A Sessão da Tarde desta terça, 12 de maio, aposta em um caminho menos leve do que o habitual e leva ao ar Em A Redenção, um drama de desastre que troca o conforto das histórias previsíveis por uma narrativa marcada por urgência e perigo constante. O filme, exibido na TV aberta, chama atenção justamente por transformar um evento real em uma reconstrução cinematográfica carregada de tensão.

Lançado em 2019, o longa dirigido por Tony Chan se apoia em uma estética de grande escala, mas com foco no impacto humano por trás da tragédia. Em vez de tratar o desastre apenas como espetáculo visual, a obra tenta mostrar o que acontece quando pessoas comuns são colocadas diante de situações extremas, em que cada segundo pode mudar completamente o rumo de uma cidade.

Como um acidente real virou uma história de cinema?

A base da trama vem de um episódio registrado no porto de Xingang, na China, onde uma falha em instalações industriais envolvendo oleodutos desencadeou uma sequência de explosões e incêndios. O que começou como um acidente técnico rapidamente se transformou em uma emergência de grandes proporções, exigindo resposta imediata de equipes de resgate.

No filme, esse cenário é reconstruído como uma corrida contra o colapso total. Bombeiros são colocados no centro da narrativa e precisam enfrentar não apenas o fogo, mas também o risco de novas explosões, estruturas instáveis e um ambiente completamente fora de controle. O resultado é uma história que trabalha constantemente com a sensação de urgência, sem espaço para pausas seguras.

A adaptação tem como base o livro de não ficção “Zuishen De Shui Shi Leishui”, de Bao’erji Yuanye, o que reforça a tentativa de manter a obra próxima de registros reais, ainda que dramatizados para o cinema.

Quem conduz essa operação de resgate na tela?

O elenco reúne nomes bastante conhecidos do cinema chinês contemporâneo, com destaque para Huang Xiaoming e Du Jiang, que interpretam bombeiros em posições diferentes dentro da hierarquia de combate ao incêndio. Suas trajetórias ajudam a construir o contraste entre experiência, pressão e tomada de decisão em situações-limite.

Ao lado deles, Yang Zi e Tan Zhuo ampliam o olhar da narrativa ao representar civis e profissionais diretamente afetados pelo desastre. Essa escolha narrativa ajuda a dar mais dimensão ao caos mostrado em cena, já que o filme não se limita ao ponto de vista dos socorristas, mas também explora o impacto da tragédia na população.

O resultado é um mosaico de personagens que, juntos, reforçam a ideia de que uma catástrofe nunca é isolada — ela atinge diferentes camadas da sociedade ao mesmo tempo.

Por que o filme teve tanta força na China?

Em A Redenção não passou despercebido no circuito cinematográfico chinês. O lançamento fez parte de um conjunto de produções associadas às comemorações do 70º aniversário da República Popular da China, o que já colocava o longa em um contexto de grande visibilidade nacional.

Além do peso simbólico, o desempenho comercial também foi expressivo. O filme arrecadou cerca de 1,7 bilhão de yuans, ultrapassando a marca de 240 milhões de dólares, número que o colocou entre os grandes sucessos do período no país. Esse resultado foi impulsionado tanto pela temática de desastre quanto pelo interesse do público em histórias baseadas em eventos reais.

A distribuição internacional, incluindo exibição nos Estados Unidos, ajudou a ampliar o alcance da produção e consolidar sua presença fora do mercado asiático.

O que diferencia esse filme de outros do gênero?

O gênero de catástrofe costuma apostar em destruição em larga escala, mas “Em A Redenção” tenta equilibrar esse espetáculo com um olhar mais humano sobre o que está acontecendo. Em vez de se concentrar apenas no impacto visual das explosões e incêndios, o filme dedica tempo às escolhas individuais dos personagens e às consequências emocionais dessas decisões.

A direção de Tony Chan trabalha com uma narrativa que mantém o ritmo acelerado, mas evita transformar o desastre em algo puramente sensacionalista. Há uma preocupação constante em mostrar o custo humano da operação, seja através do desgaste físico dos bombeiros ou do medo vivido por quem está preso dentro da área de risco.

Onde assistir?

Além da exibição na Sessão da Tarde, o público também pode assistir a Em A Redenção em plataformas digitais. O filme está disponível no modelo SVOD no catálogo da Sony One, liberado por assinatura para quem já utiliza o serviço. Já no formato VOD, a produção pode ser encontrada no Prime Video, onde é possível alugar o longa a partir de R$ 11,90, ampliando as opções para quem prefere assistir sob demanda e fora da programação da TV aberta.

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