Crítica – Supergirl ganha identidade própria e entrega uma das aventuras mais promissoras da nova DC

Supergirl chega aos cinemas com a difícil missão de apresentar uma nova versão de Kara Zor-El após diferentes interpretações da personagem ao longo dos anos. Sob a direção de Craig Gillespie (Cruella e Eu, Tonya), o longa abandona a tentativa de aproximar a heroína do estilo tradicionalmente associado ao Superman e aposta em uma aventura espacial mais agressiva, emocional e distante da imagem clássica da personagem.

A produção também marca um novo começo para Supergirl após a participação de Sasha Calle em The Flash e o sucesso da série televisiva protagonizada por Melissa Benoist. A responsabilidade de assumir esse legado fica com Milly Alcock (House of the Dragon), que entrega uma Kara Zor-El mais impulsiva, ferida e carregada por conflitos internos.

A história acompanha a heroína durante seu aniversário, enquanto ela tenta conviver com os traumas deixados pelo passado e com o peso de ser uma sobrevivente de Krypton. A situação muda quando sua nave é roubada e Krypto, seu cachorro, é gravemente ferido. A busca por uma cura leva Kara para uma jornada pelo espaço ao lado de Ruthye (Eve Ridley), uma jovem determinada a encontrar Krem, responsável pela morte de sua família.

O filme acerta principalmente quando entende que a força da personagem está justamente em explorar territórios diferentes. Em vez de repetir a fórmula de histórias anteriores da família Superman, Supergirl constrói uma aventura com escala galáctica, trazendo criaturas, mundos e conflitos que ampliam o universo da heroína.

Visualmente, a produção é um dos pontos mais fortes. O design de produção demonstra cuidado na criação dos ambientes e dos personagens, enquanto a combinação entre efeitos práticos e computação gráfica resulta em uma experiência consistente. As cenas de ação têm peso e conseguem transmitir a sensação de uma verdadeira aventura espacial, sem depender apenas do espetáculo visual.

Porém, é justamente nesse aspecto que surge uma das maiores frustrações do longa. A adaptação da HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely, tinha espaço para uma abordagem visual ainda mais ousada e diferente. O filme apresenta bons momentos no espaço, mas raramente se entrega completamente ao potencial criativo de seus mundos. Faltam cenários mais marcantes e uma identidade visual capaz de transformar cada planeta em uma descoberta.

No papel principal, Milly Alcock é o grande destaque. A atriz entende a complexidade da personagem e cria uma Supergirl muito diferente do Superman apresentado recentemente nos cinemas. Sua Kara não é uma figura idealizada ou sempre confiante; ela carrega raiva, insegurança e uma dificuldade real de lidar com as próprias perdas. Alcock sustenta o filme mesmo quando a narrativa ao redor dela perde força.

A participação de Eve Ridley como Ruthye funciona em alguns momentos, mas a personagem nem sempre acompanha o impacto da protagonista. A relação entre as duas deveria ser um dos pilares emocionais da trama, porém algumas escolhas do roteiro fazem essa dinâmica parecer menos envolvente do que poderia ser.

Quem surpreende positivamente é Jason Momoa, que retorna ao universo da DC em uma nova função após interpretar Aquaman. Como Lobo, o ator abraça completamente o exagero e o humor do personagem. Momoa demonstra uma liberdade que combina com o papel, e suas cenas ao lado de Supergirl estão entre as mais divertidas da produção.

O maior problema está no roteiro. Apesar de apresentar boas ideias, a história não consegue desenvolver todo o potencial de seus conflitos. Krem, o antagonista, é o elo mais fraco da narrativa: falta presença, motivação e uma ameaça capaz de justificar a jornada enfrentada pelos protagonistas. Ele funciona apenas como um obstáculo para movimentar a trama, sem deixar uma marca significativa.

Na direção, Gillespie mostra domínio principalmente nas sequências de ação. O cineasta conduz os momentos de combate com clareza e energia, incluindo uma sequência em plano-sequência que se destaca pela construção e pelo ritmo. A câmera acompanha Kara de maneira dinâmica, valorizando a força da personagem e o desempenho físico de Milly Alcock.

Outro mérito do filme está na forma como ele se distancia de Superman. Embora façam parte do mesmo universo, as duas produções possuem propostas diferentes. Enquanto Clark Kent representa uma visão mais esperançosa e inspiradora do heroísmo, Kara é apresentada a partir de uma perspectiva mais turbulenta e pessoal. Essa variedade de estilos é uma das características mais interessantes da nova fase liderada por James Gunn.

A trama está longe de ser uma produção perfeita, mas encontra um caminho próprio para a personagem. O longa é prejudicado por um roteiro irregular e por um vilão pouco desenvolvido, mas compensa com uma protagonista forte, uma direção segura e uma aventura que finalmente coloca Kara Zor-El no centro da própria história.

Mais do que apresentar uma nova versão da heroína, o filme prova que Supergirl não precisa existir como extensão do Superman. Ela funciona melhor quando assume suas próprias dores, sua própria personalidade e seu próprio espaço dentro do universo da DC.

Crítica – Segredo Obscuro transforma o horror corporal em uma reflexão perturbadora sobre fama e envelhecimento

A premissa de Segredo Obscuro parte de uma questão simples: até onde alguém estaria disposto a ir para recuperar a relevância profissional? A partir desse ponto, o filme acompanha uma atriz que vê sua carreira ganhar uma nova chance após aderir a um tratamento experimental promovido pela enigmática empresa SHELL. O que inicialmente parece uma oportunidade de recomeço logo se transforma em uma experiência marcada por acontecimentos cada vez mais perturbadores.

A narrativa dedica boa parte de seu primeiro ato à protagonista e às consequências de viver em um ambiente que associa valor profissional à aparência. Essa construção mais gradual permite que o público compreenda as motivações da personagem antes que a trama avance para territórios mais sombrios. Quando os elementos de suspense passam a ocupar o centro da história, a sensação de inquietação surge de forma natural, sem a necessidade de recorrer constantemente a sustos ou explicações excessivas.

Boa parte desse resultado passa pela atuação de Elisabeth Moss. A atriz conduz a jornada emocional da personagem com precisão, tornando crível sua transformação ao longo da trama. Kate Hudson também entrega uma participação consistente, contribuindo para os momentos mais importantes do desenvolvimento dramático.

O longa encontra seus melhores momentos quando explora as consequências psicológicas das escolhas de sua protagonista. O roteiro levanta discussões sobre envelhecimento, aparência e validação profissional sem interromper o andamento da narrativa para transformar esses temas em discurso. As reflexões surgem a partir das situações vividas pelos personagens e não apenas por meio de diálogos explicativos.

O principal obstáculo aparece na segunda metade. Conforme os mistérios começam a ser revelados, a história passa a ampliar seu escopo e a apostar em acontecimentos cada vez mais extremos. Nesse processo, parte da tensão construída anteriormente perde espaço para reviravoltas que nem sempre possuem o mesmo impacto dramático.

As comparações com The Substance são inevitáveis por causa dos temas abordados e da utilização do horror corporal como ferramenta narrativa. No entanto, enquanto aquele filme mantinha uma progressão mais controlada até seu clímax, aqui algumas decisões parecem menos orgânicas, especialmente nos momentos finais.

O terceiro ato concentra as maiores qualidades e fragilidades da produção. Ao mesmo tempo em que apresenta imagens fortes e sequências visualmente marcantes, também abandona parte da contenção que fazia a narrativa funcionar tão bem no início. O resultado é um desfecho que chama atenção pelo impacto visual, mas que não alcança a mesma força emocional construída ao longo do percurso.

Mesmo com essas oscilações, Segredo Obscuro encontra qualidades suficientes para se destacar dentro do gênero. Sustentado por uma protagonista bem desenvolvida e por atuações sólidas, o filme constrói uma experiência envolvente durante grande parte de sua duração. Seu maior problema não está nas ideias que apresenta, mas na forma como tenta ampliá-las quando a história se aproxima da reta final.

A Morte do Demônio: Em Chamas ganha trailer final e apresenta nova história de possessões que expande a franquia

A Warner Bros. Pictures apresentou o trailer final de A Morte do Demônio: Em Chamas, novo longa da franquia de terror criada por Sam Raimi. O filme chega aos cinemas brasileiros m 9 de julho e será o sexto capítulo da série Evil Dead. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

O material divulgado pela Warner indica que o longa-metragem mantém elementos tradicionais da franquia, como possessões demoníacas, violência gráfica e horror corporal, mas com uma história inédita e novos personagens.

Dirigido e coescrito pelo francês Sébastien Vaniček, responsável pelo elogiado terror Infestados (2023), o longa apresenta uma trama independente, sem ligação direta com os protagonistas dos filmes anteriores. A produção tem supervisão de Sam Raimi e Rob Tapert, nomes envolvidos com a franquia desde o primeiro filme lançado em 1981.

A história acompanha uma família que se reúne em uma casa isolada após a morte do filho de uma das integrantes. O encontro, marcado pelo luto, é interrompido quando uma força sobrenatural começa a agir sobre os presentes. Aos poucos, os familiares são transformados em Deadites, criaturas possuídas que se tornaram um dos elementos mais conhecidos da série.

O elenco é liderado por Souheila Yacoub (Duna: Parte Dois e Climax), que interpreta Alice. Também estão no filme Tandi Wright (Pearl e Jack Irish), Hunter Doohan (Wandinha e Your Honor), Luciane Buchanan (O Agente Noturno e Sweet Tooth), Erroll Shand (The Brokenwood Mysteries e Under the Vines), George Pullar (A Place to Call Home e Barons), Maude Davey (The Moogai e Wentworth), Tapiwa Soropa (Far North) e o jovem Keanu Karim. O elenco ainda conta com a participação do ator e cineasta francês Alain Chabat (Asterix & Obelix: Missão Cleópatra e A Noite no Museu 2), que interpreta o pai de Alice.

As filmagens foram realizadas na Nova Zelândia entre julho e outubro de 2025. A direção de fotografia ficou a cargo de Philip Lozano, profissional que trabalhou anteriormente em produções como The Nun II e The Last Voyage of the Demeter.

Criada por Sam Raimi, a franquia Evil Dead começou em 1981 com Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio, produção de baixo orçamento que se transformou em um clássico do terror. A série ganhou continuações estreladas por Bruce Campbell e foi relançada para uma nova geração em 2013, com A Morte do Demônio. Em 2023, A Morte do Demônio: A Ascensão levou a história para um cenário urbano e arrecadou mais de US$ 147 milhões nas bilheterias mundiais.

Olho por Olho | Livro de Eliane Cristina aborda as consequências de um crime sem respostas

A busca por justiça é um dos temas mais recorrentes da literatura. Em Olho por Olho: ecos do imperdoável, a escritora Eliane Cristina utiliza esse ponto de partida para construir uma narrativa sobre perdas, ressentimentos e as marcas deixadas por acontecimentos que permanecem sem solução.

O romance acompanha os efeitos de um crime que atinge uma família instalada às margens do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul. A violência, seguida pelo desaparecimento de provas e pelo silenciamento das vítimas, cria um vazio que atravessa décadas. Sem responsabilização e sem respostas satisfatórias, o episódio passa a influenciar a vida de diferentes gerações, alimentando conflitos que se prolongam muito além do momento da tragédia.

A autora situa a história em São Leopoldo, município diretamente ligado à imigração alemã no Brasil. Esse contexto histórico ocupa papel importante na construção da narrativa. Parte dos personagens descende de famílias que chegaram à região nas primeiras décadas do século XX e enfrentaram as mudanças provocadas pela entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

A repressão sofrida por comunidades de origem alemã aparece integrada ao enredo. A proibição do idioma alemão, as restrições culturais e a perda de propriedades ajudam a compor o cenário em que os personagens foram formados. Esses acontecimentos não surgem apenas como pano de fundo histórico, mas como elementos que influenciam comportamentos, relações familiares e visões de mundo.

A ligação entre memória coletiva e experiências individuais é um dos aspectos centrais do livro. O passado permanece presente nas decisões dos personagens, criando um ambiente em que antigas feridas continuam determinando ações e escolhas.

Entre os nomes que conduzem a trama estão Otto e Manoel, figuras que representam diferentes formas de lidar com a dor e a sensação de injustiça. Os conflitos entre eles conduzem parte das reflexões propostas pela obra, especialmente aquelas relacionadas ao perdão, à culpa e à responsabilidade pelos próprios atos.

Em vez de apresentar respostas definitivas, a narrativa acompanha os dilemas enfrentados pelos personagens diante de situações que desafiam julgamentos simples. A autora evita divisões rígidas entre heróis e vilões, optando por personagens marcados por contradições, ressentimentos e fragilidades humanas.

O tema do livre-arbítrio atravessa os 11 capítulos do romance. As escolhas feitas pelos protagonistas são constantemente confrontadas por circunstâncias externas, traumas familiares e acontecimentos históricos que escapam ao seu controle. A partir dessa tensão, o livro discute até que ponto as decisões individuais são realmente livres ou condicionadas pelas experiências acumuladas ao longo da vida.

A obra também dialoga com a antiga Lei de Talião, princípio jurídico associado à ideia de equivalência entre dano e punição. Conhecida pela expressão “olho por olho, dente por dente”, a regra serviu historicamente como limite para punições consideradas excessivas. No romance, esse conceito aparece relacionado ao desejo de reparação cultivado por personagens que convivem com a sensação de que a justiça nunca foi plenamente alcançada.

Eliane Cristina, autora dos livros Marias (2025) e O Rapto das Cores (2025), desenvolve a narrativa sem transformar a vingança em um ato isolado ou impulsivo. O sentimento surge como resultado de um acúmulo de experiências, frustrações e perdas que se prolongam por anos. Essa construção amplia a discussão proposta pela obra e desloca o foco da ação para suas consequências psicológicas e emocionais.

Netflix confirma segunda temporada de Sakamoto Days para janeiro de 2027 e divulga primeiras imagens inéditas

A Netflix divulgou o primeiro trailer da segunda temporada de Sakamoto Days e confirmou a estreia dos novos episódios para janeiro de 2027. A animação adapta o mangá de Yuto Suzuki, publicado pela revista Weekly Shonen Jump, e acompanha a rotina incomum de Taro Sakamoto, um ex-assassino profissional que abandonou a carreira criminosa para administrar uma pequena loja de bairro ao lado da família.

A série encontrou espaço entre as produções mais comentadas dos últimos anos justamente por seguir um caminho pouco comum dentro do gênero. Em vez de acompanhar a ascensão de um jovem guerreiro ou a disputa por algum objetivo grandioso, a trama gira em torno de um homem que já foi considerado um dos assassinos mais perigosos do país e agora tenta manter uma vida pacata. O problema é que antigos rivais, organizações criminosas e novos matadores continuam cruzando seu caminho.

O material divulgado pela Netflix antecipa conflitos mais complexos e a chegada de personagens que ampliam o cenário construído na primeira temporada. A prévia mantém a combinação entre humor cotidiano e sequências de combate elaboradas que ajudou a popularizar a obra entre leitores do mangá e espectadores do anime.

A adaptação é dirigida por Masaki Watanabe, profissional com passagem por diferentes projetos de ação e aventura na animação japonesa. Em entrevistas concedidas durante a produção da primeira temporada, o diretor comentou que um dos principais desafios foi traduzir para a tela o contraste presente no material original de Suzuki. A história alterna momentos de humor quase doméstico com cenas de violência repentina, algo que exigiu ajustes constantes de ritmo e encenação.

O próprio visual de Sakamoto recebeu um tratamento específico para destacar essa dualidade. Sua aparência atual, mais robusta, foi desenhada com traços deliberadamente exagerados e expressivos. Já as cenas em que o personagem recupera sua forma física de elite adotam um estilo mais realista. A escolha ajuda a diferenciar estados emocionais e físicos sem alterar a essência do protagonista.

Nos bastidores, algumas sequências exigiram um volume significativo de trabalho técnico. Uma das mais complexas envolveu uma luta ambientada em uma montanha-russa, que demandou a criação de cenários tridimensionais detalhados para reproduzir velocidade, mudanças bruscas de direção e movimentação constante de câmera. A equipe também precisou administrar uma paleta de cores intensa sem comprometer a leitura da ação.

A produção utilizou ferramentas como Clip Studio Paint e softwares da Adobe para compor as cenas. Parte das sequências recebeu texturas inspiradas em papel e impressão gráfica, recurso adotado para aproximar visualmente a animação dos traços presentes no mangá.

Outro aspecto tratado com cuidado foi a representação do arsenal utilizado pelos personagens. A equipe realizou pesquisas sobre modelos reais de armas de fogo para reproduzir mecanismos, proporções e funcionamento com maior precisão. O objetivo era evitar simplificações comuns em produções do gênero e preservar a identidade dos confrontos criados por Suzuki.

O elenco principal permanece intacto na nova temporada. Tomokazu Sugita continua como a voz de Taro Sakamoto. O ator revelou anteriormente que chegou a ser considerado para interpretar Kashima antes de assumir o papel principal. Segundo ele, o vínculo do personagem com a esposa, a filha e os amigos foi um dos elementos que mais influenciaram sua interpretação.

Nobunaga Shimazaki retorna como Shin Asakura, ex-assassino e parceiro de Sakamoto. Dotado de habilidades telepáticas, Shin funciona como um contraponto importante ao protagonista. Sua impulsividade e falta de refinamento contrastam com a experiência dos demais membros do elenco principal.

Ayane Sakura segue responsável por Lu Shaotang. A personagem ocupa uma posição importante na dinâmica do grupo graças ao seu comportamento imprevisível e à facilidade com que transita entre situações cômicas e confrontos físicos.

A continuação deve adaptar alguns dos arcos mais conhecidos do mangá, ampliando a participação da Associação Japonesa de Assassinos e aprofundando rivalidades introduzidas nos episódios anteriores. A obra também passa a explorar com mais detalhes a reputação construída por Sakamoto durante seus anos como assassino profissional, informação que permaneceu parcialmente em segundo plano durante boa parte da primeira temporada.

A Ilha Esquecida | Nova animação da DreamWorks ganha trailer e leva duas amigas a uma aventura sobre memórias e amizade

A Universal Pictures apresentou o segundo trailer de A Ilha Esquecida, nova animação da DreamWorks Animation que estreia nos cinemas brasileiros em 24 de setembro. O longa combina fantasia, aventura e comédia ao acompanhar duas amigas que acabam presas em um lugar onde as lembranças desaparecem com o passar do tempo.

A direção é de Joel Crawford e Januel Mercado, responsáveis por Gato de Botas 2: O Último Pedido, produção indicada ao Oscar. A produção fica a cargo de Mark Swift, que já trabalhou em outros projetos da DreamWorks.

Ambientada nas Filipinas durante os anos 1990, a história acompanha Jo e Raissa, duas amigas de infância que estão prestes a seguir caminhos diferentes após o fim do ensino médio. Raissa se prepara para deixar o país e se mudar para os Estados Unidos por decisão da família, enquanto Jo tenta encontrar uma forma de manter a amizade das duas mesmo com a distância.

Antes da despedida acontecer, as duas são levadas por um portal para Nakali, uma ilha misteriosa onde as pessoas começam a perder suas memórias conforme permanecem no local. O desafio deixa de ser apenas encontrar uma maneira de voltar para casa e passa a envolver a preservação das lembranças que construíram a relação entre elas.

O filme utiliza elementos da mitologia filipina como base para criar o cenário da ilha e também parte de experiências pessoais dos diretores, especialmente sobre amizades que atravessam diferentes fases da vida. A proposta da animação é explorar como as memórias influenciam a forma como as pessoas entendem suas próprias histórias.

O elenco de vozes reúne nomes da música e do cinema. HER interpreta Jo, enquanto Liza Soberano dá voz a Raissa. Dave Franco participa como Raww, um cão-lobisomem que acompanha as protagonistas, além das participações de Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy, Ronny Chieng e Lea Salonga.

Anunciado oficialmente pela DreamWorks em abril de 2025, A Ilha Esquecida representa uma produção original do estúdio, sem ligação com franquias anteriores. A equipe criativa decidiu explorar referências culturais das Filipinas em uma história voltada para públicos de diferentes idades.

Aly Muritiba oferece masterclass gratuita sobre cinema e revela bastidores da criação de filmes e séries no Brasil

Estudantes de cinema, profissionais do audiovisual e pessoas interessadas em conhecer melhor o funcionamento da indústria cinematográfica terão uma oportunidade de acompanhar uma aula com o diretor e roteirista Aly Muritiba. O cineasta realiza uma masterclass online e gratuita no dia 27 de junho, às 15h, com duração de três horas, dedicada ao processo de criação, direção e aos desafios do mercado audiovisual brasileiro.

As inscrições podem ser feitas até 24 de junho, e as vagas são limitadas. O encontro será realizado pela internet, permitindo a participação de interessados de diferentes regiões do país.

Durante a aula, Muritiba vai abordar etapas que fazem parte da construção de uma produção audiovisual, desde o desenvolvimento de uma narrativa até a preparação de atores e o trabalho de direção. O diretor também deve compartilhar experiências da própria carreira, que inclui projetos independentes premiados e produções desenvolvidas para grandes plataformas de streaming.

A trajetória do cineasta reúne trabalhos como Deserto Particular, indicado pelo Brasil para disputar uma vaga no Oscar, além de Ferrugem e Barba Ensopada de Sangue. Na televisão e no streaming, Muritiba dirigiu episódios de produções como Cangaço Novo e Cidade de Deus: A Luta Não Para.

A masterclass também funciona como uma apresentação do processo criativo de “Renascença”, próximo longa dirigido por Muritiba, previsto para 2028. O filme conta com parceria da Fundação Cultural de Curitiba e será ambientado na região de fronteira entre o Paraná e o Paraguai.

A trama acompanha Onete, uma viúva de 82 anos que vive em um quilombo nos anos 1990. A rotina da personagem muda com a chegada de Jandira, sua sobrinha de 21 anos que está grávida. A relação entre as duas mulheres conduz uma história marcada por questões familiares, ancestralidade, religiosidade e a ideia de recomeço dentro das tradições da comunidade.

A escolha do Paraná como cenário está ligada à pesquisa realizada pelo diretor sobre a diversidade cultural da região. Muritiba destaca que o estado possui uma forte presença de manifestações religiosas de diferentes origens, incluindo terreiros e centros de Umbanda que convivem com outras tradições religiosas.

O cineasta também aponta que existem dezenas de comunidades quilombolas reconhecidas no Paraná e que muitas dessas histórias ainda aparecem pouco representadas no audiovisual. “Renascença” surge como uma tentativa de colocar essas experiências no centro de uma narrativa cinematográfica.

Para quem deseja acompanhar a masterclass, a inscrição deve ser feita antes do encerramento do prazo, em 24 de junho. A atividade integra um projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Mortal Kombat 2 chega ao digital com Johnny Cage em destaque e coloca os maiores guerreiros da franquia contra Shao Kahn

Mortal Kombat 2 já está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais, trazendo de volta a pancadaria, os poderes especiais e os personagens mais conhecidos da franquia de jogos criada por Ed Boon e John Tobias. A continuação do filme lançado em 2021 amplia a disputa entre os guerreiros da Terra e as forças da Exoterra, agora com a chegada de Johnny Cage ao grupo principal.

A sequência é dirigida novamente por Simon McQuoid e tem roteiro de Jeremy Slater. O elenco reúne nomes que retornam do primeiro filme, como Jessica McNamee como Sonya Blade, Ludi Lin como Liu Kang, Mehcad Brooks como Jax Briggs e Josh Lawson como Kano. A grande novidade fica por conta de Karl Urban no papel de Johnny Cage, um dos personagens mais populares dos games.

Na trama, Johnny Cage é um ator conhecido por filmes de artes marciais que acaba sendo puxado para uma batalha muito maior do que imaginava. Convocado por Raiden e Sonya Blade, ele precisa se juntar aos campeões do Plano Terreno para enfrentar Shao Kahn, o poderoso imperador da Exoterra que ameaça dominar outros mundos.

O novo filme coloca Shao Kahn como o principal inimigo da equipe. O personagem chega ao conflito depois de conquistar Edênia e assumir o controle do reino, mantendo a princesa Kitana sob sua influência. A disputa pelo poder entre os mundos se torna o centro da história.

Para aumentar suas chances de vitória, Quan Chi entra em ação e usa antigos guerreiros e artefatos mágicos para fortalecer Shao Kahn. O amuleto de Shinnok se torna uma peça importante no plano dos vilões, aumentando ainda mais o desafio para Raiden e seus aliados.

Os combates colocam vários personagens conhecidos frente a frente. Sonya Blade encara Sindel, Johnny Cage entra em confronto com Kitana, e os guerreiros da Terra precisam enfrentar nomes como Kung Lao, Jade e outros lutadores da Exoterra.

Um dos pontos importantes do filme é a mudança na trajetória de Kitana. A princesa começa a perceber as consequências do domínio de Shao Kahn e passa a tomar decisões próprias dentro da guerra entre os reinos.

Johnny Cage também ganha mais espaço na história. Diferente dos outros campeões, ele começa como alguém que não leva a batalha a sério, mas precisa provar que pode fazer parte do grupo e enfrentar inimigos muito mais perigosos do que qualquer adversário de seus filmes.

A produção ainda conta com Adeline Rudolph como Kitana, Martyn Ford como Shao Kahn e Tati Gabrielle como Jade, ampliando a presença de personagens clássicos dos jogos.

Com orçamento estimado em US$ 80 milhões, Mortal Kombat 2 segue a fórmula que fez a franquia se tornar conhecida: lutas intensas, rivalidades antigas e personagens com habilidades sobrenaturais. Agora, quem ainda não assistiu ao filme pode conferir a continuação diretamente nas plataformas digitais, com a chegada de Johnny Cage ao centro da batalha.

O Diabo Veste Prada 2 estreia no Disney+ em 29 de julho com retorno de Meryl Streep e Anne Hathaway em nova fase da revista Runway

O Disney+ confirmou oficialmente a data de estreia de O Diabo Veste Prada 2 no catálogo brasileiro. A sequência do filme lançado em 2006 estará disponível na plataforma a partir de 29 de julho, reunindo novamente personagens conhecidos pelo público e apresentando uma nova fase na relação entre Andy Sachs e Miranda Priestly.

O longa traz de volta Meryl Streep como Miranda Priestly, a rigorosa editora-chefe da revista Runway; Anne Hathaway como Andrea “Andy” Sachs; Emily Blunt no papel de Emily Charlton; e Stanley Tucci como Nigel. A direção é novamente assinada por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, mesma dupla responsável pelo primeiro filme.

A produção continua a história quase duas décadas depois dos acontecimentos do longa original. Andy Sachs deixou o cargo de assistente de Miranda e construiu uma carreira como jornalista investigativa no jornal New York Vanguard. A nova fase profissional, porém, sofre uma mudança inesperada quando ela e sua equipe são demitidos pouco antes de uma premiação pelo trabalho realizado.

Após o episódio, Andy volta a aparecer no caminho da Runway, revista que marcou o início de sua carreira. A publicação atravessa uma crise de reputação após uma reportagem envolvendo uma empresa de fast-fashion gerar problemas com anunciantes e colocar em discussão o futuro do veículo.

Miranda Priestly, que durante anos comandou a revista com controle absoluto, precisa enfrentar uma indústria de moda e comunicação diferente daquela que conhecia. A queda das vendas da edição impressa e o crescimento do conteúdo digital obrigam a Runway a buscar novos formatos para continuar relevante.

O retorno de Andy acontece em uma posição diferente daquela apresentada no primeiro filme. Agora como uma profissional experiente, ela precisa trabalhar diretamente com Miranda em um momento em que os interesses das duas entram novamente em conflito. A relação entre as personagens passa a envolver decisões editoriais, mudanças no mercado e a disputa pelo futuro da publicação.

Emily Charlton também retorna em uma nova etapa da carreira. A antiga assistente da Runway deixou o posto ocupado no primeiro filme e passou a atuar em uma posição de maior influência dentro da indústria da moda. Sua aproximação com decisões importantes envolvendo a revista cria novos atritos com Miranda.

A história também aborda as transformações enfrentadas pelo jornalismo e pelo mercado editorial nos últimos anos. A produção acompanha o desafio de uma publicação tradicional tentando se adaptar ao consumo rápido de notícias, às redes sociais e à concorrência digital.

As filmagens aconteceram entre junho e outubro de 2025, com gravações realizadas em Nova York, Milão e Newark. As cidades escolhidas fazem parte do cenário da moda internacional e acompanham a expansão da história para além dos escritórios da Runway.

O Diabo Veste Prada 2 foi desenvolvido com orçamento estimado em US$ 100 milhões e mantém parte importante da equipe do filme original.

A Casa do Dragão muda abertura na 3ª temporada e estreia novo capítulo com uma das mortes mais impactantes da série

A terceira temporada de A Casa do Dragão começou a exibir seus episódios inéditos na HBO e na HBO Max trazendo uma novidade que não passou despercebida pelos espectadores mais atentos: a série ganhou uma sequência de abertura inédita.

Desde sua estreia, em 2022, a produção utilizava uma introdução que acompanhava uma linhagem de sangue percorrendo a árvore genealógica da Casa Targaryen. Com a guerra civil finalmente tomando conta de Westeros, a nova abertura abandona parte desse conceito para refletir o estágio atual da narrativa, agora totalmente dominada pelos acontecimentos da Dança dos Dragões.

A mudança simboliza uma nova fase da série. O conflito entre os partidários de Rhaenyra Targaryen e os apoiadores de Aegon II deixou de ser uma disputa política nos bastidores para se transformar em uma guerra aberta, envolvendo exércitos, dragões e alianças espalhadas pelos Sete Reinos.

Criada por Ryan Condal e George R. R. Martin, a terceira temporada estreou em 21 de junho de 2026 e terá oito episódios. A trama adapta os capítulos mais violentos de Fogo & Sangue, livro que narra a história da dinastia Targaryen cerca de 200 anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones.

Durante a divulgação da temporada, Condal afirmou que os novos episódios abordariam os momentos mais sombrios da guerra civil. O primeiro capítulo deixa claro que a produção não pretende suavizar as consequências do conflito.

O episódio começa no Vale de Arryn, onde Rhaena finalmente consegue estabelecer uma ligação com Sheepsteeler, um dos dragões selvagens mais conhecidos da história de Westeros. O momento, aguardado pelos leitores dos livros, rapidamente demonstra que conquistar um dragão é apenas parte do desafio. Controlá-lo é uma tarefa muito mais difícil.

Em Porto Real, a situação política continua instável. Aemond Targaryen descobre que Aegon II e Larys Strong escaparam de seu alcance e inicia uma busca para localizar os responsáveis pela fuga. Alicent Hightower tenta convencer o filho a reconsiderar os rumos da guerra, mas encontra resistência.

Do lado dos Pretos, Rhaenyra enfrenta crescente desconfiança dentro do próprio conselho. A visita secreta de Alicent ocorrida anteriormente gera questionamentos sobre suas decisões e enfraquece parte de sua autoridade em um momento decisivo do conflito.

No campo militar, Daemon Targaryen obtém uma vitória importante ao derrotar forças ligadas aos Lannister. O triunfo garante novos aliados para sua causa, incluindo os Lobos do Inverno enviados pelos Starks do Norte.

O episódio também dedica atenção a personagens que devem ganhar importância nos próximos capítulos. Addam Velaryon, Hugh Martelo e Ulf aguardam instruções em Harrenhal, enquanto Alys Rivers incentiva uma postura mais agressiva contra Vhagar, o maior e mais temido dragão vivo de Westeros.

As previsões de Helaena Targaryen voltam a ocupar papel central na narrativa. Em uma das cenas mais comentadas do episódio, ela alerta Alicent de que Aemond não sobreviverá caso enfrente os dragões que lutam ao lado de Rhaenyra.

A reta final é dominada pela aguardada Batalha da Goela, um dos confrontos mais importantes da Dança dos Dragões. A frota da Triarquia, comandada por Lohar, entra em combate contra as forças lideradas por Corlys Velaryon. O objetivo dos invasores é atacar Maré Alta e enfraquecer a posição estratégica dos Pretos.

A batalha rapidamente se transforma em um confronto de grandes proporções. Navios entram em colisão, dragões cruzam os céus e centenas de soldados são lançados ao mar. Jacaerys Velaryon e Baela Targaryen participam diretamente da ofensiva montando seus dragões.

Em meio ao caos, Rhaena aparece montando Sheepsteeler pela primeira vez em combate. A falta de controle sobre a criatura, porém, gera ainda mais destruição no campo de batalha.

As perdas começam a se acumular. O navio de Corlys é destruído durante o confronto, embora Alyn Velaryon consiga eliminar Lohar. Pouco depois, Vermax, o dragão de Jacaerys, é atingido e derrubado no mar. Preso por arpões inimigos, o animal não consegue retornar aos céus.

O momento mais devastador do episódio acontece logo em seguida. Jacaerys é atingido por flechas durante o combate e desaparece nas águas da Goela. A morte do herdeiro de Rhaenyra representa uma das perdas mais significativas para os Pretos até agora e altera profundamente o equilíbrio político da guerra.

Nos livros de George R. R. Martin, a Batalha da Goela é considerada um dos eventos mais decisivos da Dança dos Dragões. A adaptação televisiva escolheu iniciar a temporada justamente com esse acontecimento, deixando claro que os próximos episódios serão marcados por consequências cada vez mais severas para ambos os lados do conflito.

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