
A Warner Bros. divulgou um novo trailer internacional de Supergirl, filme que chegará aos cinemas em 26 de junho de 2026 como parte da primeira fase do DCU, a nova continuidade cinematográfica comandada por James Gunn e Peter Safran. As imagens inéditas oferecem um olhar mais detalhado sobre a relação entre Kara Zor-El, interpretada por Milly Alcock, e Ruthye Marye Knoll, personagem vivida por Eve Ridley, figura central da história adaptada dos quadrinhos de Supergirl: Woman of Tomorrow.
New Supergirl Chinese trailer pic.twitter.com/nJNOKpG9xz
— Everything_DCU (@EverythingDCU_) June 18, 2026
A prévia concentra boa parte de seu tempo na convivência entre as duas personagens. Ruthye surge como a responsável por colocar a kryptoniana em uma missão que atravessa diferentes planetas e sistemas estelares. O objetivo é encontrar Krem das Colinas Amarelas, papel de Matthias Schoenaerts, acusado de um crime que muda o rumo da vida da jovem.
As novas cenas também revelam trechos inéditos da viagem espacial conduzida por Kara. Naves, cidades alienígenas e confrontos espalhados pela galáxia ocupam espaço importante no material divulgado, indicando que o longa terá uma escala visual consideravelmente maior do que a maioria das adaptações anteriores da personagem.
A trama parte de um momento específico da vida de Kara Zor-El. Prestes a completar 23 anos, ela decide percorrer o espaço acompanhada de Krypto, o cão de Krypton. O encontro com Ruthye altera seus planos e a coloca diante de uma caçada que atravessa diferentes mundos.
A história é baseada na minissérie publicada entre 2021 e 2022 pela DC Comics. Escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, a obra recebeu reconhecimento por apresentar uma versão menos idealizada da heroína. Nos quadrinhos, a narrativa é contada principalmente sob o ponto de vista de Ruthye, que observa Kara como uma figura poderosa, mas marcada por perdas e cicatrizes acumuladas ao longo da vida.
Essa característica também está presente na adaptação cinematográfica. Desde o anúncio do projeto, James Gunn afirmou que o filme trabalharia uma interpretação diferente da personagem em comparação às versões vistas anteriormente no cinema e na televisão. A proposta parte da própria origem de Kara. Ao contrário de Kal-El, que cresceu na Terra sob os cuidados de Jonathan e Martha Kent, ela testemunhou de perto os momentos finais de Krypton e passou anos sobrevivendo em um fragmento do planeta antes de chegar ao seu destino.
A escolha de Milly Alcock para o papel ocorreu em janeiro de 2024. A atriz australiana ganhou projeção internacional ao interpretar a jovem Rhaenyra Targaryen em House of the Dragon e rapidamente passou a ser associada aos principais projetos de estúdios hollywoodianos. Sua escalação marcou uma das primeiras decisões importantes do novo DCU para personagens que terão participação recorrente nos próximos anos.
O roteiro foi escrito por Ana Nogueira, que já havia trabalhado em uma versão anterior de um filme da Supergirl durante os últimos anos do antigo universo compartilhado da DC. Quando James Gunn e Peter Safran assumiram o comando da DC Studios, decidiram reaproveitar a roteirista em um projeto completamente reformulado. Segundo Gunn, a qualidade do texto teve peso direto na decisão de colocar Supergirl entre as prioridades da nova fase da franquia.
A direção ficou a cargo de Craig Gillespie, cineasta conhecido por produções como Eu, Tonya e Cruella. Seu trabalho costuma equilibrar desenvolvimento de personagens e identidade visual forte, uma combinação que dialoga com o material original criado por Tom King e Bilquis Evely.
As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025 nos estúdios Warner Bros. Leavesden, na Inglaterra, além de locações em Londres e na Escócia. O elenco também inclui David Krumholtz como Zor-El e Emily Beecham no papel da mãe de Kara.
O caminho até a realização do longa foi marcado por mudanças significativas dentro da DC. Antes da reformulação promovida pela atual gestão, a personagem havia sido introduzida em The Flash (2023), interpretada por Sasha Calle. Na época, existiam planos para expandir sua participação em futuros projetos do então DCEU. A mudança de estratégia adotada pela DC Studios levou à construção de uma nova continuidade, encerrando aqueles planos e abrindo espaço para uma abordagem diferente da heroína.











