Barbie 2 ainda nem foi anunciado, mas a Warner já corre o risco de perder a franquia; Entenda o que está acontecendo

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Depois de faturar quase US$ 1,5 bilhão e virar um fenômeno que dominou os cinemas em 2023, seria natural imaginar que Barbie 2 estivesse garantido. Mas os bastidores contam outra história.

Segundo o The New York Times, a Warner Bros. Pictures tem apenas mais alguns meses para resolver uma situação importante. Se não fechar novos acordos com Greta Gerwig, Margot Robbie e Ryan Gosling até dezembro, o estúdio pode perder os direitos de distribuição de uma continuação.

Na prática, isso significa que o próximo filme da Barbie, caso aconteça, pode até acabar nas mãos de outro estúdio.

Como a Warner chegou a essa situação?

O curioso é que isso aconteceu justamente com um dos maiores sucessos da década.

Em Hollywood, quando um filme tem potencial para virar franquia, normalmente os estúdios já deixam contratos preparados para futuras continuações. Com Barbie, esse passo não foi dado antes da estreia.

Agora, a Warner precisa negociar novamente com os principais nomes que fizeram o projeto acontecer. Caso um acordo não seja fechado dentro do prazo, os direitos retornam para a Mattel, dona da Barbie, que poderá decidir quem distribuirá um eventual segundo filme.

É uma situação rara para uma produção desse tamanho.

Por que todo mundo quer uma continuação?

Porque o primeiro filme foi muito mais do que um sucesso de bilheteria.

Dirigido por Greta Gerwig (Lady Bird, Adoráveis Mulheres), o longa transformou um brinquedo conhecido há décadas em uma história que misturava humor, fantasia e discussões sobre identidade, expectativas e amadurecimento.

A trama acompanha a Barbie vivida por Margot Robbie (Babilônia, O Esquadrão Suicida), que começa a perceber que sua vida perfeita em Barbielândia não faz mais tanto sentido. Ao lado de Ken, interpretado por Ryan Gosling (Drive, O Dublê), ela atravessa para o mundo real e descobre que as coisas são muito mais complicadas do que imaginava.

O resultado surpreendeu até a própria indústria.

Além de arrecadar cerca de US$ 1,45 bilhão no mundo inteiro, o filme virou um fenômeno cultural, dominou as redes sociais, inspirou tendências e levou multidões aos cinemas vestidas de rosa.

O sucesso foi além das bilheterias

A repercussão continuou durante a temporada de premiações.

Barbie recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, e venceu a categoria de Melhor Canção Original com What Was I Made For?, de Billie Eilish.

Também conquistou dois Globos de Ouro e entrou para a lista dos filmes mais marcantes de 2023.

Então Barbie 2 corre risco?

Não exatamente.

O que está em jogo neste momento não é a existência de uma sequência, mas quem terá o direito de lançá-la.

A Warner quer manter a franquia, mas precisa concluir essas negociações antes do prazo citado pelo The New York Times. Se isso não acontecer, a Mattel recupera os direitos e fica livre para buscar outro parceiro.

Honda leva Biz inspirada na Kuromi para corrida da Hello Kitty em São Paulo; Veja o que vai rolar no evento

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Quem vai participar da 2ª edição da Hello Kitty and Friends Fun Run terá um motivo extra para passar pela área de ativações. A Honda Motos confirmou presença no evento e vai apresentar uma versão bastante diferente da Biz EX 2027: uma motocicleta conceito inspirada na Kuromi, uma das personagens mais populares da Sanrio.

A corrida acontece no dia 2 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, reunindo fãs da Hello Kitty, famílias e corredores em um evento que mistura esporte, entretenimento e o universo kawaii.

O que a Honda vai levar para o evento?

No espaço montado pela marca, os visitantes poderão conhecer de perto a Honda Biz EX 2027 e uma versão personalizada do modelo criada especialmente para a ocasião.

Inspirada na Kuromi, a motocicleta conceito recebeu uma identidade visual exclusiva desenvolvida pelo time brasileiro de Design da Honda em parceria com a Sanrio. O projeto foi criado do zero, passando pelas etapas de concepção, desenho e montagem até chegar ao modelo que será exibido durante o evento.

Apesar de chamar bastante atenção, a moto é apenas um conceito e não será comercializada.

Como será a Hello Kitty and Friends Fun Run?

A programação inclui opções tanto para quem pretende correr quanto para quem só quer participar do passeio.

Os participantes poderão escolher entre percursos de 5 km e 10 km de corrida ou uma caminhada de 3 km, todos realizados dentro do Parque Ibirapuera.

Além das provas, o evento contará com espaços temáticos, ativações interativas e experiências inspiradas nos personagens da Sanrio.

Por que a Kuromi foi escolhida?

Nos últimos anos, a Kuromi deixou de ser apenas uma personagem secundária da Sanrio para se tornar uma das favoritas do público, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

Com seu visual que mistura um estilo mais irreverente com elementos fofos, ela conquistou espaço em coleções de moda, acessórios, brinquedos e parcerias com grandes marcas. A escolha da personagem para personalizar a Biz segue justamente essa popularidade crescente.

Quando acontece o evento?

A Hello Kitty and Friends Fun Run será realizada no dia 2 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Bob’s esconde mini pelúcias da Hello Kitty dentro dos copos de Milk Shake em nova coleção surpresa

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Quem costuma passar no Bob’s para tomar um milk-shake agora tem mais um motivo para voltar. A rede lançou uma nova ação em parceria com a Sanrio que transforma o copo da bebida em uma surpresa: ao abrir a embalagem, o cliente encontra uma mini pelúcia da Hello Kitty escondida no fundo.

A novidade faz parte da campanha Bob’s Play com Hello Kitty and Friends, que continua depois da boa repercussão das primeiras ações inspiradas na personagem.

Como funciona a novidade?

A coleção acompanha os Milk Shakes clássicos de 500 ml e 700 ml.

Em cada copo vem uma mini pelúcia surpresa da Hello Kitty. São três versões para colecionar, todas inspiradas em animais:

  • 🐰 Coelhinho
  • 🐼 Panda
  • 🐥 Pintinho

Como a pelúcia fica escondida dentro da embalagem, o consumidor só descobre qual recebeu depois de abrir o copo.

Segundo o Bob’s, a campanha ficará disponível até 30 de setembro, ou enquanto durarem os estoques.

Por que a Hello Kitty continua fazendo tanto sucesso?

Criada pela Sanrio em 1974, a Hello Kitty atravessou gerações sem perder espaço. Ao longo dos anos, deixou de ser apenas uma personagem estampada em papelaria para aparecer em roupas, brinquedos, eletrônicos, parques temáticos, games, cafés e dezenas de parcerias com grandes marcas ao redor do mundo.

Uma curiosidade interessante é, oficialmente, a Hello Kitty não tem boca. Segundo a Sanrio, a ideia é que cada pessoa projete seus próprios sentimentos na personagem, fazendo com que ela possa transmitir alegria, tristeza ou qualquer outra emoção sem precisar de uma expressão fixa.

Outra característica pouco conhecida é que seu nome completo é Kitty White. Na história criada pela empresa japonesa, ela mora nos arredores de Londres com a família e tem uma irmã gêmea chamada Mimmy.

Onde encontrar os copos?

Os Copos Surpresa já começaram a chegar aos restaurantes do Bob’s em todo o Brasil e acompanham os Milk Shakes participantes da campanha.

Como acontece em outras coleções promocionais da rede, a distribuição é limitada. Isso significa que algumas versões podem acabar antes das outras, dependendo do estoque de cada restaurante.

Novo trailer de Psicopata Vitoriana mostra por que Maika Monroe pode entregar um dos thrillers mais perturbadores do ano

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você gosta de suspense em que ninguém parece confiável, vale ficar de olho em Psicopata Vitoriana. O filme ganhou um novo trailer e mostra que a grande ameaça da história não vem de fantasmas, maldições ou criaturas sobrenaturais. Ela atende pelo nome de Winifred Notty.

Interpretada por Maika Monroe (Longlegs: Vínculo Mortal, Noites Brutais), a personagem chega a uma mansão inglesa para trabalhar como governanta. Educada, discreta e sempre impecável, ela rapidamente conquista a confiança da família. O problema é que sua chegada coincide com uma sequência de desaparecimentos que começa a deixar todos em alerta.

O longa fez sua estreia mundial na mostra Un Certain Regard, durante o Festival de Cannes 2026, e agora se prepara para chegar aos cinemas brasileiros.

Sobre o que é Psicopata Vitoriana?

A história se passa na Ensor House, uma enorme propriedade na Inglaterra do século XIX.

Winifred é contratada para cuidar das crianças da influente família Pounds e, em poucos dias, passa a ser vista como alguém indispensável dentro da casa. Enquanto isso, funcionários e moradores da região começam a desaparecer sem deixar pistas.

A família tenta descobrir quem está por trás dos acontecimentos, mas o público acompanha tudo por uma perspectiva bem diferente: desde cedo fica claro que Winifred esconde uma personalidade extremamente violenta.

Em vez de construir um mistério sobre a identidade do assassino, o filme aposta na tensão de acompanhar até onde a protagonista está disposta a ir para manter sua fachada de governanta perfeita.

Quem faz parte do elenco?

Além de Maika Monroe, o filme reúne Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit, Noite Passada em Soho) como a Sra. Lamb e Jason Isaacs (Harry Potter, The White Lotus) como o Sr. Pounds.

Também estão no elenco Ruth Wilson (Luther, The Affair), Amy De Bhrún (Vikings), Jacobi Jupe e Evie Templeton, que interpretam membros da família e pessoas ligadas à mansão.

Quem está por trás do filme?

A direção é de Zachary Wigon, responsável por Sanctuary, enquanto o roteiro adapta a obra da escritora Virginia Feito, autora conhecida por criar protagonistas moralmente desconfortáveis e histórias que misturam humor ácido com suspense psicológico.

Pelo que o trailer mostra, Psicopata Vitoriana parece seguir justamente esse caminho. Em vez de apostar apenas em sustos, o filme investe na sensação constante de que alguma coisa está profundamente errada, mesmo quando tudo parece perfeitamente normal.

Quando estreia?

Depois da passagem por Cannes, o terror chega aos cinemas brasileiros em 24 de setembro, com distribuição da Diamond Films.

Street Fighter ganha trailer cheio de pancadaria e coloca Blanka e Ryu frente a frente pela primeira vez

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Depois de muita expectativa, o live-action de Street Fighter finalmente começou a mostrar suas cartas. A Legendary divulgou um novo trailer do filme e o grande destaque é o primeiro confronto entre Ryu e Blanka, um duelo que muita gente esperava desde o anúncio do elenco.

Na prévia, Andrew Koji (Warrior, Trem-Bala) aparece como Ryu enfrentando o Blanka vivido por Jason Momoa (Aquaman, Um Filme Minecraft). E, pelo menos nesse primeiro material, o visual da criatura ficou bem mais próximo dos jogos do que muita gente imaginava.

Se existia alguma dúvida sobre o tom da adaptação, o trailer praticamente responde sozinho: a ideia aqui não é fazer um filme pé no chão. É abraçar o lado exagerado, colorido e caótico que transformou Street Fighter em um dos maiores jogos de luta da história.

O que aparece no trailer?

Além do duelo entre Ryu e Blanka, a prévia dá espaço para vários rostos conhecidos da franquia.

Ken, Chun-Li, Guile, Akuma, M. Bison, Dhalsim, Balrog, Vega, Cammy, Zangief e E. Honda aparecem em diferentes momentos, alguns já mostrando golpes que qualquer jogador vai reconhecer na hora.

Também dá para perceber que o filme tenta recriar a identidade visual dos games sem esconder suas origens. Os cenários lembram bastante as fases clássicas, os figurinos mantêm elementos conhecidos e as lutas têm aquele clima exagerado que sempre fez parte da série.

Qual é a história?

A trama se passa em 1993 e acompanha Ryu, que volta a lutar ao lado de Ken Masters (Noah Centineo, Para Todos os Garotos que Já Amei, Recruta).

Os dois são recrutados por Chun-Li (Callina Liang, Presence) para participar do Torneio Mundial de Guerreiros. Só que rapidamente fica claro que existe algo muito maior acontecendo nos bastidores.

Enquanto os lutadores entram em combate, M. Bison coloca em prática um plano que acaba reunindo alguns dos personagens mais conhecidos da franquia.

Quem está no elenco?

Além de Andrew Koji, Jason Momoa e Noah Centineo, o filme conta com Callina Liang como Chun-Li, Joe “Roman Reigns” Anoa’i como Akuma, David Dastmalchian (O Esquadrão Suicida, Late Night with the Devil) vivendo M. Bison, Cody Rhodes como Guile, Vidyut Jammwal como Dhalsim, Curtis “50 Cent” Jackson como Balrog, Orville Peck como Vega, Olivier Richters como Zangief, Mel Jarnson como Cammy, Hirooki Goto como E. Honda e Alexander Volkanovski, ex-campeão do UFC.

É um daqueles elencos que fazem o público ficar tentando imaginar quem vai roubar a cena nas lutas.

Será que agora vai?

Essa é a terceira tentativa de levar Street Fighter para os cinemas em live-action.

O filme de 1994 virou um clássico cult por motivos bem diferentes dos planejados, enquanto A Lenda de Chun-Li, lançado em 2009, acabou passando quase despercebido.

Desta vez, a sensação é que a produção entendeu o que muita gente queria ver: personagens reconhecíveis, golpes clássicos e um clima que lembra os jogos, sem tentar transformar Street Fighter em algo que ele nunca foi.

Ainda é cedo para saber se o resultado final vai agradar, mas o novo trailer certamente conversa muito mais com quem passou anos soltando Hadouken, Shoryuken e Sonic Boom no controle ou nos fliperamas.

Quando estreia?

O longa-metragem chega aos cinemas brasileiros em 15 de outubro. A distribuição será realizada pela Paramount Pictures.

Resenha – Detetive de Banheiro transforma poucos minutos livres em uma sequência de desafios de investigação

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A proposta de Detetive de Banheiro é tão simples quanto curiosa. Em vez de acompanhar uma única história do começo ao fim, o livro reúne 65 pequenos casos que colocam o leitor no papel de investigador. Cada desafio leva apenas alguns minutos para ser resolvido, mas exige atenção, raciocínio lógico e disposição para observar detalhes que passam despercebidos à primeira vista.

O formato funciona justamente porque não exige compromisso com uma narrativa longa. É possível abrir o livro em qualquer página, resolver um caso e seguir o dia normalmente. Essa liberdade torna a leitura bastante agradável, principalmente para quem gosta de quebra-cabeças, jogos de lógica ou programas policiais.

Os casos são variados. Há mortes suspeitas, furtos, desaparecimentos e situações que envolvem conhecimentos de medicina legal, toxicologia, análise de DNA e investigação forense. O interessante é que o livro não depende apenas de sorte. Na maioria das vezes, a resposta está escondida em alguma informação do texto ou em um detalhe que parece irrelevante durante a primeira leitura.

Esse é, ao mesmo tempo, o maior acerto e a principal dificuldade do livro. Alguns enigmas são muito bem construídos e provocam aquela satisfação de chegar à resposta antes de consultar a solução. Outros exigem conhecimentos específicos que nem todo leitor possui, o que pode gerar a sensação de que determinadas respostas dependem mais de informações técnicas do que de dedução. Felizmente, isso não acontece com frequência suficiente para comprometer a experiência.

Outro ponto positivo é que os textos vão direto ao assunto. Não há introduções longas nem explicações desnecessárias. Cada caso apresenta apenas as informações essenciais para que o leitor monte suas hipóteses. Esse ritmo faz com que seja difícil resolver apenas um desafio. Quando um termina, a curiosidade costuma falar mais alto e logo surge a vontade de tentar o próximo.

O humor presente na apresentação do livro também ajuda a dar personalidade à proposta. A brincadeira de transformar o banheiro em uma espécie de escritório improvisado para investigadores deixa claro que a intenção nunca foi criar um manual sério de perícia criminal. O objetivo é divertir enquanto estimula a observação e o pensamento lógico.

Quem procura personagens marcantes ou uma trama contínua provavelmente não encontrará isso aqui. Detetive de Banheiro aposta em uma experiência diferente, em que cada caso precisa funcionar de forma independente. Essa estrutura faz com que alguns desafios sejam mais memoráveis do que outros, mas a variedade impede que a leitura se torne repetitiva.

No fim, o livro entrega exatamente aquilo que promete. É uma coleção de enigmas rápidos, inteligentes e ideais para quem gosta de testar a própria capacidade de dedução. Não importa se você resolve todos os casos ou erra boa parte deles: a diversão está justamente em analisar as pistas, levantar suspeitos e descobrir se sua linha de raciocínio estava certa.

Resenha – Crocotives: Lá Vem Pedrada mostra que nem uma cidade tranquila consegue deixar Mango & Brash parados por muito tempo

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Depois de tantas perseguições, explosões e planos mirabolantes, parecia que Mango & Brash finalmente teriam um descanso. Os criminosos desapareceram, o quartel-general da R.O.U.P.A. ainda passa por reformas e o MegaRobôBrash virou motivo suficiente para manter qualquer vilão bem longe da cidade. O problema é que paz demais também pode ser um problema, principalmente para dois detetives que vivem correndo atrás de confusão.

É justamente dessa situação aparentemente comum que Crocotives: Lá Vem Pedrada tira boa parte do seu humor. Os protagonistas ficam entediados com a rotina e passam a acompanhar o maior assunto do momento: as Pedras Parceiras, uma febre entre os moradores. Tudo parece apenas mais uma brincadeira até que as pedras começam a desaparecer e a dona da loja some sem deixar pistas. A partir daí, o descanso acaba de vez.

O quinto volume mantém exatamente o que fez a série conquistar tantos leitores. O humor continua sendo o centro da história, com piadas visuais, diálogos rápidos e situações absurdas que funcionam tanto para quem está conhecendo os personagens quanto para quem acompanha a dupla desde os primeiros livros. Mango e Brash seguem formando uma parceria divertida porque suas personalidades vivem entrando em choque, mas nunca deixam de se completar quando a investigação começa.

A história também acerta ao não complicar além da conta o mistério. O desaparecimento das pedras serve apenas como ponto de partida para uma sequência de acontecimentos cada vez mais malucos. O livro sabe que seu foco é divertir e não tenta parecer mais sério do que precisa. Esse equilíbrio faz com que a leitura seja leve e mantenha um ritmo constante do começo ao fim.

As ilustrações continuam sendo uma parte importante da experiência. Elas não estão ali apenas para acompanhar o texto, mas ajudam a contar a história e reforçam muitas das piadas. Em vários momentos, uma expressão dos personagens ou um detalhe escondido na página diz tanto quanto os diálogos.

Por outro lado, quem espera uma investigação cheia de grandes reviravoltas talvez encontre uma história mais simples do que imaginava. O mistério existe, mas nunca se torna realmente complexo. Isso, no entanto, parece ser uma escolha consciente da série, que prefere apostar na comédia e na aventura em vez de construir um quebra-cabeça elaborado.

Mesmo chegando ao quinto volume, a série ainda consegue encontrar situações diferentes para colocar seus protagonistas em apuros. O livro evita repetir exatamente a mesma fórmula e cria um problema novo a partir de algo completamente inofensivo, mostrando que, naquele universo, qualquer acontecimento pode virar uma grande missão.

Crocotives: Lá Vem Pedrada é mais uma leitura divertida para o público infantil e para quem gosta de histórias cheias de humor, ação e personagens carismáticos. Não é um livro que pretende reinventar a série, mas entende muito bem o que seus leitores esperam e entrega outra aventura capaz de arrancar boas risadas do início ao fim.

Resenha – Garotos Mortos Não Contam Mentiras acerta no mistério, mas é nos personagens que a história realmente ganha força

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À primeira vista, Garotos Mortos Não Contam Mentiras parece seguir a fórmula clássica dos suspenses adolescentes: um assassinato, um grupo de estudantes escondendo segredos e um culpado que pode ser qualquer um. Só que o livro encontra um caminho próprio ao colocar os conflitos dos personagens no mesmo nível da investigação. O mistério é importante, mas nunca é maior do que as pessoas envolvidas nele.

A trama começa com um impacto difícil de ignorar. Tomas Minori e Mateus Armani testemunham o assassinato de um colega de escola e, em vez de procurarem ajuda, acabam presos a uma rede de chantagens e ameaças. O motivo do silêncio não é apenas o medo do criminoso. Mateus teme que seu relacionamento com Tomas venha à tona, algo que pode colocar em risco a imagem que construiu como o garoto mais popular e capitão do time da escola.

Esse conflito dá ao livro uma camada que vai além da simples investigação. A história não gira apenas em torno da pergunta “quem matou Alexis?”, mas também do peso que o medo pode ter sobre as decisões de alguém. Em vários momentos, fica claro que esconder a verdade cobra um preço alto, e essa tensão acompanha os protagonistas do início ao fim.

Tomas e Mateus funcionam justamente porque são diferentes. Enquanto um parece mais disposto a enfrentar as consequências, o outro passa boa parte da história tentando proteger uma vida construída sobre aparências. O relacionamento entre os dois nunca parece existir apenas para cumprir uma função na trama. Pelo contrário, ele influencia diretamente cada escolha feita durante a investigação, tornando os personagens mais interessantes do que muitos protagonistas do gênero.

O suspense também faz sua parte. As pistas aparecem aos poucos, surgem novos suspeitos e a presença constante de alguém observando tudo à distância mantém a sensação de perigo. O livro evita entregar respostas cedo demais e consegue fazer o leitor mudar de opinião algumas vezes sobre quem realmente está por trás dos acontecimentos.

Ainda assim, nem tudo tem o mesmo peso. Alguns personagens secundários aparecem pouco e poderiam contribuir mais para a história. Em determinados momentos, eles parecem existir apenas para movimentar a investigação, sem ganhar espaço suficiente para despertar um interesse maior. O desfecho também pode dividir opiniões. Embora seja coerente com o caminho construído pela narrativa, algumas revelações acontecem rapidamente, deixando pouco tempo para explorar suas consequências.

A escrita é direta e mantém um ritmo constante. Os capítulos curtos ajudam a leitura a avançar rapidamente, principalmente porque quase todos terminam deixando alguma dúvida no ar. É o tipo de livro que incentiva a leitura de “só mais um capítulo”, até que a história chega ao fim.

Garotos Mortos Não Contam Mentiras funciona porque entende que um bom suspense depende menos da quantidade de reviravoltas e mais do envolvimento do leitor com quem está correndo perigo. O assassinato é o ponto de partida, mas são os segredos, os medos e as relações entre os personagens que sustentam a narrativa. O resultado é um thriller jovem que consegue equilibrar mistério e drama sem deixar que um ofusque o outro.

Resenha – Jantar Sinistro brinca com o leitor e transforma cada escolha em um novo problema

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Quem já leu algum livro de Freida McFadden sabe que desconfiar de todo mundo faz parte da experiência. Em Jantar Sinistro, a autora leva essa ideia um passo adiante. Em vez de apenas acompanhar a história, o leitor passa a decidir o rumo dos acontecimentos, escolhendo caminhos que podem levar a um final seguro, desastroso ou completamente inesperado.

A premissa é simples e funciona muito bem. Você está sem dinheiro, com o aluguel atrasado e recebe uma proposta irrecusável: trabalhar como garçonete em um jantar realizado em uma mansão isolada, no alto de uma montanha. O pagamento resolveria todos os seus problemas, mas quase nada faz sentido. O convite chega de forma estranha, as instruções são cheias de mistério e o local parece distante de qualquer possibilidade de ajuda. Desde o início, a história deixa claro que aceitar esse trabalho pode ser um grande erro.

O formato de livro-jogo dá um ritmo diferente à leitura. Cada decisão muda o rumo da narrativa, seja ao aceitar uma carona, entrar por uma trilha ou confiar em determinado personagem. Isso faz com que a curiosidade fale mais alto o tempo todo. Quando um caminho termina de forma abrupta, é quase impossível não voltar algumas páginas para descobrir o que teria acontecido se a escolha fosse outra.

A estrutura também ajuda a manter o suspense. Como existem dezenas de possibilidades, nunca há certeza de que uma decisão aparentemente lógica será a mais segura. Em vários momentos, o livro brinca com as expectativas do leitor e transforma situações comuns em armadilhas. Essa imprevisibilidade é justamente o que torna a experiência divertida.

Por outro lado, quem procura uma história mais aprofundada talvez saia com a sensação de que faltou espaço para desenvolver melhor os personagens. Como o foco está nas diferentes rotas possíveis, as pessoas que aparecem na trama acabam funcionando mais como peças do jogo do que como figuras complexas. Não chega a ser um problema, porque a proposta nunca foi construir um grande drama psicológico, mas vale ajustar as expectativas antes de começar a leitura.

Outro ponto que chama atenção é o humor. Mesmo lidando com assassinatos, mentiras e situações absurdas, Freida McFadden insere comentários irônicos e cenas que não se levam completamente a sério. Esse tom deixa a leitura mais leve e impede que a repetição de alguns caminhos se torne cansativa.

A grande graça de Jantar Sinistro está justamente na possibilidade de errar. Muitas vezes, a escolha que parece mais sensata leva ao pior desfecho, enquanto uma decisão impulsiva acaba abrindo um caminho completamente diferente. Isso faz com que o livro tenha um fator de replay raro na literatura. Terminou? A vontade imediata é voltar ao início e descobrir quantos finais ainda ficaram pelo caminho.

Jantar Sinistro não é o thriller mais complexo de Freida McFadden, mas também não tenta ser. A proposta é divertir, surpreender e colocar o leitor dentro da história, e nisso o livro funciona muito bem. É uma leitura rápida, cheia de armadilhas e ideal para quem gosta da sensação de nunca saber o que espera na próxima página.

Resenha – Sob o Céu dos Andes transforma uma história de família em um suspense marcado por violência e interesses ocultos

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É fácil encontrar thrillers que colocam o crime organizado no centro da história. O difícil é encontrar um que saia dos lugares mais conhecidos. Sob o Céu dos Andes faz justamente isso. Em vez das grandes cidades ou das rotas tradicionais do tráfico, a trama se passa na província de Loja, na fronteira entre Peru e Equador, onde antigos conflitos armados, mineração e narcotráfico acabam dividindo o mesmo espaço.

Nadine chega à região para rever a família, mas o reencontro toma outro rumo quando ela percebe que as pessoas mais próximas escondem muito mais do que simples desentendimentos. Aos poucos, a protagonista deixa de ser apenas alguém que observa os acontecimentos e passa a fazer parte deles. É uma mudança que acontece de forma natural na maior parte do livro, porque cada descoberta abre espaço para outra ainda mais delicada.

O aspecto mais interessante da obra está na forma como ela conecta interesses que, à primeira vista, parecem distantes. A exploração das minas, a presença de mercenários contratados por uma empresa estrangeira e a influência do narcotráfico não aparecem como histórias separadas. Tudo faz parte da mesma engrenagem, e o livro mostra como quem vive naquela região acaba sendo afetado por decisões tomadas muito longe dali.

Nem tudo funciona com a mesma força. O romance envolvendo Nadine, o jornalista espanhol e Sean ocupa um espaço que poderia ser usado para aprofundar personagens e conflitos familiares. Em alguns momentos, a impressão é de que a história perde um pouco da tensão construída anteriormente para dar atenção a relações que não despertam o mesmo interesse. O suspense cresce quando o foco permanece nos segredos da família e na disputa pelo território, não quando a trama tenta transformar esses encontros em um dilema amoroso.

Nadine também convence mais pelos momentos em que demonstra insegurança do que quando assume uma postura decisiva de uma hora para outra. Algumas escolhas importantes acontecem rápido demais e mereciam um desenvolvimento mais cuidadoso. Ainda assim, ela permanece uma personagem fácil de acompanhar justamente porque reage aos acontecimentos como alguém que foi surpreendida por uma realidade completamente diferente daquela que imaginava encontrar.

Outro ponto positivo é a ambientação. O autor não trata a fronteira apenas como pano de fundo. A região influencia o comportamento dos personagens, determina alianças e ajuda a explicar por que tanta violência consegue permanecer escondida durante tanto tempo. Essa relação entre espaço e narrativa dá identidade ao livro e faz diferença ao longo da leitura.

Sob o Céu dos Andes talvez não aproveite todo o potencial dos personagens que apresenta, mas acerta ao construir um conflito que vai além da ação. O livro fala sobre famílias marcadas pelo silêncio, comunidades presas entre interesses muito maiores do que elas e pessoas obrigadas a decidir até onde estão dispostas a ir para continuar vivas. Quando termina, fica menos a lembrança dos confrontos e mais a sensação de que ninguém atravessa aquela fronteira sem carregar alguma consequência.

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