Lançada pela Netflix em abril de 2026, Feito com Amor chega como uma produção indonésia que chama atenção pelo recorte mais íntimo dentro de um cenário pouco explorado no streaming. A série se passa em Bali e acompanha a rotina de uma jovem chef que assume, quase sem preparo, o restaurante da família em um momento delicado.

Luka, interpretada por Mawar Eva De Jongh (Perdida na Sombra, Terra de Humanos, Galaksi, Better Off Dead), herda mais do que um negócio em crise. Ela precisa lidar com dívidas, pressão emocional e a responsabilidade de manter viva uma história construída ao longo de anos. O peso dessa transição é um dos pontos que sustentam a narrativa desde o início.

O que move a história?

A trama ganha outra camada quando Dennis entra em cena, vivido por Deva Mahenra (Corações Prometidos, Maldição Sanguínea). Ele não chega de forma discreta. Traz ideias, confiança e uma postura que bate de frente com Luka logo nos primeiros encontros.

A convivência entre os dois não é simples. A cozinha vira um espaço de tensão constante, onde decisões são questionadas e egos entram em conflito. O interessante é que a série não acelera essa relação. Em vez disso, constrói o desgaste aos poucos, deixando que os atritos ganhem força com o tempo.

Enquanto isso, a relação familiar também ocupa espaço importante, principalmente no contato de Luka com sua mãe, personagem de Sha Ine Febriyanti. Esse núcleo adiciona densidade à história e evita que tudo gire apenas em torno do romance.

O elenco funciona na prática?

Funciona, principalmente porque o foco está nas interações. Mawar Eva De Jongh consegue transmitir bem o desconforto de alguém que precisa amadurecer rápido, sem perder o controle da situação. Já Deva Mahenra traz uma presença mais firme, que naturalmente gera atrito.

A química entre os dois não depende de exageros. Ela aparece nos silêncios, nas discussões e nas pequenas mudanças de comportamento. É uma construção mais contida, que acaba funcionando melhor dentro da proposta da série.

O que diferencia a série?

Bali não entra apenas como cenário turístico. A ambientação ajuda a dar identidade à produção, tanto nas paisagens quanto na forma como o restaurante é apresentado. Existe um cuidado em mostrar o espaço como parte da história, não apenas como pano de fundo.

A cozinha também tem um papel ativo. Não é só um lugar de trabalho, mas o centro de tudo que acontece. É ali que os personagens se enfrentam, erram, acertam e se transformam. A gastronomia funciona como linguagem, não como enfeite.

Outro ponto é o ritmo. A série não corre para entregar respostas. Prefere acompanhar os personagens no dia a dia, deixando que os conflitos se desenvolvam de forma gradual.

Vai ter segunda temporada?

Até o momento, a Netflix não confirmou novos episódios. A primeira temporada encerra seu arco principal de forma satisfatória, mas deixa algumas brechas que poderiam ser exploradas. A continuidade vai depender da repercussão. Se a série encontrar público, existe espaço narrativo para seguir adiante sem parecer forçada.

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