
Os ventos de Arrakis voltaram a soprar — e dessa vez é pra se despedir. Foi anunciado nesta terça-feira (11) que Duna: Parte 3 terminou oficialmente suas filmagens. O último capítulo da trilogia de Denis Villeneuve chega aos cinemas no dia 18 de dezembro de 2026, marcando o fim de uma das sagas mais grandiosas e visualmente deslumbrantes da ficção científica moderna. Agora, o longa entra em 13 longos meses de pós-produção — tempo suficiente para lapidar cada grão de areia e cada nota da trilha sonora de Hans Zimmer. As informações são do Omelete.
Villeneuve (de A Chegada, Blade Runner 2049 e Sicario: Terra de Ninguém), que também coescreve o roteiro ao lado de Jon Spaihts (Doutor Estranho, Prometheus), promete fechar a história de Paul Atreides de um jeito emocional, político e, acima de tudo, humano. O filme é baseado em O Messias de Duna, livro de Frank Herbert publicado em 1969, e dá continuidade direta aos acontecimentos intensos de Duna: Parte Dois (2024).
E sim, o elenco é daqueles de fazer qualquer fã de cinema suspirar: Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome, Wonka), Zendaya (Euphoria, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa), Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Efeito Fallout, O Iluminado: Doutor Sono), Florence Pugh (Midsommar, Viúva Negra), Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha, Furiosa: Uma Saga Mad Max), Jason Momoa (Aquaman, Game of Thrones), Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita, Sicario: Terra de Ninguém) e, para completar o time, Robert Pattinson (The Batman, O Farol), que chega trazendo mistério e carisma para esse universo de poeira, poder e profecias.
A despedida de um sonho de areia
Desde que Duna (2021) estreou, ficou claro que Villeneuve não estava apenas fazendo mais um blockbuster de ficção científica. Ele estava construindo um sonho — árido, lento, contemplativo — e o público mergulhou junto. A primeira parte foi o início de uma lenda; a segunda, o despertar do messias. Agora, Duna: Parte 3 vem para mostrar as consequências de tudo isso: o peso do poder, o preço da fé e o perigo de transformar heróis em deuses.
Villeneuve já disse em entrevistas que este será o capítulo mais “espiritual e trágico” da trilogia. E faz sentido: O Messias de Duna é um livro mais denso, mais silencioso e cheio de dilemas internos. Paul Atreides, que começou como um jovem príncipe tentando sobreviver à traição, agora é o líder supremo de um império galáctico — e talvez o próprio profeta que ele tanto temia se tornar.
O elenco dos sonhos (e das dunas)
O time que Villeneuve reuniu é simplesmente impecável. Timothée Chalamet retorna no auge, mostrando um Paul mais maduro, complexo e cheio de cicatrizes — tanto físicas quanto emocionais. Zendaya, que roubou a cena na Parte Dois, agora deve ter papel central, não só como parceira de Paul, mas como peça-chave do destino político e emocional da história.
Rebecca Ferguson, como a poderosa Lady Jessica, continua sendo uma das figuras mais fascinantes desse universo — uma mãe dividida entre a fé e o amor. Florence Pugh, que chegou em Parte Dois como a princesa Irulan, promete mais destaque, com suas intrigas políticas e olhares cheios de segredos.
E há Anya Taylor-Joy, que entra na trama como Alia Atreides, a irmã de Paul. Para quem leu os livros, sabe que essa personagem é… peculiar, para dizer o mínimo. Alia é uma criança nascida com memórias ancestrais — algo entre uma bênção e uma maldição. A expectativa para ver Anya nesse papel é altíssima.
Ah, e não dá pra esquecer da cereja do bolo: Robert Pattinson. Ainda não se sabe oficialmente quem ele interpreta, mas o ator — conhecido por alternar entre papéis intensos e carismáticos — deve trazer uma nova energia para o universo de Duna. Villeneuve é fã declarado de Pattinson, então dá pra esperar algo especial.
O longo caminho até dezembro de 2026
Agora começa a parte mais longa — e mais tensa — para os fãs: a espera. Com as filmagens concluídas em novembro de 2025, Duna: Parte 3 entra em um extenso processo de pós-produção. Villeneuve é conhecido por sua paciência e perfeccionismo, então ninguém espera menos do que algo tecnicamente impecável.
Durante esse tempo, ele e Zimmer devem trabalhar lado a lado, ajustando cada som, cada cena e cada corte para que tudo soe como um único batimento — o coração do deserto pulsando pela última vez.
E quando dezembro de 2026 finalmente chegar, o público poderá testemunhar o fim de uma das sagas mais marcantes da história recente do cinema. Duna: Parte 3 promete ser mais do que um filme — será uma despedida, um ritual.
O adeus a Arrakis
Há algo quase poético em pensar que a história que começou com um jovem tentando sobreviver à traição termina com ele enfrentando o próprio destino. Duna sempre foi sobre poder, fé e desilusão — mas, acima de tudo, sobre humanidade.
Villeneuve não adaptou apenas um livro de ficção científica. Ele construiu uma meditação sobre o que significa ser humano num mundo governado por profecias, política e desespero. E talvez seja isso que torne o adeus a Duna tão doloroso — porque, de algum jeito, todos nós encontramos um pouco de nós mesmos nas areias de Arrakis.
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