que ele considerava mais adequada para o filme.
Por que Leon Kennedy ficou de fora do novo Resident Evil?
A ausência de Leon faz mais sentido quando se entende a proposta do filme. Cregger não quis transformar o longa em uma versão cinematográfica de Resident Evil 2, mesmo utilizando o período em que o jogo acontece como parte da cronologia. A produção se passa durante o surto de Raccoon City, mas acompanha acontecimentos paralelos aos que envolvem Leon e Claire.
Isso permite que o filme explore uma cidade que os jogadores já conhecem sem precisar repetir a mesma aventura. Bryan não é policial, agente especial ou alguém preparado para enfrentar as criaturas da Umbrella. Ele é simplesmente um profissional que estava tentando cumprir uma entrega quando acabou preso no meio do desastre.
A situação começa quando Bryan é contratado pela Dra. Maria Stokes, interpretada por Emily Piggford, para levar um pacote médico até o Hospital Geral de Raccoon City. O que deveria ser apenas mais um trabalho rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência quando o surto toma conta da cidade.
Essa escolha também ajuda a recuperar uma característica importante dos primeiros jogos: o personagem não sabe tudo o que está acontecendo. Ele precisa descobrir as informações conforme avança, encontrar recursos, entender o comportamento das criaturas e decidir em quem pode confiar.
Então o filme se passa durante Resident Evil 2?
Sim, mas é importante fazer uma distinção. O novo filme utiliza o mesmo período do surto de Raccoon City apresentado emResident Evil 2, mas não adapta os acontecimentos do game.
Na prática, é como acompanhar outra pessoa em uma região diferente da cidade enquanto os eventos conhecidos pelos jogadores estão acontecendo em outro lugar. Leon e Claire não são necessários para que a história de Bryan funcione, embora o filme utilize elementos ligados à mesma mitologia.
A Umbrella continua sendo uma peça importante nesse cenário, assim como os experimentos que deram origem às criaturas. A produção também incorpora referências visuais e objetos que fazem parte da linguagem dos games.
Essa estratégia permite que Cregger trabalhe com uma história inédita sem transformar o filme em uma adaptação completamente desligada da franquia. Quem conhece os jogos encontra pistas e referências, enquanto quem não conhece pode acompanhar a história sem precisar saber o caminho percorrido por Leon ou Claire.
O que Zach Cregger aproveitou dos jogos?
A relação do filme com os games está menos na reprodução de uma história específica e mais na tentativa de transportar para o cinema a sensação de jogarResident Evil.
A produção utiliza elementos conhecidos da franquia, como armas, recursos de sobrevivência, criaturas e a própria Umbrella. Também aparecem referências a objetos que os jogadores reconhecem imediatamente, incluindo ervas, sprays de primeiros socorros, máquinas de escrever e quebra-cabeças.
A ideia é que esses elementos façam parte do funcionamento daquele mundo, e não apenas apareçam como referências colocadas na tela para provocar uma reação do público. A estrutura da história segue uma lógica semelhante: Bryan precisa atravessar ambientes perigosos, encontrar maneiras de continuar avançando e descobrir gradualmente o que aconteceu com a cidade.
É uma diferença importante em relação às adaptações anteriores. Em vez de pegar uma campanha dos games e transformá-la em roteiro, Cregger tentou construir uma história nova utilizando algumas das regras que fizeram a franquia funcionar nos videogames.
Quem é Bryan e por que ele está em Raccoon City?
Bryan é um entregador de suprimentos médicos que recebe uma missão aparentemente simples: levar uma encomenda ao Hospital Geral de Raccoon City. Só que a cidade já está entrando em colapso quando ele chega ao local.
A partir daí, o personagem precisa descobrir uma maneira de sobreviver enquanto atravessa uma cidade tomada por infectados. O fato de ele não possuir treinamento militar ou experiência com as criaturas muda bastante a perspectiva da história.
Em vez de acompanhar um personagem que já conhece a ameaça, o público descobre as regras daquele mundo junto com Bryan. O protagonista precisa aprender rapidamente como lidar com o perigo, ao mesmo tempo em que tenta entender por que a Umbrella está envolvida naquela situação.
O elenco ainda conta com Paul Walter Hauser como Paul, um cientista da Umbrella, Zach Cherry como Carl, Kali Reis como Pauline e Johnno Wilson como Max, um xerife do condado de Arklay.
Outros personagens ligados aos experimentos da Umbrella também aparecem na trama, incluindo cientistas interpretados por Will Merrick, Zoé Bellas, Chris Lew Kum Hoi, Griffin Newman e Magdalena Sittovaas.
A Umbrella continua importante na história?
Sim. A corporação continua ligada ao desastre que transforma Raccoon City em um território tomado por criaturas infectadas.
No filme, Paul, Carl e Pauline estão entre os cientistas ligados à Umbrella. A presença deles ajuda a conectar a história de Bryan aos experimentos que fazem parte da mitologia dos jogos.
O longa também apresenta a Dra. Maria Stokes, responsável por contratar Bryan para fazer a entrega que o leva ao Hospital Geral. Aos poucos, fica claro que aquela encomenda está relacionada a algo muito maior do que um simples transporte de material médico.
É nesse ponto que o filme começa a ampliar a história de sobrevivência de Bryan e a apresentar as conexões com a Umbrella.
Por que Cregger preferiu criar uma história inédita?
A decisão parece estar ligada à própria dificuldade de adaptar uma franquia tão conhecida. Se o diretor escolhesse Resident Evil 2, por exemplo, teria que lidar com expectativas muito específicas sobre Leon, Claire, Raccoon City, a delegacia, os monstros e os principais acontecimentos do jogo.
Ao criar Bryan, Cregger consegue trabalhar dentro desse cenário sem precisar reproduzir uma história que o público já conhece.
Foi justamente esse o ponto levantado pelo diretor ao comentar a reação dos fãs. Na entrevista ao The Gamer, Cregger afirmou que acredita que seria criticado de qualquer maneira caso escolhesse uma adaptação extremamente fiel. Por isso, preferiu seguir a própria visão para o longa.
A declaração ajuda a explicar por que o filme não tenta justificar a ausência de Leon colocando outro personagem para ocupar exatamente o mesmo espaço. Bryan existe para contar outra história, não para substituir o protagonista de Resident Evil 2.
Quem dirigiu o novo Resident Evil?
Zach Cregger dirige o longa e assina o roteiro ao lado de Shay Hatten. O cineasta ganhou reconhecimento no terror com Noites Brutais (Barbarian, 2022) e posteriormente dirigiu A Hora do Mal (Weapons, 2025).
O projeto começou a ser desenvolvido pela Constantin Film em 2022, depois da recepção negativa de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, lançado em 2021, e do cancelamento da série da Netflix.
Cregger entrou oficialmente no projeto em janeiro de 2025. A PlayStation Productions, ligada à Sony, também passou a participar da produção, enquanto a Columbia Pictures ficou responsável pela distribuição. As filmagens começaram em outubro de 2025, em Praga.
O longa chegou ao Fantastic Fest em 17 de setembro de 2026 e estreou nos cinemas brasileiros no mesmo período. Com orçamento estimado entre US$ 75 milhões e US$ 80 milhões, o projeto representa uma nova tentativa de levar a franquia da Capcom para as salas de cinema depois de diferentes adaptações ao longo dos anos.
O que os fãs estão achando dessa nova versão?
A reação tem sido dividida principalmente por causa da liberdade tomada por Cregger. Quem esperava uma adaptação direta de um dos jogos encontrou uma história original, sem Leon, Claire ou outros protagonistas tradicionais no centro da narrativa.
Por outro lado, a produção mantém diversos elementos reconhecíveis dos games e tenta aproximar a estrutura do filme da experiência de jogar Resident Evil. A recepção crítica inicial também tem sido positiva em diferentes veículos, embora existam ressalvas sobre ritmo e escolhas do terceiro ato.
No fim, a discussão em torno do longa passa por uma questão bem específica: é mais importante adaptar a história dos jogos ou reproduzir no cinema aquilo que faz os jogos funcionarem?