
A Sessão de Sábado deste 3 de janeiro promete uma viagem no tempo e também no estilo com a exibição de “Bater ou Correr” (Shanghai Noon), filme que une ação, comédia e aventura em uma combinação improvável e extremamente carismática. Estrelado por Jackie Chan, Owen Wilson e Lucy Liu, o longa transforma o clássico faroeste americano em um palco perfeito para golpes de kung fu, choques culturais e muitas situações engraçadas.
Lançado no ano 2000 e dirigido por Tom Dey, o filme conquistou o público justamente por não se levar a sério demais. Em vez do western tradicional, cheio de heróis durões e duelos silenciosos, Bater ou Correr aposta no humor, na leveza e na química entre seus protagonistas para contar uma história simples, mas envolvente.
A trama começa na China, no século XIX. Chon Wang, vivido por Jackie Chan, é um guarda imperial atrapalhado, mas extremamente habilidoso nas artes marciais. Quando a Princesa Pei Pei é sequestrada da Cidade Proibida e levada para os Estados Unidos, Wang se sente pessoalmente responsável pelo ocorrido. Determinado a resgatá-la, ele insiste em integrar a missão de salvamento que segue rumo ao Velho Oeste americano.
É nesse ponto que o filme ganha sua principal força, o choque cultural. Ao chegar aos Estados Unidos, Wang se vê cercado por uma realidade completamente diferente da sua. Em meio a cowboys armados, bares enfumaçados e cidades poeirentas, ele precisa usar não só suas habilidades físicas, mas também sua criatividade para sobreviver. E quando é atacado por pistoleiros, responde da única forma que conhece, com golpes acrobáticos de kung fu que deixam os americanos e o público de queixo caído.
Durante a jornada, Wang acaba se separando do grupo e cruza o caminho de Roy O’Bannon, interpretado por Owen Wilson, um bandido falastrão, carismático e cheio de ilusões de grandeza. Roy está longe de ser um herói clássico. Ele mente, se mete em confusão e vive sonhando com uma vida melhor. Ainda assim, é impossível não simpatizar com o personagem. A parceria improvável entre os dois é o coração do filme e rende alguns dos momentos mais divertidos da história.
A química entre Jackie Chan e Owen Wilson funciona perfeitamente. Enquanto Chan aposta em sua tradicional mistura de ação física e humor corporal, Wilson equilibra a dupla com ironia, sarcasmo e aquele jeito relaxado que se tornou sua marca registrada. O contraste entre os dois personagens, um disciplinado e honrado, o outro desorganizado e interesseiro, sustenta o ritmo da narrativa do início ao fim.
No elenco, Lucy Liu interpreta a Princesa Pei Pei, uma personagem que foge do estereótipo da donzela indefesa. Inteligente e determinada, ela também tem seus próprios momentos de protagonismo, reforçando a ideia de que Bater ou Correr vai além de uma simples história de resgate. Completam o elenco nomes como Brandon Merrill, Roger Yuan, Xander Berkeley e Walton Goggins, que ajudam a dar vida ao excêntrico universo do Velho Oeste apresentado pelo filme.
Produzido com um orçamento estimado em US$ 55 milhões, o longa foi um sucesso comercial. Nas bilheteiras mundiais, arrecadou cerca de US$ 99,2 milhões, um resultado expressivo para uma produção que misturava gêneros e apostava em uma proposta pouco convencional para a época. Nos Estados Unidos, estreou em terceiro lugar, com US$ 19,6 milhões no fim de semana de lançamento, ficando atrás apenas de Dinosaur e Missão Impossível 2.
O sucesso foi tão grande que, em 2003, o filme ganhou uma sequência, “Shanghai Knights”, conhecida no Brasil como Bater ou Correr em Londres, levando a dupla principal para um novo cenário e consolidando a franquia como uma das mais queridas do início dos anos 2000.
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