O novo longa animado da Netflix, Como Mágica, chegou ao catálogo no início de maio e rapidamente despertou curiosidade por um motivo bem específico: os animais do universo apresentado parecem tão detalhados e “reais” que muita gente começou a questionar se eles poderiam existir de verdade. Dirigido por Nathan Greno e produzido pela Skydance Animation, o filme se passa no reino de Vale, um ambiente selvagem repleto de espécies completamente diferentes das conhecidas no mundo real, onde uma troca de corpos entre inimigos naturais muda o equilíbrio de tudo.

O Pookoo existe ou é só criação do filme?

Entre todas as criaturas, o Pookoo virou o mais comentado. Ele é a forma original de Ollie, um dos protagonistas, e aparece como um pequeno animal marrom, expressivo e de comportamento ágil. Dentro da narrativa, ele é tratado como uma espécie natural daquele mundo, mas na vida real não existe: o Pookoo foi criado exclusivamente para o filme e não tem equivalente direto na natureza.

Mesmo sendo fictício, o personagem parece familiar porque seu design foi construído a partir de referências reais. Os animadores combinaram características de lontras marinhas com pequenos mamíferos escavadores, como toupeiras, criando um visual que mistura fofura, movimento rápido e expressão curiosa. O resultado é uma criatura inventada que soa plausível justamente por carregar elementos reconhecíveis do mundo animal.

Existe algum animal real parecido com o Pookoo?

Não há nenhuma espécie na natureza que corresponda ao Pookoo. Ele não foi baseado em um único animal, mas sim em uma combinação de inspirações diferentes, o que reforça a ideia de um ser totalmente fictício. Esse tipo de criação é comum em animações de fantasia, já que permite construir mundos novos sem perder completamente a conexão visual com a realidade.

E os Javans, são reais?

Outro destaque do filme são os Javans, aves grandes e dominantes dentro do ecossistema de Vale. Assim como o Pookoo, eles também não existem na vida real. Foram criados para o filme, mas inspirados em aves de rapina e espécies tropicais conhecidas por sua imponência. Na história, eles representam força e hierarquia, funcionando como uma espécie de elite dentro do mundo animal apresentado.

Que outras criaturas aparecem em Como Mágica?

O universo da animação vai muito além dessas espécies principais. O filme apresenta uma variedade de criaturas que ajudam a construir o ecossistema de Vale, sempre misturando referências reais com elementos fantásticos. Os Treewolves lembram lobos e raposas, mas têm o corpo coberto por galhos e folhas, como se fossem parte da floresta. Já os Firewolves trazem um visual mais agressivo, inspirado em cães de grande porte, mas com características exageradas para reforçar o lado sombrio da narrativa.

Também aparecem os Dzos, criaturas gigantes que lembram elefantes e mamutes, mas cobertas por vegetação e formações rochosas, quase como parte viva do ambiente. No mundo aquático, peixes inspirados em espécies tropicais reais completam o cenário com cores vibrantes e designs estilizados.

Por que criar animais que não existem?

A criação de espécies como o Pookoo faz parte da proposta central do filme. Em vez de se limitar à natureza real, a produção optou por construir um ecossistema totalmente original, dando mais liberdade para explorar temas como convivência entre diferenças, adaptação e transformação pessoal. Quando os protagonistas trocam de corpo, passam a enxergar o mundo de outra forma, e essas criaturas inventadas ajudam a reforçar essa sensação de estranhamento e descoberta constante.

Quem está por trás de Como Mágica?

O filme é dirigido por Nathan Greno e faz parte da produção da Skydance Animation, estúdio que vem apostando em histórias originais de fantasia. O elenco de vozes inclui Michael B. Jordan e Juno Temple, que interpretam os protagonistas Ollie e Ivy. A relação entre os dois é o centro emocional da trama, especialmente após a troca de corpos que muda completamente suas vidas.

O que torna essa história diferente de outras animações?

Em vez de seguir fórmulas tradicionais, o filme aposta em um mundo totalmente inventado, com regras próprias e criaturas inéditas. Isso cria uma experiência mais imersiva, já que tudo precisa ser descoberto junto com os personagens. O Pookoo, nesse contexto, não é apenas uma criatura fofa, mas também parte da identidade emocional de um dos protagonistas antes da transformação.

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