A TV Globo exibe neste domingo, no tradicional Domingo Maior, o filme John Wick 3: Parabellum, um dos capítulos mais ambiciosos da franquia estrelada por Keanu Reeves. Lançado em 2019, o longa elevou o padrão das produções de ação contemporâneas ao combinar coreografias elaboradas, ritmo acelerado e uma mitologia própria que se expandiu significativamente nesta sequência.

Dirigido por Chad Stahelski e com roteiro de Derek Kolstad, o filme dá continuidade direta aos eventos de “John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar”, aprofundando as consequências das escolhas do protagonista dentro de um universo regido por regras rígidas e punições severas.

Qual é a história do filme?

A trama começa exatamente do ponto onde o filme anterior termina, com John Wick em fuga após quebrar uma das leis mais importantes do submundo dos assassinos: tirar uma vida dentro do Hotel Continental. A vítima, um influente membro da Alta Cúpula, desencadeia uma reação imediata e brutal.

Declarado “excomungado”, Wick perde acesso a todos os recursos e proteções da rede de hotéis Continental e passa a ser caçado por assassinos do mundo inteiro, motivados por uma recompensa milionária por sua cabeça. Antes disso, ele recebe uma breve vantagem de Winston, gerente do Continental de Nova York, interpretado por Ian McShane, o que lhe garante poucos minutos para tentar escapar.

A partir daí, o filme se transforma em uma corrida contra o tempo, na qual o protagonista precisa usar todas as suas habilidades para sobreviver, enquanto tenta encontrar aliados e uma possível saída para sua situação.

O que diferencia Parabellum dos filmes anteriores?

O terceiro filme se destaca por ampliar tanto a escala da ação quanto a complexidade do universo apresentado. As sequências são mais longas, detalhadas e tecnicamente sofisticadas, com destaque para cenas que exploram diferentes ambientes e estilos de combate.

Ao mesmo tempo, o longa-metragem aprofunda a estrutura hierárquica da Alta Cúpula, revelando novas regras, personagens e conflitos internos. Essa expansão narrativa contribui para dar mais peso às decisões do protagonista e às consequências que ele enfrenta.

O filme foi bem recebido pelo público?

Sim. O longa arrecadou mais de US$ 327 milhões mundialmente, consolidando-se como um dos maiores sucessos da franquia. O desempenho nas bilheterias foi acompanhado por uma recepção positiva, especialmente em relação à direção e às sequências de ação, frequentemente citadas como algumas das melhores do gênero nos últimos anos.

Como a franquia John Wick se tornou um fenômeno do cinema de ação?

A franquia nasceu em 2014 como um projeto relativamente modesto, mas rapidamente se transformou em um dos maiores sucessos do cinema de ação contemporâneo. Criada pelo roteirista Derek Kolstad e estrelada por Keanu Reeves, a saga conquistou público e crítica ao apresentar um estilo visual próprio, marcado por influências do neo-noir e por uma abordagem mais coreografada e realista das cenas de combate.

Diferente de outras franquias do gênero, a série se destacou por construir um universo altamente organizado, onde assassinos seguem códigos rígidos, utilizam uma rede global de hotéis e respeitam regras que, quando quebradas, geram consequências severas. Essa mitologia própria ajudou a diferenciar a franquia e a criar um engajamento crescente a cada novo capítulo.

Quais são os filmes que compõem a saga principal?

O universo começou com John Wick (2014), que apresentou o personagem e sua motivação inicial, marcada por vingança e perda pessoal. O sucesso abriu caminho para John Wick: Chapter 2 (2017), que expandiu o submundo dos assassinos e introduziu a Alta Cúpula, organização que controla esse universo.

Já John Wick 3: Parabellum (2019) elevou a escala da narrativa, colocando o protagonista em fuga global e aprofundando as regras e punições desse sistema. A continuidade veio com John Wick: Chapter 4, que ampliou ainda mais o alcance da história e consolidou a franquia como um dos maiores fenômenos do gênero.

Ao longo desses filmes, a saga acumulou mais de US$ 587 milhões em bilheteria mundial, resultado que reflete tanto o sucesso comercial quanto a fidelidade do público.

O universo da franquia vai além dos filmes?

Sim. O sucesso de John Wick levou à expansão do universo para outros formatos. Um dos principais projetos derivados é a série The Continental: From the World of John Wick, que explora os bastidores da famosa rede de hotéis frequentada por assassinos.

Outro destaque é o spin-off From the World of John Wick: Ballerina, que amplia a narrativa ao apresentar novos personagens e histórias dentro do mesmo universo. Além disso, novos filmes continuam sendo discutidos, mostrando que a franquia ainda tem fôlego para crescer.

Quem é John Wick dentro desse universo?

O personagem interpretado por Keanu Reeves possui uma origem marcada por violência e disciplina. Nascido como Jardani Jovonovich, ele foi criado pela máfia russa após uma infância difícil e treinado para se tornar um assassino altamente eficiente.

Sua reputação no submundo é lendária. Conhecido como “Baba Yaga”, ou “o bicho-papão”, Wick é temido até pelos criminosos mais poderosos. Histórias sobre sua brutalidade, como a famosa narrativa de ter matado três homens com um lápis, reforçam sua imagem quase mítica.

Antes dos eventos do primeiro filme, ele havia se aposentado por cinco anos, tentando levar uma vida comum. No entanto, circunstâncias pessoais o forçam a retornar ao mundo que havia deixado para trás, desencadeando toda a narrativa da franquia.

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