
A Globo exibe neste domingo, 7 de junho de 2026, na Temperatura Máxima, Matrix Resurrections, filme que marcou o retorno de uma das franquias mais importantes da ficção científica no cinema. Lançado em 2021, o longa chegou quase vinte anos depois de Matrix Revolutions e trouxe de volta personagens que ajudaram a transformar a saga em um fenômeno cultural ao redor do mundo.
Dirigido por Lana Wachowski, responsável pela trilogia original ao lado de sua irmã Lilly Wachowski, o filme reencontra Thomas Anderson, mais conhecido como Neo. À primeira vista, ele leva uma vida comum e bem-sucedida como criador de jogos eletrônicos. No entanto, algo continua incomodando o personagem. Sonhos recorrentes, lembranças fragmentadas e uma constante sensação de que existe algo errado fazem com que ele volte a questionar tudo aquilo que considera real. (Via: AdoroCinema)
Essa é justamente uma das características que tornam Matrix Resurrections interessante. Em vez de apenas revisitar personagens conhecidos, o filme procura adaptar as ideias da franquia para um mundo muito diferente daquele que existia quando o primeiro Matrix chegou aos cinemas, em 1999. Naquela época, a internet ainda estava longe de ocupar o espaço que ocupa atualmente. Hoje, algoritmos influenciam decisões, redes sociais moldam comportamentos e a inteligência artificial se tornou parte das discussões sobre o futuro da sociedade.
Dentro desse contexto, o novo filme utiliza a Matrix para levantar questões que parecem mais próximas da realidade do que nunca. A ameaça já não está apenas em máquinas gigantes ou agentes perseguindo humanos. O controle agora acontece de maneiras mais sutis, explorando emoções, inseguranças e a necessidade constante de aprovação que faz parte da experiência digital moderna.
Outro ponto que diferencia o longa dos capítulos anteriores é a atenção dedicada à relação entre Neo e Trinity. Se nos filmes da trilogia original as grandes batalhas e os conflitos entre humanos e máquinas ocupavam o centro da narrativa, aqui a conexão entre os dois personagens se torna o principal motor da história. Essa escolha dá ao filme um tom mais emocional e ajuda a explicar muitas das decisões tomadas ao longo da trama.
Grande parte da curiosidade em torno da produção estava justamente no retorno de Keanu Reeves (John Wick, Velocidade Máxima) e Carrie-Anne Moss (Memento, Jessica Jones). Afinal, os acontecimentos de Matrix Revolutions pareciam encerrar de forma definitiva a jornada dos personagens. Descobrir como Neo e Trinity voltariam a esse universo se tornou um dos maiores mistérios do projeto durante sua divulgação.
Além dos rostos conhecidos, a produção apresenta novos personagens importantes para a continuidade da franquia. Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman, Watchmen) interpreta uma nova versão de Morpheus, enquanto Jessica Henwick (Glass Onion, Punho de Ferro) ganha espaço como Bugs, uma personagem fundamental para os rumos da história. Jonathan Groff (Mindhunter, Hamilton) assume uma nova encarnação de Smith, um dos antagonistas mais marcantes da série.
Entre as novidades, um dos destaques é o Analista, vivido por Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother, Garota Exemplar). O personagem surge como uma representação dos métodos mais modernos de controle dentro da Matrix e desempenha papel decisivo nos acontecimentos do filme.
A trajetória de Matrix Resurrections também foi marcada pelos desafios enfrentados fora das telas. As filmagens começaram em fevereiro de 2020, mas precisaram ser interrompidas poucas semanas depois por causa da pandemia de COVID-19. Como aconteceu com diversas produções de Hollywood naquele período, o cronograma precisou ser reorganizado até que os trabalhos fossem retomados em Berlim, na Alemanha.
Mesmo diante dessas dificuldades, Lana Wachowski optou por acompanhar de perto as principais cenas de ação, mantendo um envolvimento criativo direto em momentos importantes da produção. Essa escolha ajudou a preservar características que fizeram da franquia uma referência visual ao longo dos anos.
Quando estreou nos cinemas em dezembro de 2021, o filme encontrou um cenário bastante diferente daquele vivido pelos capítulos anteriores. As salas de exibição ainda enfrentavam os impactos da pandemia, enquanto o streaming se consolidava como uma das principais formas de consumo de entretenimento. Nos Estados Unidos, o lançamento ocorreu simultaneamente nos cinemas e na HBO Max, uma estratégia que dividiu opiniões dentro da indústria.











