Foto: Reprodução/ Internet

A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 8 de junho de 2026, traz uma produção bem diferente dos romances tradicionais que costumam ocupar a programação da televisão. Todo Tempo Que Temos, estrelado por Florence Pugh e Andrew Garfield, chega à Globo após conquistar espaço nos cinemas e no streaming graças a uma história que aborda amor, família e os desafios da vida adulta de maneira mais próxima da realidade.

Dirigido por John Crowley, o longa acompanha Tobias e Almut, duas pessoas que se conhecem de forma inesperada e constroem uma vida juntos. O relacionamento passa por diversas fases, incluindo mudanças profissionais, planos familiares e acontecimentos que obrigam o casal a reavaliar suas prioridades.

O que o público pode esperar da história?

Quem pretende assistir ao filme esperando uma comédia romântica leve pode se surpreender. Embora o romance seja o centro da narrativa, a produção funciona principalmente como um drama sobre escolhas, amadurecimento e a forma como as pessoas lidam com situações que fogem do controle.

A trama acompanha diferentes momentos da vida dos protagonistas, mostrando não apenas o início da relação, mas também os desafios que surgem conforme os anos passam. Isso faz com que o espectador acompanhe a evolução dos personagens de forma mais completa.

O filme é baseado em uma história real?

Não. O roteiro foi criado por Nick Payne especialmente para o cinema. Apesar disso, muitos espectadores se identificaram com a história porque os conflitos apresentados são bastante universais. Questões relacionadas à família, carreira, sonhos pessoais e relacionamentos aparecem de forma natural ao longo da narrativa.

Por que Florence e Andrew receberam tantos elogios?

Grande parte da força emocional do filme está nas atuações dos protagonistas. Florence Pugh interpreta Almut, uma chef de cozinha ambiciosa que tenta equilibrar vida profissional e pessoal. Já Andrew Garfield vive Tobias, um homem que busca reconstruir sua vida após experiências difíceis.

A química entre os dois personagens faz com que muitos dos momentos mais simples da história pareçam genuínos. Em vez de apostar em grandes discursos ou cenas exageradas, o filme valoriza conversas, gestos e situações cotidianas que ajudam a desenvolver a relação do casal.

O que diferencia este romance de outros lançamentos recentes?

Um dos elementos mais interessantes é a forma como a história é contada. Em vez de seguir uma linha cronológica tradicional, o roteiro alterna diferentes períodos da vida dos protagonistas.

Essa estrutura permite que o público descubra informações gradualmente e compreenda melhor a importância de determinados acontecimentos. Ao mesmo tempo, evita que a narrativa siga caminhos previsíveis.

Outro diferencial é que o longa não tenta transformar seus personagens em figuras perfeitas. Tobias e Almut cometem erros, enfrentam dúvidas e precisam lidar com decisões difíceis, tornando a experiência mais próxima da vida real.

O filme fez sucesso nos cinemas?

Sim. Após estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2024, o longa recebeu atenção da crítica especializada e ganhou força graças ao boca a boca do público.

Distribuído pela A24 nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 58,6 milhões mundialmente. O resultado foi considerado positivo para uma produção de médio orçamento focada em drama e romance, sem ligação com franquias famosas ou personagens já conhecidos.

Vale a pena assistir na Sessão da Tarde?

Para quem gosta de histórias emocionais, personagens bem desenvolvidos e filmes que permanecem na memória após o término, a resposta é sim.

“Todo Tempo Que Temos” não depende de efeitos especiais, grandes reviravoltas ou cenas de ação para prender a atenção. Seu principal atrativo está justamente na forma como retrata momentos comuns da vida e mostra que, muitas vezes, as experiências mais marcantes surgem das relações que construímos ao longo do caminho.

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