
Quando Invasão Zumbi chegou aos cinemas, em 2016, Yeon Sang-ho provou que ainda havia espaço para contar boas histórias dentro de um gênero que muita gente já considerava desgastado. Em vez de apostar apenas na violência ou em cenas de perseguição, o diretor colocou personagens comuns diante de escolhas difíceis e transformou um simples trem em um cenário de tensão constante.

Dez anos depois, ele volta ao terror com Zona Zero (Colony), produção sul-coreana que estreia nos cinemas brasileiros em 1º de outubro. A Paris Filmes divulgou o cartaz oficial do longa, que troca os tradicionais mortos-vivos por uma ameaça biológica capaz de aprender, evoluir e reagir às estratégias dos próprios sobreviventes.
Como começa a crise?
A história acontece durante uma conferência de biotecnologia realizada em um grande complexo comercial. Pesquisadores, empresários e convidados acompanham a apresentação de uma nova tecnologia quando tudo sai do controle.
O cientista Seo Young-chul invade uma área restrita e injeta em um executivo um organismo desenvolvido por ele. Poucos minutos depois, a infecção já tomou conta do prédio. O sistema de segurança bloqueia todas as saídas, o local entra em quarentena e quem ficou lá dentro precisa encontrar uma maneira de sobreviver.
A partir desse momento, ninguém sabe exatamente o que está enfrentando.
O que diferencia os infectados de Zona Zero?
Quem assistiu ao trailer pode perceber que Yeon Sang-ho não quis repetir a fórmula dos filmes de zumbis tradicionais.
As criaturas de Zona Zero compartilham informações entre si por meio de uma rede biológica formada por micélios. Isso faz com que aprendam rapidamente. Se uma rota de fuga funciona uma vez, dificilmente dará certo de novo. Se uma armadilha atrasa o grupo, os infectados logo encontram uma forma de contorná-la.
Essa ideia muda completamente o ritmo da história. O perigo não aumenta apenas porque há mais monstros circulando pelo prédio. Ele cresce porque o inimigo passa a entender como os sobreviventes pensam.
Quem tenta manter todos vivos?
No centro da história está Kwon Se-jeong, personagem de Jun Ji-hyun. Professora de biotecnologia, ela perdeu o emprego depois de denunciar irregularidades e comparece à conferência tentando reconstruir a carreira.
Quando o prédio entra em isolamento, seu conhecimento científico se torna uma das poucas vantagens do grupo. Em vez de agir por impulso, ela observa o comportamento do organismo, procura padrões e tenta descobrir pontos fracos antes que seja tarde demais.
Ao lado dela está Choi Hyun-seok, interpretado por Ji Chang-wook. Segurança do edifício, ele havia levado a irmã para almoçar no local justamente no dia do evento. Depois do início da contaminação, seu objetivo deixa de ser apenas escapar. Ele tenta manter a irmã em segurança, mesmo quando a situação parece não ter saída.
Já o responsável por toda a tragédia é Seo Young-chul, vivido por Koo Kyo-hwan. Ex-pesquisador de uma empresa de biotecnologia, ele acredita que seu trabalho foi roubado e decide transformar sua pesquisa em um ato de vingança.
Existe uma forma de enfrentar a contaminação?
Boa parte da tensão do filme nasce justamente dessa busca por respostas.
Os personagens descobrem que alguns produtos conseguem interferir temporariamente no organismo responsável pela infecção. Perfumes, compostos químicos e até o sistema de combate a incêndio do prédio passam a ser usados em tentativas improvisadas de abrir caminho pelos corredores.
Nada funciona por muito tempo. Cada descoberta oferece apenas alguns minutos de vantagem antes que os infectados encontrem uma forma de reagir.
Esse detalhe impede que a narrativa fique repetitiva. Sempre que o grupo acredita ter encontrado uma solução, o cenário muda novamente.
A história fica apenas dentro do prédio?
Não.
Parte da narrativa acompanha os acontecimentos do lado de fora. Gong Seol-hee, interpretada por Shin Hyun-been, perde contato com o marido, preso dentro da área de quarentena, e passa a colaborar com uma equipe de investigação.
As buscas levam os agentes até laboratórios ligados ao cientista responsável pelo ataque. Aos poucos, surgem respostas sobre a origem do organismo e sobre o tamanho do risco que ele representa caso consiga ultrapassar os limites do edifício.
Essa mudança de perspectiva ajuda a ampliar a história sem tirar o foco dos sobreviventes que continuam presos.
Quem está por trás do filme?
Yeon Sang-ho divide o roteiro com Choi Gyu-seok, parceiro de longa data em outros projetos. Os dois voltam a trabalhar com temas ligados à ciência, interesses corporativos e consequências de pesquisas conduzidas sem qualquer limite ético.
O elenco reúne nomes bastante conhecidos do cinema e da televisão sul-coreanos. Jun Ji-hyun lidera a produção ao lado de Ji Chang-wook, Koo Kyo-hwan, Kim Shin-rok, Shin Hyun-been e Go Soo.
Quando Zona Zero chega aos cinemas?
A estreia brasileira está marcada para 1º de outubro, com distribuição da Paris Filmes.





















