
A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, leva ao ar um dos filmes mais emblemáticos do cinema romântico contemporâneo: “Podres de Ricos”. Lançado em 2018, o longa conquistou público e crítica ao unir uma história de amor clássica com um olhar moderno sobre identidade cultural, conflitos familiares e desigualdade social, tudo ambientado em um universo de luxo exuberante na Ásia. Dirigido por Jon M. Chu (Em um Bairro de Nova York, As Panteras), o filme se tornou um verdadeiro fenômeno cultural e um marco de representatividade em Hollywood.
A trama acompanha Rachel Chu (Constance Wu, de Fresh Off the Boat e Golpistas do Ano), uma professora de economia da Universidade de Nova York que leva uma vida simples, focada na carreira e no relacionamento estável com o namorado Nick Young (Henry Golding, de Magnatas do Crime e Último Natal). O casal vive um romance discreto até o momento em que Nick convida Rachel para acompanhá-lo a Singapura, onde será padrinho no casamento de seu melhor amigo. O que parecia apenas uma viagem romântica logo se transforma em um choque cultural quando Rachel descobre que a família de Nick está entre as mais ricas e poderosas da Ásia — e que ele é um dos solteiros mais desejados do país.
Ao chegar a Singapura, Rachel se vê cercada por mansões luxuosas, festas extravagantes e um estilo de vida quase inacreditável. Porém, o verdadeiro desafio surge no convívio com a família de Nick, especialmente com sua mãe, Eleanor Young, interpretada com elegância e intensidade por Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo). Eleanor representa os valores tradicionais, a importância do legado familiar e a crença de que apenas alguém “à altura” da linhagem dos Young pode estar ao lado de seu filho. Para ela, Rachel — independente, americana e de origem simples — não se encaixa nesse ideal.
O filme constrói esse conflito de forma gradual, explorando as tensões entre tradição e modernidade, amor e dever, individualidade e expectativas familiares. Rachel passa a ser alvo de olhares julgadores, comentários maldosos e armadilhas sociais, especialmente de outras mulheres da alta sociedade que enxergam nela uma ameaça. Mesmo assim, ela tenta manter sua dignidade e autenticidade, questionando até que ponto vale a pena lutar por um relacionamento que parece exigir o sacrifício de quem ela é.
Além do casal protagonista, “Podres de Ricos” se destaca por seu elenco carismático e bem construído. Awkwafina (A Despedida) rouba cenas como Peik Lin, a melhor amiga extravagante e leal de Rachel, responsável por boa parte do humor do filme. Já Gemma Chan (Eternos) vive Astrid, prima de Nick, uma mulher aparentemente perfeita que esconde frustrações e problemas em seu casamento, oferecendo um contraponto emocional importante à narrativa principal. Esses personagens ajudam a ampliar o olhar do filme sobre diferentes tipos de pressão enfrentadas dentro daquele universo de privilégios.
Baseado no best-seller homônimo de Kevin Kwan, publicado em 2013, o longa foi lançado pela Warner Bros. Pictures em agosto de 2018 e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 238 milhões em todo o mundo. Mais do que números, o filme entrou para a história como o primeiro longa de um grande estúdio de Hollywood, desde O Clube da Felicidade e da Sorte (1993), a apresentar um elenco majoritariamente asiático-americano em uma narrativa contemporânea. Esse feito teve impacto direto na indústria, abrindo portas para novas histórias e vozes até então pouco representadas no cinema mainstream.
A recepção crítica também foi positiva, com elogios ao charme da direção, ao figurino luxuoso, à trilha sonora marcante e, principalmente, às atuações, em especial a de Michelle Yeoh, frequentemente citada como o coração emocional do filme. “Podres de Ricos” equilibra o tom leve da comédia romântica com reflexões mais profundas sobre pertencimento, imigração, preconceito e o peso das raízes culturais.
Outro ponto alto do filme é o cuidado visual. As locações em Singapura e na Malásia transformam a produção em um verdadeiro espetáculo estético, com palácios, resorts e eventos grandiosos que reforçam o contraste entre o mundo de Rachel e o da família Young. Ao mesmo tempo, o roteiro evita glorificar cegamente o luxo, mostrando que, por trás da riqueza extrema, existem dores, inseguranças e conflitos tão humanos quanto os de qualquer outra pessoa.
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