Cena da série "Euphoria". Foto: Reprodução/ HBO Max

A terceira temporada de Euphoria chega cercada de expectativa, mas já enfrenta críticas negativas. Prestes a estrear na HBO e HBO Max, a nova fase registra apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes, o menor índice da história da série, contrastando com os 80% e 78% das duas temporadas anteriores.

Parte da crítica especializada aponta que a série prioriza o impacto visual em detrimento do desenvolvimento emocional dos personagens. Alguns arcos narrativos da nova temporada são vistos como repetitivos ou menos profundos, e o efeito visual impressionante, antes um trunfo, não compensa a falta de consistência narrativa em certos momentos.

O sucesso de Zendaya (Malcolm & Marie, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) também contribui para a cobrança da crítica. Sua interpretação intensa de Rue sempre foi o coração da série, rendendo prêmios como o Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática, mas nesta temporada nem mesmo sua performance consegue neutralizar algumas falhas de roteiro apontadas.

Além disso, a expectativa gerada pelas duas temporadas anteriores — marcadas por narrativa ousada, estética cinematográfica e debates sociais — criou um padrão de excelência difícil de manter. A terceira temporada, portanto, enfrenta não apenas a análise de seus méritos individuais, mas também a comparação inevitável com o impacto cultural de anos anteriores.

Cena da série “Euphoria”. Foto: Reprodução/ HBO Max

Quem faz parte do elenco?

O elenco continua sendo um dos maiores trunfos de Euphoria. Além de Zendaya, a série conta com Jacob Elordi (O Retorno de John Wick, Corações de Ferro), Sydney Sweeney (The White Lotus, The Handmaid’s Tale), Hunter Schafer (The White Lotus, Just a Girl) e Alexa Demie (Driveways, Licorice Pizza).

Quais polêmicas cercam a série?

Desde sua estreia, Euphoria nunca evitou temas controversos. Sexo, drogas, automutilação e saúde mental são retratados de forma explícita, o que provoca discussões acaloradas sobre os limites da representação dramática.

Organizações conservadoras já criticaram a série por seu conteúdo gráfico, classificando-a como “excessivamente provocativa”. Por outro lado, especialistas em mídia e psicologia defendem que a série tem um papel social ao estimular diálogos sobre temas delicados, como depressão, abuso de substâncias e identidade sexual, especialmente entre pais e adolescentes. A própria Zendaya já alertou sobre a intensidade emocional da narrativa, recomendando atenção do público mais jovem.

O criador Sam Levinson também comentou que a série busca abrir espaço para conversas difíceis, mostrando de forma realista os desafios enfrentados por adolescentes contemporâneos. Essa dualidade — entre choque e reflexão — sempre foi parte do DNA de Euphoria, mas na terceira temporada, alguns críticos apontam que o equilíbrio entre ambos se perdeu.

COMENTE

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui