Quem pretende assistir a Supergirl nos cinemas brasileiros a partir desta terça-feira (23) não precisa permanecer na sala após o início dos créditos. O novo longa da DC não possui cenas extras, nem durante nem após a exibição dos créditos finais.

A ausência desse recurso quebra uma prática que se tornou comum nas adaptações de quadrinhos ao longo dos últimos anos. Desde que os estúdios passaram a construir franquias interligadas, as cenas pós-créditos passaram a funcionar como ferramentas para apresentar personagens, antecipar acontecimentos futuros ou estabelecer conexões entre diferentes produções. Neste caso, o filme encerra sua narrativa sem deixar mensagens adicionais para o público.

Dirigido por Craig Gillespie e escrito por Ana Nogueira, o longa-metragem chega aos cinemas como o segundo filme do novo DCU, a linha narrativa criada pela DC Studios sob a liderança de James Gunn e Peter Safran. A produção adapta elementos da minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, publicada entre 2021 e 2022 e considerada uma das releituras mais elogiadas da personagem nos quadrinhos recentes.

A trama acompanha Kara Zor-El durante uma viagem espacial ao lado de Krypto, o Supercão. Longe da Terra e de Metrópolis, ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma jovem marcada por uma perda familiar. O encontro leva as duas a cruzarem diferentes sistemas planetários em busca de um criminoso responsável pela tragédia.

A versão de Kara apresentada no filme possui características distintas da imagem tradicionalmente associada à família Superman. Segundo a proposta da história, ela passou parte da infância em um fragmento sobrevivente de Krypton e presenciou a destruição gradual de sua comunidade antes de deixar o planeta. Esse passado influencia diretamente sua personalidade e a forma como enxerga o papel de heroína.

A atriz Milly Alcock, conhecida internacionalmente por interpretar a jovem Rhaenyra Targaryen na série House of the Dragon, assume o papel principal. O elenco inclui ainda Matthias Schoenaerts como Krem das Colinas Amarelas, antagonista da história, e Eve Ridley no papel de Ruthye.

David Krumholtz e Emily Beecham interpretam Zor-El e Alura, pais da protagonista. Os personagens aparecem em momentos ligados às origens kryptonianas de Kara e ajudam a contextualizar os acontecimentos que moldaram sua trajetória antes da chegada à Terra.

O desenvolvimento do projeto passou por mudanças significativas nos últimos anos. Uma produção solo da Supergirl chegou a ser planejada durante a fase do antigo Universo Estendido da DC. Naquele período, a personagem foi introduzida ao cinema em The Flash (2023), interpretada por Sasha Calle.

A reformulação da DC Studios alterou o destino do projeto. Após assumirem o comando da divisão cinematográfica da editora em 2022, James Gunn e Peter Safran reorganizaram o calendário de lançamentos e definiram uma nova continuidade para os personagens da marca. O filme da Supergirl permaneceu nos planos, mas foi reconstruído dentro da nova linha criativa do estúdio.

As filmagens ocorreram entre janeiro e maio de 2025 nos estúdios Warner Bros. Leavesden, na Inglaterra. Parte da produção também utilizou locações na Escócia para cenas externas. A direção de fotografia ficou a cargo de Rob Hardy, profissional conhecido por trabalhos em produções como Ex Machina e Missão Impossível – Acerto de Contas.

Originalmente anunciado como Supergirl: Woman of Tomorrow, o longa teve o subtítulo removido durante a fase final da produção. Apesar da mudança no nome, a influência dos quadrinhos de Tom King e da artista brasileira Bilquis Evely permanece evidente na estrutura da história e em diversos elementos visuais.

COMENTE

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui