
Um dos maiores fenômenos recentes do terror, Quando as Luzes se Apagam, está prestes a voltar aos holofotes. Lançado em 2016 com um orçamento modesto, o longa conquistou público e crítica ao transformar um medo simples e universal em uma experiência cinematográfica intensa. Agora, quase dez anos depois, a história ganhará uma continuação, que já está em desenvolvimento.
A informação foi divulgada pelo The Hollywood Reporter, indicando que o projeto começa a sair do papel com uma nova equipe criativa, mas mantendo nomes importantes ligados ao filme original. O roteiro ficará por conta de Connor Osborn McIntyre, enquanto David F. Sandberg (Annabelle 2: A Criação do Mal, Shazam!) e Eric Heisserer (A Chegada, Bird Box) retornam como produtores. O produtor Lawrence Grey (Jexi: Um Celular Sem Filtro, Lights Out) também está confirmado no novo longa.

O primeiro filme se destacou por um feito cada vez mais raro em Hollywood. Com apenas US$ 5 milhões de orçamento, arrecadou cerca de US$ 149 milhões em todo o mundo, tornando-se um exemplo de sucesso no gênero de terror. Mais do que os números, a produção chamou atenção pela criatividade ao explorar o medo do escuro de forma direta e eficaz.
A história acompanha Rebecca, interpretada por Teresa Palmer (Hallowed Ground, Hacksaw Ridge), que desde a infância convive com lembranças perturbadoras envolvendo uma presença misteriosa que surge quando as luzes se apagam. Anos depois, seu irmão mais novo, vivido por Gabriel Bateman (Annabelle 2: A Criação do Mal, Lights Out), começa a enfrentar o mesmo terror. O que parecia um trauma isolado se revela uma ameaça real, ligada ao passado da mãe dos dois, personagem de Maria Bello (Um Sonho Possível, Prisoners).
O diferencial do longa está justamente na forma como constrói sua tensão. Em vez de apostar apenas em sustos repentinos, o filme utiliza o silêncio, a escuridão e a sugestão para provocar desconforto constante. A entidade, que só pode existir na ausência de luz, se tornou um dos elementos mais marcantes do terror moderno, justamente por explorar um medo comum a praticamente todas as pessoas.

A origem do projeto também contribui para seu impacto. Antes de chegar aos cinemas, a história nasceu como um curta-metragem criado por Sandberg, que viralizou na internet e chamou a atenção da indústria. O sucesso foi tão grande que rapidamente se transformou em um longa, com apoio de nomes influentes como James Wan, conhecido por impulsionar produções de terror de grande alcance.
Com o anúncio da sequência, surgem também as expectativas sobre o que vem pela frente. Ainda não há detalhes sobre a trama ou confirmação do retorno do elenco original, mas a proposta deve expandir o universo apresentado no primeiro filme. A mitologia da entidade, apenas sugerida anteriormente, pode ganhar novos contornos, aprofundando ainda mais o terror psicológico que marcou o longa inicial.
A escolha de um roteirista novato também indica uma tentativa de renovar a abordagem, trazendo novas ideias sem abandonar a essência que fez o filme original se destacar. Ao mesmo tempo, a presença de Sandberg e Heisserer na produção sugere que a identidade da franquia será preservada.
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