Foto: Reprodução/ Internet

A nova fase do Universo DC começa a tomar forma — e Supergirl surge como uma de suas apostas mais ousadas. A revista Empire divulgou nesta terça-feira (7) uma imagem inédita do filme, trazendo Milly Alcock (A Casa do Dragão, Upright) caracterizada como Kara Zor-El. Mais do que um simples vislumbre visual, a foto transmite o espírito do longa: uma heroína marcada por perdas, em constante deslocamento e distante do ideal clássico de perfeição.

Com estreia marcada para 26 de junho de 2026, o filme é o segundo capítulo do novo DCU, universo cinematográfico comandado por James Gunn (Guardiões da Galáxia, O Esquadrão Suicida) e Peter Safran (Aquaman, Shazam!), e integra o arco inicial intitulado “Deuses e Monstros”. A direção é de Craig Gillespie (Eu, Tonya, Cruella), enquanto o roteiro fica por conta de Ana Nogueira (The Vampire Diaries, Hightown).

A imagem revelada reforça a proposta de apresentar uma Supergirl menos idealizada e mais humana. Diferente de Superman, Kara cresceu isolada, testemunhando a destruição de Krypton de forma mais consciente, o que molda uma personalidade mais dura e emocionalmente complexa. Essa abordagem tem como principal inspiração a aclamada HQ “Supergirl: Woman of Tomorrow”, escrita por Tom King (Sr. Milagre, Batman) e ilustrada por Bilquis Evely (Mulher-Maravilha, The Dreaming), embora o subtítulo tenha sido removido oficialmente.

Na trama, Kara comemora seu 23º aniversário viajando pelo espaço ao lado de Krypto, seu fiel companheiro. Durante essa jornada errante, ela cruza o caminho da jovem Ruthye Marye Knoll, cuja tragédia pessoal desencadeia uma busca brutal por vingança, colocando a heroína diante de escolhas morais difíceis e de uma violência que ela não pode simplesmente ignorar.

A escolha de Milly Alcock para o papel foi recebida com entusiasmo justamente por sua capacidade de transitar entre fragilidade e intensidade. A atriz ganhou projeção internacional como a jovem Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão, além de trabalhos elogiados em Upright e Reckoning, sempre interpretando personagens emocionalmente densos.

As filmagens ocorreram entre janeiro e maio de 2025, nos estúdios Warner Bros. Leavesden, em Londres, além de locações na Escócia. O elenco inclui ainda David Krumholtz (Oppenheimer, Numb3rs) e Emily Beecham (Cruella, Into the Badlands) como Zor-El e Alura In-Ze, pais de Kara.

Superman marcou o mais recente capítulo do DCU nos cinemas

Lançado em 2025, Superman marcou um novo começo para o Universo DC nos cinemas, funcionando como a pedra fundamental do DCU idealizado por James Gunn (Guardiões da Galáxia, O Esquadrão Suicida) e Peter Safran (Aquaman, Shazam!). Diferente de versões anteriores, o longa optou por apresentar Clark Kent já estabelecido como herói, enfrentando não apenas ameaças físicas, mas também o peso simbólico de representar esperança em um mundo cada vez mais desconfiado de figuras de poder.

Vivido por David Corenswet (Hollywood, Pearl), o Homem de Aço desta nova fase foi retratado de forma mais calorosa e empática, enquanto Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel, House of Cards) trouxe inteligência e sensibilidade à Lois Lane. O grande antagonista, Lex Luthor, ganhou contornos contemporâneos na interpretação de Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria, The Menu, X-Men), surgindo como um bilionário estrategista que manipula conflitos internacionais para transformar a opinião pública contra o herói.

A narrativa acompanhou as consequências de uma intervenção de Superman em um cenário geopolítico delicado, colocando Clark no centro de um debate global sobre soberania, responsabilidade e limites do poder. Ao longo do filme, o herói precisou reconquistar a confiança da população com a ajuda de seus colegas do Daily Planet e de outros personagens superpoderosos que começam a emergir, estabelecendo o tom interconectado que define o DCU.

O sucesso de Superman, que arrecadou mais de US$ 617 milhões mundialmente e recebeu críticas majoritariamente positivas, consolidou a identidade desse novo universo: histórias mais humanas, cores vibrantes e um olhar otimista sobre seus heróis. Essa base é essencial para entender o caminho seguido por Supergirl, que surge como um contraponto emocional ao Homem de Aço — menos idealizada, mais ferida e moldada por perdas profundas.

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Esdras Ribeiro
Além de fundador e editor-chefe do Almanaque Geek, Esdras também atua como administrador da agência de marketing digital Almanaque SEO. É graduado em Publicidade pela Estácio e possui formação técnica em Design Gráfico e Webdesign, reunindo experiência nas áreas de comunicação, criação visual e estratégias digitais.

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