
Se a ideia é terminar o domingo com o coração acelerado e um sorriso no rosto, a Globo faz o convite perfeito. Neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, o Domingo Maior exibe Trem-Bala, um filme que abraça o exagero, a diversão e a ação sem freio. É aquele tipo de produção feita para o público se jogar no sofá, esquecer da rotina e simplesmente aproveitar cada cena, mesmo quando tudo parece caminhar para o completo caos.
A história se passa quase toda dentro de um trem-bala japonês que cruza o país em alta velocidade. Dentro dele, estão cinco assassinos profissionais, cada um acreditando estar ali para cumprir uma missão específica e sair sem maiores problemas. O que eles não sabem é que seus objetivos estão conectados de forma muito mais complexa do que imaginam. A partir desse ponto, encontros inesperados, confrontos violentos e diálogos cheios de ironia começam a se desenrolar vagão após vagão.
Brad Pitt vive Joaninha, um assassino experiente que tenta mudar sua forma de agir. Cansado de violência e convencido de que anda com uma maré de azar, ele decide resolver tudo do jeito mais tranquilo possível. Só que, em um trem lotado de criminosos armados até os dentes, essa ideia parece quase ingênua. Pitt entrega um personagem carismático, divertido e humano, brincando com a própria imagem de astro dos filmes de ação e arrancando risadas em momentos inesperados.
Um dos grandes acertos do filme está no elenco de apoio. Aaron Taylor Johnson e Brian Tyree Henry interpretam Tangerina e Limão, dois assassinos que funcionam quase como uma dupla cômica em meio ao caos. A relação entre eles mistura provocações, lealdade e um humor peculiar que equilibra muito bem a violência das cenas. Já Joey King surpreende ao viver uma personagem que parece inofensiva à primeira vista, mas logo se revela uma das figuras mais perigosas da trama.
O elenco ainda reúne nomes conhecidos como Andrew Koji, Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Bad Bunny, Karen Fukuhara, Logan Lerman e Sandra Bullock, em uma participação especial que adiciona mais leveza e ironia à história. Cada personagem entra na narrativa com energia própria, mesmo quando sua presença é breve, o que ajuda a manter o ritmo acelerado do filme.
Na direção, David Leitch mostra que sabe conduzir ação como poucos. O espaço limitado do trem vira um verdadeiro palco para lutas criativas, perseguições improváveis e cenas visualmente marcantes. Tudo é muito estilizado, colorido e exagerado de propósito. Trem-Bala não tenta parecer realista o tempo todo, e essa escolha faz parte do seu charme. O filme assume o tom de comédia de ação e se diverte com isso.
O roteiro, escrito por Zak Olkewicz e baseado no livro Maria Beetle, do autor japonês Kōtarō Isaka, passou por mudanças importantes ao longo do desenvolvimento. A ideia inicial era criar um filme mais sombrio e violento, mas o projeto acabou encontrando sua identidade ao apostar no humor e na ironia. O resultado é uma narrativa que mistura ação intensa com situações absurdas e diálogos afiados.
Produzido durante a pandemia de COVID 19, o longa foi filmado majoritariamente em estúdios nos Estados Unidos, com cenários que recriam com cuidado o interior do trem japonês. Um detalhe que chama atenção é o envolvimento físico de Brad Pitt nas cenas de ação. O ator realizou grande parte das próprias acrobacias, o que contribui para a sensação de impacto e proximidade com o espectador.
Apesar do tom leve e divertido, Trem-Bala também gerou debates importantes após seu lançamento. Parte do público criticou as escolhas de elenco, apontando questões relacionadas à representatividade, já que personagens originalmente japoneses foram interpretados por atores não asiáticos, mesmo com a história ambientada no Japão. Essas discussões trouxeram reflexões relevantes sobre diversidade no cinema e mostram que, mesmo filmes feitos para entretenimento, também podem provocar conversas necessárias.
No fim das contas, Trem-Bala é exatamente o que promete ser. Um filme acelerado, barulhento, colorido e cheio de personalidade. Não busca profundidade ou grandes reflexões, mas entrega diversão, personagens marcantes e cenas que não dão tempo para o tédio aparecer. É o tipo de produção ideal para quem gosta de ação com uma boa dose de humor e não se incomoda com exageros.
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