

Nesta segunda, 30 de março, a Globo exibe na Sessão da Tarde o longa-metragem Shrek Para Sempre, quarto capítulo da saga que transformou um ogro ranzinza em um dos personagens mais queridos do cinema contemporâneo. Lançado em 2010 e dirigido por Mike Mitchell, o filme retoma a história de Shrek em um momento de crise pessoal, quando a rotina tranquila de pai de família começa a pesar sobre ele.
Casado com Fiona e pai de três filhos, Shrek sente falta da liberdade e da adrenalina que marcaram sua juventude. Sua vida pacata no pântano, cercado por festas e pela atenção dos moradores locais, já não lhe dá a mesma satisfação. Durante uma comemoração no antigo bar Maçã Envenenada, a irritação de Shrek se manifesta de forma cômica e exagerada: ele solta seu famoso urro, destrói o bolo da festa e deixa todos os convidados chocados. Esse momento de frustração acaba atraindo a atenção de Rumpelstiltkin, um vilão astuto que oferece ao ogro uma chance de reviver um dia como ele mesmo, temido e respeitado, em troca de uma lembrança de sua infância. (Via: AdoroCinema)
Ao aceitar o contrato mágico, Shrek é transportado para uma versão alternativa do Reino de Tão, Tão Distante. Nesse mundo, nada é como ele conhece: Fiona se tornou uma líder guerreira temida, o Burro trabalha para as bruxas de Rumpelstiltkin e o Gato de Botas virou um animal de estimação obeso. Shrek descobre que apenas um beijo de Fiona poderia desfazer o feitiço, mas a situação é mais complexa do que imaginava. Fiona, agora uma ogra de verdade, não o reconhece e nem o ama, obrigando Shrek a lutar para reconquistar não só sua vida antiga, mas também a própria relação com a esposa.
O filme mistura momentos de humor e aventura com cenas que exploram a vida familiar e a identidade do protagonista. Ele mostra que, mesmo em um universo de fantasia, as escolhas e arrependimentos têm consequências, e que a busca pela felicidade passa pelo reconhecimento do que realmente importa. A interação de Shrek com os personagens clássicos, como Pinóquio, os Três Porquinhos e o próprio Rumpelstiltkin, mantém a narrativa leve e divertida, enquanto cria tensão e desafios para o protagonista.
“Shrek Para Sempre” estreou no Festival de Cinema de Tribeca em abril de 2010 e chegou aos cinemas americanos em 21 de maio, nos formatos 3D e IMAX 3D. O longa se tornou um sucesso imediato, liderando a bilheteria nos Estados Unidos e Canadá por três semanas consecutivas, com arrecadação mundial de US$ 752 milhões, se tornando o quinto filme de maior faturamento de 2010. Com orçamento estimado entre US$ 135 e 165 milhões, a produção consolidou a DreamWorks Animation como uma das principais empresas do setor e transformou Shrek na primeira franquia de animação a alcançar quatro filmes.
Além dos personagens centrais interpretados por Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz e Antonio Banderas, o longa introduz Rumpelstiltkin, vilão que marca a história da franquia pela astúcia e pelas artimanhas que coloca Shrek à prova. A presença do antagonista acrescenta tensão e humor, mostrando que o que parece ser uma oportunidade pode se tornar um grande desafio.
Apesar de ter sido anunciado como o capítulo final da saga, há rumores sobre a produção de um quinto filme, mantendo fãs e críticos atentos à evolução da franquia. O sucesso do quarto filme mostra que a combinação de roteiro inteligente, personagens carismáticos e animação de alta qualidade ainda atrai público de todas as idades, reforçando o legado de Shrek como um ícone cultural.

Na terça, 31 de março, a emissora exibe o drama Nosso Amor, um filme que acompanha a vida de um casal de meia-idade diante de um dos maiores desafios que podem surgir em uma relação: o diagnóstico de câncer de mama. Dirigido por Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn, o longa traz uma abordagem sensível e realista sobre amor, cuidado e a fragilidade da vida, com as atuações marcantes de Liam Neeson e Lesley Manville.
O filme acompanha Joan e Tom, que vivem juntos há décadas em uma rotina aparentemente comum. A vida do casal muda completamente quando Joan recebe o diagnóstico de câncer. A narrativa acompanha não apenas os tratamentos e exames, mas também os efeitos do diagnóstico sobre a vida cotidiana, as conversas silenciosas, os medos que se tornam visíveis e os gestos de apoio que demonstram a profundidade do vínculo entre eles. Cada pequeno detalhe, desde a ida a consultas médicas até os momentos de silêncio compartilhados, é carregado de emoção e tensão.
Nosso Amor estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2019, e teve lançamentos subsequentes no Reino Unido, pela Universal Pictures e Focus Features, em dezembro do mesmo ano, e nos Estados Unidos, pela Bleecker Street, em fevereiro de 2020. O filme foi reconhecido por sua abordagem honesta sobre temas delicados, evitando melodramas exagerados e focando na vida real, com suas dores e pequenos gestos de ternura.
As performances de Liam Neeson e Lesley Manville são o coração do filme. Neeson, conhecido por papéis mais voltados à ação, aqui mostra um lado contido e sensível, retratando um marido dedicado e às vezes impotente diante da doença da esposa. Manville constrói Joan com sutileza, expressando força e vulnerabilidade ao mesmo tempo, revelando a complexidade emocional de alguém lidando com o câncer e com a própria percepção da mortalidade. Juntos, eles criam uma dinâmica realista de casal que luta, se apoia e, ao mesmo tempo, enfrenta as inevitáveis frustrações que surgem nesse processo.
O roteiro não se concentra apenas na doença em si, mas no impacto que ela tem no cotidiano e na relação de Joan e Tom. Pequenas cenas — como cozinhar juntos, discutir detalhes de exames ou apenas permanecer em silêncio no sofá — carregam peso emocional, mostrando que o cuidado e o amor verdadeiro se manifestam nas atitudes mais simples. A obra consegue capturar a sensação de vulnerabilidade que acompanha uma situação tão intensa, sem perder a dignidade e a humanidade dos personagens.
Além das atuações centrais, o elenco de apoio, incluindo David Wilmot e Amit Shah, contribui para a construção de um ambiente realista, mostrando que a doença afeta não apenas quem está diretamente envolvido, mas também familiares, amigos e colegas de trabalho. A direção de Barros D’Sa e Leyburn enfatiza o ritmo natural da vida, evitando cortes bruscos ou exageros dramáticos, o que faz com que o público se sinta próximo dos personagens e de suas experiências.

Na quarta, 1º de abril, a Globo exibe Esposa de Mentirinha, comédia romântica estrelada por Adam Sandler e Jennifer Aniston que combina humor, romance e situações inesperadas. Lançado em 2011 e dirigido por Dennis Dugan, o longa acompanha Danny, um homem que, após experiências frustradas em relacionamentos sérios, decide viver apenas romances passageiros, evitando compromissos duradouros.
A vida de Danny muda quando ele conhece Palmer, uma jovem por quem se apaixona instantaneamente. Disposto a transformar esse amor em algo sério, ele se vê diante de um problema: em uma tentativa de impressioná-la, inventa que é casado com sua melhor amiga, Katherine, mãe solteira de dois filhos. A situação rapidamente foge do controle, gerando confusões, mal-entendidos e momentos de comédia que conduzem a história.
O filme tem como base o longa Cactus Flower, de 1969, que por sua vez foi inspirado em uma peça da Broadway escrita por Abe Burrows e também adaptada para o cinema indiano em 2005, no filme Maine Pyaar Kyun Kiya?. A produção mantém a essência da história original, explorando relacionamentos, segredos e o caos que pequenas mentiras podem gerar, mas trazendo a leveza característica das comédias românticas modernas.
Além de Sandler e Aniston, o elenco conta com Nicole Kidman, Brooklyn Decker, Nick Swardson, Bailee Madison e Griffin Gluck, combinando veteranos da comédia com novos talentos. A química entre os protagonistas é um dos pontos fortes do filme, com Sandler mostrando seu humor carismático e Aniston equilibrando charme e sensibilidade cômica. Nicole Kidman participa em papel especial, acrescentando uma pitada de sofisticação às cenas mais engraçadas.
A história se passa em um cenário paradisíaco: os personagens viajam para um hotel no Havaí chamado Waldorf Astoria, embora as filmagens tenham ocorrido no Grand Wailea Resort em Maui, criando a atmosfera perfeita para encontros, confusões e reviravoltas românticas. O ambiente de férias no paraíso ajuda a intensificar o tom leve do filme, permitindo que situações absurdas se desenrolem de forma divertida e visualmente encantadora.
Apesar de críticas mistas, com alguns analistas apontando excesso de clichês ou roteiro previsível, Esposa de Mentirinha fez sucesso entre o público, arrecadando mais de US$ 214 milhões mundialmente, o que confirma a capacidade de Adam Sandler de conquistar plateias com comédias românticas que misturam exagero e humor físico. No Brasil, o filme chegou aos cinemas em 4 de março de 2011, e rapidamente conquistou fãs do gênero, consolidando-se como uma opção leve e divertida para tardes de entretenimento.
O longa também é conhecido por pequenas piadas internas e referências curiosas. Por exemplo, a atriz Brooklyn Decker, que interpreta uma das personagens centrais, encontra na tela seu marido real, o tenista Andy Roddick, em uma cena divertida que brinca com o reconhecimento de alma gêmea. Além disso, os filhos de Sandler aparecem como parte da família do personagem, acrescentando autenticidade às cenas familiares e momentos de humor mais natural.
O enredo de Esposa de Mentirinha combina a comédia de erros com situações românticas clássicas, mostrando como pequenas mentiras podem gerar confusões inesperadas, mas também oportunidades para reflexões sobre honestidade, amor e relações humanas. A história lembra que, por trás das risadas, existe uma narrativa sobre conexões genuínas e a importância de assumir responsabilidades emocionais, mesmo em meio a exageros cômicos.

Na quinta, 2 de abril, o destaque é o filme brasileiro Não Vamos Pagar Nada, comédia que traz crítica social e humor popular. Dirigido por João Fonseca em sua estreia no cinema, o longa adapta a peça teatral Non Si Paga! Non Si Paga!, de Dario Fo, trazendo para a tela a história de Antônia, interpretada por Samantha Schmütz, uma mulher que enfrenta dificuldades financeiras, mas mantém o bom humor diante das adversidades.
A história acompanha Antônia, que vive em um bairro simples e enfrenta problemas para pagar suas contas. Quando se depara com um aumento inesperado no preço de produtos no único mercado da região, ela explode em indignação e faz um escândalo, sem imaginar o efeito que isso terá. Contagiados pela sua ousadia, outros clientes passam a se recusar a pagar, causando um verdadeiro reboliço dentro do estabelecimento. A situação rapidamente foge do controle e coloca Antônia diante do desafio de justificar suas atitudes para o marido, enquanto lida com as consequências do episódio.
O elenco conta com nomes conhecidos da comédia nacional, incluindo Fernando Caruso, Leandro Soares, Flávio Bauraqui, Edmilson Filho, Paulinho Serra e Flávia Reis, formando um grupo que consegue equilibrar momentos de humor físico com situações de crítica social. A narrativa do filme mostra, de forma leve e engraçada, a tensão entre a luta diária por sobrevivência e as regras impostas pelo consumo, refletindo problemas enfrentados por muitas famílias brasileiras.
Produzido pela A Fábrica, coproduzido pela Globo Filmes e distribuído pela H2O Films, o longa marca a estreia de João Fonseca na direção cinematográfica, e consegue traduzir para a tela grande o espírito da peça teatral, mantendo o tom irônico e crítico que conquistou público no teatro. O roteiro, escrito por Renato Fagundes, preserva o ritmo da comédia de erros, construindo situações cada vez mais absurdas e engraçadas a partir de um simples ato de indignação de Antônia.
Embora o enredo seja marcado pelo humor, o filme também funciona como uma reflexão sobre desigualdade, economia doméstica e a forma como pequenas decisões podem gerar grandes consequências. Cada cena mostra o impacto coletivo de uma ação individual, mas sempre com leveza, evitando que o tom se torne pesado ou moralista. A comédia surge do cotidiano, das reações exageradas, das confusões que se acumulam e da habilidade de Antônia em se virar para lidar com os problemas que ajudou a criar.

Para fechar a semana, na sexta, 3 de abril, a Sessão da Tarde apresenta o emocionante Nosso Amigo Extraordinário. Dirigido por Marc Turtletaub, o longa acompanha Milton Robinson, interpretado pelo premiado Ben Kingsley, um homem de meia-idade que leva uma vida tranquila em uma pequena cidade da Pensilvânia até que tudo muda com a chegada de um visitante inesperado: um extraterrestre apelidado de Jules.
O filme começa com um incidente curioso e inesperado: um OVNI cai no quintal de Milton, interrompendo sua rotina pacata. Inicialmente assustado, o homem acaba se aproximando do alienígena, que se mostra simpático e inofensivo. Seguindo o conselho de uma amiga, Milton decide manter o segredo sobre a presença de Jules, ao mesmo tempo em que procura uma forma de devolvê-lo ao seu planeta de origem. Ao longo do caminho, a relação entre eles se aprofunda, revelando a importância da amizade e da empatia, mesmo nas situações mais improváveis.
A narrativa combina momentos de humor com reflexões sobre solidão, amizade e coragem. Milton, um senhor resmungão e recluso, aprende a lidar com sentimentos de vulnerabilidade e responsabilidade, enquanto o pequeno extraterrestre se adapta ao mundo humano, criando cenas divertidas e tocantes. Essa dinâmica entre homem e alienígena sustenta o filme, tornando a história acessível tanto para crianças quanto para adultos.
Além de Ben Kingsley, o elenco conta com Harriet Sansom Harris e Jane Curtin, que contribuem para o tom leve e envolvente do longa. A atuação de Kingsley, em particular, equilibra humor e emoção, oferecendo uma interpretação que faz o público se identificar com o personagem, mesmo diante de situações absurdas como a presença de um visitante de outro planeta em seu quintal.
Nosso Amigo Extraordinário estreou nos Estados Unidos em 2020 com distribuição em streaming e VOD, estando disponível na Netflix e para aluguel no Prime Video. A produção aposta em efeitos visuais sutis e uma narrativa voltada para o desenvolvimento dos personagens, ao invés de grandes cenas de ação, mantendo o foco na relação entre Milton e Jules e no impacto emocional que essa amizade inesperada provoca.
Para não perder nenhuma novidade do universo geek, acompanhe nossas atualizações diárias sobre filmes, séries, televisão, HQs e literatura no Almanaque Geek. Siga o site nas redes sociais — Facebook, Twitter/X, Instagram e Google News — e esteja sempre por dentro do que está movimentando o mundo da cultura pop.











