
A Globo exibe Até Que a Sorte Nos Separe 3: A Falência Final na Sessão da Tarde desta segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Lançada nos cinemas em 2015, a comédia acompanha mais uma tentativa de Tino, personagem de Leandro Hassum, de colocar a vida financeira nos trilhos.
Só que a tarefa está longe de ser simples. Depois de perder a fortuna da família em Las Vegas, Tino está sem dinheiro e procura um emprego. Ele acaba atropelado pelo filho de um dos homens mais ricos do Brasil e passa sete meses em coma.
Quando acorda, descobre que a filha, Teté, está namorando justamente o rapaz envolvido no acidente. O casal pretende se casar, mas existe um problema: Tino não tem dinheiro para ajudar a pagar a cerimônia.
A solução aparece quando o pai do futuro genro oferece um trabalho ao protagonista. Tino passa a atuar na empresa da família e recebe a missão de cuidar das finanças. O que poderia ser uma oportunidade de recomeço rapidamente vira outro desastre.
Qual é a história do filme?
O filme acompanha Tino tentando recuperar a estabilidade depois de perder novamente seu dinheiro. A nova oportunidade profissional coloca o personagem dentro de uma grande empresa brasileira, mas suas decisões provocam uma sequência de problemas.
Um telefonema atendido por Tino desencadeia parte da confusão. A partir daí, a situação financeira da companhia piora e chega a um ponto de ruptura.
A história trabalha com uma ideia simples levada ao extremo: um homem que não consegue administrar as próprias finanças acaba responsável pelas contas de uma das maiores empresas do país.
A crise empresarial ganha proporções nacionais dentro da trama. O roteiro usa esse exagero para construir as principais situações de humor do longa.

Quem está no elenco?
Leandro Hassum retorna como Faustino “Tino” Araújo Peixoto, protagonista da trilogia. Camila Morgado interpreta Janine, esposa de Tino, e Julia Dalavia vive Teté, filha do casal.
O elenco também conta com Kiko Mascarenhas, Bruno Gissoni, Emanuelle Araújo, Leonardo Franco, Aílton Graça, Paulo Silvino e Daniel Filho.
Leonardo Franco interpreta Rique Barelli, um empresário criado como sátira de Eike Batista. O personagem reúne características associadas à trajetória do empresário brasileiro e serve como uma das principais referências econômicas utilizadas pelo roteiro.
A direção ficou sob responsabilidade de Roberto Santucci e Marcelo Antunez.
Por que o filme tem tantas referências políticas?
Até Que a Sorte Nos Separe 3 foi produzido em 2015, período em que a política e a economia brasileiras dominavam boa parte do noticiário. O roteiro incorporou esse contexto ao humor.
O longa faz referências a figuras como Dilma Rousseff e Nestor Cerveró, interpretados respectivamente por Mila Ribeiro e Bemvindo Sequeira.
Também aparecem piadas relacionadas à Petrobras, Operação Lava Jato e às chamadas pedaladas fiscais. Algumas cenas fazem referência a declarações e acontecimentos que haviam se tornado conhecidos naquele período.
O resultado é uma comédia bastante ligada ao seu momento de produção. Quem assistir ao filme em 2026 encontrará referências que podem exigir algum contexto para serem compreendidas, principalmente entre espectadores mais jovens que não acompanharam o noticiário político de 2015.
O filme foi inspirado em um livro?
Sim. A produção teve como uma de suas referências “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, livro de Gustavo Cerbasi sobre organização financeira para casais.
A obra e o filme seguem caminhos bastante diferentes. O longa utiliza a ideia de planejamento financeiro como ponto de partida para situações cômicas envolvendo Tino e sua família.
O dinheiro já era um elemento importante nos filmes anteriores e continua no centro da terceira produção. A diferença é que, desta vez, o problema deixa de ser apenas familiar e passa a envolver uma grande empresa.
Quando o longa chegou aos cinemas?
A comédia estreou no Brasil em 24 de dezembro de 2015. A data original seria a véspera de Ano-Novo, mas o lançamento foi antecipado para o Natal.
As filmagens ocorreram entre setembro e outubro de 2015, incluindo locações em Vargem Pequena, no Rio de Janeiro.
A produção teve orçamento estimado em R$ 8 milhões e arrecadou cerca de R$ 39,2 milhões nas bilheterias brasileiras.
O lançamento coincidiu com um período de recessão econômica no país. O próprio roteirista Paulo Cursino comentou, na época, sobre a proximidade entre alguns elementos da ficção e acontecimentos que estavam ocorrendo no Brasil.
É necessário assistir aos filmes anteriores?
Não. O terceiro longa apresenta a situação de Tino logo no início e permite acompanhar a história sem conhecer os dois primeiros filmes.
Assistir à trilogia na ordem, porém, ajuda a entender a relação do personagem com dinheiro e a evolução da família ao longo dos filmes. As três produções acompanham diferentes fases da vida de Tino e Janine, sempre usando questões financeiras como ponto central das confusões.





















