Michael alcança US$ 977 milhões nas bilheterias mundiais e se torna a cinebiografia musical de maior arrecadação da história

Quando Michael foi anunciado, havia duas certezas. A primeira era que qualquer filme sobre Michael Jackson seria cercado de debates. A segunda, que o interesse do público seria enorme. O que poucos imaginavam era a dimensão desse sucesso. Poucos meses após a estreia, a cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua já acumula US$ 977 milhões nas bilheterias mundiais e assume o posto de cinebiografia musical de maior arrecadação da história.

O número impressiona porque não veio acompanhado de unanimidade. Longe disso. O longa dividiu a crítica desde as primeiras exibições, mas encontrou no público um aliado muito mais importante para sua trajetória comercial. Em um ano competitivo para os cinemas, a produção transformou curiosidade em ingressos vendidos e entrou de vez na lista dos maiores sucessos de 2026.

A história acompanha a trajetória do Rei do Pop desde a infância, quando ainda dividia os palcos com os irmãos no Jackson 5, até o encerramento da Bad Tour, no fim dos anos 1980. Esse recorte define o tom do roteiro. Em vez de condensar toda a vida do cantor em pouco mais de duas horas, o filme concentra seus esforços no período em que ele deixou de ser um garoto prodígio para se tornar um dos maiores artistas da música mundial.

Ao longo da narrativa, o público revisita momentos decisivos de sua carreira. Estão lá a gravação de Off the Wall, a explosão de Thriller, a histórica apresentação de Billie Jean no especial Motown 25 e o acidente durante a gravação de um comercial da Pepsi, que provocou queimaduras graves em seu couro cabeludo e mudou sua vida.

Quem sustenta boa parte dessa reconstrução é Jaafar Jackson. Escalado para seu primeiro trabalho no cinema, o sobrinho do cantor carregava uma responsabilidade difícil de medir. Interpretar um artista tão conhecido inevitavelmente geraria comparações. No fim, a escolha funcionou. Jaafar reproduz gestos, postura e a presença de palco do tio com uma naturalidade que acabou se tornando um dos poucos consensos entre público e crítica.

O elenco ainda reúne Colman Domingo como Joe Jackson, pai e empresário da família, Nia Long como Katherine Jackson, Miles Teller no papel do advogado John Branca e Laura Harrier como Suzanne de Passe, executiva da Motown que acompanhou os primeiros anos da carreira do astro.

Se diante das câmeras o projeto encontrou seu equilíbrio, nos bastidores a história foi bem diferente.

As filmagens precisaram passar por mudanças importantes depois que a equipe descobriu uma cláusula ligada ao acordo judicial firmado pelo artista em 1993. O terceiro ato foi reescrito, novas cenas foram gravadas em 2025 e qualquer referência direta às acusações de abuso sexual infantil acabou ficando de fora da versão exibida nos cinemas.

Essa decisão definiu boa parte do debate em torno da produção. Muitos críticos consideraram que o roteiro preferiu preservar a imagem do músico em vez de enfrentar os episódios mais controversos de sua trajetória. É uma observação difícil de ignorar. Quem conhece sua história provavelmente perceberá essas ausências.

Ainda assim, reduzir o longa apenas a essa discussão talvez explique por que a distância entre a avaliação da crítica e a resposta do público foi tão grande. Boa parte dos espectadores foi ao cinema interessada em revisitar a ascensão daquele que redefiniu o pop nas décadas de 1970 e 1980. As recriações dos shows, das coreografias e dos bastidores da indústria musical acabam ocupando o centro da narrativa e são, sem dúvida, o ponto mais consistente do filme.

Antoine Fuqua, diretor de Dia de Treinamento e O Protetor, conduz a produção sem tentar reinventar a cinebiografia tradicional. Seu foco está na reconstrução de momentos históricos, especialmente das apresentações ao vivo. O cuidado com figurinos, cenários e coreografias ajuda a dar autenticidade às sequências musicais, que estão entre os trechos mais elogiados.

Produzido com um orçamento estimado entre US$ 155 milhões e US$ 200 milhões, o longa já recuperou esse investimento com ampla margem. O resultado praticamente elimina qualquer dúvida sobre a continuação da história nos cinemas. Um segundo filme já está em desenvolvimento e deve abordar os anos 1990 e 2000, período marcado por novos recordes na música, transformações na carreira e pelas controvérsias que passaram a dominar sua imagem pública.

Toy Story 5 mantém liderança nas bilheterias mundiais, supera US$ 585 milhões e confirma o retorno da Pixar ao topo do cinema

A força de Woody e Buzz Lightyear continua intacta. Duas semanas após a estreia, Toy Story 5 segue na liderança das bilheterias mundiais e adicionou mais US$ 159,1 milhões à sua arrecadação no segundo fim de semana em cartaz. Desse total, US$ 89,1 milhões vieram de 49 mercados internacionais. O longa já soma US$ 585 milhões em todo o mundo, sendo US$ 297,2 milhões na América do Norte e US$ 287,8 milhões no mercado internacional. Os números foram divulgados pelo Deadline.

O desempenho mantém a animação entre os maiores sucessos comerciais do ano e demonstra que a franquia criada pela Pixar continua atraindo diferentes gerações de espectadores, mesmo após três décadas desde o lançamento do primeiro filme.

Dirigido por Andrew Stanton, vencedor de dois Oscars por Procurando Nemo e WALL-E, o quinto capítulo da série coloca Jessie no centro da narrativa e apresenta um conflito que aproxima a franquia da realidade vivida pelas crianças de hoje. Em vez de enfrentar outro brinquedo tradicional, Woody, Buzz e seus amigos passam a disputar espaço com um tablet inteligente chamado Lilypad, presente dado a Bonnie por seus pais.

O novo dispositivo rapidamente se torna o objeto favorito da menina. A mudança altera a dinâmica da casa e desperta uma preocupação inédita entre os brinquedos, que passam a questionar qual é o seu lugar em uma infância cada vez mais cercada por tecnologia.

A história se passa dois anos depois de Toy Story 4. Woody continua viajando ao lado de Betty, ajudando brinquedos perdidos a encontrar novos donos, enquanto Jessie assume a liderança do grupo deixado para trás. Quando Bonnie começa a se afastar dos antigos companheiros, Jessie decide procurar Woody para tentar entender como lidar com a nova situação.

A aventura leva os personagens até uma fazenda ligada ao passado de Jessie. Lá, ela reencontra lembranças de Emily, sua primeira dona, e percebe que a importância de um brinquedo nem sempre termina quando a criança cresce. O roteiro utiliza esse reencontro para desenvolver a personagem de forma mais profunda, sem abandonar o humor característico da franquia.

Outra linha narrativa acompanha dezenas de versões modernas de Buzz Lightyear que ficam presas no modo de demonstração após um acidente. O grupo acredita estar em uma missão espacial real, criando situações que dialogam diretamente com a personalidade do Buzz no primeiro Toy Story, lançado em 1995.

Tom Hanks retorna como Woody, Tim Allen volta a interpretar Buzz Lightyear e Joan Cusack reprisa Jessie. O elenco também incorpora novos nomes, entre eles Greta Lee, que dubla Lilypad, Conan O’Brien como o brinquedo Amigo Rolinho, Craig Robinson como Atlas e Mykal-Michelle Harris como Blaze, personagem que desempenha papel importante na reta final da história.

A produção marca uma mudança importante nos bastidores da franquia. É o primeiro filme principal de Toy Story desenvolvido sem a participação criativa de John Lasseter, um dos responsáveis pela criação da série e que deixou a Pixar em 2018. Andrew Stanton assumiu a direção e também participou da concepção da história ao lado da roteirista Kenna Harris.

Outro retorno importante acontece na trilha sonora. Randy Newman, compositor responsável pelas músicas que acompanham a franquia desde o primeiro longa, voltou a trabalhar com a Pixar. A produção ainda inclui a canção inédita I Knew It, I Knew You, interpretada por Taylor Swift.

Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, Toy Story 5 figura entre as produções de animação mais caras já realizadas pelo estúdio. O investimento se reflete principalmente na evolução técnica da animação, que combina cenários altamente detalhados, iluminação mais realista e personagens digitais que preservam a identidade visual construída ao longo de quase 30 anos.

Prime Video divulga primeiro teaser de A Hipótese do Amor, adaptação do fenômeno literário de Ali Hazelwood

O Prime Video divulgou o primeiro teaser de A Hipótese do Amor, adaptação do romance de Ali Hazelwood que se tornou um dos maiores sucessos recentes do gênero romântico. O filme estreia em 23 de setembro de 2026 e será estrelado por Lili Reinhart e Tom Bateman nos papéis de Olive Smith e Adam Carlsen.

A direção é de Claire Scanlon, conhecida por comédias como Set It Up e episódios de séries como Brooklyn Nine-Nine. O roteiro ficou a cargo de Sarah Rothschild, enquanto Elizabeth Cantillon assina a produção.

A história acompanha Olive Smith, doutoranda em Biologia na Universidade Stanford. Convencida de que relacionamentos podem ser explicados de forma racional, ela prefere dedicar seu tempo à pesquisa científica. A situação muda quando percebe que sua melhor amiga, Anh, está interessada em Jeremy, rapaz com quem Olive havia saído algumas vezes.

Para provar que já seguiu em frente, Olive inventa que está vivendo um novo romance. Sem pensar muito, acaba beijando o primeiro homem que encontra pela frente. O problema é que ele é justamente Adam Carlsen, um professor conhecido no campus pela postura exigente e pela reputação de ser um dos orientadores mais temidos da universidade.

O incidente poderia terminar em constrangimento, mas Adam aceita participar da encenação. O falso namoro também acaba sendo conveniente para ele, já que rumores sobre uma possível saída de Stanford colocam em risco seus financiamentos de pesquisa. A partir desse acordo, os dois passam a sustentar a farsa diante de colegas, professores e amigos, até que a convivência começa a produzir sentimentos que nenhum dos dois havia planejado.

Lili Reinhart, conhecida pelo papel de Betty Cooper em Riverdale e pelo filme As Golpistas, interpreta Olive. Já Tom Bateman, visto em produções como Morte no Nilo e Baseado Numa História Real, assume o papel de Adam Carlsen.

A adaptação também chega cercada pela popularidade do livro. Publicado em setembro de 2021, A Hipótese do Amor permaneceu durante meses entre os romances mais vendidos em diversos países e ajudou a consolidar Ali Hazelwood como um dos principais nomes da ficção romântica contemporânea.

Pouca gente sabe, porém, que a origem da obra é anterior ao lançamento nas livrarias. A história começou a ser publicada na internet, em 2018, sob o título Head Over Feet, como uma fan fiction inspirada em Star Wars. Na versão original, os protagonistas eram baseados em Rey e Ben Solo, casal conhecido pelos fãs como “Reylo”.

Quando decidiu transformar a história em romance, Hazelwood reescreveu o texto, retirou todas as referências diretas à franquia e criou novos personagens. Mesmo assim, a inspiração permaneceu perceptível. Adam Carlsen recebeu esse nome em homenagem ao ator Adam Driver, intérprete de Kylo Ren nos filmes da saga, e a primeira edição do livro traz ilustrações que lembram visualmente Driver e Daisy Ridley.

Embora utilize o recurso do namoro de mentira, um dos mais populares da literatura romântica, o livro também dedica espaço ao ambiente acadêmico. A rotina dos laboratórios, a busca por financiamento para pesquisas, a pressão enfrentada por estudantes de pós-graduação e a desigualdade de gênero na ciência fazem parte da narrativa e ajudam a diferenciar a obra de outras comédias românticas contemporâneas.

Cine Maior exibe Tempo Contado neste domingo (28); thriller coloca Vince Vaughn em uma corrida contra a própria morte

A Record TV apresenta neste domingo, 28 de junho, no Cine Maior, o filme Tempo Contado, thriller policial lançado em 2016 que combina ação, suspense e drama familiar. Dirigido por Peter Billingsley, o longa adapta a graphic novel escrita por A.J. Lieberman e reúne Vince Vaughn e Hailee Steinfeld como pai e filha obrigados a fugir de criminosos e policiais corruptos.

Na história, Nick Barrow (Vince Vaughn) vive de elaborar planos de assaltos para organizações criminosas. Ele não executa os roubos, mas vende estratégias detalhadas para quem está disposto a pagar mais. O negócio funciona até que uma operação termina de forma desastrosa e transforma o próprio planejador no principal alvo de todos os envolvidos.

Perseguido por diferentes quadrilhas e por integrantes corruptos da polícia, Nick percebe que dificilmente conseguirá escapar por muito tempo. Antes de desaparecer, ele contrata um seguro de vida milionário com um único objetivo: garantir que a filha Cate receba a indenização caso ele seja morto. O problema é que a apólice só terá validade após um período de carência, obrigando o personagem a permanecer vivo tempo suficiente para que o plano funcione.

Cate, interpretada por Hailee Steinfeld, cresceu praticamente sem a presença do pai. A convivência entre os dois começa marcada pela desconfiança, mas muda de direção quando ambos passam a dividir a mesma fuga. Em vez de recorrer a longos diálogos para construir esse relacionamento, o roteiro utiliza situações de risco para aproximar os personagens, revelando pouco a pouco o passado que os afastou durante anos.

A investigação conduz Nick até o capitão Joe Keenan, papel de Bill Paxton. O policial lidera um esquema de corrupção e trabalha para eliminar qualquer pessoa que possa comprometer sua organização. A partir desse confronto, a narrativa passa a alternar perseguições, emboscadas e tentativas de sobrevivência, sempre com Cate ocupando um papel cada vez mais ativo nas decisões.

Embora seja lembrado principalmente pelas comédias Penetras Bons de Bico, Separados pelo Casamento e Quatro Natais, Vince Vaughn assumiu em Tempo Contado um personagem distante do humor que marcou boa parte de sua carreira. Hailee Steinfeld já havia conquistado reconhecimento da indústria aos 14 anos, quando recebeu uma indicação ao Oscar por Bravura Indômita, dos irmãos Coen. Depois do lançamento do filme, a atriz ampliou sua presença em grandes franquias com Bumblebee, a série Gavião Arqueiro e a animação Homem-Aranha no Aranhaverso, na qual interpreta Gwen Stacy.

O elenco reúne ainda Jonathan Banks, conhecido mundialmente por viver Mike Ehrmantraut em Breaking Bad e Better Call Saul, Bill Paxton, em um de seus últimos trabalhos antes de morrer, em 2017, Jon Favreau, Taraji P. Henson, Shea Whigham, Jordi Mollà, Mike Epps, William Levy e Annabeth Gish.

Peter Billingsley, diretor do longa, iniciou a carreira como ator e ficou conhecido pelo clássico natalino Uma História de Natal. Nos bastidores, passou a atuar como produtor de diversos projetos ligados ao ator e diretor Jon Favreau, incluindo Homem de Ferro, antes de dirigir seus próprios filmes.

Lançado nos Estados Unidos em abril de 2016, Tempo Contado teve distribuição bastante limitada nos cinemas e chegou simultaneamente ao mercado de vídeo sob demanda pela Focus World, braço da Focus Features voltado para lançamentos digitais. A estratégia refletia um momento de transição da indústria, quando estúdios passaram a investir em estreias híbridas para produções de médio orçamento.

A recepção foi modesta. O filme arrecadou menos de US$ 90 mil nas bilheterias americanas e recebeu avaliações negativas da crítica especializada, principalmente pelas soluções adotadas pelo roteiro.

Netflix cancela Montando a Banda após uma temporada e encerra reality que marcou a última participação de Liam Payne

A Netflix decidiu não seguir com uma segunda temporada de Montando a Banda, reality musical lançado em julho de 2025. A produção chegou ao catálogo com uma proposta diferente da maioria dos programas do gênero, mas teve vida curta e foi encerrada após seu primeiro ano.

Criado pela produtora Remarkable Entertainment, do grupo Banijay UK, o programa foi anunciado pela Netflix em maio de 2024 e reuniu artistas ligados a algumas das maiores bandas pop das últimas décadas. O comando ficou com AJ McLean, dos Backstreet Boys. O time de jurados contou com Liam Payne, ex-One Direction, Kelly Rowland, do Destiny’s Child, e Nicole Scherzinger, ex-Pussycat Dolls.

O formato colocava 50 cantores em uma seleção na qual a voz era o único critério na fase inicial. Cada participante se apresentava isolado em uma cabine, sem contato visual com os demais competidores. Depois das apresentações, os artistas distribuíam dez curtidas para aqueles com quem gostariam de formar uma banda.

Os candidatos que recebiam menos de cinco curtidas, ou que dependiam exclusivamente de votos de participantes eliminados, deixavam a disputa ainda na primeira etapa. Ao final desse processo, seis grupos eram formados.

Os integrantes só se encontravam pessoalmente depois da definição das bandas. A competição seguia com ensaios, apresentações e eliminações sucessivas até restar apenas um grupo vencedor, que recebia um prêmio de US$ 500 mil.

As gravações aconteceram durante o verão de 2024. A etapa final foi registrada em Manchester no fim de agosto daquele ano. Pouco tempo depois, em outubro, Liam Payne morreu aos 31 anos, antes mesmo da estreia do reality.

A morte do cantor levantou dúvidas sobre o lançamento da produção. A Netflix chegou a avaliar o futuro do programa, mas decidiu manter a estreia após conversar com a família de Payne. A plataforma optou por preservar sua participação, considerada um dos últimos registros profissionais do artista.

Os episódios foram disponibilizados entre os dias 9 e 23 de julho de 2025. O encerramento da temporada coincidiu com os 15 anos da formação do One Direction, data que deu um significado ainda maior ao último trabalho de Payne na televisão.

Embora tenha despertado curiosidade pelo formato e pelo elenco de jurados, Montando a Banda não alcançou desempenho suficiente para continuar. A Netflix não divulga os critérios específicos utilizados em suas renovações, mas fatores como audiência, retenção de público e custo de produção costumam influenciar essas decisões.

Twinless: Um Gêmeo a Menos chega à HBO Max e transforma uma história de perda em uma amizade cheia de segredos

A chegada de Twinless: Um Gêmeo a Menos ao catálogo da HBO Max coloca em destaque uma das produções independentes mais comentadas do circuito de festivais de 2025. Escrito, dirigido e estrelado por James Sweeney, o longa conquistou o Prêmio do Público na Competição Dramática dos Estados Unidos do Festival de Sundance, onde foi exibido pela primeira vez em janeiro daquele ano.

A história acompanha Roman (Dylan O’Brien), um jovem que tenta reorganizar a própria vida depois da morte do irmão gêmeo. Sem conseguir encontrar apoio entre as pessoas próximas, ele decide participar de um grupo criado para pessoas que passaram por uma situação específica: perder um irmão gêmeo.

Nesse ambiente, Roman conhece Dennis (James Sweeney), um rapaz de personalidade irônica e bastante diferente da sua. Apesar das diferenças, os dois criam uma ligação rápida por compartilharem uma dor que poucas pessoas conseguem compreender. A amizade cresce e passa a ocupar um espaço cada vez maior na rotina dos dois.

A relação entre eles começa a mudar quando Roman conhece Marcie (Aisling Franciosi), colega de trabalho de Dennis. A presença dela revela informações que colocam a amizade dos dois em uma nova perspectiva e fazem Roman questionar o quanto realmente conhece o novo amigo.

O filme usa o humor para tratar de assuntos delicados. Em vez de transformar o luto em apenas um elemento dramático, a produção explora as situações estranhas, desconfortáveis e até absurdas que podem surgir quando alguém tenta reconstruir a própria vida depois de uma grande perda.

Um dos principais pontos da produção é a atuação de Dylan O’Brien, que interpreta Roman e Rocky, os irmãos gêmeos presentes na história. O trabalho exige que o ator desenvolva personalidades diferentes para os dois personagens e construa uma relação que continua sendo importante mesmo após a ausência de um deles.

Conhecido por trabalhos como Teen Wolf, Maze Runner e Amor e Monstros, O’Brien escolhe aqui um papel mais voltado para o drama e para os conflitos internos do personagem. A atuação foi um dos elementos mais elogiados durante a passagem do filme por Sundance.

James Sweeney também assume um papel importante como Dennis. Além de interpretar um dos protagonistas, ele conduz a direção e o roteiro, criando uma narrativa baseada principalmente nos diálogos e na forma como os personagens revelam suas próprias fragilidades.

O elenco ainda reúne Lauren Graham como a mãe de Roman e Rocky, além de Tasha Smith, Chris Perfetti, François Arnaud, Susan Park e Cree Cicchino.

O que esperar de Twinless?

O filme foge do formato tradicional de comédia e aposta em uma mistura de humor ácido, drama e conflitos pessoais. A história não tenta transformar seus personagens em pessoas perfeitas. Roman e Dennis possuem falhas, escondem informações e tomam decisões que tornam a relação entre eles cada vez mais complicada.

A produção funciona principalmente pela forma como acompanha duas pessoas tentando lidar com sentimentos difíceis sem encontrar respostas simples. A amizade criada no grupo de apoio se torna o centro da narrativa e revela como experiências parecidas podem aproximar pessoas completamente diferentes.

Quem já interpretou a Supergirl nos cinemas e na TV antes de Milly Alcock assumir a heroína da DC

A estreia de Supergirl marca uma nova etapa para a DC nos cinemas, mas Milly Alcock não é a primeira atriz a vestir o uniforme da prima do Superman. Ao longo de mais de quatro décadas, Kara Zor-El passou por diferentes adaptações, cada uma refletindo o momento vivido pela editora e a forma como Hollywood enxergava os filmes de super-heróis.

Do primeiro longa estrelado pela personagem ao sucesso da televisão e à breve participação no antigo Universo Estendido da DC, cada intérprete ajudou a apresentar uma faceta diferente da kryptoniana. Relembre quem já viveu a heroína em live-action.

Helen Slater levou Kara para as telonas pela primeira vez

Em 1984, muito antes dos universos compartilhados dominarem Hollywood, Helen Slater protagonizou o primeiro filme solo da personagem. A trama acompanhava Kara deixando Argo City para recuperar o Ômega-Hedron, uma poderosa fonte de energia kryptoniana que havia caído nas mãos da feiticeira Selena.

O longa fazia parte da mesma continuidade dos filmes estrelados por Christopher Reeve, mas não repetiu o sucesso do Superman. As críticas foram negativas e a arrecadação ficou abaixo das expectativas da Warner Bros. Com o passar dos anos, porém, a produção conquistou um público fiel e ganhou status de cult entre fãs da DC.

Décadas depois, Slater voltou ao universo da personagem em uma homenagem discreta: interpretou Eliza Danvers, mãe adotiva de Kara, na série estrelada por Melissa Benoist.

Melissa Benoist transformou a personagem em um dos maiores sucessos da DC na TV

Para muitos fãs, Melissa Benoist continua sendo o rosto mais lembrado da heroína. Entre 2015 e 2021, ela protagonizou a série Supergirl, exibida primeiro pela CBS e depois pela The CW, onde passou a integrar oficialmente o Arrowverse ao lado de produções como The Flash, Arrow e Legends of Tomorrow.

Durante seis temporadas, a série acompanhou o crescimento de Kara Danvers, que deixou de viver apenas à sombra do Superman para construir sua própria trajetória. O roteiro expandiu a mitologia da personagem com figuras importantes dos quadrinhos, como Lex Luthor, Brainiac 5, Lena Luthor, Mon-El e J’onn J’onzz, transformando a produção em uma das mais duradouras da DC na televisão.

Sasha Calle apresentou uma versão inédita no cinema

A terceira atriz a interpretar Kara foi Sasha, escalada para The Flash (2023). Sua participação também entrou para a história por fazer dela a primeira atriz latina a viver a personagem em live-action.

O filme apresentou uma versão mais endurecida da kryptoniana, que passou anos presa em uma instalação militar após chegar à Terra. Mesmo com pouco tempo de tela, a atuação de Calle foi um dos pontos mais elogiados da produção e gerou pedidos para que ela retornasse em novos projetos.

A mudança de direção na DC Studios, entretanto, encerrou o antigo universo compartilhado antes que esses planos fossem desenvolvidos.

Milly assume a personagem na nova fase da DC

A responsabilidade de apresentar Kara para uma nova geração ficou com Milly Alcock, que ganhou projeção internacional ao interpretar a jovem Rhaenyra Targaryen em House of the Dragon. Ela protagoniza Supergirl, segundo filme do novo DCU, dirigido por Craig Gillespie (Cruella) e baseado na HQ Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely.

Segundo James Gunn, esta adaptação mostrará uma protagonista bem diferente das versões anteriores. Enquanto Clark Kent cresceu em um ambiente acolhedor na Terra, Kara passou parte da infância testemunhando a destruição de Krypton e perdeu praticamente todas as pessoas que conhecia antes de chegar ao planeta. Essa origem influencia diretamente sua personalidade e deve resultar em uma heroína mais intensa e emocionalmente marcada.

As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025, na Inglaterra e na Escócia. Durante a pós-produção, a DC retirou o subtítulo Woman of Tomorrow, passando a divulgar o projeto apenas como Supergirl.

Novo trailer de Descendentes 5 leva Red de volta ao País das Maravilhas e apresenta a próxima geração de personagens da Disney

O Disney+ Brasil divulgou a versão dublada do trailer de Descendentes: País das Maravilhas Malvado, quinto filme da franquia Descendentes. A prévia deixa claro que a aventura de Red e Chloe ainda está longe de terminar. Depois de mexerem no passado para impedir que a Rainha de Copas se tornasse uma vilã, as duas descobrem que mudar a história teve consequências bem maiores do que imaginavam.

O trailer também apresenta uma nova equipe formada por personagens que expandem ainda mais o universo da franquia. Entre eles está Pink, irmã mais nova de Red, além de Luis, filho de Luisa Madrigal, de Encanto, e Max Hatter, filho de Maddox. O grupo une forças para resgatar a Rainha de Copas e impedir que o novo vilão tome o controle do País das Maravilhas. Abaixo, confira o vídeo:

A continuação retoma exatamente esse ponto. O reino parece finalmente viver um período de paz, mas o equilíbrio dura pouco. Um novo inimigo entra em cena e coloca o País das Maravilhas novamente em perigo, obrigando Red e Chloe a embarcarem em outra missão.

As protagonistas continuam sendo interpretadas por Kylie Cantrall e Malia Baker, que voltam aos papéis de Red, filha da Rainha de Copas, e Chloe, filha de Cinderela e do Príncipe Encantado. Desta vez, elas enfrentam Maddox Hatter, personagem que surge como a principal ameaça da história depois que as mudanças na linha do tempo alteram completamente o futuro.

Quem acompanha Descendentes desde os primeiros filmes vai perceber que a série continua ampliando sua mitologia. Se antes a história era concentrada nos filhos de Malévola, Cruella de Vil, Jafar e Rainha Má, agora o foco está em personagens inspirados em diferentes fases da Disney, misturando figuras clássicas com nomes mais recentes do estúdio.

Essa expansão fica evidente no novo elenco. Além de Liamani Segura como Pink, o filme apresenta Kiara Romero como Hazel Hook, filha do Capitão Gancho; Joel Oulette vivendo Robbie dos Bosques, filho de Robin Hood; Zavien Garrett como Felix Facilier, filho do Dr. Facilier; e Ryan McEwen, que interpreta Squirmy Smee, um dos filhos do Sr. Smee. A presença de Luis também marca a estreia da família Madrigal dentro da franquia, conectando Encanto ao universo de Descendentes pela primeira vez.

Na direção está Kimmy Gatewood, conhecida por trabalhos na televisão americana, enquanto o roteiro foi escrito por Tamara Chestna, Dan Frey e Ru Sommer. O filme mantém a identidade que transformou Descendentes em um dos maiores sucessos do Disney Channel, combinando fantasia, aventura, humor e apresentações musicais com personagens inspirados nos contos mais famosos da Disney.

Lançada em 2015, a franquia conquistou uma geração de fãs ao imaginar como seria a vida dos filhos dos heróis e vilões dos clássicos animados. Depois de quatro filmes, a série passou por uma renovação em Descendentes: A Ascensão de Red, que apresentou novas protagonistas e abriu espaço para histórias ambientadas no País das Maravilhas.

Super Tela exibe Nefarious, terror psicológico que dividiu público e crítica ao abordar possessão demoníaca

A Record TV exibe na Super Tela deste sábado, 27 de junho, o filme Nefarious, produção americana lançada em 2023 que combina suspense psicológico, terror e elementos religiosos. Escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, o longa adapta o romance A Nefarious Plot, publicado em 2016 por Steve Deace, e constrói sua narrativa quase inteiramente a partir de um intenso confronto verbal entre dois personagens.

A trama começa em uma penitenciária de segurança máxima, onde o psiquiatra Dr. James Martin (Jordan Belfi) recebe a missão de realizar a última avaliação clínica de Edward Wayne Brady (Sean Patrick Flanery), um assassino em série condenado à morte por diversos homicídios. O parecer do médico definirá se o prisioneiro tem condições psicológicas para ser executado ou se deverá ser considerado mentalmente incapaz.

Ao chegar ao presídio, Martin descobre que está substituindo um colega que se suicidou pouco depois de entrevistar o detento. Antes da conversa, o diretor da unidade prisional o alerta sobre a capacidade de Edward de manipular qualquer pessoa que entre em sua cela.

A entrevista toma um rumo inesperado logo nos primeiros minutos. Edward rejeita qualquer diagnóstico relacionado a doenças mentais e afirma que seu corpo está sendo controlado por uma entidade demoníaca chamada Nefarious. Curiosamente, ele não tenta evitar a execução. Pelo contrário, insiste que a sentença seja cumprida naquela mesma noite.

À medida que o diálogo avança, a entidade demonstra conhecer detalhes íntimos da vida do psiquiatra que, em tese, jamais poderiam estar ao alcance de um condenado. Também faz uma previsão inquietante: antes do fim do dia, Martin será responsável por três mortes.

O roteiro utiliza esse embate para explorar o choque entre duas visões completamente opostas. De um lado, um médico guiado pela ciência e pela psiquiatria. Do outro, uma entidade que interpreta cada acontecimento sob uma perspectiva espiritual e desafia constantemente as convicções do protagonista. O filme desenvolve essa discussão por meio de longas conversas, deixando a ação em segundo plano.

Um dos pontos centrais da narrativa envolve a vida pessoal de Martin. Durante a avaliação, ele descobre que sua namorada está realizando um aborto. O episódio ganha peso na história porque dialoga diretamente com os temas defendidos pela produção, que adota uma visão cristã sobre questões como livre-arbítrio, pecado, culpa e responsabilidade moral.

A tensão aumenta quando o psiquiatra encontra, na cela de Edward, um manuscrito completo de um livro chamado The Dark Gospel, citado anteriormente durante a conversa entre os dois. A descoberta faz Martin questionar se existe uma explicação racional para tudo o que está acontecendo ou se ele realmente está diante de algo sobrenatural.

Mesmo após a execução do condenado, a narrativa segue explorando as consequências daquele encontro. Um salto temporal de um ano mostra Martin promovendo um livro inspirado nos acontecimentos vividos na prisão. O desfecho, no entanto, sugere que sua ligação com Nefarious ainda não chegou ao fim.

Grande parte da força do filme está na atuação de Sean Patrick Flanery, que interpreta Edward e a entidade que afirma controlar seu corpo. Conhecido por trabalhos em The Boondock Saints e na série As Aventuras do Jovem Indiana Jones, o ator sustenta boa parte da narrativa dentro de um único cenário, alternando momentos de serenidade com explosões de agressividade e mudanças bruscas de comportamento.

Jordan Belfi, visto em séries como Entourage, interpreta o psiquiatra James Martin, personagem que conduz o olhar do público ao longo da história. O elenco ainda reúne Tom Ohmer, Daniel Martin Berkey, Cameron Arnett, Sarah Hernandez, Jarret LeMaster, Grifon Aldren e Eric Hanson. O comentarista político Glenn Beck também participa do filme interpretando a si mesmo.

Lançado nos cinemas dos Estados Unidos em abril de 2023, o longa-metragem foi produzido de forma independente e encontrou seu principal público entre espectadores ligados ao cinema cristão. A recepção da crítica ficou dividida: enquanto alguns destacaram a atuação de Sean Patrick Flanery e a construção dos diálogos, outros apontaram que o longa prioriza seu discurso religioso em detrimento da narrativa.

Toy Story 5 segue voando nas bilheterias e já está a um passo de quebrar mais um recorde nos Estados Unidos

Foto: Divulgação/Pixar

A volta de Woody, Buzz e Jessie continua rendendo números impressionantes para a Pixar. Neste fim de semana, Toy Story 5 deve arrecadar cerca de US$ 74 milhões em 4.425 cinemas dos Estados Unidos, resultado suficiente para levar o filme além da marca de US$ 300 milhões no mercado americano em apenas dez dias de exibição. As informações são do Deadline.

Se a previsão se confirmar, a animação vai consolidar uma das melhores campanhas da Pixar nos últimos anos. Mundialmente, o longa já acumula aproximadamente US$ 379 milhões, ocupa um lugar entre as maiores bilheterias de 2026 e caminha para ultrapassar novas marcas nas próximas semanas.

Dirigido por Andrew Stanton, vencedor do Oscar por Procurando Nemo e WALL-E, o quinto filme da franquia chegou aos cinemas sete anos depois de Toy Story 4. Stanton também desenvolveu a história e escreveu o roteiro ao lado de Kenna Harris, assumindo pela primeira vez o comando de um longa principal da série.

A nova aventura acontece dois anos após os eventos do filme anterior. Bonnie agora tem oito anos e recebe um tablet em formato de sapo chamado Lilypad, ou apenas Lily. O presente foi pensado para ajudá-la a fazer novos amigos, mas acaba mudando completamente sua rotina. Aos poucos, a menina deixa os brinquedos de lado e passa a dedicar quase toda a atenção ao dispositivo.

Com Woody vivendo uma nova fase ao lado de Betty, Jessie assume a liderança dos brinquedos de Bonnie. Preocupada com o afastamento da garota, ela decide procurar Woody, dando início ao reencontro dos personagens clássicos da franquia.

O roteiro aproveita a situação para discutir um tema bastante atual: o espaço que celulares, tablets e redes sociais passaram a ocupar na infância. Em vez de transformar a tecnologia em vilã, o filme tenta equilibrar os dois lados da história e coloca Bonnie diante da dificuldade de conciliar o mundo digital com as brincadeiras que sempre fizeram parte da sua vida.

Outro núcleo acompanha um navio cargueiro que transportava dezenas de bonecos Buzz Lightyear de última geração. Depois de um acidente, eles ficam presos em uma ilha deserta funcionando apenas no modo de demonstração. As diferentes versões do patrulheiro espacial acabam protagonizando algumas das cenas mais divertidas da animação.

Jessie também ganha um arco importante. Depois de retornar por acaso à antiga fazenda onde viveu com Emily, ela descobre que sua primeira dona nunca a esqueceu. O reencontro com esse pedaço do passado ajuda a personagem a entender que o vínculo entre uma criança e seu brinquedo pode continuar existindo mesmo quando a infância fica para trás.

A história ainda acompanha Bonnie lidando com outro problema comum para muitas crianças hoje: o medo de ser julgada pelos colegas. Depois que uma foto envolvendo seus brinquedos circula entre alunos da escola, ela passa a esconder esse lado da própria personalidade para evitar comentários e brincadeiras.

O elenco principal continua praticamente o mesmo. Tom Hanks volta como Woody, Tim Allen reprisa Buzz Lightyear e também interpreta as versões do Multi-Buzz, enquanto Joan Cusack retorna como Jessie.

Entre os novos nomes estão Greta Lee, que dubla Lily; Conan O’Brien, como o brinquedo Amigo Rolinho; Craig Robinson, na voz do GPS Atlas; Shelby Rabara, como a câmera Clica; Scarlett Spears, nova voz de Bonnie; e Mykal-Michelle Harris, que interpreta Blaze.

A produção também entrou para a história da Pixar pelo investimento. Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o filme se tornou o mais caro já produzido pelo estúdio. O visual explica boa parte desse valor, com cenários extremamente detalhados, iluminação refinada e animações ainda mais naturais.

Na parte musical, Randy Newman voltou a compor a trilha sonora da franquia. Já a cantora Taylor Swift participa do longa com a música inédita I Knew It, I Knew You, escrita especialmente para o filme.

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