A história de Coyote vs. Acme ganhou um novo capítulo. Depois de passar anos preso em uma disputa envolvendo sua antiga distribuidora, o filme finalmente chegou aos cinemas em 2026 e agora já tem data para continuar sua trajetória fora das salas. Segundo informações do When To Stream, o longa estará disponível para compra e aluguel digital nos Estados Unidos a partir de 29 de setembro.

O lançamento digital será conduzido pela Ketchup Entertainment, responsável por levar a produção aos cinemas norte-americanos depois de adquirir seus direitos da Warner Bros. Discovery. A empresa pagou US$ 50 milhões pelo filme em março de 2025, encerrando um período em que o projeto chegou a ser tratado como uma produção que talvez nunca encontrasse o público.

A situação é especialmente curiosa porque Coyote vs. Acme não era um filme inacabado. As filmagens haviam terminado anos antes, o elenco estava definido e a produção já estava pronta para ser lançada. O problema aconteceu justamente quando o longa deveria começar sua vida comercial.

Por que Coyote vs. Acme ficou tanto tempo sem ser lançado?

A produção começou a ser desenvolvida em 2018, inicialmente com Chris McKay como produtor e Jon e Josh Silberman responsáveis pelo roteiro. Dave Green assumiu a direção no ano seguinte, enquanto Samy Burch, James Gunn e Jeremy Slater passaram a trabalhar na história posteriormente.

As câmeras rodaram no Novo México entre março e maio de 2022. Quando as filmagens terminaram, ainda faltavam etapas de pós-produção e definição do lançamento, mas o projeto parecia seguir o caminho normal de uma produção de grande estúdio.

Isso mudou em novembro de 2023. A Warner Bros. Discovery decidiu arquivar o filme como parte de uma estratégia financeira que envolvia uma dedução fiscal. A decisão provocou uma reação negativa porque Coyote vs. Acme já estava concluído e havia passado por sessões de teste.

A empresa posteriormente abriu espaço para que os produtores procurassem outra distribuidora. O processo não foi simples. Diferentes negociações não avançaram até a Ketchup Entertainment assumir os direitos.

O acordo de US$ 50 milhões colocou o filme de volta no mercado. A companhia já havia adquirido anteriormente The Day the Earth Blew Up, outra animação ligada à Warner que também precisou encontrar uma nova rota para chegar ao público.

O que muda com o lançamento digital?

A partir de 29 de setembro, o público dos Estados Unidos poderá comprar ou alugar Coyote vs. Acme pelas principais plataformas digitais de vídeo sob demanda. Esse modelo representa uma etapa importante para uma produção que chegou aos cinemas sob responsabilidade de uma distribuidora independente.

O filme teve orçamento estimado entre US$ 70 milhões e US$ 72 milhões, uma cifra bastante elevada para uma empresa que precisou assumir também os custos de distribuição e divulgação depois da saída da Warner.

A passagem para o digital permite que a Ketchup Entertainment alcance espectadores que não foram aos cinemas durante a primeira janela. Também cria uma nova fonte de receita para o longa, que ainda precisa ampliar seu desempenho comercial para se aproximar do valor investido em sua produção e aquisição.

Não há, até o momento, uma data confirmada para a chegada do filme a um serviço de streaming por assinatura. O lançamento de 29 de setembro corresponde especificamente às modalidades de compra e aluguel digital nos Estados Unidos.

Sobre o que é Coyote vs. Acme?

A premissa parte de uma ideia que parece ter saído diretamente de uma reclamação acumulada durante décadas. Depois de sofrer repetidos acidentes provocados pelos produtos da Acme Corporation em suas tentativas de capturar o Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide levar a empresa aos tribunais.

A história transforma a relação clássica entre os dois personagens em uma disputa judicial. Para defender seus interesses, o Coiote procura Kevin Avery, advogado interpretado por Will Forte. O profissional trabalha em uma firma de Albuquerque especializada em processos envolvendo acidentes provocados por produtos da Acme.

Lana Condor interpreta Paige, sobrinha e estagiária de Kevin. Ela assume uma participação cada vez maior na investigação, principalmente quando surgem indícios de que os problemas envolvendo os produtos da Acme podem estar ligados a algo muito maior.

Do outro lado está Buddy Crane, vivido por John Cena, advogado contratado para defender a corporação. O conflito começa como uma disputa entre um consumidor e uma empresa, mas rapidamente ganha outras proporções.

Onde entram os personagens de Looney Tunes?

O filme não transforma os personagens clássicos em simples participações rápidas. Pernalonga, Patolino, Piu-Piu, Taz e Frangolino fazem parte da história e interferem diretamente no andamento do processo.

A investigação conduzida por Kevin e Paige acaba levando ao Projeto Sísifo, um antigo programa de testes da Acme. A iniciativa teria utilizado personagens de desenho animado como cobaias para aperfeiçoar produtos destinados aos consumidores humanos.

Wile E. Coyote descobre que os acidentes que sofreu durante anos podem ter uma explicação muito diferente da simples incompetência da Acme. A investigação passa então a envolver antigos funcionários, documentos escondidos e informações que podem comprometer a própria direção da empresa.

O conflito também muda a relação entre Wile E. e o Papa-Léguas. Pela primeira vez, a rivalidade clássica entre os dois personagens é tratada dentro de uma história que dá espaço para uma relação menos simples do que a perseguição repetitiva dos desenhos.

Quem está no elenco?

Além de Will Forte, Lana Condor e John Cena, o elenco humano conta com Tone Bell, Luis Guzmán, Martha Kelly, P.J. Byrne e Kenneth Choi. A parte animada reúne diversos personagens conhecidos dos Looney Tunes, com Eric Bauza entre os principais dubladores da versão original.

A direção ficou com Dave Green, que anteriormente comandou Terra para Echo e As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras. O roteiro é assinado por Samy Burch, a partir de uma história desenvolvida por Burch, James Gunn e Jeremy Slater.

A ideia nasceu de uma fonte ainda mais antiga. O longa foi inspirado livremente no texto “Coyote v. Acme”, escrito por Ian Frazier e publicado na The New Yorker em 1990. O artigo já imaginava uma situação jurídica envolvendo o personagem e a empresa responsável pelos produtos que constantemente acabam dando errado.

A adaptação leva essa premissa para uma história de investigação e tribunal, acrescentando personagens humanos e uma conspiração envolvendo a própria Acme.

Qual é o próximo passo para o filme?

Depois de anos sem saber se chegaria ao público, o longa-metragem agora segue uma rota comercial convencional, ainda que muito mais tarde do que o planejado inicialmente. O lançamento nos cinemas abriu a primeira janela de exploração comercial sob a Ketchup Entertainment, e o mercado digital será a próxima etapa.

A partir de 29 de setembro, espectadores dos Estados Unidos poderão assistir ao filme em casa por meio das plataformas de aluguel e compra digital.

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