Os amantes do cinema de terror já têm um novo motivo para contar os dias no calendário. A Warner Bros. Pictures divulgou nesta domingo, 12, o primeiro teaser trailer de “Maldição da Múmia”, novo longa de horror dirigido por Lee Cronin, cineasta que vem se consolidando como um dos nomes mais interessantes do gênero contemporâneo. Com estreia marcada para 15 de abril de 2026 nos Estados Unidos e 16 de abril de 2026 no Brasil, o filme chegará aos cinemas nacionais também em salas IMAX, prometendo uma experiência intensa, sombria e profundamente inquietante.

Desde os primeiros segundos do teaser, fica claro que “Maldição da Múmia” não pretende seguir caminhos óbvios. O vídeo aposta mais na sugestão do que na exposição direta do horror, criando uma atmosfera de angústia crescente, marcada por silêncios incômodos, imagens fragmentadas e uma sensação constante de ameaça invisível. É um convite para o espectador mergulhar em um terror psicológico que, aos poucos, se transforma em algo muito mais visceral.

O filme parte de um dos arquétipos mais clássicos do terror, o mito da múmia, mas o reinventa sob uma ótica moderna e emocional. A história acompanha uma família marcada por uma perda irreparável: a filha desapareceu misteriosamente no deserto há oito anos e foi dada como morta. Quando ela retorna de forma inesperada, trazendo consigo marcas físicas e emocionais difíceis de explicar, o que deveria ser um reencontro milagroso rapidamente se transforma em um pesadelo. Aos poucos, os familiares percebem que algo profundamente errado voltou junto com ela — algo antigo, violento e impossível de controlar.

Lee Cronin, conhecido por seu domínio da tensão e pelo uso criativo do espaço e do silêncio, descreve o longa como uma mistura improvável, porém instigante, de “Poltergeist” e “Se7en – Os Sete Crimes Capitais”. Essa combinação sugere um terror que não se limita a sustos pontuais, mas que constrói um clima opressivo, explorando tanto o sobrenatural quanto o horror psicológico e moral. O foco não está apenas na criatura ou na maldição em si, mas no impacto que ela causa nas relações humanas, nos segredos familiares e na fragilidade emocional dos personagens.

O elenco reforça a ambição do projeto. Jack Reynor, que chamou atenção internacional em Midsommar, interpreta o pai da família, um homem consumido pela culpa e pela esperança contraditória de ter a filha de volta. Laia Costa, elogiada por performances intensas em produções europeias como Un Amor, vive a mãe, dividida entre o instinto de proteção e o medo crescente de que aquela jovem não seja mais a criança que perdeu. May Calamawy, conhecida do grande público por Cavaleiro da Lua, assume um papel central na trama, trazendo força emocional e complexidade a uma personagem envolvida diretamente nos mistérios da maldição.

O elenco ainda conta com Veronica Falcón (A Milhões de Quilômetros), Natalie Grace (1923), May Elghety, Shylo Molina e Billie Roy, formando um grupo diverso que ajuda a dar profundidade à narrativa. A presença de atores com experiências tão distintas sugere um filme que dialoga com diferentes culturas e referências, algo que combina com a própria origem do mito da múmia, tradicionalmente associado a histórias ancestrais e maldições antigas.

Nos bastidores, “Maldição da Múmia” reúne alguns dos nomes mais influentes do terror atual. James Wan (Invocação do Mal, Jogos Mortais) e Jason Blum (Corra!, Atividade Paranormal) assinam a produção, ao lado de John Keville, garantindo um equilíbrio entre terror autoral e apelo comercial. A supervisão criativa fica por conta de Atomic Monster, com Alayna Glasthal acompanhando o projeto, o que reforça a expectativa de um filme tecnicamente sofisticado e narrativamente ousado. Como produtores executivos, estão Michael Clear, Judson Scott e Macdara Kelleher, nomes já associados a projetos de grande impacto no gênero.

Diferente das versões clássicas da múmia no cinema, marcadas por aventuras grandiosas ou monstros mais explícitos, o novo longa parece apostar em uma abordagem mais íntima e perturbadora. O terror surge do desconhecido, da quebra da lógica natural e da sensação de que forças antigas não deveriam ser despertadas. A maldição, aqui, não é apenas física ou sobrenatural, mas também emocional, corroendo lentamente a confiança, o amor e a sanidade dos personagens.

Outro ponto que chama atenção é a escolha do deserto como elemento central da narrativa. O cenário, tradicionalmente associado ao isolamento, à morte e ao esquecimento, funciona como uma extensão do estado emocional da família. O retorno da filha não simboliza apenas a quebra de uma ordem natural, mas também o desenterrar de traumas que nunca foram realmente superados. O filme parece explorar com sensibilidade essa linha tênue entre luto, esperança e negação.

Com estreia marcada para abril de 2026, “Maldição da Múmia” já desponta como um dos títulos de terror mais aguardados do ano. A decisão de lançá-lo também em IMAX reforça a confiança do estúdio na força visual e sonora da produção, apostando em uma experiência imersiva que potencializa o medo e a tensão.

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Esdras Ribeiro
Além de fundador e editor-chefe do Almanaque Geek, Esdras também atua como administrador da agência de marketing digital Almanaque SEO. É graduado em Publicidade pela Estácio e possui formação técnica em Design Gráfico e Webdesign, reunindo experiência nas áreas de comunicação, criação visual e estratégias digitais.

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