Até o Último Homem é atração da Super Tela neste sábado (5) na Record TV

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A Record TV exibe Até o Último Homem na Super Tela deste sábado, 5 de setembro. Lançado em 2016, o drama de guerra dirigido por Mel Gibson acompanha a história real de Desmond Doss, soldado americano que serviu como médico de combate durante a Segunda Guerra Mundial sem carregar uma arma.

Interpretado por Andrew Garfield, Doss se alistou no Exército dos Estados Unidos depois da entrada do país no conflito, mas deixou claro desde o início que não pretendia matar. Integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ele seguia o princípio religioso de não trabalhar aos sábados e se recusava a portar armas de fogo.

A decisão provocou conflitos durante seu treinamento militar. Seus superiores chegaram a tentar afastá-lo das Forças Armadas, e parte dos colegas passou a tratá-lo como covarde. A situação chegou aos tribunais quando Doss foi acusado de insubordinação por não aceitar o treinamento convencional com armas.

O personagem, porém, não desistiu. A legislação americana protegia objetores de consciência em determinadas circunstâncias, permitindo que pessoas com convicções religiosas ou morais contrárias ao combate armado servissem ao país em funções que não envolvessem o uso de armas.

Doss acabou sendo autorizado a atuar como médico de combate.

Da Virgínia para o campo de batalha

O filme começa antes da guerra, apresentando a infância de Desmond Doss na zona rural da Virgínia. Sua relação com a violência é marcada por um episódio ocorrido durante a infância, quando quase matou o irmão Hal durante uma brincadeira.

A formação religiosa da família influencia diretamente sua visão sobre o ato de matar. A relação com o pai, Tom Doss, veterano da Primeira Guerra Mundial interpretado por Hugo Weaving, também ocupa espaço importante na narrativa.

Já adulto, Desmond trabalha e desenvolve interesse pela área médica. Depois de ajudar um homem ferido em um acidente, conhece a enfermeira Dorothy Schutte, vivida por Teresa Palmer. Os dois iniciam um relacionamento, e Dorothy acompanha de perto a decisão do namorado de se alistar após o ataque japonês a Pearl Harbor.

Antes de partir para o treinamento, Desmond pede Dorothy em casamento. A guerra, porém, coloca o relacionamento em segundo plano e leva o protagonista a enfrentar um problema que ele não havia previsto: seus próprios companheiros.

A recusa em pegar no fuzil

No treinamento básico, Doss se destaca nos exercícios físicos, mas enfrenta dificuldades por não aceitar pegar em uma arma. O sargento Howell, personagem de Vince Vaughn, passa a pressioná-lo, enquanto outros soldados interpretam sua postura como uma tentativa de escapar do combate.

A situação piora quando Doss se recusa a revelar quem o agrediu fisicamente durante uma noite. Ele prefere suportar as consequências a denunciar os colegas.

O conflito chega ao limite quando o soldado é preso por insubordinação. Doss mantém sua posição mesmo diante da possibilidade de ser condenado. Seu pai intervém apresentando uma carta de um antigo comandante, que ajuda a demonstrar que suas convicções estavam protegidas pela legislação americana.

Depois do processo, Doss consegue continuar no Exército como médico de combate.

Essa primeira metade do filme é importante porque estabelece o motivo pelo qual sua presença no campo de batalha causa tanta desconfiança. Quando ele finalmente chega ao front, seus colegas ainda não acreditam que alguém possa participar de uma guerra sem usar uma arma.

Okinawa muda a percepção dos soldados

A história muda de escala quando a unidade de Doss chega ao Pacífico e participa da Batalha de Okinawa. O cenário é a Escarpa de Maeda, conhecida pelos americanos como Hacksaw Ridge, uma posição estratégica protegida por tropas japonesas e marcada por combates extremamente violentos.

Doss atua como médico e passa a atender soldados feridos diretamente na área de combate. Durante os confrontos, ele salva companheiros que haviam ficado para trás depois da retirada das tropas americanas.

Entre eles estão homens que, poucas horas antes, ainda desconfiavam de sua capacidade de enfrentar uma situação de guerra.

O filme dedica boa parte de sua segunda metade a esses resgates. Doss retorna repetidamente à região sob fogo inimigo para localizar sobreviventes e levá-los até um ponto seguro. Em uma das sequências centrais, ele utiliza uma corda para retirar os feridos da escarpa, descendo cada homem individualmente.

A narrativa registra esse momento como o ponto de virada na relação entre Doss e os demais soldados. Sua escolha de não portar armas deixa de ser vista apenas como uma limitação e passa a ser compreendida dentro da função que decidiu exercer.

A história real por trás do filme

Desmond Doss realmente serviu como médico de combate na Segunda Guerra Mundial e participou da Batalha de Okinawa. Segundo os registros oficiais, ele ajudou a retirar dezenas de soldados feridos da região da Escarpa de Maeda durante os combates.

Doss recebeu a Medalha de Honra, a mais alta condecoração militar dos Estados Unidos por bravura em combate. A cerimônia ocorreu em 1945, quando o então presidente Harry S. Truman entregou pessoalmente a medalha ao soldado.

O filme encerra sua narrativa com imagens de arquivo e informações sobre a vida posterior de Doss. Ele permaneceu casado com Dorothy até a morte dela, em 1991, e morreu em 23 de março de 2006, aos 87 anos.

A produção também utiliza esses registros reais para aproximar o espectador da figura histórica retratada por Garfield.

Andrew Garfield no papel principal

Andrew Garfield recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator por sua interpretação de Desmond Doss. O papel exigia uma mudança gradual na postura do personagem: ele começa como um jovem determinado, mas inseguro diante do ambiente militar, e termina como um soldado respeitado pelos homens que antes questionavam sua coragem.

O elenco inclui ainda Sam Worthington como o capitão Jack Glover, Luke Bracey como Smitty Ryker, Richard Roxburgh como o coronel Stelzer e Rachel Griffiths como Bertha Doss, mãe de Desmond.

Mel Gibson dirigiu o longa a partir de um roteiro escrito por Andrew Knight e Robert Schenkkan. A história teve como uma de suas bases o documentário The Conscientious Objector, lançado em 2004, que também aborda a trajetória de Doss.

Until Dawn 2 ganha trailer e data de lançamento; Sequência chega ao PS5 em janeiro de 2027

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Aqueles que gostam de jogos de terror em que uma escolha errada pode custar a vida de um personagem já têm uma nova data para marcar no calendário. Until Dawn 2 foi um dos destaques da State of Play desta quinta-feira, 3 de setembro, com a apresentação de um novo trailer e a confirmação de seu lançamento para 28 de janeiro de 2027.

Desenvolvido pela Firesprite, o jogo será lançado exclusivamente para PlayStation 5. Apesar do nome e da proposta de manter algumas características conhecidas da franquia, a sequência não pretende continuar diretamente a história de Until Dawn, lançado originalmente em 2015. Em vez de retornar à montanha Blackwood e reencontrar o antigo grupo de protagonistas, o novo capítulo apresenta uma história independente, com personagens inéditos e uma localização completamente diferente.

Desta vez, o terror acontece em uma ilha tropical abandonada.

Grupo que fingia caçar fantasmas acaba diante de um horror de verdade

A nova história acompanha o Dead True, uma equipe que ficou conhecida por produzir conteúdo sobre fenômenos paranormais. O detalhe é que o grupo não exatamente acredita naquilo que mostra para o público: suas investigações são encenadas para alimentar o canal e conquistar audiência.

A situação muda quando o Dead True recebe a oportunidade de trabalhar com uma emissora de televisão. Para produzir seu primeiro programa com uma estrutura profissional, a equipe viaja até uma ilha tropical abandonada, onde pretende registrar uma nova investigação paranormal.

O que deveria ser apenas mais uma gravação acaba se transformando em uma luta pela sobrevivência.

Na ilha, os integrantes começam a perceber que os fenômenos que estão testemunhando não fazem parte de nenhuma encenação. O grupo, que passou tanto tempo criando situações sobrenaturais para assustar outras pessoas, agora precisa descobrir como escapar de ameaças que não estavam no roteiro.

O cenário também coloca os personagens em uma situação de isolamento, enquanto os conflitos entre eles aumentam a pressão. Não será necessário apenas descobrir o que existe na ilha: as relações entre os integrantes do Dead True também podem influenciar o destino de cada um.

Suas escolhas continuam decidindo quem vive e quem morre

A principal característica de Until Dawn está de volta. A sequência foi construída em torno de escolhas que alteram o desenvolvimento da história e podem determinar quais personagens chegarão vivos ao final.

Isso não significa apenas escolher entre duas opções gigantescas durante momentos decisivos. Segundo a proposta apresentada pela Firesprite, decisões importantes, interações aparentemente menores e até o estado dos relacionamentos entre os personagens poderão influenciar os acontecimentos posteriores.

É o chamado Efeito Borboleta, conceito que a franquia utiliza para representar como uma ação realizada em determinado momento pode desencadear consequências muito maiores mais adiante.

Na prática, isso significa que duas pessoas podem jogar Until Dawn 2 e ter experiências diferentes. Um personagem que sobreviveu na sua campanha pode não chegar ao final na partida de outra pessoa, dependendo das decisões tomadas ao longo da aventura.

O sistema também dá um motivo concreto para voltar ao jogo depois de terminar a primeira vez. Em vez de simplesmente repetir as mesmas cenas, o jogador pode experimentar outras escolhas para descobrir novos caminhos e resultados.

Dr. Hill é a principal ligação com o primeiro jogo

Embora a história seja nova, a Firesprite não deixou o primeiro Until Dawn completamente para trás.

Dr. Hill, personagem interpretado por Peter Stormare, está de volta. No jogo original, o misterioso psiquiatra tinha uma função bastante peculiar: ele conversava diretamente com o jogador e comentava suas decisões, quebrando a barreira entre a história e quem estava do outro lado da tela.

Sua presença é uma das poucas conexões confirmadas entre os dois jogos.

Isso também ajuda a deixar claro que Until Dawn 2 não está sendo tratado como uma continuação tradicional. O jogador não precisa esperar uma reunião dos personagens do primeiro título nem uma retomada dos acontecimentos de Blackwood Mountain. A Firesprite está usando o universo e alguns conceitos da franquia para contar uma nova história.

O que muda em relação ao Until Dawn original?

A diferença mais evidente está no cenário e no elenco. O primeiro jogo colocava um grupo de jovens em uma região montanhosa isolada, enquanto a sequência leva seus protagonistas para uma ilha tropical abandonada.

A estrutura narrativa, por outro lado, continua familiar. O jogador acompanha um grupo de personagens vulneráveis, precisa tomar decisões sob pressão e convive com a possibilidade de perder integrantes da equipe durante a campanha.

A mudança de protagonistas também permite que a nova história explore outra dinâmica. Em vez de amigos reunidos para uma viagem que rapidamente se transforma em pesadelo, agora temos criadores de conteúdo que transformaram o sobrenatural em profissão e precisam encarar uma situação que não conseguem desligar quando as câmeras deixam de ser importantes.

É justamente essa contradição que dá identidade à nova aventura: o Dead True construiu sua popularidade fingindo enfrentar fantasmas, mas será colocado diante de algo que não pode ser explicado como uma produção para internet ou televisão.

Quando Until Dawn 2 chega ao PS5?

Until Dawn 2 será lançado em 28 de janeiro de 2027, exclusivamente para PlayStation 5. O desenvolvimento está nas mãos da Firesprite, estúdio que integra os PlayStation Studios.

Até aqui, a Sony e a desenvolvedora destacaram principalmente a estrutura narrativa, o sistema de escolhas e a nova história. O lançamento também chega em um momento em que a franquia já possui uma adaptação cinematográfica, mas o jogo segue uma proposta própria e não foi apresentado como continuação direta dos acontecimentos do filme.

Para os jogadores que nunca tiveram contato com Until Dawn, a nova aventura pode funcionar como uma porta de entrada justamente por apresentar personagens e uma história inéditos. Já quem conhece o original encontrará algumas referências familiares, principalmente na presença de Dr. Hill e na possibilidade de decidir quem sobrevive.

Sessão da Tarde exibe Se Eu Fosse Você 2 nesta quinta-feira (3) com nova troca de corpos entre Tony Ramos e Glória Pires

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A Sessão da Tarde desta quinta, 3 de setembro de 2026, exibe Se Eu Fosse Você 2, filme de 2009 que coloca novamente Cláudio e Helena diante do mesmo fenômeno que bagunçou suas vidas no primeiro longa: os dois trocam de corpos.

Só que existe uma diferença importante desta vez. O casal não está tentando salvar o casamento. Pelo contrário. Cláudio e Helena estão prestes a se divorciar.

A sequência retoma os personagens interpretados por Tony Ramos e Glória Pires alguns anos depois dos acontecimentos do primeiro filme. Cláudio sai de casa e vai morar com Nelsinho, personagem de Cássio Gabus Mendes, enquanto ele e Helena começam a lidar com os detalhes da separação.

O clima entre os dois está longe de ser amigável. Durante uma discussão após a primeira reunião do divórcio, os dois acabam dentro de um elevador. É ali que acontece novamente a troca de corpos.

A partir desse momento, Cláudio passa a viver como Helena e Helena precisa assumir a rotina de Cláudio. O problema é que nenhum dos dois está disposto a facilitar a vida do outro, muito menos quando a relação já chegou ao limite.

O que acontece em Se Eu Fosse Você 2?

A história começa quando o relacionamento de Cláudio e Helena entra em uma fase decisiva. Depois de anos juntos, os dois chegam à conclusão de que o casamento não está funcionando mais e começam a tratar oficialmente da separação.

Cláudio deixa a casa onde vivia com a família e procura abrigo na casa de Nelsinho. A mudança, porém, não resolve os problemas entre o casal. Eles continuam se encontrando por causa do divórcio e acabam protagonizando discussões que mostram que a separação ainda está longe de ser simples.

É nesse contexto que a troca de corpos acontece pela segunda vez.

O recurso permite que o filme retome a principal brincadeira da franquia, mas agora em uma situação diferente. No primeiro longa, a experiência servia para aproximar duas pessoas que tinham dificuldade de compreender a rotina uma da outra. Na sequência, Cláudio e Helena já chegam à história carregando anos de convivência, ressentimentos e problemas acumulados.

Isso muda o peso da brincadeira.

Enquanto precisam descobrir como voltar aos próprios corpos, os dois também são obrigados a lidar com as responsabilidades e relações que pertencem ao outro. Cláudio precisa encarar a rotina de Helena, enquanto ela passa a enfrentar as situações que fazem parte do cotidiano dele.

A troca acaba interferindo também na vida familiar, principalmente por causa de Bia, filha do casal.

Isabelle Drummond interpreta a filha do casal

Bia é vivida por Isabelle Drummond e está passando por uma situação que poderia complicar ainda mais o momento da família: ela está grávida.

O problema é que Bia não sabe como contar a novidade aos pais.

A gravidez acontece justamente quando Cláudio e Helena estão envolvidos em uma separação conturbada. Enquanto os dois estão preocupados com o próprio relacionamento, a filha precisa encontrar uma maneira de revelar que a família também está prestes a passar por outra grande mudança.

O conflito de Bia dá ao filme um segundo eixo narrativo. A história não fica restrita às confusões provocadas pela troca de corpos, já que a relação entre pais e filha passa a ocupar espaço importante na trama.

Tony Ramos e Glória Pires repetem os papéis

A dupla principal retorna aos personagens que interpretou no primeiro filme. Tony Ramos é Cláudio, enquanto Glória Pires interpreta Helena.

A escolha dos dois é particularmente importante para a proposta da sequência porque boa parte das situações de humor depende de um ator interpretar os trejeitos e comportamentos de uma personagem que, originalmente, pertence à outra pessoa.

Além de Tony Ramos, Glória Pires e Isabelle Drummond, o elenco reúne Cássio Gabus Mendes como Nelsinho, Maria Luísa Mendonça como Denise e Maria Gladys. O filme ainda conta com participações de nomes conhecidos da televisão e do cinema brasileiro, entre eles Chico Anysio, Adriane Galisteu e Ary Fontoura.

A direção é de Daniel Filho, responsável também pelo primeiro longa.

O filme teve uma continuação que demorou para sair

A franquia quase ganhou um terceiro filme bem antes de realmente voltar a ser discutida.

Em 2010, Daniel Filho confirmou a intenção de produzir Se Eu Fosse Você 3. A proposta inicial era levar Cláudio e Helena para uma situação ainda mais absurda: os dois poderiam trocar de corpos com suas versões crianças.

O projeto recebeu diferentes previsões de lançamento ao longo dos anos, mas não avançou. Depois de sucessivos adiamentos, a produção acabou sendo oficialmente cancelada em 2018.

A história da franquia, entretanto, não terminou ali.

Em julho de 2024, começaram as gravações de um novo Se Eu Fosse Você 3, novamente com Tony Ramos e Glória Pires. A produção também marcou o retorno de Tony Ramos ao cinema depois de um período afastado das filmagens. As gravações foram realizadas em Miguel Pereira, no estado do Rio de Janeiro.

Isso faz de Se Eu Fosse Você 2 um filme interessante para quem quer conhecer a trajetória da franquia antes de acompanhar sua nova continuação.

Crítica – O Sorveteiro aposta no gore e no humor para reinventar o terror de Eli Roth

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O Sorveteiro é daqueles filmes que deixam claro, logo nos primeiros minutos, que não estão interessados em seguir exatamente o caminho tradicional do terror. Dirigido por Eli Roth, o longa mistura violência gráfica, humor ácido e uma boa dose de absurdo para construir uma experiência que está muito mais interessada em divertir e chocar do que em provocar medo de maneira convencional.

A premissa, por si só, já entrega uma proposta bastante diferente. E o filme parece saber disso. Em vez de tentar transformar sua ideia inusitada em algo excessivamente sério, O Sorveteiro abraça o absurdo e faz dele uma das principais características da produção.

Por isso, talvez seja importante não assistir ao filme esperando encontrar um novo O Albergue.

Embora os dois sejam dirigidos por Eli Roth e compartilhem o gosto pela violência gráfica, as propostas são bem diferentes. O Albergue trabalha o horror de uma maneira mais pesada, apostando no desconforto, na tensão e em uma atmosfera que consegue incomodar o espectador. O Sorveteiro segue por outro caminho.

Aqui, o diretor parece muito mais interessado em brincar com o gênero. O medo divide espaço com o humor, enquanto as cenas violentas são apresentadas de maneira tão exagerada que, em alguns momentos, fica difícil saber se a intenção é provocar horror ou arrancar uma risada.

E é justamente aí que o filme encontra sua identidade.

Para quem gosta de gore, há bastante coisa para aproveitar. O Sorveteiro não demonstra muita preocupação em poupar o espectador das imagens mais gráficas e utiliza a violência como um dos principais elementos da narrativa. Algumas sequências são bastante explícitas e mostram que o filme não pretende suavizar sua proposta.

Ao mesmo tempo, o exagero impede que a experiência se torne pesada o tempo inteiro. Em determinados momentos, a violência chega a um nível tão absurdo que acaba funcionando quase como uma piada. A sequência do lado de fora da escola, por exemplo, representa bem essa mistura entre choque e humor que o longa busca durante boa parte da história.

Particularmente, achei o resultado divertido dentro da proposta apresentada. Não é um filme que considero tão impactante quanto O Albergue, mas também não vejo isso como um problema. Comparar os dois apenas pela presença de Eli Roth e pelo excesso de violência seria ignorar justamente o que O Sorveteiro tenta fazer de diferente.

O longa funciona melhor quando deixa de lado qualquer tentativa de ser um terror tradicional e assume completamente sua mistura de gore, humor e absurdo. É nesse momento que a produção consegue encontrar personalidade e entregar algumas das situações mais interessantes da experiência.

No fim, o longa-metragem não é necessariamente um filme para quem procura um terror capaz de tirar o sono ou construir uma atmosfera realmente perturbadora. Sua força está em outra direção: oferecer uma experiência violenta, exagerada e, em vários momentos, divertida.

Vale a pena?

Se você gosta de gore, humor ácido e filmes que não têm medo de exagerar, O Sorveteiro tem boas chances de funcionar. Agora, se a expectativa é encontrar um terror mais sério, atmosférico e perturbador, talvez seja melhor ajustar as expectativas antes de dar o play.

Não é O Albergue. E, no fim das contas, talvez seja justamente essa a melhor coisa que o filme poderia ser.

Festival Ilustra Plaza está de volta ao Recife com K-pop, cosplay, arte independente e muita comida asiática

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Quem gosta de passar horas vendo ilustrações, fuçando produtos de cultura pop ou experimentando alguma coisa diferente para comer já tem um programa para colocar na agenda. O Festival Ilustra Plaza volta ao Recife em setembro com oito dias de programação gratuita dedicada aos universos geek, pop e asiático.

O evento acontece no jardim do piso L2 do Plaza Shopping, em dois blocos: de 3 a 6 de setembro e de 10 a 13 de setembro. O espaço funciona das 15h às 22h de quinta a sábado e das 15h às 21h aos domingos.

A graça do festival está justamente na mistura. Não é só uma feira de produtos e também não é apenas uma programação de apresentações. O visitante encontra artistas independentes, lojas especializadas, comida asiática e atividades como K-pop, cosplay, karaokê, quizzes, games e Just Dance.

O que dá para fazer no festival?

A área de artistas é uma das partes mais interessantes para quem gosta de comprar produtos autorais e sair do padrão das grandes lojas. Ao longo dos dias, estarão no evento nomes como Mari Ilustra, Carlos Eduardo Cunha, Magrelissa, Ricardo Alencastro, Befox, Deborah Barbosa, Roberta Cirne, André Santana Ilustra, Olga, Dessamore, Danielle Jaimes, MM Laís, Hanny Ilustra, Ushi no Musume, Mari Petrovana, Mi Montero, Giulianna Miranda, Gabriella Sousa, Clara Azevedo, Naomí Brandão, Rayan Vinícius e Mavis.

Os trabalhos reúnem diferentes estilos e referências, passando por ilustração, personagens, anime, cultura pop e arte independente. Como os produtos são vendidos diretamente pelos próprios criadores, também é uma chance de conhecer artistas que normalmente não aparecem em lojas convencionais.

Para quem vai com amigos, a programação paralela ajuda a transformar a visita em algo além das compras. K-pop, cosplay, karaokê, quizzes e Just Dance entram na agenda ao longo dos dias, junto com atividades ligadas a games.

E para comer? Tem bastante opção

A parte gastronômica também merece espaço na visita. O festival reúne restaurantes e pequenos negócios com cardápios inspirados principalmente nas culinárias japonesa e coreana.

Quem estiver com vontade de provar coisas diferentes encontra onigiri, lámen, yakisoba, guioza, pratos coreanos, takoyaki, taiyaki, dango e mochi. Também haverá opções doces, como algodão doce.

Entre os participantes estão Wasabi Onigiri, Hakata, Panda’s, Takoyaki Brothers, Kokay Culinária Afetiva, Doce Nuvem e Takayuki Sushi.

Os preços são relativamente variados. Os pratos ficam entre R$ 15 e R$ 58, enquanto as bebidas começam em R$ 5. Na prática, dá para montar um lanche gastando pouco ou fazer uma refeição mais completa no próprio evento.

Quais lojas estarão por lá?

A lista de expositores também inclui negócios voltados diretamente para o público geek e de cultura pop. Estão confirmadas Korea Shop, Bakamoon, Sebo do Anderson/Nerdpoesia, Geek Mundo, Top Games e Banca Zapp.

A ideia é reunir em um mesmo espaço produtos ligados a games, cultura pop, colecionáveis e itens temáticos, além de opções que podem funcionar como presente para quem acompanha esse universo.

Quanto custa para entrar?

Essa parte é simples: a entrada é gratuita.

O visitante só paga pelo que decidir consumir ou comprar dentro do festival. Não há ingresso para acessar o espaço, então dá para passar no shopping, dar uma olhada nos estandes e decidir na hora se vale ficar para alguma atividade ou fazer uma refeição por lá.

Qual é o melhor dia para ir?

Como o festival acontece durante oito dias, de quinta a domingo em dois fins de semana, quem puder escolher consegue montar a visita de acordo com o próprio interesse.

Os horários mais longos são de quinta a sábado, das 15h às 22h. No domingo, o funcionamento termina às 21h. Para quem pretende aproveitar várias atividades e ainda conhecer os estandes com calma, chegar no começo do período pode ser uma boa estratégia.

Também vale lembrar que a programação pode variar conforme o dia, então é importante acompanhar os canais oficiais do Plaza Shopping para conferir a agenda específica antes de sair de casa.

Quando e onde acontece o Ilustra Plaza?

O Festival Ilustra Plaza acontece no jardim do piso L2 do Plaza Shopping, no Recife, nos períodos de 3 a 6 de setembro e 10 a 13 de setembro.

Horários: quinta a sábado, das 15h às 22h; domingo, das 15h às 21h.
Entrada: gratuita.
Comidas: de R$ 15 a R$ 58.
Bebidas: a partir de R$ 5.

Gal Gadot revela bastidores de Bitcoin e conta como protegeu sua atuação do uso de IA no filme

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Gal Gadot levou cerca de seis meses para fechar o contrato de Bitcoin, novo filme dirigido por Doug Liman. O motivo foi uma cláusula específica sobre inteligência artificial. A atriz aceitou participar de uma produção que utiliza a tecnologia em diferentes etapas, mas não permitiu que ela fosse aplicada à sua atuação.

Gadot revelou os bastidores durante uma entrevista ao podcast Happy Sad Confused. De acordo com a atriz, seus advogados passaram meses analisando situações que poderiam surgir durante e depois das filmagens. A preocupação era impedir que sua performance fosse reproduzida, alterada ou utilizada digitalmente sem autorização.

“Esse, com certeza, acabou se tornando o contrato mais longo com o qual já trabalhei”, afirmou. “Eu não queria que a IA tivesse qualquer envolvimento com a minha atuação.”

A negociação chegou à SAG-AFTRA, sindicato que representa os atores nos Estados Unidos. Gadot contou que representantes da entidade procuraram seus advogados para entender as proteções incluídas no acordo. Segundo a atriz, a equipe jurídica também compartilhou orientações com o sindicato para outras discussões relacionadas ao uso de IA.

Como a inteligência artificial foi usada no filme?

Bitcoin adotou um processo de produção diferente do convencional. Parte dos cenários foi criada digitalmente, evitando a necessidade de gravar determinadas cenas em locações reais. A tecnologia também foi utilizada em elementos de iluminação e em outras etapas do trabalho visual.

Os atores trabalharam em estúdio enquanto os ambientes eram construídos digitalmente para as cenas. O produtor Ryan Kavanaugh afirmou que o modelo poderia representar uma economia de aproximadamente US$ 230 milhões.

A proposta reduziu a dependência de construções físicas e deslocamentos para diferentes locações. Ao mesmo tempo, colocou a produção diante de uma questão que não existia da mesma forma há alguns anos: como estabelecer limites para o uso digital da imagem de quem participa de um filme.

Foi nesse ponto que Gadot negociou diretamente.

O que ficou protegido no contrato de Gal?

A atriz não pediu a retirada da inteligência artificial do projeto. A exigência foi impedir que a tecnologia fosse usada para interferir em sua interpretação.

O contrato foi discutido durante meses para prever diferentes situações envolvendo sua imagem e sua performance. O objetivo era deixar definido o que a produção poderia fazer com o material gravado e o que dependeria de uma nova autorização.

A preocupação acompanha uma mudança na forma como estúdios conseguem trabalhar digitalmente com atores. Hoje, rosto, voz e movimentos podem ser reproduzidos por ferramentas capazes de gerar conteúdo novo a partir de registros anteriores.

Gadot decidiu resolver essa questão antes das filmagens. A participação da SAG-AFTRA nas conversas mostra que as cláusulas negociadas também poderiam servir de referência para debates mais amplos dentro da categoria.

Qual é a história de Bitcoin?

Apesar de utilizar IA no processo de produção, Bitcoin não é um filme sobre inteligência artificial.

A trama é baseada na história do Bitcoin e no mistério envolvendo Satoshi Nakamoto, nome usado pela pessoa ou grupo responsável pela criação da criptomoeda. O projeto foi concebido como um thriller biográfico com elementos de conspiração.

Casey Affleck interpreta Craig Steven Wright, enquanto Pete Davidson vive Calvin Ayre. Gadot interpreta Charlotte “Lotte” Miller. O elenco também inclui Isla Fisher e Finlay Robertson, que interpreta Balthazar Harrington III.

O roteiro é de Nick Schenk, com Liman na direção.

O filme foi anunciado em 2025 com o título Killing Satoshi. Durante o desenvolvimento, passou a se chamar Bitcoin.

Quando as filmagens aconteceram?

As gravações começaram em fevereiro de 2026, no Reino Unido, e terminaram no final de abril.

A produção utilizou estúdio para cenas que dependiam dos ambientes digitais. Em vez de construir fisicamente todos os espaços ou viajar para diferentes locais, a equipe trabalhou com fundos e cenários criados por computador.

A direção de fotografia ficou com Henry Braham.

Ainda não há material suficiente divulgado para avaliar como os ambientes digitais ficaram no resultado final, já que o filme permanece em pós-produção.

Por que a negociação de Gadot interessa aos atores?

A questão não está apenas na possibilidade de usar IA durante a produção. Existe também o destino do material captado depois que um filme termina.

Um ator pode autorizar sua participação em uma obra sem necessariamente querer que uma gravação de seu rosto, voz ou movimentos seja usada para criar novas cenas posteriormente. Por isso, contratos passaram a incluir questões que antes não faziam parte das negociações tradicionais.

Foi justamente essa área que Gadot decidiu detalhar antes de assinar.

Os seis meses de negociação serviram para estabelecer limites sobre sua atuação e sua imagem. A participação da SAG-AFTRA nas conversas também mostra que o assunto ultrapassou o contrato individual da atriz.

Quem dirige Bitcoin?

Doug Liman é o diretor do longa. O cineasta tem no currículo filmes como A Identidade Bourne e No Limite do Amanhã.

Nick Schenk escreveu o roteiro, enquanto Casey Affleck, Pete Davidson, Gal Gadot, Isla Fisher e Finlay Robertson formam parte do elenco principal.

A produção encerrou as filmagens em abril de 2026 e segue para a pós-produção, mas ainda não existe uma data oficial de lançamento divulgada.

Live-action de ThunderCats continua vivo, mas Adam Wingard ainda não sabe quando poderá voltar ao projeto

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O live-action de ThunderCats continua de pé. Cinco anos depois do anúncio, o filme ainda não ganhou data de estreia ou previsão para começar as filmagens, mas Adam Wingard confirmou que a produção não foi cancelada e revelou que um novo rascunho do roteiro ficou pronto no início de 2026.

A informação veio em entrevista ao Polygon. Segundo o diretor, o projeto precisou ser colocado em pausa porque sua agenda está comprometida com outros trabalhos, principalmente Onslaught, seu próximo filme. Wingard afirmou que pretende voltar a se concentrar em ThunderCats quando tiver espaço para retomar o desenvolvimento.

Isso coloca o longa em uma situação bem específica: ele continua em desenvolvimento, mas ainda não entrou na fase de produção.

O filme foi cancelado?

Não. A ausência de novidades durante tanto tempo alimentou rumores de que a Warner Bros. teria abandonado a adaptação, mas a declaração de Wingard indica o contrário. O projeto continua avançando nos bastidores e passou por uma nova etapa com a elaboração de outro rascunho do roteiro.

O diretor, porém, não apresentou uma previsão para o início das filmagens. Também não foram anunciados atores para interpretar os principais personagens, nem uma data para o lançamento.

Por isso, qualquer suposta escalação ou previsão de estreia que apareça nas redes sociais deve ser vista como rumor até que o estúdio confirme oficialmente.

O que já se sabe sobre a história?

A Warner Bros. ainda não divulgou a trama do live-action. A ideia, entretanto, parte do universo criado para a animação de ThunderCats, lançada originalmente nos anos 1980.

A história acompanha Lion-O e outros sobreviventes de Thundera, planeta destruído durante a fuga dos Thunderianos. Depois de chegarem ao chamado Terceiro Mundo, eles constroem uma nova base e passam a enfrentar inimigos que querem dominar o território.

O principal deles é Mumm-Ra, um feiticeiro poderoso interessado no Olho de Thundera, artefato ligado aos poderes dos ThunderCats. Ao lado de Lion-O estão personagens conhecidos como Tygra, Cheetara, Panthro, WilyKit, WilyKat e Snarf.

Um dos elementos mais curiosos da história original envolve o próprio Lion-O. Durante a viagem até o novo planeta, ele permanece em animação suspensa, mas seu corpo envelhece de forma diferente dos demais. Quando desperta, possui o corpo de um adulto, embora ainda tenha a mente de uma criança.

Ainda não se sabe quais desses elementos serão aproveitados no filme de Wingard.

Por que Adam Wingard é uma escolha interessante?

O envolvimento de Wingard chama atenção principalmente pelo tipo de produção que ele comandou nos últimos anos. O cineasta dirigiu Godzilla e Kong: O Novo Império, lançado em 2024, uma experiência diretamente relacionada ao uso de criaturas digitais, ação em grande escala e mundos dominados por monstros.

Esse histórico combina bastante com ThunderCats, que exigirá uma solução visual convincente para personagens que não são humanos e para criaturas como Mumm-Ra.

O desafio será fazer esses elementos funcionarem sem transformar o filme em uma simples sucessão de efeitos digitais. Os ThunderCats possuem um visual muito característico, e uma adaptação cinematográfica precisará encontrar um equilíbrio entre modernizar os personagens e manter aquilo que os tornou reconhecíveis.

E o novo filme animado?

A franquia também está recebendo atenção por outro motivo. Um novo filme animado de ThunderCats foi anunciado recentemente e está sendo desenvolvido separadamente do live-action.

Os dois projetos não devem ser confundidos. O longa animado não substitui a produção de Wingard, e o desenvolvimento de um deles não significa automaticamente que o outro será afetado.

Para os fãs, a situação acaba sendo interessante: ThunderCats está novamente sendo trabalhado em duas frentes, com propostas diferentes para apresentar o universo a uma nova geração.

Quando o live-action chega aos cinemas?

Ainda não há resposta.

O que existe de concreto neste momento é o envolvimento contínuo de Adam Wingard e um novo rascunho do roteiro concluído em 2026. O projeto, entretanto, está parado enquanto o diretor se dedica a outros trabalhos.

Depois disso, ainda será necessário definir a versão final do roteiro, receber o sinal verde para a produção, montar o elenco e iniciar a pré-produção. Só então será possível falar com mais segurança sobre filmagens e lançamento.

Andrew Garfield ainda defende um Homem-Aranha gay e explica o que realmente quis dizer com a declaração

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Andrew Garfield voltou a falar sobre uma declaração que fez em 2013 e que, na época, acabou virando assunto entre os fãs do Homem-Aranha. Enquanto promovia sua fase como Peter Parker nos cinemas, o ator disse que gostaria de ver uma versão gay do personagem. A ideia gerou reações diversas, mas, mais de dez anos depois, Garfield deixou claro que não se arrepende do comentário.

Em entrevista recente à Entertainment Weekly, o ator explicou que aquela fala nasceu de uma vontade de provocar uma discussão sobre os limites de um personagem tão conhecido. Para ele, o Homem-Aranha funciona justamente porque qualquer pessoa pode se enxergar por trás da máscara. E essa continua sendo sua visão.

“Foi um exercício de rebeldia pelo qual me senti apaixonado. Eu só ainda acredito que qualquer um pode vestir o traje. Esse é o motivo de ser um personagem universalmente amado, um dos mais queridos da ficção, porque você não vê cor, nem gênero, tampouco sua sexualidade. Qualquer um pode se projetar nesse uniforme”, afirmou.

A declaração atual não significa que Garfield tenha recebido algum convite para interpretar um Peter Parker gay ou que exista um projeto da Marvel ou da Sony nesse sentido. O ator está, na verdade, retomando uma opinião que já havia apresentado no passado e explicando melhor o que estava por trás dela.

Garfield realmente quer um Peter Parker gay?

É importante separar a opinião do ator de qualquer anúncio oficial. Não existe, até o momento, um filme confirmado com Peter Parker sendo apresentado como gay, muito menos uma produção anunciada com Garfield nesse papel.

Quando fez o comentário originalmente, o ator estava em uma fase em que falava bastante sobre as possibilidades para o personagem. Em vez de enxergar o Homem-Aranha como uma figura que precisa seguir sempre o mesmo caminho, Garfield defendia a ideia de experimentar novas interpretações.

Na nova entrevista, ele parece ter colocado a questão de uma forma ainda mais ampla. O ponto principal não é simplesmente mudar a orientação sexual de Peter Parker, mas discutir quem pode se identificar com o personagem e o que a máscara representa.

E isso combina com algo que a própria Marvel já mostrou em diferentes histórias: Peter Parker não é a única pessoa que pode ser o Homem-Aranha.

Por que essa fala continua repercutindo tantos anos depois?

Garfield deixou o papel há mais de uma década, mas sua relação com o personagem está longe de ter desaparecido. O ator interpretou Peter Parker em O Espetacular Homem-Aranha, de 2012, e voltou para O Espetacular Homem-Aranha 2, lançado em 2014. Depois disso, a franquia mudou de direção e Tom Holland assumiu o papel dentro do Universo Cinematográfico Marvel.

A situação mudou novamente em 2021, quando Garfield retornou como sua versão de Peter em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. O filme reuniu as três versões cinematográficas mais conhecidas do herói, colocando Garfield ao lado de Tobey Maguire e Holland.

O retorno foi particularmente importante para Garfield porque permitiu que seu Peter tivesse uma espécie de segunda chance diante do público. A participação foi recebida com entusiasmo por muitos fãs e reacendeu o interesse por uma possível continuação daquela versão.

Por isso, qualquer comentário de Garfield sobre o Homem-Aranha ainda ganha bastante repercussão, mesmo quando ele não está anunciando nenhum novo projeto.

O que significa dizer que “qualquer um pode vestir o traje”?

Essa talvez seja a parte mais interessante da fala.

Garfield está olhando para o Homem-Aranha como uma ideia que pode ultrapassar Peter Parker. Nos quadrinhos, isso já acontece há bastante tempo. Miles Morales, por exemplo, tornou-se uma das versões mais importantes do personagem depois de assumir o manto em seu próprio universo.

O conceito também foi explorado em animações, jogos e outras histórias da Marvel, mostrando diferentes personagens assumindo a identidade do herói.

Quando Garfield fala que qualquer pessoa pode vestir o uniforme, portanto, ele está destacando justamente essa característica. A máscara permite que o público se reconheça no personagem sem necessariamente precisar ter a mesma aparência, história ou identidade de Peter Parker.

É uma interpretação que ajuda a entender por que o Homem-Aranha continua funcionando para públicos tão diferentes depois de décadas.

Andrew foi o Homem-Aranha antes de Tom Holland?

Sim, e sua passagem pela franquia aconteceu durante uma fase de mudanças para o personagem no cinema.

Depois da trilogia de Sam Raimi com Tobey Maguire, a Sony decidiu reiniciar a franquia. Garfield foi escolhido para viver Peter Parker em O Espetacular Homem-Aranha, dirigido por Marc Webb. Emma Stone interpretou Gwen Stacy, enquanto Rhys Ifans assumiu o papel do vilão Lagarto.

O primeiro filme apresentou novamente a origem do herói, mas trouxe uma abordagem diferente para Peter e para sua relação com Gwen. A sequência, lançada dois anos depois, ampliou esse universo e colocou novos conflitos no caminho do personagem.

Apesar de o segundo filme ter tido uma boa arrecadação mundial, a Sony decidiu mudar seus planos para o futuro da franquia. Em 2015, o estúdio fechou um acordo com a Marvel Studios, levando o personagem para o MCU e escolhendo Tom Holland como o novo Peter Parker.

Foi assim que Garfield acabou deixando o papel antes de concluir a história que sua versão do personagem havia começado.

O retorno em Sem Volta para Casa mudou a imagem do Peter de Garfield?

Para muitos fãs, sim.

O retorno em Sem Volta para Casa apresentou um Peter Parker mais velho e carregando as consequências de tudo que havia acontecido em sua realidade. O filme ainda aproveitou um dos acontecimentos mais dolorosos de sua história, a morte de Gwen Stacy, para dar ao personagem um momento de redenção.

A cena em que Garfield salva MJ durante uma queda foi especialmente significativa porque funcionou como um paralelo direto com o que aconteceu com Gwen em seu segundo filme.

O personagem não conseguiu salvar Gwen naquela ocasião, mas teve uma nova oportunidade de impedir que a história se repetisse. Foi um pequeno detalhe dentro de um filme enorme, mas acabou sendo um dos momentos mais comentados pelos fãs.

Esse retorno também ajudou a fortalecer a campanha informal por uma nova produção estrelada por Garfield. Até hoje, porém, não há confirmação oficial de um novo filme solo com o ator.

Existe algum Homem-Aranha gay confirmado nos cinemas?

Até o momento, não.

Também não há confirmação de que Peter Parker será apresentado como gay em uma futura produção da Marvel ou da Sony. A declaração de Garfield não deve ser tratada como uma pista sobre um projeto em desenvolvimento.

O que existe é uma discussão sobre as possibilidades do personagem e sobre a maneira como diferentes versões do Homem-Aranha podem representar públicos diferentes.

A Marvel já mostrou que não precisa transformar Peter Parker em outra pessoa para ampliar o conceito do herói. Miles Morales é um exemplo disso. Outras versões também apareceram em diferentes mídias, cada uma trazendo sua própria história e personalidade.

Por isso, a fala de Garfield está mais ligada ao potencial do símbolo do Homem-Aranha do que a uma mudança específica que esteja sendo planejada para Peter.

Então Garfield continua pensando da mesma forma?

Pelo que o ator acabou de dizer, sim.

A diferença é que agora ele consegue explicar melhor uma declaração que, em 2013, acabou resumida principalmente à ideia de um “Homem-Aranha gay”. Na entrevista atual, Garfield coloca o foco em algo maior: a possibilidade de qualquer pessoa se enxergar naquele uniforme.

Isso também ajuda a entender por que ele considera o comentário uma espécie de ato de rebeldia. O ator estava questionando a ideia de que personagens populares precisam permanecer exatamente iguais para sempre.

E, olhando para a história do Homem-Aranha, essa discussão não parece tão distante da própria evolução do personagem. Peter Parker continua sendo a versão mais conhecida, mas o uniforme já pertenceu a outras pessoas e continua ganhando novos significados.

Moana ganha data para aluguel e compra digital nos EUA; live-action da Disney chega às plataformas em setembro

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Quem preferiu esperar para assistir ao novo Moana em casa já tem uma data para ficar de olho. A Disney confirmou nesta terça-feira (1º) que o live-action poderá ser comprado ou alugado digitalmente nos Estados Unidos a partir de 8 de setembro.

A novidade chega poucos meses depois da estreia do filme nos cinemas e representa a próxima etapa da distribuição da produção. Por enquanto, a data vale apenas para o mercado norte-americano. No Brasil, a Disney ainda não revelou quando o longa estará disponível para aluguel ou compra digital.

A confirmação também não significa que o filme estará automaticamente liberado no Disney+. O lançamento digital para compra e aluguel costuma acontecer antes da chegada ao catálogo de streaming por assinatura, então os fãs brasileiros ainda terão que esperar por um anúncio específico sobre as próximas plataformas.

Quando Moana poderá ser assistido em casa?

Nos Estados Unidos, a partir de 8 de setembro, o público poderá escolher entre comprar o filme ou fazer uma locação digital. O modelo permite assistir à produção sem precisar esperar pela chegada ao catálogo de um serviço de streaming.

Para quem está no Brasil, a situação ainda é diferente. A Disney não informou uma data para o lançamento digital por aqui, portanto não é possível afirmar que 8 de setembro será também o dia em que o filme estará disponível para o público brasileiro.

A expectativa agora fica em torno de um anúncio da Disney sobre a distribuição nacional.

E quando Moana chega ao Disney+?

Essa é justamente a informação que ainda falta.

A Disney não anunciou a data de estreia do live-action no Disney+. A confirmação do aluguel e da compra digital nos Estados Unidos indica que o filme entrou em uma nova fase de distribuição, mas não estabelece automaticamente quando ele será incluído no catálogo da plataforma.

Para quem não pretende pagar pela locação ou compra, será necessário esperar a confirmação oficial do streaming.

Quem interpreta Moana e Maui?

A nova Moana é interpretada por Catherine Laga’aia, atriz escolhida para assumir o papel principal na adaptação.

Ao lado dela está Dwayne Johnson, que retorna como Maui. O ator já havia interpretado o personagem na animação de 2016 e também participa da nova produção como produtor.

O elenco principal ainda conta com John Tui, como o chefe Tui, pai de Moana; Frankie Adams, como Sina, mãe da protagonista; e Rena Owen, como a avó Tala.

A escalação de Laga’aia foi anunciada em 2024 e marcou uma das etapas mais importantes da produção, já que a Disney precisava encontrar uma nova atriz para assumir uma personagem que já tinha uma identidade muito forte na animação.

O que muda na versão live-action?

A história continua sendo familiar para quem assistiu à animação.

Moana vive em uma ilha e sente uma forte ligação com o oceano. Quando seu povo passa a enfrentar uma ameaça, ela embarca em uma jornada pelo mar para tentar encontrar uma solução. Durante a viagem, conhece Maui, um semideus com seus próprios interesses e problemas.

A grande mudança está na forma como essa história é apresentada. Em vez da animação criada pela Disney, o novo filme aposta em atores reais, cenários físicos, efeitos visuais e uma reconstrução cinematográfica das ilhas e do oceano.

O projeto também permite que a Disney revisite personagens e acontecimentos conhecidos por uma nova perspectiva, sem abandonar os elementos que fizeram o filme original se tornar um dos títulos mais populares do estúdio.

Por que Dwayne Johnson voltou para o papel?

A relação de Johnson com o projeto começou antes mesmo de o elenco ser definido.

Foi o próprio ator quem anunciou o desenvolvimento do live-action em abril de 2023. Além de voltar a interpretar Maui, ele também assumiu uma função na produção do filme.

O retorno é uma das principais conexões entre as duas versões de Moana. Na animação original, Johnson foi responsável pela voz de Maui, personagem que ganhou bastante destaque graças à combinação entre humor, força e uma relação complicada com a própria imagem de herói.

No live-action, ele volta a ocupar esse espaço, agora aparecendo fisicamente como o semideus.

Quanto custou o novo Moana?

O filme teve um orçamento estimado em US$ 250 milhões, uma quantia que coloca a produção entre os projetos mais caros da Disney.

Até o momento, a arrecadação informada está em aproximadamente US$ 265 milhões. A diferença entre orçamento e bilheteria ajuda a explicar por que as próximas etapas de distribuição são tão importantes para o longa.

Depois da passagem pelos cinemas, o filme ainda pode gerar receita com aluguel e compra digital, mídia física, licenciamento e, posteriormente, streaming.

Onde Moana foi filmado?

As filmagens aconteceram entre julho e novembro de 2024, passando por Atlanta, nos Estados Unidos, e pelo Havaí.

A produção começou em Atlanta em 29 de julho e terminou no Havaí em 22 de novembro. O local teve importância especial para o projeto por causa da relação da história com o oceano e com culturas do Pacífico.

A direção ficou nas mãos de Thomas Kail, enquanto Jared Bush e Dana Ledoux Miller trabalharam no roteiro.

O filme teve uma mudança envolvendo inteligência artificial?

Um dos assuntos que chamou atenção nos bastidores foi uma ideia envolvendo a utilização de inteligência artificial para algumas cenas de Maui.

A produção chegou a considerar o uso de uma tecnologia capaz de reproduzir digitalmente o rosto de Dwayne Johnson sobre o corpo de um dublê. A proposta seria utilizada em tomadas específicas e contaria com a autorização do próprio ator.

A ideia, porém, foi abandonada antes de chegar ao filme final. O assunto ganhou repercussão em um período em que Hollywood discutia intensamente os limites do uso de inteligência artificial na produção audiovisual e os direitos relacionados à imagem dos artistas.

Quando o live-action começou a ser produzido?

A Disney anunciou oficialmente o projeto em 2023, com Dwayne Johnson entre os nomes ligados à produção. Thomas Kail assumiu a direção naquele mesmo ano, e Catherine Laga’aia foi anunciada como a nova Moana em 2024.

As filmagens precisaram ser ajustadas em relação ao planejamento inicial por causa das paralisações que atingiram Hollywood. Quando as câmeras finalmente começaram a rodar, a produção passou por Atlanta e pelo Havaí antes de entrar na etapa de pós-produção.

O filme chegou aos cinemas em 2026 e agora começa a deixar o circuito de exibição tradicional para alcançar o público doméstico.

Vai encarar? Megatubarão 2 é o filme da Tela Quente desta segunda-feira (31), na TV Globo

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A Globo exibe Megatubarão 2 na Tela Quente nesta segunda-feira, 31 de agosto. Lançado nos cinemas em 2023, o filme traz Jason Statham de volta como Jonas Taylor e amplia a ameaça apresentada no primeiro longa, colocando o personagem diante de mais de um megalodonte e de criaturas desconhecidas nas profundezas do oceano.

Qual é a história de Megatubarão 2?

Na sequência, Jonas Taylor participa de uma expedição que desce até uma região ainda pouco explorada do oceano. A equipe encontra um ecossistema escondido nas profundezas, onde sobrevivem espécies que deveriam estar extintas há milhões de anos.

Entre elas estão três megalodontes, tubarões pré-históricos de proporções gigantescas. A situação se torna ainda mais perigosa quando uma operação de mineração submarina interfere nesse ambiente e permite que os animais avancem para áreas mais próximas da superfície.

Jonas e os demais integrantes da missão passam a lutar pela própria sobrevivência enquanto tentam escapar dos megalodontes e de outras criaturas encontradas durante a expedição. A história também envolve um grupo de saqueadores ambientais, que transforma a ameaça natural em um problema ainda maior.

Quem está no elenco?

Jason Statham retorna como Jonas Taylor. O elenco também conta com Wu Jing, como Jiuming Zhang; Cliff Curtis, como James Mac Mackreides; Melissanthi Mahut, como Rigas; Page Kennedy, como DJ; e Sophia Cai, como Meiying.

A produção ainda reúne Sienna Guillory, Skyler Samuels e Sergio Peris-Mencheta em papéis ligados à nova missão.

A presença de Wu Jing adiciona um novo protagonista à equipe de Jonas, enquanto personagens que já estavam no primeiro filme retornam para acompanhar a expedição.

Preciso assistir ao primeiro Megatubarão?

Não é obrigatório, mas assistir ao filme de 2018 ajuda a entender melhor Jonas Taylor e sua relação com os demais personagens.

O primeiro Megatubarão apresenta Jonas como um especialista em operações submarinas que precisa enfrentar um megalodonte que sobreviveu escondido em uma região profunda do oceano.

A sequência parte desse universo e aumenta a escala do problema. Em vez de apenas um grande predador, Jonas agora precisa lidar com três megalodontes e outras espécies desconhecidas.

Megatubarão 2 é baseado em um livro?

Sim. A franquia cinematográfica é inspirada nos livros de Steve Alten sobre megalodontes.

O segundo filme utiliza principalmente elementos de The Trench, publicado em 1999. A adaptação cinematográfica, porém, não reproduz integralmente a história do livro e utiliza seus conceitos como base para construir uma nova aventura.

O longa foi dirigido por Ben Wheatley, com roteiro de Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber.

Quanto o filme arrecadou nos cinemas?

O filme teve orçamento estimado entre US$ 129 milhões e US$ 139 milhões e terminou sua passagem pelos cinemas com aproximadamente US$ 398,5 milhões em bilheteria mundial.

O resultado manteve a franquia como uma produção de grande porte da Warner Bros., embora tenha ficado abaixo de algumas das maiores bilheterias de blockbusters do estúdio.

A continuação chegou aos cinemas cinco anos depois do primeiro Megatubarão, lançado em 2018.

Por que o filme tem três megalodontes?

A sequência decidiu aumentar justamente o elemento que tornou o primeiro filme conhecido: o tamanho da ameaça.

Em vez de concentrar a história em um único animal, Megatubarão 2 apresenta três megalodontes, além de outras criaturas pré-históricas. Isso muda a dinâmica das cenas de ação, já que os personagens precisam lidar com diferentes predadores enquanto estão presos em uma região remota do oceano.

A expedição também não enfrenta apenas os animais. A presença de pessoas interessadas em explorar ilegalmente os recursos da região acrescenta outro conflito à história.

Como surgiu a continuação?

A possibilidade de um segundo filme começou a ser discutida pouco depois da estreia do longa original.

Em 2018, Jason Statham afirmou que uma sequência dependeria do desempenho do primeiro filme. No mesmo ano, o autor Steve Alten também defendeu que a história tinha potencial para virar uma franquia.

Ainda em 2018, a produtora executiva Catherine Xujun Ying confirmou que uma continuação estava em desenvolvimento inicial.

O projeto levou alguns anos até sair do papel e acabou chegando aos cinemas em 2023, com Ben Wheatley assumindo a direção.