Na tarde deste domingo, 4 de janeiro, a Globo aposta alto na faixa Campeões de Bilheteria e exibe Avatar, um daqueles filmes que quase todo mundo já ouviu falar — e que, mesmo anos depois, ainda impressiona. Lançado em 2009 e dirigido por James Cameron, o longa virou um verdadeiro divisor de águas no cinema, tanto pela história quanto pelo espetáculo visual que entregou ao público.

A trama nos leva até Pandora, um planeta (ou melhor, uma lua) completamente fora do comum, cheio de cores vibrantes, criaturas exóticas e uma natureza que parece viva o tempo todo. É lá que vivem os Na’vi, um povo que mantém uma ligação profunda com o ambiente ao redor e encara a vida de forma totalmente diferente dos humanos. O problema começa quando a humanidade decide explorar Pandora em busca de recursos valiosos, pouco se importando com quem já vive ali.

Para conseguir circular pelo planeta sem morrer por causa da atmosfera tóxica, os humanos criam os chamados avatares: corpos híbridos, controlados à distância. É assim que Jake Sully entra em cena. Ex-fuzileiro naval e paraplégico, ele aceita a missão achando que será apenas mais um trabalho. Só que tudo muda quando ele passa a conviver com os Na’vi e conhece Neytiri, que o apresenta à cultura, às crenças e à força daquele povo.

O que começa como uma missão militar logo vira um grande conflito interno. Jake se vê dividido entre cumprir ordens ou proteger Pandora, um lugar que passa a significar liberdade, pertencimento e até amor. A jornada do personagem é um dos pontos altos do filme, misturando ação, romance e uma boa dose de reflexão sobre ganância, colonialismo e respeito à natureza.

Mas Avatar não ficou famoso só pela história. O filme chocou o mundo pelo visual. James Cameron esperou anos até ter tecnologia suficiente para fazer tudo do jeito que imaginava, e o resultado foi um espetáculo que popularizou o 3D no cinema e elevou o nível dos efeitos visuais. Na época, parecia que o público estava realmente “entrando” em Pandora.

O sucesso foi gigantesco. O filme quebrou recordes de bilheteria, se tornou o mais lucrativo da história por anos e ainda voltou ao topo com relançamentos. Ganhou prêmios importantes, foi indicado ao Oscar e até hoje é lembrado como um marco da cultura pop. Claro, também surgiram polêmicas e acusações de plágio, mas nada disso diminuiu o impacto que Avatar teve — e ainda tem.

Avatar: Fogo e Cinzas amplia o universo de Pandora e eleva a franquia a um novo patamar

Depois de anos de espera, tecnologia inédita e expectativas altíssimas, Avatar: Fogo e Cinzas finalmente chegou aos cinemas e prova que James Cameron continua disposto a ir além dos limites do cinema. Lançado em dezembro de 2025, o longa é o terceiro capítulo da franquia Avatar e dá sequência direta aos eventos de Avatar: O Caminho da Água (2022), aprofundando ainda mais o mundo de Pandora — agora com tons mais sombrios, intensos e emocionalmente complexos.

Dirigido por James Cameron, que também assina o roteiro ao lado de Rick Jaffa e Amanda Silver, o filme traz uma história construída ao longo de anos, pensada em conjunto com Josh Friedman e Shane Salerno. Produzido pela Lightstorm Entertainment e distribuído pela 20th Century Studios, Fogo e Cinzas deixa claro que essa saga sempre foi planejada como algo grandioso, tanto em escala quanto em ambição narrativa.

No elenco, o público reencontra rostos já conhecidos e queridos da franquia. Sam Worthington volta como Jake Sully, enquanto Zoë Saldaña retoma o papel de Neytiri. Também retornam Stephen Lang, Sigourney Weaver, Kate Winslet, Cliff Curtis e Giovanni Ribisi, entre outros. A novidade fica por conta da entrada de Oona Chaplin, que adiciona uma nova camada de mistério e tensão à trama. A química entre os personagens continua sendo um dos pontos fortes do filme, equilibrando bem ação, drama e emoção.

A produção de Avatar: Fogo e Cinzas é, por si só, uma história impressionante. Cameron já falava em sequências desde 2006, mas o projeto só ganhou forma após o sucesso estrondoso do primeiro Avatar. O que parecia um plano simples acabou se transformando em uma jornada épica: atrasos, reestruturações de roteiro e o desenvolvimento de tecnologias inéditas — especialmente para cenas de captura de movimento subaquática — fizeram com que o filme levasse anos para sair do papel.

As filmagens começaram em 2017, na Nova Zelândia, e se estenderam até o fim de 2020, somando mais de três anos de trabalho intenso. O resultado é um espetáculo visual que justifica o orçamento estimado em cerca de US$ 400 milhões, colocando o longa entre os filmes mais caros já produzidos na história do cinema.

Estreando mundialmente no Dolby Theatre, em Hollywood, em 1º de dezembro de 2025, Avatar: Fogo e Cinzas chegou aos cinemas brasileiros no dia 18 do mesmo mês. Desde então, vem acumulando elogios da crítica e do público, sendo incluído nas listas de melhores filmes do ano pelo American Film Institute e pelo National Board of Review. O longa também recebeu indicações importantes ao Globo de Ouro, incluindo a categoria de Conquista Cinematográfica e de Bilheteria.

Falando em bilheteria, o desempenho do filme é sólido: mais de US$ 760 milhões arrecadados mundialmente, garantindo um lugar entre as maiores bilheterias de 2025. Embora os números ainda estejam abaixo do fenômeno absoluto que foi o primeiro Avatar, o resultado confirma que o interesse pelo universo de Pandora segue muito vivo.


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Esdras Ribeiro
Além de fundador e editor-chefe do Almanaque Geek, Esdras também atua como administrador da agência de marketing digital Almanaque SEO. É graduado em Publicidade pela Estácio e possui formação técnica em Design Gráfico e Webdesign, reunindo experiência nas áreas de comunicação, criação visual e estratégias digitais.

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