
Esqueça a aventura leve, os alívios cômicos e as perseguições mirabolantes. A nova aposta da Universal Pictures para um de seus monstros mais icônicos promete seguir por um caminho bem mais sombrio. Maldição da Múmia, dirigido e escrito por Lee Cronin, acaba de ganhar um novo trailer e deixa claro que esta versão não quer ser apenas mais uma releitura, mas sim uma experiência sufocante, emocional e perturbadora. Conhecido por comandar o brutal A Morte do Demônio: A Ascensão, Cronin agora mergulha em uma história que mistura desaparecimento, luto e forças ancestrais que talvez nunca devessem ter sido despertadas. A estreia está marcada para 16 de abril de 2026 nos cinemas, e o clima é de expectativa alta, especialmente entre os fãs de terror mais intenso.
A premissa já começa forte: a filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar qualquer vestígio. Nenhuma pista concreta, nenhum corpo, nenhuma explicação. Só areia, silêncio e uma família devastada. O tempo passa — oito anos, para ser exato — e a dor não desaparece, apenas muda de forma. Até que o impossível acontece: a garota reaparece, viva, sem grandes explicações e aparentemente intacta. O reencontro, que deveria ser emocionante, rapidamente ganha contornos estranhos. Há algo diferente nela. Pequenos gestos fora do lugar, um olhar distante demais, um comportamento que não combina com alguém que passou quase uma década desaparecida. É nesse ponto que o filme vira a chave: o que parecia um milagre começa a soar como maldição.
Quem cresceu assistindo à trilogia iniciada com A Múmia, estrelada por Brendan Fraser, lembra do tom divertido, cheio de ação e romance, uma mistura de aventura arqueológica com fantasia sobrenatural. Já a tentativa de reinício com A Múmia, protagonizada por Tom Cruise, buscou modernizar o conceito e criar um universo compartilhado de monstros, mas dividiu opiniões. Agora, Lee Cronin parece ter entendido algo essencial: talvez a múmia funcione melhor quando o foco não está na aventura, mas no medo. Em vez de batalhas grandiosas e cenas espalhafatosas, Maldição da Múmia aposta em um terror mais íntimo, em que a ameaça não está apenas nas sombras do deserto, mas dentro da própria casa da família, tornando tudo ainda mais desconfortável.
O elenco reforça esse peso dramático. Jack Reynor interpreta o pai jornalista, um homem consumido pela culpa e pela obsessão em entender o que realmente aconteceu no passado; ele não quer apenas a filha de volta, ele precisa de respostas. Laia Costa vive a mãe dividida entre confiar no instinto materno ou admitir que há algo errado diante de seus olhos. Já Veronica Falcon surge como uma figura misteriosa ligada ao deserto e possivelmente às origens da maldição, carregando uma presença enigmática que sugere segredos atravessando gerações. O trio promete sustentar o lado emocional da trama, algo que Cronin já mostrou saber explorar com intensidade.
Tudo indica que esta nova versão do monstro clássico quer resgatar o terror das origens, quando a Universal consolidou suas criaturas como símbolos de maldição, obsessão e eternidade distorcida. Aqui, a proposta parece dialogar com essa tradição ao brincar com a ideia de que mexer com o passado pode trazer consequências devastadoras. E talvez o aspecto mais inquietante da história seja a dúvida constante que ecoa na mente dos pais: essa é realmente nossa filha? Quando o horror nasce da incerteza, ele se torna ainda mais perturbador.
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