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Na segunda, 25 de maio, a Globo traz na Sessão da Tarde a comédia romântica A Proposta, produção lançada em 2009 que mistura romance, humor e situações completamente fora de controle em um cenário improvável: o frio de Sitka, no Alasca. Dirigido por Anne Fletcher, o longa aposta na clássica fórmula do “casamento de mentira” para construir uma narrativa leve, mas cheia de conflitos e reviravoltas emocionais.

No centro da história está Margaret Tate, interpretada por Sandra Bullock, uma editora-chefe exigente, controladora e temida por todos no ambiente de trabalho. Ao descobrir que será deportada para o Canadá por problemas com seu visto, ela toma uma decisão impulsiva: afirma estar noiva de seu assistente, Andrew Paxton, vivido por Ryan Reynolds. O detalhe é que Andrew não apenas é seu subordinado, como também a pessoa que mais sofreu com suas exigências ao longo dos anos.

Como um casamento falso pode virar uma guerra de egos e sentimentos reais?

O ponto de partida do filme é simples, mas extremamente eficaz para gerar tensão cômica. Para evitar a deportação, Margaret convence Andrew a entrar na farsa do noivado. Em troca, ele exige condições nada modestas: uma promoção, controle sobre sua carreira editorial e a promessa de que seu manuscrito finalmente será publicado.

O que começa como um acordo frio rapidamente se transforma em uma viagem desconfortável até Sitka, onde Andrew precisa enfrentar a própria família, incluindo a mãe Grace Paxton, interpretada por Mary Steenburgen, o pai Joe Paxton, vivido por Craig T. Nelson, e a icônica Vovó Annie, interpretada por Betty White, que rouba várias cenas com seu humor espontâneo e irreverente.

A convivência forçada entre Margaret e a família de Andrew revela uma versão completamente diferente da personagem, que até então parecia apenas fria e inalcançável. Aos poucos, o filme constrói uma dinâmica em que as máscaras começam a cair, e o público passa a enxergar vulnerabilidades escondidas sob a rigidez profissional.

Por que a química entre Sandra Bullock e Ryan Reynolds funciona tão bem?

Um dos principais motores do longa-metragem é a química entre seus protagonistas. Sandra Bullock e Ryan Reynolds constroem uma relação baseada em provocações constantes, ironias rápidas e uma tensão que oscila entre o ódio e uma atração inevitável.

O roteiro explora bem esse contraste: ela representa o controle absoluto, a carreira acima de tudo e a rigidez emocional; ele, por outro lado, é mais leve, sarcástico e preso a uma rotina que nunca parece valorizá-lo. Essa oposição cria um terreno fértil para o desenvolvimento da história, que vai muito além do clichê inicial.

À medida que o enredo avança, o espectador percebe que a convivência forçada não serve apenas como desculpa para situações cômicas, mas também como uma forma de expor fragilidades emocionais de ambos os personagens.

O Alasca é só cenário ou também personagem da história?

Outro elemento importante do filme é a ambientação em Sitka, no Alasca. O local não está ali apenas como pano de fundo visual, mas também como parte da narrativa. O isolamento, o clima frio e o contraste com a vida urbana de Nova York ajudam a intensificar o choque entre os mundos de Margaret e Andrew.

Para uma personagem acostumada ao ritmo acelerado e competitivo de uma grande editora, estar em uma cidade pequena, cercada por tradições familiares e uma comunidade acolhedora, funciona quase como um “descongelamento emocional”. O ambiente força Margaret a sair do controle absoluto que sempre teve sobre sua vida profissional e pessoal.

O que explica o sucesso do filme nas bilheteiras?

Quando foi lançado em 2009, o longa teve um desempenho surpreendente. Nos Estados Unidos, estreou com força nas bilheteiras e rapidamente ultrapassou a marca de dezenas de milhões de dólares, consolidando-se como um dos grandes sucessos do ano. O apelo foi especialmente forte entre o público adulto e casais, que representaram a maior parte da audiência inicial.

O sucesso global também chamou atenção, com boa performance em mercados como Austrália, Rússia e África do Sul. No total, a produção ultrapassou a marca de centenas de milhões de dólares em arrecadação mundial, consolidando-se como uma das comédias românticas mais lucrativas do período.

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Na terça, 26 de maio, a Globo apresenta o intenso drama de sobrevivência Evereste, uma produção baseada em fatos reais que reconta uma das tragédias mais conhecidas do montanhismo mundial. Dirigido por Baltasar Kormákur, o longa recria a tentativa de escalada do Monte Everest durante a temporada de 1996, quando condições climáticas extremas transformaram uma expedição de rotina em um desastre irreversível.

A narrativa é inspirada em eventos descritos no livro No Ar Rarefeito, de Jon Krakauer, e acompanha duas equipes de escaladores que se unem na base da montanha em busca de um objetivo comum: alcançar o cume do Everest. O que deveria ser uma conquista histórica rapidamente se transforma em uma luta desesperada pela sobrevivência.

Como uma expedição ao Evereste se transforma em uma corrida contra o tempo?

O filme acompanha a jornada de líderes experientes e montanhistas amadores que se encontram no limite físico e psicológico em meio às condições extremas do Himalaia. Entre eles, está Rob Hall, interpretado por Jason Clarke, líder da expedição Adventure Consultants, responsável por guiar seus clientes até o topo da montanha.

Do outro lado, Scott Fischer, vivido por Jake Gyllenhaal, lidera a equipe da Mountain Madness, que também tenta alcançar o cume no mesmo período. A convivência entre as equipes, inicialmente marcada por cooperação e respeito, aos poucos é colocada à prova conforme as condições climáticas se deterioram de forma inesperada.

O roteiro constrói essa escalada não apenas como um desafio físico, mas como uma sucessão de decisões que vão se tornando cada vez mais críticas à medida que o tempo e o oxigênio começam a faltar.

Quem são as pessoas por trás da história real retratada no filme?

Além dos líderes das expedições, o filme destaca personagens que ajudam a compor o drama humano da tragédia. Beck Weathers, interpretado por Josh Brolin, é um dos escaladores que enfrenta uma das jornadas mais extremas de sobrevivência da história recente do montanhismo.

Já Doug Hansen, vivido por John Hawkes, representa a determinação de quem busca realizar um sonho antigo, mesmo diante de riscos evidentes. O elenco ainda conta com Sam Worthington como Guy Cotter, Robin Wright como Peach, além de participações marcantes de Keira Knightley, Emily Watson e Michael Kelly, que ajudam a expandir o impacto emocional da história.

Por que o Everest é considerado um dos ambientes mais perigosos do planeta?

Em Evereste, a montanha não é apenas cenário, mas praticamente um personagem central. O filme reforça a ideia de que o Everest impõe suas próprias regras, ignorando experiência, preparo físico e tecnologia.

A narrativa mostra como mudanças bruscas de clima podem transformar uma simples janela de ascensão em uma armadilha mortal. Ventos intensos, temperaturas extremas e falta de oxigênio criam um ambiente onde cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Esse aspecto é fundamental para entender o impacto da história: não se trata apenas de uma falha humana, mas de uma combinação perigosa entre ambição, natureza e imprevisibilidade.

Como o filme equilibra espetáculo visual e tragédia real?

A direção de Baltasar Kormákur aposta em uma abordagem realista, que busca recriar a sensação de isolamento e perigo constante enfrentada pelos alpinistas. Em vez de transformar a história em um espetáculo exagerado, o longa prefere manter um tom contido, focado na tensão crescente.

O resultado é uma experiência que alterna momentos de contemplação e desespero, mostrando tanto a beleza quanto a brutalidade do ambiente. O uso de efeitos visuais ajuda a reforçar a escala da montanha, mas o foco permanece nas decisões humanas e em suas consequências diretas.

O que torna essa história ainda tão impactante anos depois?

Mesmo lançado em 2015, o longa-metragem continua chamando atenção por sua base em fatos reais e pela forma como aborda o limite entre sonho e risco extremo. A tragédia de 1996 ainda é considerada um dos episódios mais marcantes do montanhismo moderno, e o filme ajuda a contextualizar como pequenos erros podem se acumular em situações de altíssima pressão.

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Na quarta, 27 de maio, a Sessão da Tarde exibe a comédia romântica Voando Para O Amor, uma produção que aposta em situações exageradas e encontros inesperados para falar sobre amor, pressão familiar e escolhas afetivas. O longa foi escrito e dirigido por David E. Talbert e adapta uma história que brinca com a ideia de que o passado amoroso pode virar uma espécie de mapa para o futuro.

No centro da trama está Montana Moore, interpretada por Paula Patton, uma comissária de bordo que já perdeu a conta de quantas vezes foi madrinha em casamentos familiares enquanto continua solteira. Dentro da própria casa, ela se sente deslocada, como se estivesse sempre um passo atrás dos demais. A partir disso, surge uma decisão impulsiva. Em apenas 30 dias, ela decide reencontrar todos os seus ex-namorados na esperança de que algum deles possa virar seu futuro marido.

O amor pode mesmo ser encontrado revisitando antigos relacionamentos?

A ideia de Baggage Claim nasce de uma pergunta simples, mas que rende uma sequência de situações fora do controle. Montana usa suas viagens pelo trabalho como comissária para cruzar diferentes cidades e reencontrar pessoas que marcaram sua vida amorosa.

Cada encontro traz uma mistura de nostalgia, desconforto e surpresa. O que parecia uma solução prática vira uma sequência de situações cada vez mais imprevisíveis, já que nem todos os ex têm a mesma lembrança do relacionamento que ela guarda na memória.

Quem são os ex que voltam para bagunçar ainda mais essa história?

Durante essa jornada, Montana reencontra figuras do passado que ajudam a construir o lado cômico da narrativa. Entre eles está Sam, interpretado por Adam Brody, além de William Wright, vivido por Derek Luke, e Langston Jefferson Battle III, papel de Taye Diggs.

Cada um representa um tipo diferente de relação que ficou para trás, desde histórias mal resolvidas até romances que pareciam perfeitos apenas na lembrança. O filme usa esses reencontros para mostrar como a percepção do passado muda com o tempo e como nem sempre duas pessoas lembram do mesmo relacionamento da mesma forma.

A pressão familiar pode influenciar tanto assim nas escolhas amorosas?

Um dos pontos mais fortes do filme é a forma como retrata a pressão social em torno do casamento. Montana não está apenas tentando encontrar o amor, mas também tentando se encaixar em um padrão familiar que parece já definido há muito tempo.

A mãe dela, Catherine Moore, interpretada por Jenifer Lewis, reforça essa cobrança constante, o que deixa claro que a protagonista vive um conflito entre o que sente e o que esperam dela. O filme usa esse contraste para criar momentos que alternam humor e pequenas doses de emoção, sem perder o tom leve.

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Na quinta, 28 de maio, a emissora traz o drama esportivo sul-coreano Rebound: Uma Nova Chance, uma história baseada em fatos reais que vai muito além das quadras. O filme mostra como um time praticamente abandonado conseguiu se reorganizar e surpreender em uma das competições mais importantes do basquete escolar.

Dirigido por Jang Hang-jun, o longa revisita a trajetória de uma equipe de Busan que, após anos de fracasso, estava prestes a desaparecer. O que parecia o fim vira ponto de partida quando um novo treinador assume a missão de tentar reconstruir tudo do zero, mesmo sem grandes promessas ou recursos.

Como reconstruir um time quando quase ninguém acredita mais nele?

A história ganha forma quando o técnico Kang Yang-hyeon, interpretado por Ahn Jae-hong, chega para assumir uma equipe em colapso. Ele já tinha experiência como parte da comissão técnica da seleção juvenil, mas agora se vê diante de um desafio muito mais duro: recuperar a confiança de jogadores que já não acreditam no próprio potencial.

A situação piora logo no início, quando parte do elenco decide sair, deixando o grupo reduzido a apenas seis jogadores. Em vez de desistir, o treinador escolhe insistir em algo que parece improvável naquele momento: formar uma equipe funcional a partir do que sobrou.

Quem são os jogadores que aceitaram começar quase do zero?

Sem grandes nomes ou estrelas, o time passa a ser formado por jovens que também carregam suas próprias frustrações dentro do esporte. Cheon Ki-beom, vivido por Lee Shin-young, assume a liderança dentro de quadra, tentando manter o grupo unido mesmo quando tudo parece desandar.

Ao lado dele estão Bae Gyoo-hyeok, interpretado por Jeong Jin-woon, Hong Soon-gyu, vivido por Kim Taek, Jung Kang-ho, interpretado por Jung Gun-joo, e Heo Jae-yoon, vivido por Kim Min. Juntos, eles formam um time que, no início, mais parece uma aposta arriscada do que uma equipe competitiva.

O basquete aqui é competição ou aprendizado sobre vida?

Em Rebound, o esporte funciona como pano de fundo para algo maior. O treinador Kang tenta fazer com que os jogadores entendam que o jogo não se vence apenas com talento, mas com disciplina, paciência e principalmente trabalho coletivo.

Aos poucos, o grupo começa a mudar a forma como enxerga cada jogada, cada erro e cada oportunidade perdida. O que antes era desorganização vai sendo substituído por confiança, e o time passa a enxergar valor até nos pequenos avanços.

Como uma história real virou um caso de inspiração nacional?

O filme se baseia na trajetória da Busan Jungang High School durante o campeonato nacional de 2012. Na época, ninguém esperava muito daquela equipe, que já vinha de anos difíceis e estava longe de ser favorita.

Mesmo assim, o grupo conseguiu chegar até a final da competição, enfrentando escolas muito mais estruturadas e tradicionais. A campanha chamou atenção justamente por contrariar todas as expectativas, transformando um time desacreditado em um dos assuntos mais comentados do basquete escolar sul-coreano.

O que torna essa história tão fácil de se conectar?

O impacto de Rebound está na forma como ele trata falhas e limitações sem romantizar demais. Os personagens não começam como vencedores, e isso torna cada pequeno avanço mais significativo. A direção de Jang Hang-jun aposta em uma abordagem mais humana, focada na evolução emocional do grupo, sem transformar a história em algo artificialmente heroico.

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Na sexta, 29 de maio, a Globo encerra a semana com o filme Convenção das Bruxas, repleto de fantasia e terror leve que adapta o clássico livro de Roald Dahl. A nova versão foi dirigida por Robert Zemeckis, que também assina o roteiro ao lado de Guillermo del Toro e Kenya Barris, trazendo uma leitura atualizada da história já conhecida pelo público.

O longa acompanha um menino que, após perder os pais em um acidente, passa a viver com a avó em uma pequena cidade. O que parecia ser uma fase de adaptação tranquila acaba se transformando em algo muito maior quando ele descobre, quase por acaso, a existência de bruxas que vivem disfarçadas entre os humanos.

Como um hotel de luxo pode esconder o maior encontro de bruxas do mundo?

A história de Convenção das Bruxas ganha força quando a avó decide levar o neto para um hotel sofisticado, acreditando que ali ele estaria mais seguro. A lógica é simples: as bruxas não costumam se interessar por crianças ricas ou ambientes de luxo.

O que ninguém esperava é que justamente naquele local aconteceria uma convenção secreta liderada pela chamada Grande Bruxa, interpretada por Anne Hathaway. O evento, disfarçado de encontro “contra a crueldade com crianças”, revela rapidamente suas verdadeiras intenções, colocando o menino em uma situação perigosa e completamente fora do controle.

Quem são os personagens que tentam sobreviver a esse caos mágico?

No centro da história está a relação entre o menino, vivido por Jahzir Kadeem Bruno, e sua avó, interpretada por Octavia Spencer. É ela quem percebe primeiro que algo estranho está acontecendo e tenta proteger o neto antes que seja tarde demais.

O elenco ainda conta com Stanley Tucci como o Sr. Stringer, além da participação de Chris Rock como narrador da história, trazendo um tom mais moderno e bem-humorado à narrativa. Também aparece Codie-Lei Eastick como Bruno Jenkins, personagem que ajuda a intensificar o conflito entre as crianças e as bruxas.

O filme é mais assustador ou mais divertido?

Apesar de lidar com elementos de transformação, magia e ameaças contra crianças, o longa-metragem não aposta no terror pesado. A proposta é equilibrar o clima sombrio com momentos de humor e fantasia, criando uma experiência que pode ser assistida por diferentes públicos.

A direção de Robert Zemeckis busca transformar a história em algo visualmente marcante, com personagens exagerados, cenários estilizados e uma atmosfera que oscila entre o divertido e o inquietante.

Por que essa nova versão chamou atenção ao ser lançada?

Quando foi anunciado, o projeto chamou interesse por reunir nomes fortes por trás das câmeras. Além de Zemeckis na direção, o envolvimento de Guillermo del Toro na produção ajudou a reforçar a expectativa de uma adaptação mais fiel ao espírito do livro original de Roald Dahl.

Outro ponto que chamou atenção foi a mudança de ambientação. Em vez da Inglaterra da versão literária, a história foi transportada para os Estados Unidos, em um contexto mais contemporâneo, com foco em questões de identidade e adaptação do público atual.

O que torna essa história ainda tão popular?

Mesmo sendo uma nova versão de uma obra já conhecida, o filme continua despertando curiosidade por misturar fantasia e aventura em uma narrativa simples de acompanhar. A ideia de crianças enfrentando bruxas disfarçadas em um ambiente cotidiano mantém o apelo clássico das histórias de Roald Dahl.

Além disso, o contraste entre o mundo infantil e o universo sombrio das bruxas ajuda a construir um clima que é ao mesmo tempo divertido e levemente assustador, algo que sempre funcionou bem em adaptações do autor.

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