
O filme Backrooms alcançou um marco importante para a A24 ao se tornar a maior bilheteria da história do estúdio. Segundo informações publicadas pelo Deadline, a produção dirigida por Kane Parsons ultrapassou os US$ 191 milhões arrecadados mundialmente por Marty Supreme, estrelado por Timothée Chalamet, assumindo o primeiro lugar entre os maiores sucessos comerciais da distribuidora.
Enquanto Marty Supreme precisou de 53 dias para superar os números de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo, que durante anos ocupou a liderança da A24, o filme atingiu o topo do ranking em apenas dez dias de exibição. Nos Estados Unidos, o longa também estabeleceu um novo recorde para o estúdio ao ultrapassar os US$ 96 milhões arrecadados por Marty Supreme em apenas seis dias.
Os números ganham ainda mais relevância quando comparados ao orçamento da produção. O filme custou menos de US$ 10 milhões e foi desenvolvido em parceria com a Chernin Entertainment. Em um mercado onde produções de grande porte frequentemente ultrapassam a faixa dos US$ 100 milhões, o desempenho do longa-metragem se destaca pela relação entre investimento e retorno financeiro.
O sucesso de Backrooms evidencia o interesse crescente de Hollywood por propriedades intelectuais criadas na internet. Antes da adaptação para os cinemas, a obra já possuía uma audiência consolidada por meio da websérie de Kane Parsons e da creepypasta que inspirou o projeto, fatores que ajudaram a transformar o filme em um dos maiores sucessos comerciais da A24.
A história acompanha Clark, personagem interpretado por Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão, Doutor Estranho), proprietário de uma loja de móveis que enfrenta dificuldades financeiras e problemas pessoais. Sua vida muda quando ele descobre uma passagem escondida que leva aos Backrooms, um espaço labiríntico formado por corredores intermináveis, salas vazias e ambientes que desafiam as leis da realidade.
Ao investigar o local, Clark encontra vestígios de pesquisas conduzidas pelo Async Research Institute, organização que estuda o fenômeno há décadas. O que inicialmente parece uma descoberta extraordinária rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência diante de entidades desconhecidas e de um ambiente que parece alterar a percepção da realidade.
Paralelamente, a terapeuta Mary Kline, interpretada por Renate Reinsve (A Pior Pessoa do Mundo), acaba envolvida nos acontecimentos. Conforme a trama avança, o filme revela que os Backrooms não funcionam apenas como um espaço físico misterioso. O local também parece absorver lembranças, medos e traumas de quem entra nele, transformando experiências pessoais em ambientes distorcidos e ameaçadores.
Essa abordagem ajudou a diferenciar o longa de outras produções de terror recentes. Em vez de depender apenas de criaturas ou sustos repentinos, o roteiro utiliza a sensação constante de desorientação e isolamento para construir tensão. O conceito que tornou os Backrooms populares na internet foi preservado, mas ganhou uma estrutura narrativa mais ampla para o cinema.
O elenco também reúne Mark Duplass (The Morning Show), Finn Bennett (True Detective: Night Country), Lukita Maxwell (Shrinking) e Avan Jogia (Zombieland: Atire Duas Vezes). No entanto, um dos elementos mais comentados da produção tem sido a direção de Kane Parsons. Aos poucos, o cineasta vem se consolidando como um dos exemplos mais bem-sucedidos da nova geração de criadores que migraram das plataformas digitais para a indústria cinematográfica.











