
O Globo Repórter desta sexta, 20 de março de 2026, convida o público a uma imersão cultural pelo Vietnã, em uma edição especial que vai além do turismo e se propõe a investigar os hábitos que sustentam a qualidade de vida da população local. Ao longo da reportagem, o programa percorre diferentes regiões do país asiático para mostrar como práticas ancestrais continuam presentes no cotidiano e influenciam diretamente o equilíbrio entre corpo e mente.
A proposta da edição é construir uma reflexão a partir de elementos simples, porém profundamente enraizados na cultura vietnamita. O estilo de vida observado nas comunidades visitadas revela um conjunto de práticas que envolvem movimento constante, alimentação natural, convivência coletiva e uma forte conexão com a natureza. Esses fatores, combinados, ajudam a explicar índices de longevidade e bem-estar que chamam a atenção de pesquisadores e visitantes.
A jornada começa nas regiões montanhosas do norte, próximas à fronteira com a China, onde comunidades vivem de forma integrada ao ambiente. Em Sa Pa, a cerca de 1.500 metros de altitude, o cotidiano é marcado pelo trabalho agrícola e pela cooperação entre famílias. O cultivo do arroz, principal atividade econômica da região, é realizado de maneira tradicional, com técnicas que respeitam o ritmo da natureza e evitam o uso excessivo de industrialização.
Nesse cenário, o esforço físico faz parte da rotina desde cedo. Caminhar por trilhas íngremes, cuidar das plantações e participar das atividades coletivas não são vistos como tarefas isoladas, mas como parte de um modo de vida. A alimentação também reflete essa relação direta com a terra, baseada em produtos frescos, colhidos diariamente e preparados de forma simples.
Ao seguir para a capital Hanói, o programa apresenta um contraste entre tradição e modernidade. Com cerca de 8 milhões de habitantes, a cidade pulsa em ritmo acelerado, marcada pelo intenso fluxo de motos, bicicletas e carros. Ainda assim, práticas culturais antigas continuam presentes no cotidiano urbano.
Nas ruas, vendedores utilizam métodos tradicionais de transporte de mercadorias, carregando alimentos em estruturas equilibradas nos ombros, prática herdada das zonas rurais. Em meio ao cenário dinâmico, a alimentação segue sendo um ponto central. Mercados e feiras oferecem ingredientes frescos, enquanto a culinária local prioriza o equilíbrio nutricional e o uso de ervas naturais.
Outro aspecto relevante observado na capital é a presença da medicina tradicional. Conhecimentos transmitidos ao longo de gerações continuam sendo utilizados por grande parte da população, que recorre a ervas, raízes e infusões tanto para prevenção quanto para tratamento de doenças. Essa abordagem reforça uma visão integrada do corpo, em que saúde física e equilíbrio emocional caminham juntos.
A viagem avança para o litoral central, onde a equipe chega a Da Nang. Na região, a reportagem destaca a formação de Ngu Hanh Son, conjunto de cinco montanhas que possuem forte significado simbólico. Associadas a elementos da filosofia oriental, essas formações representam a conexão entre natureza, espiritualidade e existência humana.
Nos templos budistas instalados no local, a prática da contemplação e da meditação reforça a importância da mente no equilíbrio geral do indivíduo. A espiritualidade, nesse contexto, não aparece como elemento isolado, mas como parte integrante da vida cotidiana, influenciando comportamentos, decisões e a forma como as pessoas lidam com desafios.
A última etapa da viagem leva o público a Hoi An, cidade histórica que preserva características de um passado marcado pelo comércio internacional. Conhecida por suas lanternas e arquitetura tradicional, a região mantém vivas práticas culturais que atravessaram séculos.
Hoi An foi, durante muito tempo, um importante ponto de conexão entre diferentes partes do mundo, integrando rotas comerciais que ajudaram a moldar sua identidade. Hoje, além de destino turístico, a cidade continua sendo um centro de produção artesanal, especialmente na fabricação de tecidos e peças em seda. A continuidade dessas atividades evidencia a valorização do conhecimento tradicional e da transmissão de saberes entre gerações.
Ao longo da reportagem, o Globo Repórter constrói um panorama que vai além da observação superficial. O programa propõe uma reflexão sobre como hábitos cotidianos podem influenciar diretamente a saúde e o bem-estar. Em contraste com rotinas marcadas pelo estresse e pela pressa, o modelo apresentado valoriza a simplicidade, a presença e o equilíbrio.
A convivência comunitária surge como um dos pilares desse estilo de vida. Em diferentes regiões, a relação entre vizinhos e familiares é baseada na colaboração e no compartilhamento, criando redes de apoio que impactam positivamente a saúde emocional.
Outro ponto central é a relação com a natureza. Seja no cultivo de alimentos, na prática de atividades físicas ao ar livre ou na valorização de espaços naturais, o ambiente desempenha papel fundamental na construção de uma vida mais equilibrada.

























