A Globo leva ao ar nesta quinta, 9 de abril, mais uma edição da tradicional Sessão da Tarde com a exibição do drama romântico “2 Corações“. Inspirado em fatos reais, o longa propõe ao público uma reflexão sensível sobre o amor, o destino e as conexões invisíveis que podem unir pessoas em diferentes partes do mundo.

Dirigido por Lance Hool, o filme acompanha duas histórias distintas que, à primeira vista, não têm relação entre si. De um lado, está um jovem universitário que vive o início da vida adulta e se entrega a um relacionamento intenso com uma colega de classe. Do outro, um exilado cubano que recomeça sua trajetória longe do país de origem encontra, em meio às incertezas, um novo amor ao se envolver com uma comissária de bordo.

O roteiro alterna entre essas duas trajetórias, construindo uma narrativa que se desenrola aos poucos e convida o espectador a perceber os detalhes que conectam os personagens. Ao longo do filme, o que parecia apenas coincidência ganha novos significados, reforçando a ideia de que algumas histórias estão entrelaçadas de maneiras que nem sempre são visíveis de imediato.

Além de ser um romance, “2 Corações” se apresenta como um relato sobre a fragilidade da vida e a força dos vínculos humanos. Baseado na história real de famílias que enfrentaram desafios profundos, o longa busca traduzir em imagens sentimentos universais como esperança, dor e superação. É justamente nesse ponto que a produção encontra seu tom mais humano, ao retratar personagens que lidam com escolhas difíceis e circunstâncias inesperadas.

O elenco é liderado por Jacob Elordi, que interpreta o jovem protagonista e traz à tela um personagem marcado pela intensidade emocional típica da juventude. Ao lado dele, Tiera Skovbye constrói uma relação que mistura descobertas, inseguranças e planos para o futuro.

Já no outro núcleo, Adan Canto assume o papel de um homem que carrega as marcas do exílio e da reconstrução pessoal. Sua atuação ganha ainda mais força ao contracenar com Radha Mitchell, que interpreta a mulher com quem ele divide uma história de afeto e cumplicidade. Juntos, eles representam uma relação mais madura, moldada por experiências de vida e desafios enfrentados ao longo do tempo.

Lançado originalmente em 2020, o filme chegou aos cinemas em um momento delicado para a indústria audiovisual, impactada pela pandemia de Covid-19. Com salas de exibição operando com restrições, a produção teve desempenho discreto nas bilheterias. Ainda assim, encontrou espaço entre o público que se identifica com histórias românticas baseadas em acontecimentos reais.

A recepção da crítica especializada foi, em grande parte, negativa, com apontamentos sobre a previsibilidade do roteiro e a construção simplificada de alguns personagens. No entanto, entre os espectadores, o filme conquistou um público fiel, especialmente aqueles que valorizam narrativas emotivas e centradas nas relações humanas.

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