

A Record TV leva ao ar neste sábado, 21 de março, mais uma edição do tradicional Cine Aventura, trazendo ao público o filme Ela Dança, Eu Danço 5: Tudo ou Nada, produção que encerra uma das franquias de dança mais populares do cinema contemporâneo. Lançado originalmente em 2014, o longa combina romance, drama e coreografias elaboradas para contar uma história sobre persistência, trabalho em equipe e a busca por reconhecimento artístico.
Dirigido por Trish Sie, o filme reúne nomes conhecidos da franquia, como Ryan Guzman, Briana Evigan e Adam Sevani, retomando personagens que conquistaram o público ao longo dos anos. A produção funciona como uma espécie de reunião de talentos, trazendo de volta dançarinos de diferentes capítulos da saga para uma competição final que promete definir o destino de suas carreiras.
A trama acompanha Sean Asa, um jovem dançarino que decide se mudar de Miami para Los Angeles em busca de novas oportunidades. No entanto, o sonho de viver da dança rapidamente esbarra em dificuldades práticas. Ao lado de seu grupo, conhecido como “The Mob”, Sean enfrenta uma sequência de rejeições em audições, evidenciando a competitividade e a instabilidade do mercado artístico.
Diante das dificuldades financeiras e da falta de perspectivas, o grupo opta por retornar à cidade de origem. Sean, porém, decide permanecer em Los Angeles, determinado a não desistir de sua trajetória. É nesse momento que surge uma nova oportunidade: uma competição de dança chamada “The Vortex”, cujo prêmio inclui um contrato de três anos em Las Vegas, um dos principais polos de entretenimento dos Estados Unidos.
Com a ajuda de Moose, personagem carismático conhecido pelos fãs da franquia, Sean inicia a formação de uma nova equipe. O grupo, batizado de LMNTRIX, reúne dançarinos com estilos distintos, criando uma mistura de técnicas e personalidades que se torna um dos pontos centrais do filme. A narrativa passa então a explorar não apenas a preparação para a competição, mas também os conflitos internos e os desafios de convivência entre os integrantes.
Ao chegar a Las Vegas, palco da disputa, a equipe percebe que a concorrência será ainda mais acirrada do que imaginava. Grupos rivais, como os Grim Knights, elevam o nível das apresentações, exigindo criatividade, disciplina e sintonia entre os participantes. Paralelamente, o filme desenvolve as relações pessoais dos personagens, incluindo romances, desentendimentos e reconciliações.
Um dos momentos de tensão envolve a relação entre Sean e Andie, outra personagem marcante da franquia. Divergências durante os ensaios colocam à prova a confiança entre os dois, evidenciando como a pressão por resultados pode impactar tanto o desempenho artístico quanto os laços pessoais. Ao longo da narrativa, o protagonista é levado a refletir sobre liderança, ego e responsabilidade coletiva.
Outro núcleo importante é o de Moose, que enfrenta um dilema pessoal ao tentar conciliar sua vida amorosa com a dedicação à dança. A situação reforça um dos temas recorrentes do filme: o equilíbrio entre sonhos individuais e relações afetivas.
Além dos conflitos internos, a trama também introduz uma reviravolta envolvendo a organização da competição. Ao descobrirem possíveis manipulações nos bastidores, os integrantes da LMNTRIX precisam lidar com um ambiente ainda mais desafiador, no qual talento e esforço nem sempre parecem suficientes para garantir justiça.
A reta final do filme concentra-se na grande apresentação decisiva. Mais do que uma disputa por um prêmio, o momento representa a síntese da jornada dos personagens. Em um discurso antes da performance, Sean reforça a importância de valorizar a experiência, o crescimento pessoal e a paixão pela dança acima da vitória em si. A mensagem funciona como um contraponto à lógica competitiva que permeia toda a narrativa.
Visualmente, o longa mantém o padrão da franquia, apostando em coreografias grandiosas, cenários iluminados e trilha sonora pulsante. As sequências de dança são construídas como espetáculos, com movimentos sincronizados e elementos cênicos que ampliam o impacto das apresentações.
Apesar de ter recebido críticas mistas na época de seu lançamento, especialmente em relação ao roteiro, o filme encontrou seu público entre fãs do gênero e admiradores da série. Nas bilheterias, arrecadou mais de 86 milhões de dólares em todo o mundo, consolidando-se como um produto relevante dentro do entretenimento voltado à cultura urbana e à dança.

A Super Tela leva ao ar o filme Mente Criminosa, produção que articula ação, espionagem e ficção científica a partir de uma premissa centrada em neurociência e segurança internacional. Dirigido por Ariel Vromen, o longa reúne um elenco experiente, com Kevin Costner (Dança com Lobos, O Guarda-Costas), Gary Oldman (O Destino de Uma Nação, franquia Harry Potter), Tommy Lee Jones (Homens de Preto, Onde os Fracos Não Têm Vez), Alice Eve (Star Trek: Além da Escuridão) e Gal Gadot (Mulher-Maravilha, Velozes & Furiosos).
A narrativa acompanha uma operação sigilosa do governo dos Estados Unidos após a morte de um agente da CIA em missão considerada estratégica. Diante da impossibilidade de recuperar informações cruciais por meios convencionais, autoridades recorrem a um experimento inédito: a transferência de memórias, habilidades e conhecimentos do agente falecido para outro indivíduo, na tentativa de evitar uma ameaça de grandes proporções.
O escolhido para o procedimento é Jerico Stewart, um detento com histórico de violência e comportamento instável. Interpretado por Kevin Costner, o personagem torna-se o centro de um experimento conduzido por um neurocientista, papel de Tommy Lee Jones, responsável por implantar no cérebro do criminoso os registros cognitivos do agente morto. A intervenção, de caráter altamente experimental, inaugura uma série de desdobramentos imprevisíveis.
A partir desse ponto, o enredo se desenvolve com foco nas alterações comportamentais de Jerico. O personagem passa a demonstrar traços que não correspondem à sua identidade original, revelando lembranças, impulsos e emoções herdados de outra vida. O conflito entre sua natureza violenta e os vestígios do agente cria uma tensão constante, que se reflete tanto em suas decisões quanto na condução da missão.
A CIA, representada pelo personagem de Gary Oldman, acompanha cada etapa do processo sob pressão crescente. A necessidade de concluir a operação se intensifica à medida que o tempo avança e os riscos associados ao experimento se tornam mais evidentes. O controle sobre Jerico se mostra frágil, transformando o protagonista em uma figura simultaneamente essencial e imprevisível.
Outro eixo relevante da narrativa envolve a interação com a esposa do agente falecido, interpretada por Gal Gadot. Ao reconhecer no criminoso fragmentos do homem que perdeu, a personagem estabelece uma relação marcada por estranhamento e proximidade. Esse vínculo adiciona uma dimensão emocional à trama e levanta questionamentos sobre identidade, memória e os limites da consciência humana.
O roteiro, assinado por Douglas Cook e David Weisberg, parte de um conceito que dialoga com avanços contemporâneos da ciência, explorando as implicações éticas de intervenções no cérebro humano. A proposta articula elementos clássicos do cinema de espionagem com discussões sobre tecnologia e comportamento, criando uma narrativa que transita entre ação e reflexão.
Visualmente, o filme investe em uma construção marcada por ritmo acelerado e atmosfera de instabilidade. Sequências de perseguição e confronto são intercaladas com momentos mais introspectivos, nos quais o protagonista lida com a fragmentação de sua identidade. A direção de Ariel Vromen sustenta esse equilíbrio ao alternar intensidade dramática e desenvolvimento psicológico.
Lançado originalmente em 2016, Mente Criminosa mobilizou um elenco consolidado para sustentar uma trama centrada em um conceito de alto risco narrativo. A interpretação de Kevin Costner se destaca pela dualidade entre brutalidade e vulnerabilidade, elemento essencial para a progressão do personagem ao longo da história.

























