A Sessão da Tarde desta segunda, 2 de março, traz uma comédia repleta de ação, carisma e muito brilho. A clássica faixa vespertina apresenta Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa, sequência estrelada por Sandra Bullock que conquistou o público ao misturar universo policial com concursos de beleza e situações completamente improváveis.

Lançado originalmente como Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, o longa dá continuidade à história da agente do FBI Gracie Hart. Depois de impedir um atentado durante o concurso Miss Estados Unidos no primeiro filme, Gracie se torna uma celebridade nacional. O problema é que a fama atrapalha — e muito — sua vida como agente secreta. Agora conhecida do grande público, ela já não consegue mais trabalhar infiltrada.

Para aproveitar a popularidade repentina, o FBI decide transformá-la na nova “cara” oficial da agência. Em vez de perseguir criminosos, Gracie passa a circular por programas de televisão, dar entrevistas e até oferecer dicas de moda. A agente durona que mal sabia usar salto alto se vê, de repente, promovendo sua imagem em atrações como Live with Regis and Kelly e The Oprah Winfrey Show, além de divulgar seu próprio livro.

Se no início ela resiste à nova função, aos poucos começa a gostar da atenção. O problema é que nem todos levam essa transformação a sério. Dentro da própria corporação, Gracie ganha o apelido irônico de “Barbie do FBI”, especialmente por parte de sua nova parceira, a agente Sam Fuller, interpretada por Regina King. Sam é transferida de Chicago para Nova York e designada como guarda-costas de Gracie — uma missão que nenhuma das duas recebe com entusiasmo.

A tensão entre elas é imediata. Sam é prática, séria e pouco paciente com o estrelismo involuntário da colega. Já Gracie ainda tenta equilibrar sua essência de agente com a nova rotina glamourosa. A relação começa marcada por atritos, mas a dinâmica entre as duas é um dos pontos altos do filme, trazendo diálogos afiados e situações cômicas que exploram o contraste de personalidades.

A história ganha novo rumo quando Cheryl Frazier, atual Miss Estados Unidos e amiga de Gracie, e o apresentador Stan Fields são sequestrados em Las Vegas. Mesmo contra as ordens do FBI, que não quer arriscar perder sua “mascote”, Gracie decide agir. Oficialmente, ela viaja à cidade para participar de uma conferência de imprensa, acompanhada por Sam. Extraoficialmente, está determinada a resolver o caso.

A investigação leva a dupla a ambientes inusitados, incluindo um clube drag onde precisam improvisar uma performance musical para conseguir informações. A sequência, que envolve interpretações inspiradas em Tina Turner e uma personagem caracterizada como Dolly Parton, é um dos momentos mais divertidos do longa e reforça o tom leve da produção.

Dirigido por John Pasquin, o filme aposta na mistura de comédia física, situações absurdas e uma trama policial relativamente simples, mas eficiente para sustentar o ritmo. Embora não tenha repetido o mesmo impacto cultural do primeiro filme, a sequência mantém o carisma de Sandra Bullock como seu principal trunfo. A atriz consegue equilibrar vulnerabilidade, humor e ação, tornando Gracie uma personagem fácil de torcer.

Com orçamento de aproximadamente 60 milhões de dólares e arrecadação superior a 100 milhões mundialmente, o longa mostrou desempenho modesto nas bilheterias, mas consolidou seu espaço na televisão aberta, tornando-se presença frequente em sessões da tarde e maratonas de comédia.

Na terça, 3 de março, a emissora apresenta o emocionante drama Father Stu, exibido no Brasil com o título “Luta Pela Fé: A História do Padre Stu”. Inspirado em fatos reais, o longa acompanha a trajetória intensa e transformadora de Stuart Long, um homem que saiu dos ringues de boxe para os púlpitos da Igreja Católica, marcando a vida de muitas pessoas com sua fé e perseverança.

Estrelado por Mark Wahlberg, o filme apresenta Stuart como um jovem de temperamento forte, determinado e acostumado a enfrentar desafios físicos. Sua carreira como boxeador, no entanto, é interrompida de forma abrupta após uma lesão séria, obrigando-o a abandonar o esporte que sempre definiu sua identidade. Sem saber exatamente qual caminho seguir, Stu decide tentar a sorte como ator e se muda para Los Angeles em busca de novas oportunidades.

É nesse período de incertezas que ele conhece Carmen, interpretada por Teresa Ruiz, uma professora católica dedicada e de fé inabalável. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente com a intenção de se aproximar. O que começa como um gesto motivado por interesse amoroso logo se transforma em algo muito mais profundo.

Um grave acidente de moto muda completamente o rumo de sua vida. Confrontado com a fragilidade da própria existência, Stuart passa a refletir sobre seus erros, seus impulsos e o vazio que sente apesar de toda a postura confiante que sempre exibiu. A experiência traumática funciona como um divisor de águas, despertando nele um chamado espiritual inesperado.

A decisão de se tornar padre não é simples. Stu carrega um histórico de brigas, orgulho e comportamentos autodestrutivos que entram em choque com a imagem tradicional de um sacerdote. Seu pai, vivido por Mel Gibson, representa parte dessa resistência, refletindo conflitos familiares e emocionais mal resolvidos. A mãe, interpretada por Jacki Weaver, também enfrenta o desafio de entender a transformação do filho.

Dirigido por Rosalind Ross, o filme aposta em uma narrativa direta e emocional, explorando não apenas a fé, mas também as falhas humanas. “Luta Pela Fé” não retrata Stuart como um homem perfeito após sua conversão. Pelo contrário, mostra que sua personalidade intensa continua presente, agora canalizada para defender aquilo em que acredita. Sua franqueza e linguagem simples aproximam fiéis e pessoas afastadas da religião, tornando-o um padre pouco convencional, mas profundamente autêntico.

Outro ponto marcante da história é a batalha de Stu contra uma doença degenerativa que surge posteriormente, limitando seus movimentos e impondo novas provações físicas. Para alguém que construiu sua identidade na força do corpo, enfrentar a fragilidade se torna mais um teste de fé. Ainda assim, ele transforma o sofrimento em instrumento de conexão com aqueles que também enfrentam dores e desafios.

Com orçamento modesto de cerca de 4 milhões de dólares e arrecadação superior a 20 milhões mundialmente, o longa encontrou seu público principalmente pela força de sua mensagem e pela curiosidade em torno da história real de Stuart Long, que viveu entre 1963 e 2014. Mark Wahlberg, que também produziu o filme, demonstra envolvimento pessoal com o projeto, entregando uma atuação comprometida, marcada por intensidade e vulnerabilidade.

Nesta quarta, 4 de março, o grande destaque é a comédia brasileira Tire 5 Cartas. Estrelado por Lilia Cabral e Stepan Nercessian, o filme entrega uma história leve, espirituosa e cheia de personalidade, daquelas que misturam risadas com um toque de emoção e identidade cultural.

No centro da trama está Fátima, uma mulher de 60 anos que já viveu grandes sonhos e algumas decepções. Anos atrás, ela deixou São Luís, no Maranhão, decidida a conquistar o Rio de Janeiro com sua voz. Queria ser cantora, brilhar nos palcos, ouvir aplausos. Mas a vida, como costuma acontecer, seguiu por outro caminho. O sucesso não veio, as oportunidades não se concretizaram e ela precisou se reinventar.

É aí que surge sua nova versão: Fátima, a taróloga. Sentada diante de uma mesa cheia de cartas e símbolos místicos, ela atende clientes aflitos em busca de respostas sobre amor, dinheiro e futuro. Só que existe um pequeno detalhe que torna tudo ainda mais divertido. Suas previsões não vêm exatamente de um dom sobrenatural. Com a ajuda do marido Lindoval, ela pesquisa a vida dos clientes nas redes sociais antes das consultas e transforma informações simples em “revelações” surpreendentes.

Lindoval é cúmplice em todos os sentidos. Interpretado por Stepan Nercessian, ele é um eterno apaixonado pela música e faz cover de Sidney Magal, mantendo viva, de forma bem-humorada, a ligação do casal com o universo artístico. Entre figurinos extravagantes e apresentações cheias de charme, ele representa o parceiro fiel que embarca nas loucuras da esposa sem pensar duas vezes.

A rotina de pequenas armações e consultas místicas sai do controle quando um anel valioso aparece misteriosamente na casa de Fátima. Sem saber como a joia foi parar ali, ela e Lindoval acabam se envolvendo em uma confusão perigosa com criminosos interessados no objeto. De repente, a vida tranquila dá lugar a uma fuga às pressas.

O destino os leva de volta ao Maranhão. O retorno à terra natal não é apenas uma estratégia para despistar os bandidos, mas também um reencontro com o passado. Lá, Fátima descobre que herdou um antigo casarão da família e precisa lidar com a irmã, com quem mantém uma relação marcada por distâncias e ressentimentos antigos. O que começa como uma fuga se transforma em uma oportunidade inesperada de reconciliação e recomeço.

O grande charme do filme está justamente nessa mistura de comédia e humanidade. Fátima é exagerada, dramática, cheia de frases de efeito e segurança quando fala do destino alheio. Mas, no fundo, carrega frustrações e medos como qualquer pessoa. Ela passou a vida tentando prever o futuro dos outros, mas nunca conseguiu antecipar os próprios tropeços.

A direção de Diego Freitas aposta em um humor caloroso, valorizando as raízes maranhenses e a cultura local. A cidade, os costumes e os personagens secundários ajudam a dar textura à história, tornando o filme mais do que uma simples comédia de situação.

Lilia Cabral brilha ao construir uma protagonista intensa e carismática. Sua Fátima é ao mesmo tempo engraçada e vulnerável. O público ri de suas armações, mas também se identifica com seus sonhos interrompidos e com a necessidade de encontrar um novo sentido para a própria vida. A química com Stepan Nercessian reforça o tom leve da narrativa, criando momentos de cumplicidade que aquecem a tela.

Na Sessão da Tarde de quinta, 4 de março, a emissora apresenta a versão moderna de Annie, musical inspirado no clássico da Broadway que conquistou gerações. Colorido, atual e embalado por novas canções, o longa traz uma releitura contemporânea da história da órfã mais otimista do cinema.

Na trama, conhecemos Annie, vivida por Quvenzhané Wallis, uma garota esperta e cheia de esperança que vive em um orfanato no Brooklyn. Apesar das dificuldades e da rotina dura imposta pela senhora Hannigan, Annie mantém um olhar positivo sobre o mundo. Seu maior sonho é reencontrar os pais biológicos, que um dia prometeram voltar para buscá-la.

A responsável pelo orfanato é a amarga senhorita Hannigan, interpretada por Cameron Diaz. Diferente das vilãs tradicionais, esta versão aposta em um tom mais cômico e exagerado. Hannigan é desorganizada, sarcástica e claramente frustrada com a própria vida, o que acaba rendendo momentos divertidos ao longo do filme.

O rumo da história muda quando Annie cruza o caminho de Will Stacks, um empresário bilionário e candidato à prefeitura de Nova York, vivido por Jamie Foxx. Após salvá-la de um acidente em plena rua, Stacks percebe que o gesto pode render bons pontos em sua campanha eleitoral. A ideia de acolher Annie temporariamente surge como uma estratégia de marketing, cuidadosamente planejada por sua equipe.

O que começa como uma jogada política vai, aos poucos, se transformando em algo mais sincero. Na luxuosa mansão de Stacks, Annie conquista os funcionários, especialmente Grace, sua dedicada assistente, e começa a quebrar as barreiras emocionais do empresário. Acostumado a viver cercado de números, metas e compromissos, ele se vê diante da espontaneidade e da doçura da menina.

Dirigido por Will Gluck, o filme transporta a história clássica para a Nova York contemporânea, com celulares, redes sociais e estratégias políticas modernas. A produção apostou em uma trilha sonora renovada, com participação de Jay-Z como produtor musical, trazendo novas versões para canções icônicas como “Tomorrow”.

A trajetória do longa até as telas também passou por mudanças. Inicialmente anunciado em 2011, o projeto teria Will Smith e Jay-Z como produtores, e a jovem Willow Smith cotada para viver a protagonista. Com o tempo, o elenco e a direção foram redefinidos até chegar à versão final lançada nos cinemas.

Com orçamento estimado em 65 milhões de dólares e arrecadação global superior a 130 milhões, o filme encontrou seu público principalmente entre famílias e fãs de musicais leves. Embora tenha dividido opiniões da crítica, conquistou espaço como entretenimento despretensioso e acessível.

O coração da história continua sendo a força do otimismo infantil. Annie representa aquela capacidade rara de acreditar que dias melhores virão, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Sua presença ilumina ambientes, transforma relações e faz com que adultos endurecidos revisitem sentimentos esquecidos.

Para fechar a semana com emoção, a Globo exibe o tocante drama The Art of Racing in the Rain, conhecido no Brasil como “Meu Amigo Enzo”. Baseado no livro homônimo de Garth Stein, o filme acompanha a trajetória do piloto Denny Swift, interpretado por Milo Ventimiglia. Ambicioso e talentoso nas pistas, Denny vive em busca de seu espaço no automobilismo profissional. Mas, longe dos autódromos, sua maior corrida é equilibrar sonhos, família e desafios inesperados.

Tudo começa quando ele adota um filhote carismático chamado Enzo. O cão, que ganha voz na narração de Kevin Costner, não é apenas um companheiro de quatro patas. Ele se torna observador atento da vida humana, refletindo sobre sentimentos, escolhas e aprendizados com uma sensibilidade que surpreende.

Enzo cresce ao lado de Denny e acompanha cada fase de sua vida. Quando o piloto conhece Eve, vivida por Amanda Seyfried, o cachorro também passa a fazer parte dessa nova dinâmica familiar. O relacionamento floresce, o casal constrói uma vida juntos e a chegada da pequena Zoe transforma a casa em um lar ainda mais completo.

Mas, assim como nas corridas, a vida traz curvas perigosas. Problemas de saúde, conflitos familiares e batalhas judiciais colocam Denny à prova de maneiras que ele jamais imaginou. Em meio às dificuldades, Enzo permanece firme, observando tudo com a esperança de que seu dono consiga aplicar nas adversidades as mesmas técnicas que usa nas pistas: foco, paciência e coragem.

O grande diferencial do filme é justamente essa perspectiva canina. Enzo acredita que, ao compreender profundamente os humanos, poderá evoluir espiritualmente e, quem sabe, voltar em outra vida como uma pessoa. Suas reflexões sobre amor, perda e persistência dão à narrativa um tom poético e delicado.

Dirigido por Simon Curtis, o longa aposta em uma fotografia sensível e em cenas de corrida que contrastam com momentos intimistas dentro de casa. O roteiro equilibra drama familiar com a paixão pelo automobilismo, mostrando que a verdadeira vitória nem sempre acontece sob aplausos, mas sim nas pequenas escolhas diárias.

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