
O universo sombrio de Dead by Daylight está cada vez mais próximo de sair das telas dos videogames para ocupar as salas de cinema. De acordo com o The Hollywood Reporter, a adaptação cinematográfica do jogo será escrita por David Leslie Johnson-McGoldrick e Alexandre Aja, dois nomes com experiência consolidada no gênero do terror. O projeto reúne a força criativa da Blumhouse Productions, da Atomic Monster e da Behaviour Interactive, estúdio responsável pelo desenvolvimento do game original.
A escolha dos roteiristas chama atenção. Johnson-McGoldrick colaborou diversas vezes com James Wan e ajudou a expandir o universo de The Conjuring, uma das franquias mais lucrativas do terror contemporâneo. Já Alexandre Aja construiu sua reputação com filmes intensos e viscerais como The Hills Have Eyes, Piranha 3D e Crawl. Embora Aja esteja envolvido apenas como roteirista e não vá dirigir o longa, sua assinatura criativa já indica que a adaptação deve apostar em tensão constante e atmosfera sufocante. Ele está atualmente dedicado à sequência de Sob as Águas do Sena para a Netflix, o que abriu espaço para que as produtoras iniciem a busca por um diretor que abrace essa visão.
Jason Blum, fundador da Blumhouse, afirmou que o projeto pretende equilibrar profundidade emocional com intensidade implacável. A proposta é construir um filme que não se limite a reproduzir sustos rápidos, mas que mergulhe no terror psicológico e no horror de sobrevivência que consagraram o jogo. A ideia é que o medo seja algo conquistado ao longo da narrativa, sustentado por personagens fortes e por uma sensação constante de ameaça.
Lançado em 2016 pela Behaviour Interactive, Dead by Daylight rapidamente se transformou em um dos títulos mais populares do gênero survival horror multiplayer. Seu formato assimétrico, em que um jogador assume o papel de assassino enquanto até quatro controlam sobreviventes tentando escapar, criou uma experiência tensa e imprevisível. Enquanto o assassino enxerga em primeira pessoa e persegue suas vítimas, os sobreviventes jogam em terceira pessoa e precisam reparar cinco geradores espalhados pelo mapa para abrir os portões de saída. Eles não podem lutar diretamente, apenas correr, se esconder, usar obstáculos e contar com trabalho em equipe. Quando resta apenas um sobrevivente, surge ainda a possibilidade de fuga por uma escotilha, alternativa que pode ser fechada pelo assassino. Essa dinâmica simples, mas extremamente eficaz, ajudou o game a ultrapassar a marca de 50 milhões de jogadores ao redor do mundo.
Parte do sucesso também se deve ao impressionante catálogo de personagens licenciados que transformou o jogo em um verdadeiro encontro de ícones do terror. Ao longo dos anos, Dead by Daylight incorporou figuras e elementos de franquias como Halloween, A Nightmare on Elm Street, The Texas Chain Saw Massacre, Scream, Saw, Stranger Things, Silent Hill, Resident Evil, Hellraiser, Ringu e Alien. Até Nicolas Cage entrou no universo do game como personagem jogável, reforçando o alcance cultural da marca.
No centro de tudo está a Entidade, uma força sobrenatural que sequestra assassinos e sobreviventes de diferentes realidades para submetê-los a julgamentos eternos. Alimentando-se da esperança e do medo, ela cria cenários fragmentados onde a caça se repete indefinidamente. Essa mitologia sombria, que mistura terror psicológico, fatalismo e ciclos de violência, pode oferecer ao cinema uma base narrativa rica, indo além da simples estrutura de perseguição.
O grande desafio da adaptação será transformar a experiência interativa em uma narrativa cinematográfica envolvente. No jogo, a tensão nasce da imprevisibilidade e das decisões dos jogadores. No cinema, será preciso construir personagens com os quais o público se conecte emocionalmente, mantendo ao mesmo tempo a sensação constante de ameaça. Com o envolvimento da Blumhouse e da Atomic Monster, estúdios que ajudaram a redefinir o terror moderno, as expectativas são altas.
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