
A nova adaptação cinematográfica de O Morro dos Ventos Uivantes chegou aos cinemas cercada de expectativa e os números confirmam que o público estava curioso para revisitar esse romance clássico sob uma nova perspectiva. Segundo dados divulgados pelo portal Deadline, o longa já soma US$ 82 milhões em bilheteria global, sendo US$ 40 milhões arrecadados nos Estados Unidos e US$ 42 milhões no mercado internacional.
O desempenho representa um marco importante na trajetória de Jacob Elordi, que alcança sua maior abertura mundial até o momento como protagonista. O ator interpreta Heathcliff na nova versão do clássico de Emily Brontë, dividindo a tela com Margot Robbie no papel de Catherine Earnshaw.
Uma adaptação ousada de um clássico literário
Dirigido e roteirizado por Emerald Fennell, o filme adapta o romance homônimo publicado em 1847 por Emily Brontë. Conhecida por sua abordagem estética marcante e narrativas intensas, Fennell aposta em uma leitura provocativa, sensual e emocionalmente crua da história.
A produção teve sua première no icônico Grauman’s Chinese Theatre, em Los Angeles, no dia 28 de janeiro de 2026, e chegou aos cinemas em 13 de fevereiro, distribuída pela Warner Bros. Pictures.
Apesar das críticas mistas, o longa conseguiu despertar interesse significativo do público, impulsionado pelo elenco estrelado e pela curiosidade em torno da abordagem contemporânea da diretora.
Uma história de obsessão, desejo e destruição
Ambientado nos pântanos de Yorkshire, o filme acompanha a relação intensa e autodestrutiva entre Catherine Earnshaw e Heathcliff. A trama começa em 1771, quando um homem é executado publicamente, sequência que estabelece o tom visceral da narrativa. Entre os espectadores estão Cathy e sua acompanhante, Nelly Dean.
A chegada de Heathcliff à propriedade Wuthering Heights, trazido pelo pai de Cathy após ser resgatado das ruas de Liverpool, marca o início de uma conexão profunda entre os dois. Criados quase como irmãos, os personagens desenvolvem um vínculo que ultrapassa convenções sociais e morais.
Com o passar dos anos, a degradação da propriedade e o alcoolismo do Sr. Earnshaw transformam o ambiente em um espaço de decadência física e emocional. Cathy, ambiciosa e consciente das limitações sociais impostas à sua posição, decide cortejar o rico vizinho Edgar Linton, buscando ascensão social e estabilidade.
Heathcliff, consumido pelo ciúme e pelo sentimento de abandono, testemunha o momento em que Cathy declara que se casar com ele seria degradante. Sem ouvir a parte em que ela afirma que suas almas estão entrelaçadas, ele parte devastado.
Luxo, ressentimento e retorno
Anos depois, Cathy já está casada com Edgar e vivendo em luxo na propriedade Thrushcross Grange. No entanto, a opulência não preenche o vazio deixado pela ausência de Heathcliff.
Quando ele retorna misteriosamente enriquecido, sua presença reacende antigas feridas. Amargurado, Heathcliff compra Wuthering Heights e inicia uma espiral de vingança emocional. Seu relacionamento com Isabella, irmã de Edgar, nasce como provocação e evolui para uma dinâmica marcada por dominação psicológica e degradação.
Enquanto isso, Cathy se vê dividida entre culpa, desejo e frustração. A tensão culmina em uma sucessão de tragédias que incluem aborto espontâneo, septicemia e, finalmente, a morte de Catherine, um desfecho devastador que sela o destino trágico dos protagonistas.
A cena final, em que Heathcliff segura o corpo sem vida de Cathy e implora para que ela o assombre, reforça o caráter quase sobrenatural da obsessão que os une.
Jacob Elordi consolida nova fase da carreira
O sucesso de bilheteria consolida uma fase importante na trajetória de Jacob Elordi. Conhecido inicialmente por produções voltadas ao público jovem, o ator vem gradualmente assumindo papéis mais densos e complexos.
Em Wuthering Heights, ele entrega um Heathcliff menos contido e mais visceral, explorando camadas de vulnerabilidade, ressentimento e crueldade. A performance dividiu críticos, mas ajudou a atrair grande parte do público internacional.
Margot Robbie assume uma Catherine intensa, volátil e profundamente contraditória. A química entre os protagonistas é um dos elementos mais comentados da produção, funcionando como motor emocional da narrativa.
“Um Cabra Bom de Bola” enfrenta desafio financeiro
Enquanto O Morro dos Ventos Uivantes celebra números robustos, outro lançamento recente enfrenta um cenário mais delicado. Um Cabra Bom de Bola encerrou sua estreia nos Estados Unidos com cerca de US$ 32 milhões, alcançando US$ 47,6 milhões globalmente.
Considerando que seu orçamento de produção ficou entre US$ 80 e US$ 90 milhões, o longa precisará praticamente dobrar sua arrecadação para atingir o ponto em que cobre custos de produção e marketing.
O contraste entre os dois filmes evidencia como adaptações literárias e dramas românticos de época, quando bem posicionados e estrelados por nomes fortes, ainda conseguem mobilizar público globalmente.
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