
A Panini acertou em cheio ao lançar o novo álbum de figurinhas de Stranger Things, celebrando não apenas uma das séries mais populares da história da Netflix, mas também o encerramento de uma era que marcou toda uma geração de fãs. Com a quinta e última temporada já exibida e amplamente comentada, o álbum chega como um verdadeiro objeto de memória afetiva, convidando o público a revisitar Hawkins, seus mistérios e personagens inesquecíveis, agora com a história devidamente concluída.
Muito além de um simples produto colecionável, o álbum de Stranger Things funciona como uma cápsula do tempo. São 48 páginas cuidadosamente pensadas para relembrar os momentos mais marcantes da série, desde o surgimento do Mundo Invertido até a batalha final contra Vecna. Para quem acompanhou a saga desde 2016, folhear o álbum é como reviver cada susto, cada amizade fortalecida em meio ao caos e cada sacrifício feito ao longo do caminho. Já para quem chegou mais tarde, trata-se de um resumo visual poderoso de tudo o que transformou a série em um fenômeno cultural global.
O grande destaque do álbum está na sua proposta visual caprichada. Ao todo, são 200 cromos, incluindo versões metalizadas e figurinhas que brilham no escuro, um detalhe que conversa diretamente com o clima sombrio e sobrenatural da série. Esses cromos especiais elevam a experiência do colecionador e tornam a busca por completar o álbum ainda mais empolgante. É o tipo de detalhe que faz qualquer membro do Hellfire Club aprovar com entusiasmo.
Outro item que chama atenção é a lata exclusiva lançada pela Panini, recheada de cards e figurinhas especiais. Além de funcional para guardar a coleção, ela se transforma em um item de exibição, perfeito para fãs que gostam de mostrar seu amor pela série na estante ou no quarto. Esse cuidado com o acabamento e com os itens extras reforça o quanto Stranger Things transcendeu a tela e se consolidou como uma marca forte dentro da cultura pop.
O lançamento do álbum acontece em um momento simbólico: após a exibição completa da quinta temporada, que encerrou oficialmente a história criada pelos irmãos Duffer. Dividida em três partes, a temporada final estreou entre novembro e dezembro de 2025, culminando em um episódio derradeiro de duas horas exibido na noite de 31 de dezembro. No Brasil, cada parte foi lançada às 22h, respeitando o horário de Brasília, o que transformou cada estreia em um verdadeiro evento para os fãs.
Produzida pelos irmãos Duffer em parceria com Shawn Levy e Dan Cohen, a temporada final manteve o alto padrão de qualidade que sempre acompanhou a série. O elenco principal retornou em peso, com nomes como Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Sadie Sink, além de outros personagens que se tornaram queridos pelo público ao longo dos anos. A adição de Linda Hamilton ao elenco principal trouxe ainda mais peso e simbolismo, conectando Stranger Things a uma tradição clássica da ficção científica.
A recepção da última temporada foi extremamente positiva. A crítica destacou o tom mais maduro, a carga emocional elevada e a forma respeitosa com que a série se despediu de seus personagens. Em termos de audiência, os números impressionam: segundo dados do instituto Nielsen, Stranger Things alcançou 8,46 bilhões de minutos assistidos em apenas uma semana, consolidando-se como a produção mais vista da Netflix naquele período. Esses números confirmam o que já era evidente: a série se tornou um fenômeno global, capaz de mobilizar diferentes gerações.
Narrativamente, a temporada final se passa no outono de 1987 e apresenta uma Hawkins profundamente marcada pelas Fendas abertas ao final da temporada anterior. A cidade entra em quarentena militar, enquanto o grupo de amigos se une com um único objetivo: encontrar e derrotar Vecna de uma vez por todas. O vilão, no entanto, desaparece, tornando a ameaça ainda mais angustiante. Onze, mais uma vez, precisa se esconder, enquanto o peso do passado e o medo do desconhecido se intensificam com a aproximação do aniversário do desaparecimento de Will.
Esse clima de despedida, perigo iminente e união final é muito bem traduzido no álbum de figurinhas. Cada página parece pensada para reforçar a ideia de jornada, crescimento e encerramento. Não é apenas sobre monstros ou cenas de ação, mas sobre amizade, amadurecimento e o fim inevitável da infância. Ao completar o álbum, o fã não está apenas colando figurinhas, mas fechando um ciclo emocional que começou anos atrás.
O novo álbum da Panini prova que Stranger Things continua viva mesmo após o seu final oficial. Ele funciona como uma homenagem à série e, principalmente, aos fãs que acompanharam cada temporada com entusiasmo. Em tempos de consumo rápido e histórias descartáveis, esse tipo de lançamento reforça a importância de celebrar narrativas que deixam marca. Para quem cresceu com Eleven, Mike, Dustin, Lucas, Will e Max, o álbum é mais do que colecionável: é uma lembrança física de uma história que ajudou a definir uma geração.
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