O trailer inicial de Coyote vs. Acme chegou cercado de curiosidade e respondeu à altura. Em apenas um dia, o vídeo acumulou 25,6 milhões de visualizações, segundo levantamento da WaveMetrix, um número que coloca o projeto entre os lançamentos familiares independentes mais comentados do momento. As informações são do Deadline.

O desempenho chama atenção principalmente porque o longa não vem de um circuito tradicional de blockbusters atuais, mas de um projeto que passou meses envolto em incertezas. A resposta do público indica que a combinação entre nostalgia e bastidores polêmicos ajudou a impulsionar o interesse.

Por que o filme quase não foi lançado?

A trajetória de Coyote vs. Acme nos bastidores foge completamente do padrão. Produzido pela Warner Bros. Pictures, o filme foi arquivado em 2023 mesmo após ser finalizado, por decisão da Warner Bros. Discovery.

Na época, a empresa optou por utilizar o projeto como abatimento fiscal, uma estratégia que gerou forte reação negativa dentro da indústria. Profissionais do cinema e da animação criticaram a decisão, especialmente porque o longa havia apresentado bons resultados em exibições teste. O caso rapidamente se espalhou e passou a ser visto como um símbolo das mudanças recentes no mercado audiovisual.

Como o projeto voltou ao radar?

Depois da repercussão, o estúdio reconsiderou sua posição e autorizou que o filme fosse negociado com outras distribuidoras. O processo se arrastou por meses, com diferentes empresas avaliando a aquisição.

A virada veio quando a Ketchup Entertainment garantiu os direitos globais por cerca de US$ 50 milhões, superando concorrentes como Paramount Pictures e Netflix. A compra tirou o longa do limbo e recolocou o título no circuito de lançamentos.

Sobre o que é “Coyote vs. Acme”?

Baseado no universo de Looney Tunes, o filme aposta em uma ideia diferente: transformar uma piada clássica dos desenhos em uma narrativa completa. Na história, Wile E. Coyote decide levar a Acme Corporation aos tribunais após anos lidando com produtos defeituosos.

A trama mistura animação com live-action e constrói um enredo que transita entre comédia e crítica, usando o humor característico da franquia para abordar responsabilidade corporativa e frustração acumulada ao longo de décadas de tentativas fracassadas.

Quem está por trás da produção?

A direção é de Dave Green (As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras), com roteiro assinado por Samy Burch (May December), desenvolvido a partir de uma ideia que também envolve James Gunn (Guardiões da Galáxia, O Esquadrão Suicida) e Jeremy Slater (Cavaleiro da Lua, Quarteto Fantástico).

O elenco reúne nomes conhecidos do público jovem, como John Cena (O Esquadrão Suicida, Peacemaker), Will Forte (Nebraska, O Último Homem na Terra) e Lana Condor (Para Todos os Garotos que Já Amei, Moonshot), enquanto a parte de dublagem fica com Eric Bauza (Space Jam: Um Novo Legado, Looney Tunes Cartoons), responsável por dar voz a personagens clássicos da animação moderna.

O que esperar do lançamento?

Agora com distribuição garantida, o longa-metragem entra em uma nova fase, deixando para trás o status de projeto incerto. O forte desempenho do trailer indica que há espaço para o filme conquistar um público amplo, especialmente entre quem cresceu assistindo aos personagens de Looney Tunes.

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