A Tela Quente apresenta nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, na TV Globo, o filme Caju, Meu Amigo, dentro da faixa Cine BBB. A produção leva ao horário nobre uma história delicada e profundamente humana, ambientada em Porto Alegre durante as enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul e deixaram cicatrizes emocionais que vão muito além da destruição material.

No centro da narrativa está Rafaela, interpretada por Vitória Strada, uma jovem que, em meio ao cenário de caos e abandono, encontra um cachorro perdido no bairro Sarandi. Ao acolhê-lo, ela passa a chamá-lo de Pingo e constrói com o animal uma relação de afeto e companheirismo que surge quase como um refúgio emocional diante da tragédia. A presença do cão traz conforto, rotina e a sensação de que ainda é possível reconstruir algo em meio às perdas.

O que Rafaela não imagina é que aquele cachorro já pertenceu a alguém. Nice, personagem de Liane Venturella, é uma senhora que perdeu a casa durante as enchentes e foi forçada a deixar para trás o seu fiel companheiro no momento do resgate. Desde então, ela viveu em um abrigo que agora está prestes a fechar, carregando a dor silenciosa de uma ausência que nunca conseguiu superar. Para Nice, Caju não é apenas um animal, mas parte de sua história e de sua identidade.

O encontro entre essas duas mulheres acontece de forma inesperada e transforma completamente o rumo da história. Ao descobrir a existência de Nice, Rafaela se vê diante de um dilema emocional complexo: como lidar com a possibilidade de perder o cachorro que hoje ocupa um espaço central em sua vida, sabendo que ele também representa a maior saudade de outra pessoa? O filme constrói esse conflito com sensibilidade, sem apontar vilões ou respostas fáceis.

Quando Caju desaparece, a busca pelo animal se torna o elo que une Rafaela e Nice. Juntas, elas percorrem a cidade em uma jornada que revela não apenas a esperança de reencontro, mas também a força da empatia e da solidariedade. A relação entre as duas evolui a partir do reconhecimento da dor alheia, mostrando que o afeto pode ser compartilhado e que o cuidado também é uma forma de resistência.

Dirigido por Bruno Carboni Gödecke, Caju, Meu Amigo se destaca por abordar uma das consequências mais dolorosas das enchentes: a separação entre pessoas e seus animais de estimação. Ao usar um cãozinho caramelo como ponto de partida, o filme amplia o olhar para histórias invisibilizadas, dando voz a perdas que raramente ganham espaço, mas que carregam enorme impacto emocional.

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Esdras Ribeiro
Além de fundador e editor-chefe do Almanaque Geek, Esdras também atua como administrador da agência de marketing digital Almanaque SEO. É graduado em Publicidade pela Estácio e possui formação técnica em Design Gráfico e Webdesign, reunindo experiência nas áreas de comunicação, criação visual e estratégias digitais.

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