
Salvar o mundo nunca foi uma tarefa simples, mas em “Alerta Apocalipse” ela ganha contornos caóticos, tensos e surpreendentemente divertidos. O novo filme que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 29 de janeiro, aposta em uma combinação envolvente de ação, suspense, terror e humor, trazendo uma ameaça microscópica capaz de colocar a humanidade inteira em risco. Distribuído pela Imagem Filmes, o longa tem como grandes destaques o carisma de Joe Keery, a presença marcante de Liam Neeson e a força dramática de Georgina Campbell.
Baseado no livro “Contágio” (Cold Storage), lançado em 2019, o filme carrega a assinatura de David Koepp, um dos roteiristas mais experientes e influentes de Hollywood. Responsável por histórias que moldaram o cinema blockbuster moderno, como Jurassic Park, Missão: Impossível, Homem-Aranha e Indiana Jones, Koepp não apenas escreveu o romance original, como também adaptou a história para o cinema e atuou como produtor do projeto. A direção é de Jonny Campbell, que conduz a narrativa com ritmo acelerado e atenção especial à tensão crescente.
A trama se desenrola a partir de um cenário aparentemente comum. Teacake e Naomi, funcionários de um depósito de autoarmazenamento, encaram mais um turno noturno sem grandes expectativas. O local, no entanto, esconde um segredo perigoso: foi construído sobre uma antiga base militar, onde o governo manteve lacrado, por décadas, um fungo parasita extremamente agressivo. Quando esse microrganismo escapa de seu confinamento subterrâneo, o que era rotina se transforma em um pesadelo de proporções globais.
À medida que a temperatura sobe, o fungo se torna ainda mais ativo, espalhando destruição por onde passa. Capaz de controlar o cérebro das vítimas e provocar mutações físicas brutais, a ameaça cresce rapidamente e foge de qualquer tentativa simples de contenção. Percebendo a gravidade da situação, Teacake e Naomi se veem obrigados a agir, mesmo sem preparo algum para lidar com algo dessa magnitude.
É nesse contexto que surge Robert Quinn, interpretado por Liam Neeson. Ex-agente de bioterrorismo, Quinn conhece bem os erros do passado e as decisões irresponsáveis que levaram à existência daquela ameaça. Cínico, experiente e pragmático, ele se torna uma peça fundamental na tentativa de impedir que o fungo provoque a extinção da humanidade. A união improvável entre os três personagens estabelece o coração emocional e narrativo do filme.
Joe Keery entrega um protagonista distante do herói clássico. Teacake é instável, inseguro e carrega um histórico de escolhas erradas. Ainda assim, é justamente sua humanidade imperfeita que o torna interessante. Em meio ao caos, ele é forçado a amadurecer rapidamente, encarando responsabilidades que jamais imaginou assumir. Keery equilibra bem o humor nervoso com momentos de tensão genuína, criando um personagem carismático e vulnerável.
Georgina Campbell interpreta Naomi como uma mulher inteligente, determinada e constantemente pressionada pelas demandas da vida. Dividida entre trabalho, maternidade e estudos, ela representa o senso de urgência e racionalidade dentro do grupo. Sua relação com Teacake começa marcada por conflitos e desconfiança, mas evolui conforme a situação se torna cada vez mais extrema, revelando respeito mútuo e parceria real.
Liam Neeson, por sua vez, adiciona peso dramático e ironia à narrativa. Conhecido por papéis intensos e sisudos, o ator explora aqui um tom mais ácido, sem abrir mão da autoridade que sua presença naturalmente impõe. Quinn funciona como uma ponte entre o passado e o presente, alguém que entende que erros antigos podem cobrar um preço alto demais no futuro.
Embora trate de um possível fim do mundo, “Alerta Apocalipse” não se limita ao terror tradicional. O filme aposta em um tom híbrido, onde o suspense constante convive com situações absurdas e diálogos afiados. O humor surge como uma válvula de escape, aliviando a tensão sem esvaziar a gravidade da ameaça. Essa escolha aproxima o longa de produções que exploram o apocalipse de forma mais irreverente, sem abrir mão do impacto.
Segundo o diretor Jonny Campbell, um dos maiores desafios foi transformar um inimigo invisível em algo visualmente urgente. A solução passa por uma construção cuidadosa de atmosfera, pelo uso preciso do som e por imagens que traduzem o perigo de forma clara para o espectador. O resultado é uma escalada constante de tensão, que mantém o público atento do início ao fim.
O elenco de apoio reforça a força do projeto. O filme conta com nomes como Vanessa Redgrave, vencedora do Oscar, Sosie Bacon, conhecida por seus trabalhos no cinema de terror, além de Lesley Manville e Aaron Heffernan, que ajudam a expandir o universo da narrativa e a dimensão da crise enfrentada.
Lançado internacionalmente sob o título Cold Storage, o longa estreia no Brasil e no México em 29 de janeiro de 2026. Nos Estados Unidos, a chegada aos cinemas acontece em fevereiro, seguida por lançamentos em diversos países da Europa e Oceania. A estratégia de distribuição reforça a ambição global do projeto e sua aposta no apelo do cinema de gênero.
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