Quando o assunto é automobilismo brasileiro, nomes como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi costumam dominar a conversa. Mas décadas antes de o país conquistar títulos mundiais e se tornar uma potência na Fórmula 1, um piloto paulista já enfrentava os principais circuitos internacionais e ajudava a colocar o Brasil no mapa do esporte. Essa trajetória é o tema de Eu Queria Ser Chico Landi, documentário que chega aos cinemas em novembro de 2026.

A produção revisita a vida e a carreira de Francisco Sacco Landi, reconhecido como o primeiro brasileiro a disputar uma prova de Fórmula 1. O longa reúne imagens raras de arquivo, fotografias históricas e depoimentos inéditos para reconstruir a trajetória de um personagem fundamental para o desenvolvimento do automobilismo nacional, mas que permanece pouco conhecido pelo grande público.

Dirigido por Paulo Pastorelo, o documentário é uma produção da Ebisu Filmes, em coprodução com Unaí Produções, Guga Landi e Race Car Register BR. O projeto conta ainda com o patrocínio da Promax Bardahl, empresa do setor de lubrificantes e aditivos automotivos que reforça, com a iniciativa, sua ligação histórica com o universo da mecânica e da competição.

Idealizado por Guga Landi, neto do piloto, o filme acompanha diferentes momentos da carreira de Chico Landi. A narrativa começa nas primeiras disputas no tradicional Circuito da Gávea, em 1934, passa por sua participação na Fórmula 1 e mostra também sua atuação como chefe de equipe e incentivador do crescimento da indústria automobilística brasileira.

A importância de Chico Landi vai muito além das estatísticas. Em uma época em que pilotos brasileiros praticamente não tinham espaço nas competições internacionais, ele construiu uma carreira enfrentando equipes europeias e abriu caminho para que, anos depois, nomes como Fittipaldi, Piquet e Senna encontrassem um cenário mais favorável para competir no exterior.

O documentário também contextualiza esse período do automobilismo, mostrando como as primeiras iniciativas de pilotos e equipes brasileiras ajudaram a formar a base de um esporte que se tornaria uma das maiores paixões do país nas décadas seguintes.

Após a estreia nos cinemas, “Eu Queria Ser Chico Landi” também será exibido na Claro TV, SporTV e Globoplay, ampliando o alcance da produção para novos públicos.

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