
Relações familiares são muito difíceis de assistir, ainda mais quando disfuncionais. Tratar de depressão já é complicado, ainda mais quando abrange um quadro familiar tão bagunçado quanto o desse filme, hora sentindo raiva, hora sentindo pena e até mesmo indignação em alguns momentos o longa leva você para uma viagem no núcleo familiar de Nicholas ( Zen McBrath ) que é basicamente composto por sua mãe Kate ( Laura Dern ), seu pai Peter ( Hugh Jackman) e a nova esposa de Peter, a Beth ( Vanessa Kirby).
O filme Um Filho mesmo que composto por estrelas não consegue te segurar de forma efetiva nessa viagem já que usa de clichês em seu roteiro, e termina se tornando previsível e sufocante, à medida que evolui, buscando ser tocante, aqui, eu diria que o filme brilha mesmo é no silêncio dos diálogos e não na suas falas, já que, nem tudo precisa ser dito, é no silêncio que compreendemos toda a frustração do jovem por não conseguir entender, nem muito menos falar sobre o que sente, misturando realidade com mentiras, e deixando os pais, com um sentimento de que podem ajudar, mesmo que esse sentimento seja bem passageiro. No mais, a evolução dos personagens da mãe e da nova esposa do seu pai são realmente um presente, já que no começo são pintadas tão superficialmente, e no decorrer do filme vão aparecendo mais camadas, o filme que já estreou nas telas de cinema brasileiras no dia 23 de marlo, vale a pena, principalmente para aqueles que gostam de uma narrativa um pouco mais lenta. Desde já, avisamos que podem haver gatilhos emocionais, e portanto indicamos que vá acompanhado de alguém que você confie.
Por seu desenvolvimento ser lento o longa termina ficando um pouco cansativo no começo, o ator escalado para fazer o jovem protagonista não consegue segurar o papel tão bem como deveria, o que termina mostrando seu esforço de forma tão tangível que não conseguimos mergulhar bem em seu drama. Mas o filme se mostra bem desenvolvido do meio para o final o que nos faz crer que a lentidão para o desenvolvimento no começo foi proposital porém não tão bem posta em prática já que se torna cansativo e se você não estiver disposto a passar por essa metade do filme desiste dele sem conhecer onde ele fica verdadeiramente bom.
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