Foto: Reprodução/ Internet

O fim de Stranger Things não marcou apenas o encerramento de uma das séries mais influentes da era do streaming, mas também provocou um impacto imediato no consumo musical ao redor do mundo. Exibido na véspera de Ano Novo, em 31 de dezembro de 2025, o episódio final da produção da Netflix emocionou fãs e reforçou a forte ligação da série com a cultura pop dos anos 1980, especialmente por meio de sua trilha sonora cuidadosamente escolhida.

Entre os destaques musicais do último episódio, duas canções icônicas de Prince ganharam protagonismo: “When Doves Cry” e “Purple Rain”, ambas lançadas em 1984. As músicas embalaram a cena final da série e ajudaram a construir o clima de despedida, melancolia e reflexão que marcou o encerramento da história ambientada em Hawkins. A escolha do artista não foi casual, já que Prince é um dos maiores símbolos musicais da década que inspira toda a estética de Stranger Things.

O impacto dessa escolha foi rapidamente percebido no Spotify. De acordo com dados da plataforma, já no dia seguinte à estreia do episódio final, os streams das músicas de Prince registraram um crescimento expressivo em escala global. “Purple Rain” teve um aumento de 577% nos streams da Geração Z e de 243% no total global, enquanto “When Doves Cry” cresceu 128% entre ouvintes mais jovens e 200% no volume total de reproduções.

O fenômeno não se limitou às faixas utilizadas na série. Todo o catálogo de Prince também apresentou alta significativa, com crescimento de 88% nos streams globais da Geração Z e 190% no total geral. Os números consideram a comparação entre o dia da estreia do episódio final, em 31 de dezembro de 2025, e o dia 1º de janeiro de 2026, evidenciando o efeito quase imediato da exibição.

Esse movimento reforça o papel de Stranger Things como uma poderosa ponte entre gerações. Ao longo de suas cinco temporadas, a série se destacou por resgatar músicas clássicas dos anos 80 e apresentá-las a um público jovem, muitas vezes transformando canções esquecidas ou restritas a nichos em sucessos contemporâneos. O caso de Prince se soma a outros exemplos emblemáticos, como o retorno de Kate Bush às paradas globais na quarta temporada.

Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a série estreou em 2016 e se consolidou como um fenômeno cultural ao misturar ficção científica, terror e drama adolescente, sempre permeados por referências diretas ao cinema, à música e à cultura pop da década de 1980. A série acompanhou o crescimento de seus personagens — e de seu público — ao longo de quase dez anos.

Ao encerrar sua trajetória ao som de Prince, Stranger Things reafirma que seu legado vai além da narrativa televisiva. A série termina, mas continua ecoando na música, na memória afetiva dos fãs e nas playlists de uma nova geração, provando que grandes histórias — assim como grandes canções — nunca desaparecem por completo.

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Esdras Ribeiro
Além de fundador e editor-chefe do Almanaque Geek, Esdras também atua como administrador da agência de marketing digital Almanaque SEO. É graduado em Publicidade pela Estácio e possui formação técnica em Design Gráfico e Webdesign, reunindo experiência nas áreas de comunicação, criação visual e estratégias digitais.

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