A ficção científica Devoradores de Estrelas iniciou sua trajetória nos cinemas com um desempenho expressivo no mercado norte-americano. Em seu primeiro fim de semana, o longa arrecadou US$ 80,6 milhões, resultado que o coloca imediatamente entre as maiores estreias de 2026 e consolida sua força diante de um cenário competitivo dominado por franquias consolidadas.

A produção é estrelada por Ryan Gosling (La La Land, Drive, Blade Runner 2049, Barbie), que interpreta um astronauta que desperta sozinho em uma nave espacial, sem memória e diante de uma missão crítica: encontrar uma solução para evitar um evento de extinção que ameaça a Terra. A narrativa se desenvolve a partir desse isolamento, combinando elementos científicos com tensão dramática.

A direção é assinada por Phil Lord (Uma Aventura Lego, Anjos da Lei, Homem-Aranha no Aranhaverso) e Christopher Miller (Uma Aventura Lego, Anjos da Lei, Homem-Aranha no Aranhaverso), dupla reconhecida por projetos que articulam ritmo narrativo e linguagem acessível sem abrir mão de identidade autoral. Este é um dos raros trabalhos da dupla em live-action com forte base científica.

O roteiro foi adaptado por Drew Goddard (Perdido em Marte, O Segredo da Cabana, Demolidor), a partir do livro de Andy Weir (Perdido em Marte). A transposição para o cinema mantém a estrutura centrada no protagonista e investe na progressão gradual de informações, acompanhando a reconstrução de memória do personagem.

No elenco, o filme reúne nomes com trajetórias consistentes. Sandra Hüller (Anatomia de uma Queda, Toni Erdmann, Zona de Interesse) integra a produção, assim como Lionel Boyce (The Bear), Ken Leung (Lost, Star Wars: O Despertar da Força, Indústria) e Milana Vayntrub (This Is Us, Silicon Valley). O conjunto sustenta os diferentes momentos da narrativa, que alterna entre investigação científica e desenvolvimento emocional.

O desempenho comercial da produção representa um marco para a Amazon MGM Studios, que registra com o filme sua maior abertura nos cinemas até o momento. O resultado também supera lançamentos recentes como Creed III e posiciona o longa à frente de Pânico 7, que até então liderava entre as estreias do ano.

Além da liderança em 2026, o filme alcançou a nona maior estreia da história do mês de março nos Estados Unidos, um período tradicionalmente competitivo. Entre os dez maiores lançamentos do mês, “Devoradores de Estrelas” se diferencia por não estar vinculado a uma franquia pré-existente, o que reforça o alcance de sua proposta original junto ao público.

Com orçamento estimado em US$ 150 milhões, a produção investe em escala técnica e acabamento visual. O filme foi desenvolvido para exibição em IMAX, utilizando proporção de tela ampliada, o que intensifica a representação do ambiente espacial e contribui para a construção de atmosfera.

A trilha sonora é assinada por Daniel Pemberton (Homem-Aranha no Aranhaverso, Steve Jobs, Enola Holmes), marcando mais uma colaboração com os diretores. A composição acompanha a progressão dramática e enfatiza o isolamento do protagonista ao longo da narrativa.

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