Se alguém achou que o tempo suavizaria a relação entre Andy Sachs e Miranda Priestly, o primeiro clipe de O Diabo Veste Prada 2 chega justamente para provar o contrário. Divulgado nesta sexta-feira, 12 de abril, o material inédito já caiu nas redes como combustível para fãs que aguardam há anos por uma continuação, e pelo visto, a dinâmica que virou marca registrada do clássico segue intacta: tensão no olhar, respostas afiadas e aquele clima de que nunca é o suficiente. Abaixo, confira o vídeo:

 
 
 
 
 
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A prévia entrega pouco em termos de enredo, mas diz muito com o que não precisa ser explicado. Andy, mais madura e aparentemente segura de si, encara novamente a figura dominante de Miranda, que continua exercendo controle com uma simples troca de palavras. Interpretadas por Anne Hathaway e Meryl Streep, respectivamente, as personagens mostram que o embate que conquistou o público em 2006 não envelheceu, apenas ganhou novas camadas.

O novo longa é sequência direta de O Diabo Veste Prada, produção que saiu das páginas de um best-seller para virar um fenômeno cultural dentro e fora do cinema. Agora, a história avança no tempo e revisita esse universo em um cenário completamente diferente, onde a moda não dita regras sozinha e a influência digital redesenha o jogo de poder.

A direção continua nas mãos de David Frankel, o que já indica uma preocupação em manter a identidade visual e narrativa do original. O roteiro é assinado novamente por Aline Brosh McKenna, desta vez inspirado no livro A Vingança Veste Prada, escrito por Lauren Weisberger. A adaptação, no entanto, promete não ser uma cópia direta da obra literária, apostando em uma abordagem mais atualizada e conectada com o momento presente.

E quando o assunto é elenco, o retorno é praticamente um presente para quem cresceu assistindo ao primeiro filme. Além de Hathaway e Streep, Emily Blunt volta como Emily Charlton, possivelmente ainda mais ácida e estratégica do que antes. Stanley Tucci retorna como Nigel, trazendo aquele olhar crítico e ao mesmo tempo acolhedor que virou um dos pontos altos da história original.

Também estão confirmados Tracie Thoms e Tibor Feldman, mantendo a base do universo já conhecido. Entre as novidades, nomes como Kenneth Branagh, interpretando o marido de Miranda, e Simone Ashley, reforçam a ideia de que o filme vai além da redação da revista e expande a vida pessoal dos personagens. Justin Theroux também entra em cena como o marido de Emily, indicando que a sequência deve explorar novas dinâmicas fora do ambiente profissional.

Curiosamente, “O Diabo Veste Prada 2” é um daqueles projetos que ninguém realmente esperava que fossem sair do papel. Durante anos, a possibilidade de continuação parecia distante, principalmente porque tanto Meryl Streep quanto Anne Hathaway já haviam sinalizado que não tinham interesse em revisitar a história sem um motivo realmente forte. Não era só questão de nostalgia, precisava fazer sentido.

Esse motivo começou a ganhar forma com o lançamento do livro sequência em 2013, mas ainda assim levou mais de uma década para a indústria decidir apostar de verdade na ideia. Foi só em 2024 que a Walt Disney Studios, através da 20th Century Studios, deu sinal verde para o desenvolvimento do filme. A partir daí, o retorno da equipe original foi essencial para transformar o projeto em algo concreto.

O timing também não é aleatório. Em uma era dominada por influenciadores, algoritmos e tendências que nascem e morrem em questão de horas, revisitar o universo de Miranda Priestly é quase um comentário sobre como o poder se transforma, mas não desaparece. A diferença é que agora ele pode vir tanto de uma editora lendária quanto de um perfil com milhões de seguidores.

E é justamente aí que o filme parece encontrar seu novo fôlego. Andy não deve mais ser aquela recém-formada tentando sobreviver no primeiro emprego. Existe uma expectativa de que ela esteja em outro nível da carreira, talvez até em posição de confronto direto com o tipo de liderança que um dia a intimidou. Já Miranda, pelo que o clipe sugere, continua sendo o padrão a ser batido, ou temido.

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