
A Sessão da Tarde desta quarta-feira, 29 de abril, traz para o público um dos reboots mais bem-sucedidos do cinema recente: Planeta dos Macacos: A Origem. Lançado em 2011 e dirigido por Rupert Wyatt, o longa resgata a clássica franquia baseada na obra de Pierre Boulle, mas com uma abordagem mais atual, emocional e centrada em dilemas éticos da ciência.
A produção rapidamente se destacou por ir além do espetáculo visual. Ao mesmo tempo em que entrega sequências impactantes, o filme constrói uma narrativa sensível sobre família, responsabilidade e os limites da intervenção humana na natureza. Esse equilíbrio ajudou a transformar o longa em um sucesso de público e crítica, além de abrir caminho para novas continuações.

Qual história do filme?
A trama acompanha Will Rodman, personagem de James Franco, um cientista que trabalha no desenvolvimento de um tratamento experimental contra o Alzheimer. Movido pela condição delicada de seu pai, Charles, interpretado por John Lithgow, ele se dedica intensamente à pesquisa, apostando em testes com primatas para avançar nos resultados.
Após um incidente que leva ao cancelamento do projeto, Will decide seguir por conta própria e aplica a substância em seu pai. Os efeitos iniciais são impressionantes, já que Charles recupera parte da memória e da lucidez. Ao mesmo tempo, um chimpanzé chamado César, que teve contato com o experimento ainda filhote, passa a demonstrar uma inteligência muito acima do normal.
Criado como parte da família, César desenvolve habilidades cognitivas e emocionais cada vez mais complexas. Com o passar dos anos, no entanto, um episódio de agressão acaba levando o animal a ser capturado e enviado para um abrigo. É nesse ambiente hostil que sua visão sobre os humanos muda drasticamente.
O confinamento e os maus-tratos despertam em César um senso de revolta e consciência coletiva. Aos poucos, ele deixa de ser apenas um animal excepcional para se tornar um líder entre os primatas, dando início a um movimento que mudaria o rumo da relação entre humanos e sua espécie. O filme constrói essa transformação de forma gradual e intensa, tornando o personagem o verdadeiro centro emocional da história.

Quem faz parte do elenco?
O elenco reúne nomes conhecidos do público e performances que marcaram época. James Franco assume o papel do cientista dividido entre a ambição profissional e o amor pelo pai. Já John Lithgow entrega uma atuação sensível como o idoso que enfrenta o avanço do Alzheimer.
Um dos maiores destaques é Andy Serkis, responsável por dar vida a César por meio de tecnologia de captura de movimento. Sua atuação foi amplamente elogiada por transmitir emoções profundas mesmo em um personagem digital, sendo considerada uma das melhores performances do gênero.
O elenco ainda conta com Freida Pinto, que interpreta Caroline, uma cientista que se envolve na pesquisa, além de Tom Felton, em um papel mais agressivo, e Brian Cox, como o responsável pelo abrigo onde César é mantido.
Um marco tecnológico e narrativo
Além da história envolvente, o filme chamou atenção pelo uso avançado de efeitos visuais. A técnica de captura de movimento utilizada para criar os primatas permitiu um nível de realismo impressionante, especialmente nas expressões faciais. Esse trabalho rendeu ao longa uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e diversos prêmios importantes, incluindo vitórias no Saturn Awards.
O sucesso também se refletiu nas bilheterias. Com orçamento de cerca de 93 milhões de dólares, a produção arrecadou mais de 480 milhões ao redor do mundo, consolidando o retorno da franquia aos holofotes e garantindo novas sequências.



















