

Na Sessão da Tarde desta segunda, 13 de abril de 2026, a TV Globo exibe o filme Bons Companheiros, produção chinesa que mistura ação e comédia ao acompanhar a história de um dublê em decadência que vê sua vida mudar de forma inesperada após um vídeo viralizar nas redes sociais. Estrelado por Jackie Chan, o longa aposta em uma narrativa que equilibra sequências de luta com uma trama emocional centrada na amizade entre homem e animal.
Dirigido por Larry Yang, o longa apresenta uma história que vai além das tradicionais sequências de luta e aventura que consagraram seu protagonista. Aqui, o foco recai sobre a relação entre um homem em declínio e seu cavalo, construindo uma trama que mistura momentos de leveza com reflexões sobre envelhecimento, carreira e pertencimento.
Na trama, Chan interpreta Luo, um dublê veterano que vive à margem da indústria cinematográfica. Com dificuldades financeiras e enfrentando cobranças constantes, ele tenta sobreviver em um cenário que já não valoriza sua experiência como antes. Ao seu lado está seu fiel cavalo, parceiro de trabalho e também de vida, com quem divide não apenas as cenas de ação, mas também a solidão e os desafios do cotidiano.
A rotina de Luo muda de forma inesperada quando um confronto real com cobradores de dívidas é registrado e acaba viralizando nas redes sociais. O episódio, inicialmente tenso, ganha contornos cômicos ao ser compartilhado massivamente, transformando o dublê e seu cavalo em celebridades instantâneas. A fama repentina, no entanto, traz consequências que colocam em risco justamente aquilo que Luo mais valoriza: a permanência ao lado de seu companheiro.
A partir desse ponto, “Bons Companheiros” desenvolve seu principal conflito ao abordar a possibilidade de separação entre o protagonista e o animal. Em meio à exposição midiática e aos interesses comerciais que surgem com a viralização, Luo se vê pressionado a abrir mão do cavalo. Determinado a evitar esse desfecho, ele busca apoio da filha, com quem mantém uma relação fragilizada, e do namorado dela, tentando reconstruir vínculos enquanto enfrenta um novo tipo de batalha — desta vez, fora das telas de cinema.
O elenco ainda conta com nomes como Jing Wu, Andy On e Xing Yu, que ajudam a compor o universo do protagonista com personagens que transitam entre o drama e o humor. A direção de Larry Yang opta por equilibrar esses elementos, criando um filme acessível para diferentes públicos, mas sem abrir mão de uma mensagem mais sensível.
Diferente de muitas produções recentes do gênero, o longa não se apoia apenas em grandes cenas de ação. Embora elas estejam presentes — e com a marca registrada de Jackie Chan —, o roteiro se destaca por investir em aspectos emocionais, especialmente na relação entre humanos e animais, e na forma como o tempo transforma carreiras e identidades.

Na terça, 14 de abril, a Globo exibe o drama “Paternidade”, produção norte-americana inspirada em uma história real que acompanha a jornada de um homem obrigado a reinventar sua vida após uma perda devastadora. Estrelado por Kevin Hart, o longa apresenta uma narrativa sensível sobre luto, responsabilidade e o desafio de criar uma filha sozinho desde os primeiros dias de vida.
Dirigido por Paul Weitz, o filme é baseado no livro de memórias Two Kisses for Maddy, escrito por Matthew Logelin. A obra relata a experiência real do autor após perder a esposa logo após o nascimento da filha, situação que serve como base para a construção do protagonista Matt, interpretado por Kevin Hart em um dos papéis mais dramáticos de sua carreira.
Conhecido principalmente por seus trabalhos na comédia, Hart assume aqui uma atuação mais contida e emocional, explorando nuances de um personagem que precisa lidar com o luto enquanto encara a responsabilidade de ser pai solo. A história começa com a morte inesperada de sua esposa um dia após o parto, evento que muda completamente o rumo de sua vida e o coloca diante de desafios para os quais não estava preparado.
A partir desse ponto, o filme acompanha a rotina de Matt enquanto ele tenta equilibrar as demandas da paternidade com suas próprias fragilidades. Sem experiência e ainda abalado pela perda, ele enfrenta desde situações cotidianas — como trocar fraldas e lidar com o choro da bebê — até questões mais profundas, como o medo de falhar e a pressão social sobre o papel de um pai solteiro.
O roteiro, assinado pelo próprio Paul Weitz em parceria com Dana Stevens, constrói uma narrativa que alterna momentos de emoção intensa com passagens leves, trazendo um olhar humano e acessível sobre a construção do vínculo entre pai e filha. Ao longo do tempo, a relação entre os dois se fortalece, revelando um processo de amadurecimento que vai além da dor inicial.
O elenco de apoio também contribui para o desenvolvimento da trama, com destaque para Alfre Woodard, que interpreta a mãe do protagonista, oferecendo suporte emocional em meio às dificuldades. A jovem Melody Hurd dá vida à filha de Matt, trazendo naturalidade às cenas e reforçando a conexão afetiva que sustenta o filme.
Outros nomes como Lil Rel Howery, Paul Reiser e DeWanda Wise completam o elenco, interpretando personagens que orbitam a vida do protagonista e ajudam a construir um ambiente que mistura apoio, humor e conflitos pontuais.
Inicialmente planejado para lançamento nos cinemas, o filme teve seu destino alterado em meio à pandemia de COVID-19. A produção acabou sendo adquirida pela Netflix e lançada diretamente na plataforma em junho de 2021, alcançando um público amplo em escala global. A mudança refletiu um movimento comum naquele período, quando diversos estúdios optaram pelo streaming diante das restrições nas salas de exibição.

Na quarta, 15, a emissora apresenta Fazenda dos Cisnes, filme que combina drama e leveza ao contar uma história sobre perda, reconexão familiar e a força dos vínculos construídos ao longo do caminho. A trama acompanha uma família em processo de reconstrução emocional, tendo como ponto de partida um acontecimento que transforma a rotina de todos os personagens.
Dirigido por Jeff Bleckner, o longa gira em torno de Frankie, uma menina determinada que, ao lado dos irmãos, decide cuidar de filhotes de cisne após a morte da mãe das aves. A iniciativa, aparentemente simples, desencadeia uma série de mudanças na vida da família, especialmente na relação com o pai, Jack, interpretado por Jason Lee, um viúvo que ainda tenta lidar com suas próprias perdas.
A chegada das aves à fazenda acaba exigindo acompanhamento especializado, o que leva à entrada de Jennie, uma ornitóloga vivida por Minka Kelly. Inicialmente apresentada como uma figura distante e pouco acessível, a personagem gradualmente revela novas camadas ao se envolver com as crianças e com a dinâmica familiar. O contato frequente com o grupo transforma sua postura e abre espaço para o desenvolvimento de uma relação mais próxima com Jack.
Ao longo da narrativa, “Fazenda dos Cisnes” constrói seu enredo a partir de pequenos acontecimentos do cotidiano, explorando a convivência entre personagens com diferentes formas de lidar com a dor e com as responsabilidades. A criação dos filhotes de cisne funciona como elemento simbólico, representando cuidado, crescimento e a possibilidade de seguir em frente mesmo diante de perdas significativas.
A jovem Maggie Elizabeth Jones, no papel de Frankie, conduz boa parte da história com uma atuação marcada pela espontaneidade. Sua personagem atua como elo entre os adultos, aproximando mundos que inicialmente parecem distantes e incentivando a construção de um ambiente mais acolhedor dentro da família.
O roteiro aposta em uma abordagem sensível, sem recorrer a excessos dramáticos, privilegiando a evolução gradual das relações. A convivência entre Jack e Jennie, por exemplo, se desenvolve de forma natural, partindo de interações mais rígidas até alcançar momentos de cumplicidade e afeto. Esse desenvolvimento contribui para o tom leve do filme, mesmo ao tratar de temas delicados.

A Sessão da Tarde de quinta, 16 de abril, exibe o filme A Menina Que Acredita em Milagres, longa-metragem estadunidense que explora temas como espiritualidade, esperança e as consequências inesperadas da exposição pública. A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem cuja fé transforma sua vida e a de todos ao seu redor.
A história gira em torno de Sara Hopkins, uma menina conhecida por sua sensibilidade e por acreditar profundamente no poder da oração. Após ouvir um sermão sobre fé, ela passa a enxergar a possibilidade de intervir na realidade por meio de suas preces. O primeiro sinal de que algo fora do comum está acontecendo surge quando ela ora por um pássaro e o animal volta à vida, episódio que inicialmente gera dúvidas, mas rapidamente chama atenção.
Com o passar do tempo, novos acontecimentos reforçam a ideia de que Sara possui um dom especial. Casos envolvendo pessoas e animais começam a se multiplicar, atraindo curiosidade e despertando o interesse da comunidade. Entre os episódios mais marcantes está o de um cachorro que, após um acidente, é dado como morto e volta a viver após a oração da menina.
A repercussão cresce ainda mais quando um amigo próximo, que utiliza cadeira de rodas, participa de um momento de oração com Sara e consegue andar novamente. A partir desse ponto, a menina passa a ser vista como uma figura extraordinária, recebendo visitas de pessoas que buscam algum tipo de cura ou resposta para seus problemas.
O reconhecimento, no entanto, traz uma mudança brusca em sua rotina. O que antes era uma vida simples passa a ser cercado por atenção constante, expectativa e pressão. A família, preocupada com o impacto dessa nova realidade, tenta equilibrar a proteção da filha com o interesse crescente do público.
Paralelamente à fama repentina, surge um diagnóstico que altera completamente o rumo da história. Sara descobre que está com um tumor cerebral grave, o que coloca em contraste sua imagem de curadora com a fragilidade de sua própria condição. A situação gera tensão e levanta questionamentos sobre os limites entre fé, ciência e destino.
À medida que a saúde da menina se deteriora, cresce também o desejo de retornar a um lugar simbólico em sua trajetória, um lago onde ela acredita ter vivido uma experiência espiritual marcante. Esse pedido mobiliza não apenas a família, mas também pessoas da comunidade, que se unem em torno de um gesto coletivo carregado de significado.
Dirigido por Richard Correll, o longa aposta em uma condução emocional, com foco na jornada da protagonista e nas transformações ao seu redor. A história se desenvolve de forma linear, destacando os momentos mais importantes dessa trajetória e valorizando o vínculo entre os personagens.

Na sexta, 17 de abril de 2026, a Globo leva ao ar Velozes e Furiosos 5: Operação Rio, capítulo que reposicionou a famosa saga ao trocar o foco das corridas ilegais por uma trama de assalto em grande escala. Ambientado no Rio de Janeiro, o longa transforma a cidade em palco de perseguições intensas, confrontos armados e uma das operações mais ousadas já vistas na franquia.
Sob direção de Justin Lin, a narrativa acompanha Dominic Toretto, vivido por Vin Diesel, que após ser resgatado por Brian O’Conner, interpretado por Paul Walker, e por sua irmã Mia, se vê forçado a desaparecer no Brasil. O trio tenta recomeçar longe das autoridades, mas acaba se envolvendo em um esquema que vai muito além de simples sobrevivência.
O ponto de virada surge quando eles entram em contato com uma operação criminosa ligada ao empresário Hernan Reyes, figura poderosa no submundo carioca. Ao descobrirem a existência de uma fortuna escondida, surge um plano ambicioso: reunir antigos aliados e executar um assalto milionário capaz de mudar suas vidas definitivamente. A missão, no entanto, não será simples, já que envolve invadir um sistema protegido e enfrentar forças muito maiores.
Enquanto isso, a caçada ganha força com a chegada de Luke Hobbs, agente implacável vivido por Dwayne Johnson. Determinado a capturar Dom e sua equipe, ele lidera uma operação internacional que adiciona ainda mais tensão à trama. A relação entre perseguidor e perseguidos se transforma ao longo da história, criando um jogo de interesses que vai além da simples captura.
Diferente dos filmes anteriores, “Operação Rio” aposta em uma construção mais ampla, reunindo personagens já conhecidos do público em uma espécie de equipe especializada. Nomes como Han, Roman, Tej e Gisele entram em cena com habilidades específicas, reforçando o clima de planejamento estratégico que domina o filme. Cada integrante assume um papel essencial dentro do plano, dando ao longa uma estrutura que lembra grandes produções de roubo.
O Rio de Janeiro não serve apenas como cenário, mas como elemento ativo da narrativa. As sequências pelas comunidades, avenidas e pontes exploram a geografia da cidade em cenas que misturam velocidade e destruição. Um dos momentos mais marcantes envolve um cofre sendo arrastado pelas ruas, sequência que sintetiza o exagero e a grandiosidade que passaram a definir a franquia a partir deste capítulo.
A produção também marca uma mudança clara de tom. As corridas, que antes eram o centro da história, dão lugar a confrontos diretos, estratégias elaboradas e cenas de ação coreografadas em larga escala. Essa transição ampliou o alcance da série, aproximando-a de um público que busca espetáculos mais próximos do cinema de ação tradicional.
Lançado originalmente em 2011, o filme alcançou grande repercussão mundial e se consolidou como um divisor de águas dentro da saga. Além do desempenho expressivo nas bilheterias, a produção foi bem recebida por parte da crítica, especialmente pela química entre os protagonistas e pela introdução de novos elementos narrativos.



















