
Durante uma conversa descontraída no podcast da A24, ao lado do diretor Sean Baker, Josh Safdie surpreendeu ao revelar que Marty Supreme quase terminou de forma completamente inesperada — e, para muitos, absolutamente insana. Segundo o cineasta, uma das versões iniciais do roteiro previa um final envolvendo vampiros, algo que destoaria radicalmente do tom realista e dramático do filme que chegou aos cinemas. As informações são do Omelete.
Safdie contou que a ideia era ambientar a cena final nos anos 1980, décadas após os eventos centrais da narrativa. Marty, vivido por Timothée Chalamet, apareceria já mais velho, caminhando com a neta a caminho de um show. O clima aparentemente nostálgico seria quebrado de forma abrupta quando Milton Rockwell, personagem de Kevin O’Leary, surgiria por trás e morderia o pescoço de Marty como um vampiro. “Você está focado nos olhos dele, nós construímos próteses para o Timmy, e de repente o ‘Mr. Wonderful’ aparece e arranca uma mordida do pescoço dele. E essa seria a última imagem do filme”, relembrou Safdie, entre risos.
A ideia acabou sendo abandonada, mas ilustra bem o espírito criativo e provocador que marca a filmografia do diretor. Em vez do choque sobrenatural, Marty Supreme seguiu um caminho mais sóbrio e emocionalmente consistente, apostando na força do drama humano e na trajetória de superação do protagonista.
Previsto para ser lançado no Brasil no dia 22 de janeiro de 2026, o longa-metragem é uma comédia dramática esportiva vagamente inspirada na vida e carreira do lendário jogador de tênis de mesa norte-americano Marty Reisman. Ambientado na Nova Iorque dos anos 1950, o filme acompanha Marty Mauser, uma estrela em ascensão do esporte que enfrenta obstáculos pessoais, sociais e profissionais enquanto busca reconhecimento e grandeza em um cenário competitivo e muitas vezes hostil.
Dirigido por Josh Safdie e escrito em parceria com Ronald Bronstein, o longa é uma coprodução da A24 com Timothée Chalamet, que também atua como produtor. Além de Chalamet no papel principal, o elenco reúne nomes como Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara e Fran Drescher, todos em papéis coadjuvantes que enriquecem o mosaico de personagens do filme.
A estética de Marty Supreme também foi amplamente elogiada. O diretor de fotografia Darius Khondji optou por filmar inteiramente em película de 35 mm, conferindo ao longa uma textura clássica que dialoga com o período retratado. Já a trilha sonora ficou a cargo de Daniel Lopatin, colaborador frequente de Safdie, cuja composição ajuda a construir a atmosfera melancólica e pulsante da narrativa.
O filme teve sua estreia mundial em 6 de outubro de 2025, durante uma exibição secreta na Mostra Principal do Festival de Cinema de Nova Iorque, o que rapidamente gerou burburinho entre críticos e cinéfilos. Pouco depois, foi exibido oficialmente no mesmo festival, consolidando-se como um dos títulos mais comentados do ano. O lançamento comercial nos Estados Unidos aconteceu em 25 de dezembro, pela A24, reforçando o prestígio da distribuidora no circuito de cinema autoral.
A recepção crítica foi amplamente positiva. Marty Supreme foi celebrado pela direção segura de Safdie, pelo roteiro afiado, pela edição dinâmica e pela trilha sonora envolvente. No entanto, o maior destaque recaiu sobre a atuação de Timothée Chalamet, frequentemente descrita como a melhor de sua carreira até o momento e apontada como um divisor de águas em sua trajetória artística.
O reconhecimento não demorou a chegar. O longa foi eleito um dos dez melhores filmes de 2025 tanto pelo National Board of Review quanto pelo American Film Institute. Além disso, recebeu três indicações ao 83º Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator para Chalamet e Melhor Roteiro para Safdie e Bronstein.
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