
A história de Robin Hood já inspirou filmes, séries e livros ao longo de décadas, mas A Morte de Robin Hood escolhe um recorte pouco explorado desse personagem. No novo longa da A24, Hugh Jackman (Logan, Os Miseráveis) interpreta um homem envelhecido, isolado e obrigado a conviver com as consequências de uma vida inteira marcada pela violência.
Escrito e dirigido por Michael Sarnoski (Pig, Um Lugar Silencioso: Dia Um), o filme estreia nos cinemas brasileiros em 13 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes.
Quem foi Robin Hood?
Robin Hood faz parte do folclore inglês desde a Idade Média. As primeiras baladas sobre o personagem surgiram entre os séculos XIII e XIV, embora sua origem exata continue sendo debatida por historiadores. Ao longo do tempo, a figura do fora da lei que roubava dos ricos para ajudar os pobres acabou se tornando uma das lendas mais conhecidas da literatura mundial.
No cinema, essa história já ganhou interpretações bastante diferentes. Entre as versões mais lembradas estão As Aventuras de Robin Hood (1938), com Errol Flynn, Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (1991), estrelado por Kevin Costner, e Robin Hood (2010), dirigido por Ridley Scott e protagonizado por Russell Crowe. Em comum, todas retratam um herói em plena atividade, liderando rebeliões e enfrentando o poder.
O novo filme segue um caminho oposto.
O que muda nesta versão da lenda?
A trama é ambientada por volta de 1247, quando Robin Hood já deixou seus dias de glória para trás. Escondido nas montanhas, ele vive longe das batalhas até receber a visita de Pequeno João, interpretado por Bill Skarsgård (Nosferatu, It: A Coisa), que pede sua ajuda para uma última missão.
O reencontro termina em tragédia. Gravemente ferido, Robin é encontrado por Irmã Brigid, personagem de Jodie Comer (Clube dos Vândalos, Killing Eve), e levado para um priorado isolado, onde começa um lento processo de recuperação.
A história passa a acompanhar esse período de isolamento. Em vez de grandes confrontos ou sequências de ação contínuas, o roteiro concentra a atenção no estado físico e emocional de Robin, que revisita decisões tomadas ao longo da vida e encara um passado do qual nunca conseguiu escapar.
Por que essa adaptação foge das anteriores?
Michael Sarnoski evita transformar Robin Hood em um herói invencível. Seu protagonista aparece cansado, ferido e vulnerável, bem distante da imagem tradicional do arqueiro carismático que domina boa parte das adaptações para o cinema.
Essa mudança também altera o ritmo da narrativa. O longa usa a figura de Robin Hood para discutir culpa, envelhecimento e o impacto da violência sobre quem passou a vida inteira empunhando uma espada. A lenda continua presente, mas serve como ponto de partida para contar uma história mais intimista.
Quem faz parte do elenco?
Além de Hugh Jackman, o elenco reúne Jodie Comer, Bill Skarsgård, Murray Bartlett (The Last of Us, The White Lotus), Noah Jupe (Um Lugar Silencioso, Honey Boy) e Faith Delaney.
Nos bastidores, a fotografia é assinada por Pat Scola (Pig), enquanto a trilha sonora ficou a cargo de Jim Ghedi. A produção reúne Aaron Ryder, Andrew Swett, Alexander Black e o próprio Hugh Jackman.
















