
A Globo exibe na Sessão de Sábado deste dia 10 de janeiro o sucesso “Todo Poderoso”, uma das comédias mais marcantes dos anos 2000. Misturando humor, fantasia e reflexões sobre fé, escolhas e responsabilidade, o longa conquistou plateias ao redor do mundo e segue atual ao provocar uma pergunta simples, mas poderosa: e se você tivesse os poderes de Deus por uma semana?
Na trama, acompanhamos Bruce Nolan, um jornalista de televisão vivido por Jim Carrey (O Máskara, O Show de Truman, O Grinch). Apesar de estar empregado, Bruce se sente frustrado profissionalmente e acredita que sua carreira não avança por culpa de forças externas — especialmente de Deus. Depois de uma sequência de acontecimentos desastrosos, incluindo a perda do emprego e situações humilhantes ao vivo, ele explode em revolta e passa a questionar a justiça divina.
É nesse momento que a história toma um rumo inesperado. Bruce recebe um chamado misterioso que o leva a um encontro direto com Deus, interpretado por Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Menina de Ouro, Conduzindo Miss Daisy). Com calma e ironia, o Todo-Poderoso decide entregar seus poderes ao jornalista por alguns dias, permitindo que ele experimente, na prática, o peso de comandar o destino da humanidade — desde que respeite duas regras básicas: não revelar sua nova função a ninguém e não interferir no livre-arbítrio das pessoas.
Empolgado, Bruce passa a usar os poderes de forma egoísta, buscando sucesso profissional, vingança pessoal e vantagens imediatas. Milagres viram espetáculo, sua popularidade cresce rapidamente e a carreira finalmente decola. Ao mesmo tempo, ele se afasta emocionalmente de Grace, sua namorada, interpretada por Jennifer Aniston (Friends, Marley & Eu, Esposa de Mentirinha), que representa o equilíbrio, a fé genuína e a sensibilidade que Bruce insiste em ignorar.
Conforme o protagonista tenta “resolver” os problemas do mundo com soluções simplistas, o caos se instala. Milhões de orações atendidas automaticamente geram confusão, acidentes e frustrações, deixando claro que boas intenções não substituem empatia, responsabilidade e compreensão humana. A partir daí, o filme abandona o humor escancarado para investir em uma reflexão mais profunda sobre amadurecimento emocional, escolhas conscientes e o verdadeiro significado de fazer o bem.
O elenco de apoio também é um dos pontos fortes do longa. Steve Carell (The Office, O Virgem de 40 Anos, Minions) vive Evan Baxter, rival profissional de Bruce, em um papel que mais tarde renderia o spin-off “Evan Almighty” (2007). Lisa Ann Walter (Operação Cupido), Philip Baker Hall (Magnólia) e Catherine Bell (JAG) completam o time com participações carismáticas.
Dirigido por Tom Shadyac (Ace Ventura: Um Detetive Diferente, O Mentiroso), “Todo Poderoso” marca a terceira parceria entre o cineasta e Jim Carrey, consolidando uma fórmula que equilibra comédia física, crítica social e mensagens emocionais acessíveis ao grande público. O roteiro, assinado por Steve Koren, Mark O’Keefe e Steve Oedekerk, aposta em diálogos simples, situações absurdas e metáforas universais, o que ajuda a explicar a longevidade do filme.
Lançado em 2003, o longa foi um fenômeno de bilheteria. Somente em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, arrecadou mais de 85 milhões de dólares, superando expectativas e até concorrentes de peso da época. Ao final de sua passagem pelos cinemas, “Todo Poderoso” acumulou cerca de 484 milhões de dólares mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais do ano e um dos filmes mais lucrativos da carreira de Jim Carrey e Jennifer Aniston.
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